{"id":11035,"date":"2014-11-23T18:00:58","date_gmt":"2014-11-23T18:00:58","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=11035"},"modified":"2014-11-23T11:39:45","modified_gmt":"2014-11-23T11:39:45","slug":"um-olho-nas-tartarugas-outro-na-biodiversidade-com-novas-especies-descobertas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/um-olho-nas-tartarugas-outro-na-biodiversidade-com-novas-especies-descobertas\/","title":{"rendered":"Um olho nas tartarugas, outro na biodiversidade com novas esp\u00e9cies descobertas"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/olho_biodiversidade.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft wp-image-11036 size-full\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/olho_biodiversidade.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>Na rotina de monitoramento e pesquisas em busca de alternativas para as tartarugas marinhas coexistirem com a pesca no litoral baiano, pesquisadores do Projeto Tamar t\u00eam revelado um pouco da rica biodiversidade oce\u00e2nica em \u00e1guas profundas. Quatro esp\u00e9cies de peixes desconhecidas pela ci\u00eancia at\u00e9 ent\u00e3o foram capturadas em testes com armadilhas realizados pelo projeto, entre 2009 e 2014. S\u00e3o esp\u00e9cies encontradas em \u00e1guas profundas e algumas surpreendentes.<\/p>\n<p>Entre as descobertas, est\u00e1 um tubar\u00e3o pintado, do g\u00eanero Scyliorthinus, que atinge o tamanho m\u00e1ximo de 50 cent\u00edmetros. Tr\u00eas f\u00eameas da esp\u00e9cie, que ainda n\u00e3o foi registrada oficialmente pela ci\u00eancia, deram cria a 50 filhotes no cativeiro. Esses tubar\u00f5es se alimentam de peixes, crust\u00e1ceos e lulas e depositam os ovos sobre corais e vegeta\u00e7\u00e3o de fundo. Os filhotes nascem com 10 cent\u00edmetros de comprimento.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 a coisa mais incr\u00edvel\u201d, comemora o bi\u00f3logo Gonzalo Rostan, respons\u00e1vel pelo Centro de Visitantes do Projeto Tamar na Praia do Forte, na Bahia. \u201cPrimeiro, capturar um animal de grande profundidade e fazer ele chegar vivo \u00e0 superf\u00edcie. Isto j\u00e1 \u00e9 dif\u00edcil. Depois, chegar \u00e0 Praia do Forte, conseguir criar condi\u00e7\u00f5es para mant\u00ea-lo vivo. Isto tudo \u00e9 incr\u00edvel! E conseguir reproduzi-lo, \u00e9 muito mais incr\u00edvel!\u201d, destaca com empolga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O projeto, que h\u00e1 33 anos \u00e9 patrocinado pela Petrobras, aguarda o reconhecimento pela ci\u00eancia de outros tr\u00eas peixes. Entre eles, est\u00e3o uma esp\u00e9cie de merluza, g\u00eanero Urophycis , e um g\u00eanero Peristedion, batizada de cabrinha de fundo. Diferente de outra esp\u00e9cie de cabrinha j\u00e1 conhecida e que vive em profundidades de 30 metros, a esp\u00e9cie descoberta pelo projeto Tamar \u00e9 encontrada em \u00e1guas profundas.<\/p>\n<p>A quarta esp\u00e9cie revelada \u00e9 um tanto estranho. Um peixe do g\u00eanero Ijmaia, que leva o diferente nome de \u201cnariz de gel\u00e9ia\u201d. \u00c9 um peixe sem escamas, grande, de cor rosada. \u201cA gente imagina que essas esp\u00e9cies maiores j\u00e1 foram todas identificadas. A\u00ed a gente acha um animal de mais de 1,50 que nunca foi visto, que n\u00e3o \u00e9 conhecido pela ci\u00eancia&#8230;\u201d, afirma novamente com entusiasmo o bi\u00f3logo Rostan.<\/p>\n<p>Estas descobertas, segundo Rostan, se devem parcialmente tamb\u00e9m \u00e0 localiza\u00e7\u00e3o da Praia do Forte. \u201cTemos uma plataforma continental muito estreita. A dez milhas da costa, j\u00e1 chegamos na borda da plataforma. Ent\u00e3o, conseguimos ter acesso com facilidade \u00e0 \u00e1guas profundas, com embarca\u00e7\u00f5es m\u00e9dias\u201d, conta. De acordo com ele, os peixes capturadas s\u00e3o levados \u00e0 especialistas para serem identificados.<\/p>\n<p>Foi durante essas rotinas de captura e identifica\u00e7\u00e3o que as quatro esp\u00e9cies foram encontradas. A presen\u00e7a desses peixes, que eram totalmente desconhecidos pela ci\u00eancia, demonstra que, quando se trata de biodiversidade, at\u00e9 mesmo o que chamam de rotina pode ser algo surpreendente.<br \/>\n<a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/peristedion.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-11037\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/peristedion.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"426\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na rotina de monitoramento e pesquisas em busca de alternativas para as tartarugas marinhas coexistirem<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":11036,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/olho_biodiversidade.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/olho_biodiversidade.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/olho_biodiversidade.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/olho_biodiversidade.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/olho_biodiversidade.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/olho_biodiversidade.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/olho_biodiversidade.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/olho_biodiversidade.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/olho_biodiversidade.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/olho_biodiversidade.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Na rotina de monitoramento e pesquisas em busca de alternativas para as tartarugas marinhas coexistirem","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11035"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11035"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11035\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11036"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11035"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11035"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11035"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}