{"id":110158,"date":"2019-07-30T12:30:57","date_gmt":"2019-07-30T15:30:57","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=110158"},"modified":"2019-07-29T21:58:39","modified_gmt":"2019-07-30T00:58:39","slug":"risco-de-morte-por-febre-amarela-pode-ser-identificado-mais-cedo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/risco-de-morte-por-febre-amarela-pode-ser-identificado-mais-cedo\/","title":{"rendered":"Risco de morte por febre amarela pode ser identificado mais cedo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/febre_amarela.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-110159\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/febre_amarela-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/febre_amarela-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/febre_amarela.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>De cada 100 pessoas que s\u00e3o picadas por mosquitos infectados com o v\u00edrus da febre amarela, cerca de 10% desenvolver\u00e3o sintomas da doen\u00e7a. Embora a maioria dos infectados com o v\u00edrus da febre amarela n\u00e3o desenvolva a doen\u00e7a, cerca de 40% dos que apresentam sintomas acabam morrendo.<\/p>\n<p>A febre amarela vem sendo estudada h\u00e1 mais de um s\u00e9culo, sendo que existe uma vacina bastante eficaz desde 1938. Apesar disso, ainda n\u00e3o se conheciam os sintomas preditivos espec\u00edficos que pudessem ser utilizados pelos m\u00e9dicos de modo a estabelecer um progn\u00f3stico do grau de severidade da evolu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a para cada paciente.<\/p>\n<p>\u201cMuitos pacientes que d\u00e3o entrada no sistema de sa\u00fade com diagn\u00f3stico de febre amarela ainda n\u00e3o est\u00e3o muito doentes. V\u00e1rios chegam caminhando ao hospital, mas o que se observa nos dias seguintes \u00e9 um quadro de piora acentuada, que muitas vezes leva ao \u00f3bito\u201d, disse\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/6909\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Esper Kall\u00e1s<\/a><\/strong>, professor titular do Departamento de Mol\u00e9stias Infecciosas e Parasit\u00e1rias da Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo (FMUSP).<\/p>\n<p>\u201cAinda n\u00e3o se conheciam v\u00e1rios marcadores que pudessem ser empregados pela equipe m\u00e9dica para avaliar o progn\u00f3stico de cada paciente, permitindo identificar quais seriam os pacientes com mais chances de evoluir para um quadro de maior gravidade e poder trat\u00e1-los de acordo com tal progn\u00f3stico, elevando as chances de tratamento e cura\u201d, disse Kall\u00e1s.<\/p>\n<p>Esses marcadores acabam de ser identificados e descritos em artigo na revista\u00a0<strong><em><a href=\"https:\/\/www.thelancet.com\/journals\/laninf\/article\/PIIS1473-3099(19)30125-2\/fulltext\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">The Lancet Infectious Diseases<\/a><\/em><\/strong>. Assinam o artigo Kall\u00e1s e outros 19 pesquisadores ligados \u00e0 FMUSP, ao Instituto de Medicina Tropical (IMT) da FMUSP, ao Instituto de Infectologia Em\u00edlio Ribas e ao laborat\u00f3rio Diagn\u00f3sticos da Am\u00e9rica (Dasa). O trabalho teve\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/95563\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">apoio da FAPESP<\/a><\/strong>\u00a0por meio de projeto de pesquisa coordenado pela professora\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/3785\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Ester Sabino<\/a><\/strong>, diretora do IMT e professora no Departamento de Mol\u00e9stias Infecciosas e Parasit\u00e1rias da FMUSP.<\/p>\n<p>O objetivo do estudo foi identificar os preditores de morte medidos na admiss\u00e3o hospitalar em um conjunto de pacientes internados no Hospital das Cl\u00ednicas da FMUSP e no Instituto de Infectologia Em\u00edlio Ribas durante o surto de febre amarela de 2018 na periferia da cidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Entre 11 de janeiro e 10 de maio de 2018, 118 pacientes com suspeita de febre amarela foram internados no Hospital das Cl\u00ednicas e outros 113 pacientes no Em\u00edlio Ribas.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s uma triagem para a confirma\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico, o estudo foi resumido a 76 pacientes (68 homens e 8 mulheres) com infec\u00e7\u00e3o confirmada pelo v\u00edrus da febre amarela, com base no RNA do v\u00edrus da febre amarela detect\u00e1vel no sangue (74 pacientes) ou no v\u00edrus da febre amarela confirmado apenas no laudo da aut\u00f3psia (dois pacientes). Dos 76 pacientes, 27 (36%) morreram durante o per\u00edodo de 60 dias ap\u00f3s a interna\u00e7\u00e3o hospitalar.