{"id":110138,"date":"2019-07-30T14:30:49","date_gmt":"2019-07-30T17:30:49","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=110138"},"modified":"2019-07-29T21:35:20","modified_gmt":"2019-07-30T00:35:20","slug":"criancas-francesas-comem-acucar-demais-mostra-relatorio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/criancas-francesas-comem-acucar-demais-mostra-relatorio\/","title":{"rendered":"Crian\u00e7as francesas comem a\u00e7\u00facar demais, mostra relat\u00f3rio"},"content":{"rendered":"<div class=\"intro\">\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/acucar.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-110140\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/acucar-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/acucar-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/acucar.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Dados mostram que franceses at\u00e9 13 anos comem mais doces do que deveriam e de maneira excessiva, segundo um relat\u00f3rio recente divulgado pela Ag\u00eancia Nacional de Seguran\u00e7a Sanit\u00e1ria da Alimenta\u00e7\u00e3o, Meio Ambiente e Trabalho (ANSES). A recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 diminuir doces e bebidas a\u00e7ucaradas, e privilegiar nozes e produtos ricos em c\u00e1lcio e ferro.<\/p>\n<\/div>\n<p>A hora do\u00a0<em>go\u00fbter<\/em>, o tradicional lanchinho da tarde, \u00e9 sagrado para as crian\u00e7as francesas. Como as aulas na maior parte das escolas acabam por volta das 16h30, geralmente nessa hora os alunos se sentam com os amigos e dividem biscoitos, doces, sucos, chocolate e outros produtos t\u00edpicos da Fran\u00e7a, como o\u00a0<em>croissant<\/em>\u00a0ou\u00a0<em>pain au chocolat<\/em>, vendidos nas famosas\u00a0<em>boulangeries<\/em>\u00a0e dif\u00edceis de resistir. O que \u00e9 para ser um momento agrad\u00e1vel no dia a dia das crian\u00e7as, entretanto, esconde uma fonte de preocupa\u00e7\u00e3o para as autoridades de sa\u00fade francesas.<\/p>\n<p>Um relat\u00f3rio publicado em junho pela Ag\u00eancia Nacional de Seguran\u00e7a Sanit\u00e1ria da Alimenta\u00e7\u00e3o, Meio Ambiente e Trabalho (ANSES) mostrou que 75% das crian\u00e7as entre 4 e 7 anos, 60% entre 8 e 12 anos e 25% dos adolescentes entre 13 e 17 anos, consomem mais a\u00e7\u00facar do que deveriam.\u00a0<a href=\"http:\/\/br.rfi.fr\/franca\/20170718-franca-na-terra-da-gastronomia-populacao-come-mal\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Os dados s\u00e3o preocupantes porque favorecem mais tarde a obesidade e o aparecimento de outras doen\u00e7as, como o Diabetes ou a Hipertens\u00e3o<\/a>, explica Ir\u00e8ne Margaritis, chefe da unidade de avalia\u00e7\u00e3o dos riscos relacionados \u00e0 nutri\u00e7\u00e3o da ag\u00eancia francesa.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 muito preocupante, principalmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s crian\u00e7as pequenas. Esses maus h\u00e1bitos, de consumir de alimentos com muito a\u00e7\u00facar, v\u00e3o ser mantidos na idade adulta. Por isso \u00e9 preciso limitar os produtos como cereais, biscoitos ou lactic\u00ednios, ou certas papinhas industriais\u201d, diz. A especialista francesa tamb\u00e9m preconiza evitar os sucos de frutas, que muitos imaginam ser saud\u00e1veis. De acordo com ela, esse tipo de bebida deve ser consumido no m\u00e1ximo uma vez por dia, mas o ideal \u00e9 que as crian\u00e7as tomem somente de vez em quando.