{"id":110268,"date":"2019-08-03T10:30:26","date_gmt":"2019-08-03T13:30:26","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=110268"},"modified":"2019-08-03T11:52:51","modified_gmt":"2019-08-03T14:52:51","slug":"filhotes-de-raia-brasileiros-sao-os-primeiros-ja-nascidos-em-cativeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/filhotes-de-raia-brasileiros-sao-os-primeiros-ja-nascidos-em-cativeiro\/","title":{"rendered":"Filhotes de raia brasileiros s\u00e3o os primeiros j\u00e1 nascidos em cativeiro"},"content":{"rendered":"<div class=\"paragraph paragraph--type--content paragraph--view-mode--default\">\n<div>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/raia_p.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-110270\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/raia_p-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/raia_p-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/raia_p.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Quase um ano depois do nascimento hist\u00f3rico de cinco raias-borboleta no Aqu\u00e1rio Marinho do Rio de Janeiro (AquaRio), bi\u00f3logos e veterin\u00e1rios est\u00e3o se preparando para receber outra leva de pequeninas raias na fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Em apenas seis meses \u2014 per\u00edodo gestacional da\u00a0<em><a href=\"https:\/\/www.iucnredlist.org\/species\/63153\/12624290\">Gymnura altavela<\/a><\/em>, nativa das \u00e1guas rasas da costa do Atl\u00e2ntico, inclusive na fronteira com o sudeste do Brasil \u2014 os filhotes, cujo n\u00famero ainda \u00e9 desconhecido, \u00a0se juntar\u00e3o a tr\u00eas machos e duas f\u00eameas, que s\u00e3o os primeiros nascidos em cativeiro no mundo, em agosto do ano passado, um sinal positivo para uma esp\u00e9cie que pode entrar em extin\u00e7\u00e3o futuramente.<\/p>\n<p>Apesar da ilegalidade da captura e venda dessas esp\u00e9cies no Brasil, a pesca \u00e9 uma das principais amea\u00e7as enfrentadas pelas raias-borboleta, que podem chegar a quase dois metros de largura. Elas s\u00e3o procuradas por pescadores artesanais, que as comercializam, e tamb\u00e9m ficam presas acidentalmente em redes de arrasto. A outra amea\u00e7a que inibe sua popula\u00e7\u00e3o \u00e9 a polui\u00e7\u00e3o. Esses dois motivos levaram a esp\u00e9cie a ser classificada na\u00a0<a href=\"https:\/\/www.iucnredlist.org\/species\/63153\/12624290\">Lista Vermelha da IUCN<\/a>\u00a0como vulner\u00e1vel, com sua popula\u00e7\u00e3o em decl\u00ednio. No Brasil, elas s\u00e3o consideradas gravemente amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3><strong>Lar doce lar<\/strong><\/h3>\n<p>As primeiras raias nascidas em cativeiro foram vistas pelo p\u00fablico pela primeira vez quando a\u00a0<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/rj\/rio-de-janeiro\/noticia\/2019\/06\/28\/raias-borboleta-sao-reproduzidas-pela-primeira-vez-em-cativeiro.ghtml\">TV Globo<\/a>\u00a0recebeu autoriza\u00e7\u00e3o para film\u00e1-las no m\u00eas passado. Marcelo Szpilman, bi\u00f3logo marinho e Diretor-Presidente do AquaRio conta que elas est\u00e3o se desenvolvendo e que sua estreia ao p\u00fablico acontecer\u00e1 em breve no Tanque Oce\u00e2nico, onde desempenhar\u00e3o um importante papel de conscientiza\u00e7\u00e3o dos visitantes.<\/p>\n<p>\u201cVoc\u00ea n\u00e3o preserva aquilo que n\u00e3o conhece\u201d, ele diz. \u201cO aqu\u00e1rio tem o papel de mostrar as esp\u00e9cies amea\u00e7adas, ajudando as pessoas a entenderem a import\u00e2ncia de sua conserva\u00e7\u00e3o. \u00c9 preciso conhecer para conservar\u201d.<\/p>\n<p>Os nascimentos sem precedentes do AquaRio em agosto do ano passado, a gesta\u00e7\u00e3o e os cuidados ap\u00f3s o nascimento de cinco filhotes fizeram parte de um delicado processo planejado pela equipe do aqu\u00e1rio.<\/p>\n<p>Devido \u00e0s raias-borboletas serem particularmente sens\u00edveis ao ambiente em que vivem, os pesquisadores precisaram criar condi\u00e7\u00f5es ideais para que elas se sentissem confort\u00e1veis e pudessem viver naturalmente, como se estivessem no oceano.<\/p>\n<p>\u201cQuer\u00edamos nos certificar de que as arraias teriam condi\u00e7\u00f5es para se reproduzir por conta pr\u00f3pria\u201d, diz Szpilman. O sucesso se deve ao tamanho do Tanque Oce\u00e2nico, que comporta 3,5 milh\u00f5es de litros de \u00e1gua, \u00e0 qualidade excepcional da \u00e1gua e ao ecossistema est\u00e1vel criado por diversas esp\u00e9cies de tubar\u00e3o, raias e peixes que chamam o tanque de lar.<\/p>\n<p>\u201cA reprodu\u00e7\u00e3o em cativeiro, quando bem-sucedida, \u00e9 de extrema import\u00e2ncia para a conserva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie\u201d, explica Patricia Charve do\u00a0<a href=\"https:\/\/www.iucnssg.org\/\">grupo especializado em tubar\u00f5es da IUCN<\/a>\u00a0e bi\u00f3loga especializada em tubar\u00f5es e\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/environment\/oceans\/photos\/ocean-rays\/\">raias<\/a>. \u201c\u00c9 importante porque indica que est\u00e3o sendo bem cuidadas e que querem deixar seus descendentes\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/raia_g.