<\/p>\n<p>\u201cA infec\u00e7\u00e3o da febre amarela foi confirmada pela t\u00e9cnica de PCR [rea\u00e7\u00e3o em cadeia da polimerase] em tempo real no sangue coletado na admiss\u00e3o ou em tecidos na aut\u00f3psia. Sequenciamos o genoma completo do v\u00edrus da febre amarela de indiv\u00edduos infectados e avaliamos os achados demogr\u00e1ficos, cl\u00ednicos e laboratoriais na admiss\u00e3o. Investigamos se qualquer uma dessas medidas se correlacionava com o \u00f3bito do paciente\u201d, disse Kall\u00e1s.<\/p>\n<p><strong>Marcadores da doen\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>Os pesquisadores identificaram que a febre amarela tende a ser mais grave quanto mais velho \u00e9 o paciente. \u201cTrata-se de um aspecto intuitivo. Faz sentido que os idosos sofram mais e tendam a ter um desfecho pior. Quanto mais velho o paciente, maiores s\u00e3o as chances de o quadro piorar\u201d, disse Kall\u00e1s.<\/p>\n<p>A contagem de neutr\u00f3filos elevada, o aumento da enzima hep\u00e1tica AST (aspartato aminotransaminase) e a maior carga viral tamb\u00e9m est\u00e3o associados ao risco de morte. Neutr\u00f3filos (ou leuc\u00f3citos polimorfonucleares) s\u00e3o as c\u00e9lulas sangu\u00edneas que fazem parte essencial do sistema imune inato.<\/p>\n<p>Todos os 11 pacientes com contagem de neutr\u00f3filos igual ou superior a 4.000 c\u00e9lulas\/ml e carga viral igual ou superior a 5.1 log10 c\u00f3pias\/ml (ou seja, aproximadamente 125 mil c\u00f3pias do v\u00edrus por mililitro de sangue) morreram, em compara\u00e7\u00e3o com apenas tr\u00eas mortes entre os 27 pacientes com contagens de neutr\u00f3filos menor que 4.000 c\u00e9lulas\/ml e cargas virais de menos de 5.1 log10 c\u00f3pias\/ml (menos de 125 mil c\u00f3pias\/ml).<\/p>\n<p>\u201cO organismo pode estar tentando combater alguma outra coisa que n\u00e3o \u00e9 o v\u00edrus da febre amarela. Nossa hip\u00f3tese \u00e9 que a multiplica\u00e7\u00e3o do v\u00edrus nas c\u00e9lulas do intestino possa estar permitindo a passagem de bact\u00e9rias que vivem no intestino para a corrente sangu\u00ednea. Essa poderia ser a raz\u00e3o para o acionamento do sistema imune e o aumento na produ\u00e7\u00e3o de neutr\u00f3filos. Outra possibilidade \u00e9 que, no doente, a resposta imune estaria desequilibrada, o que faria a pessoa piorar\u201d, disse Kall\u00e1s.<\/p>\n<p>Outro marcador de severidade \u00e9 o aumento da carga viral no sangue dos pacientes.<\/p>\n<p>\u201cAssim como ocorre com a idade avan\u00e7ada, parece l\u00f3gico pensar que quanto maior for a quantidade de v\u00edrus no sangue, pior ser\u00e1 o progn\u00f3stico do paciente. Mas \u00e9 a primeira vez que algu\u00e9m descreveu isso em um estudo\u201d, disse Kall\u00e1s.<\/p>\n<p>Por outro lado, os pesquisadores constataram que a colora\u00e7\u00e3o amarelada na pele dos doentes, t\u00e3o caracter\u00edstica que est\u00e1 no nome da doen\u00e7a, n\u00e3o \u00e9 um marcador de severidade no momento da entrada do paciente no hospital.<\/p>\n<p>\u201cA colora\u00e7\u00e3o amarelada, consequ\u00eancia da destrui\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas do f\u00edgado pelo v\u00edrus, s\u00f3 aparece em casos de piora avan\u00e7ada. Em nosso estudo, nenhum dos pacientes que veio a \u00f3bito chegou ao hospital ostentando colora\u00e7\u00e3o amarelada\u201d, disse Kall\u00e1s.<\/p>\n<p>Sabino destaca que o estudo representa um avan\u00e7o muito importante, ao permitir que, \u201cno caso de um surto de febre amarela como o que ocorre atualmente no Brasil, o pior em d\u00e9cadas, m\u00e9dicos realizam a triagem de pacientes no momento de entrada nos servi\u00e7os de sa\u00fade, identificando aqueles pacientes que potencialmente poder\u00e3o evoluir para casos mais severos. Com a antecipa\u00e7\u00e3o nas interna\u00e7\u00f5es em unidades de terapia intensiva, aumentam-se as chances de sobreviv\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p><strong>Diagn\u00f3stico precoce<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s d\u00e9cadas de pesquisa da febre amarela, n\u00e3o havia at\u00e9 agora marcadores associados ao risco de morte dos pacientes em um ambiente com maiores recursos de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade.<\/p>\n<p>\u201cAs grandes epidemias de febre amarela que ocorreram em pa\u00edses com maior grau de desenvolvimento e, portanto, com melhores meios m\u00e9dico-cient\u00edficos para identificar tais marcadores, aconteceram h\u00e1 d\u00e9cadas, praticamente todas antes do desenvolvimento da vacina, que come\u00e7ou a ser testada h\u00e1 80 anos, antes da Segunda Guerra Mundial\u201d, disse Kall\u00e1s.