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-110269\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/raia_g.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"960\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/raia_g.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/raia_g-200x300.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ng-article-image ng-article-image--medium \">\n<div class=\"ng-article-image__content\">\n<div class=\"ng-article-image__content__copy\">Tr\u00eas das raias-borboleta reproduzidas em cativeiro nadam em um tanque do Aqu\u00e1rio Marinho do Rio de Janeiro.<\/div>\n<div class=\"ng-article-image__content__author\">FOTO DE\u00a0<span class=\"ng-article-image__content--strong\">ALEXANDRE MACIEIRA<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"paragraph paragraph--type--content paragraph--view-mode--default\">\n<div>\n<p>O nascimento ocorreu em um tanque menor dentro do Tanque Oce\u00e2nico, normalmente utilizado por mergulhadores que cuidam da esp\u00e9cie. O tanque permitiu que a f\u00eamea permanecesse em seu\u00a0<em>habitat<\/em>\u00a0e que os veterin\u00e1rios monitorassem seus filhotes por meio de ultrassonografia ajudando os rec\u00e9m-nascidos a entrarem na \u00e1gua pela primeira vez. Os filhotes de raia apresentam alta taxa de mortalidade devido aos predadores naturais, portanto, os cinco filhotes ficaram em quarentena, uma medida que tinha como objetivo mant\u00ea-los longe dos tubar\u00f5es do tanque maior.<\/p>\n<p>Agora com 11 meses de idade, eles est\u00e3o se desenvolvendo e aguardando para serem introduzidos em breve ao Tanque Oce\u00e2nico.<\/p>\n<h3><strong>Retornando ao mar aberto<\/strong><\/h3>\n<p>Para Izeni Pires Farias, bi\u00f3logo e professor da Universidade Federal do Amazonas, manter mais raias em cativeiro n\u00e3o \u00e9 o que empolga nos nascimentos ocorridos no AquaRio, e sim a possibilidade de reintroduzi-las no oceano, que \u00e9 de extrema import\u00e2ncia.<\/p>\n<p>\u201cAp\u00f3s o \u00eaxito da reprodu\u00e7\u00e3o em cativeiro, o pr\u00f3ximo passo \u00e9 a futura introdu\u00e7\u00e3o de indiv\u00edduos na natureza para repopular as \u00e1reas afetadas\u201d, ela explica.<\/p>\n<p>Szpilman espera que algum dia as raias-borboleta sejam reintroduzidas na natureza \u2014 \u201cEsse \u00e9 o objetivo final de todo esse processo\u201d, ele diz \u2014 mas ainda faltam alguns anos para que esse objetivo seja alcan\u00e7ado, pois sem uma popula\u00e7\u00e3o maior de raias f\u00eameas e machos criadas em cativeiro e sem melhores condi\u00e7\u00f5es de sobreviv\u00eancia na natureza, tudo isso far\u00e1 pouca diferen\u00e7a.<\/p>\n<p>Contudo ele est\u00e1 otimista que elas chegar\u00e3o l\u00e1. E caso elas n\u00e3o consigam, ele tem certeza de que o trabalho da equipe do AquaRio ajudou a raia-borboleta a se afastar um pouco da extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cQuando um animal \u00e9 extinto na natureza e n\u00e3o houver nenhum exemplar dele em cativeiros, zool\u00f3gicos ou aqu\u00e1rios, essas esp\u00e9cies ficar\u00e3o extintas do mundo\u201d, ele diz. \u201cCaso essa esp\u00e9cie, a raia-borboleta, desapare\u00e7a da natureza, o que n\u00e3o \u00e9 imposs\u00edvel, pelo menos ainda poderemos manter a biodiversidade do nosso planeta de alguma forma, por elas ainda existirem em cativeiro.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quase um ano depois do nascimento hist\u00f3rico de cinco raias-borboleta no Aqu\u00e1rio Marinho do Rio<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":110270,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/raia_p.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/raia_p-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/raia_p-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/raia_p.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/raia_p.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/raia_p.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/raia_p.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/raia_p.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/raia_p.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/raia_p.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Quase um ano depois do nascimento hist\u00f3rico de cinco raias-borboleta no Aqu\u00e1rio Marinho do Rio","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/110268"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=110268"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/110268\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/110270"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=110268"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=110268"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=110268"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}