<\/p>\n<p>Em 2017, quando do in\u00edcio do surto recente de febre amarela no Brasil, Kall\u00e1s, Sabino e colaboradores realizavam um trabalho de acompanhamento dos pacientes com dengue, chikungunya e zika, na tentativa de prever a transmiss\u00e3o e a distribui\u00e7\u00e3o no Brasil daquelas doen\u00e7as igualmente provocadas por arbov\u00edrus, os v\u00edrus que s\u00e3o transmitidos aos humanos atrav\u00e9s da picada de insetos, como os mosquitos.<\/p>\n<p>\u201cQuando surgiram os primeiros sinais do surto de febre amarela, rapidamente percebemos que nos encontr\u00e1vamos em condi\u00e7\u00f5es ideais para acrescentar a febre amarela ao foco das nossas investiga\u00e7\u00f5es, com vistas a detectar os fatores preditivos da severidade da doen\u00e7a. A colabora\u00e7\u00e3o entre o Instituto de Infectologia Em\u00edlio Ribas e o Hospital das Cl\u00ednicas da FMUSP foi fundamental para fazer esta contribui\u00e7\u00e3o\u201d, disse Kall\u00e1s.<\/p>\n<p>A identifica\u00e7\u00e3o de marcadores progn\u00f3sticos em pacientes pode ajudar os m\u00e9dicos a priorizar a interna\u00e7\u00e3o na unidade de terapia intensiva, pois o estado geral dos pacientes deteriora rapidamente.<\/p>\n<p>\u201cColoque-se no lugar de um m\u00e9dico que examina um paciente diagnosticado com febre amarela e que acaba de ser internado. N\u00e3o se sabia qual seria o progn\u00f3stico mais prov\u00e1vel daquele paciente. O que se verificaria seria uma piora muito acentuada e r\u00e1pida, ou n\u00e3o. Nosso trabalho ajudar\u00e1 a entender o que ocorre com os pacientes. Aqueles que contarem com todos os marcadores de severidade no momento da interna\u00e7\u00e3o ser\u00e3o os que ter\u00e3o mais risco de morrer. Logo, ser\u00e1 poss\u00edvel aos m\u00e9dicos estabelecer prioridades, enviando tais pacientes mais precocemente \u00e0 terapia intensiva\u201d, disse Kall\u00e1s.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, a aloca\u00e7\u00e3o de recursos seria melhorada para priorizar exames laboratoriais mais \u00fateis para determinar se um paciente poderia ter um resultado melhor.<\/p>\n<p>O artigo\u00a0<em>Predictors of mortality in patients with yellow fever: an observational cohort study\u00a0<\/em>(doi: https:\/\/doi.org\/10.1016\/S1473-3099(19)30125-2), de Esper G. Kall\u00e1s, Luiz Gonzaga D&#8217;Elia Zanella, Carlos Henrique V. Moreira, Renata Buccheri, Gabriela B. F. Diniz, Anna Carla P. Casti\u00f1eiras, Priscilla R. Costa, Juliana Z. C. Dias, Mariana P. Marmorato, Alice T. W. Song, Alvino Maestri, Igor C. Borges, Daniel Joelsons, Natalia B. Cerqueira, Nath\u00e1lia C. Santiago e Souza, Ingra Morales Claro, Ester C. Sabino, Jos\u00e9 Eduardo Levi, Vivian Avelino-Silva e Yeh-Li Ho, est\u00e1 publicado em:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.thelancet.com\/journals\/laninf\/article\/PIIS1473-3099(19)30125-2\/fulltext\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><b>www.thelancet.com\/journals\/laninf\/article\/PIIS1473-3099(19)30125-2\/fulltext<\/b><\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De cada 100 pessoas que s\u00e3o picadas por mosquitos infectados com o v\u00edrus da febre<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":110159,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/febre_amarela.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/febre_amarela-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/febre_amarela-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/febre_amarela.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/febre_amarela.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/febre_amarela.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/febre_amarela.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/febre_amarela.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/febre_amarela.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/febre_amarela.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"De cada 100 pessoas que s\u00e3o picadas por mosquitos infectados com o v\u00edrus da febre","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/110158"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=110158"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/110158\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/110159"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=110158"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=110158"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=110158"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}