<\/p>\n<p>\u201cO suco de frutas n\u00e3o substitui as frutas e legumes e por v\u00e1rias raz\u00f5es. Primeiro porque \u00e9 l\u00edquido e as crian\u00e7as tendem a tomar demais, o que representa uma ingest\u00e3o excessiva de a\u00e7\u00facar. Al\u00e9m disso, o suco n\u00e3o tem fibras, \u00e9 com frequ\u00eancia pobre em vitaminas e cria o h\u00e1bito na crian\u00e7a de sempre tomar uma bebida doce\u201d, alerta. A rela\u00e7\u00e3o entre esse h\u00e1bito e um aumento do IMC (\u00cdndice de Massa Corporal), que determina o risco para a obesidade, est\u00e1 provada cientificamente, lembra a representante da ag\u00eancia. Ela sugere que as frutas sejam inclu\u00eddas no caf\u00e9 da manh\u00e3 e no lanche, os dois momentos mais prop\u00edcios ao consumo de alimentos a\u00e7ucarados.<\/p>\n<div class=\"em-image orientation-left\">\n<div class=\"media\"><img src=\"http:\/\/scd.br.rfi.fr\/sites\/brasil.filesrfi\/dynimagecache\/0\/18\/1080\/806\/344\/257\/sites\/images.rfi.fr\/files\/aefimagesnew\/aef_image\/catia_e_lana.jpg\" \/><small>A cuidadora especializada em crian\u00e7as Catia Marques Cairr\u00e3o e sua filha Lana, em Paris.<\/small><small>(Foto: Arquivo Pessoal)<\/small><\/div>\n<\/div>\n<p><strong>Comer direito \u00e9 um aprendizado que come\u00e7a (bem) cedo<\/strong><\/p>\n<p>Como despertar nas crian\u00e7as o gosto pelas frutas, legumes, nozes e outros alimentos que trazem c\u00e1lcio e ferro, dois elementos fundamentais para o desenvolvimento? Ensinando cedo como elas devem comer. Segundo Margaritis, a idade ideal para apresentar \u00e0s crian\u00e7as o maior n\u00famero de alimentos \u00e9 entre 5 a 24 meses de idade. A partir de dois anos, a tend\u00eancia \u00e9 rejeitar o que antes eram bem aceito.<\/p>\n<p>Por essa raz\u00e3o, as cuidadoras e creches exercem um papel fundamental. Na Fran\u00e7a, existem profissionais diplomadas e especializadas em crian\u00e7as de 0 a 6 anos, conhecidas como\u00a0<em>assistantes maternelles<\/em>. Depois de uma r\u00edgida inspe\u00e7\u00e3o e de uma forma\u00e7\u00e3o, elas s\u00e3o autorizadas pelo Estado a cuidar, em casa, de dois a tr\u00eas beb\u00eas. As cuidadoras preparam a comida para as crian\u00e7as e t\u00eam um papel importante nessa descoberta dos sabores, diferentemente das creches, onde normalmente os pratos s\u00e3o industrializados.<\/p>\n<p>\u201cEm geral, eu evito comprar papinhas prontas, biscoitos e afins. Gosto de preparar em casa, com minhas pr\u00f3prias ma\u00e7\u00e3s, de forma natural, sem adicionar a\u00e7\u00facar\u201d, diz Catia Marques Cairr\u00e3o, cuidadora do Estado que se ocupa de dois beb\u00eas em seu apartamento no 12\u00b0 distrito, em Paris. Atenta \u00e0 nutri\u00e7\u00e3o, ela inclui frutas de \u00e9poca em suas prepara\u00e7\u00f5es \u2013 como morangos, groselhas ou cerejas para incitar os pequenos a provar a sobremesa. \u201cAs crian\u00e7as gostam. N\u00e3o precisa de muito tempo, vinte ou trinta minutos bastam para preparar\u201d, diz.<\/p>\n<p>Os beb\u00eas que passam o dia com Catia t\u00eam sorte, mas na pr\u00e9-escola, aos tr\u00eas anos, restringir o a\u00e7\u00facar se tornara mais complicado para eles. A cuidadora aplica desde cedo as mesmas regras nutricionais em casa com sua filha, Lana, 10 anos, mas reconhece que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Mesmo que a menina n\u00e3o seja uma grande consumidora de doces e pratique esportes, a tenta\u00e7\u00e3o \u00e0s vezes \u00e9 grande diante do doce de um colega no p\u00e1tio da escola, onde as crian\u00e7as compartilham o lanche. \u201cTem que conversar, explicar, eles entendem tudo, inclusive os menores. Dizer que podem comer doce, mas n\u00e3o o tempo todo.\u201d<\/p>\n<p>Por conta da profiss\u00e3o, Catia tamb\u00e9m encontra muitos pais e percebe que o a\u00e7\u00facar faz parte do card\u00e1pio di\u00e1rio dos pequenos, de forma exagerada. \u201cEm geral pais e m\u00e3es est\u00e3o sempre ocupados e compram coisas prontas, alegando falta de tempo. Mas cortar uma fruta em peda\u00e7os e colocar num pote para o lanche, leva s\u00f3 uns minutos.\u201d Ela diz observar at\u00f4nita, nos parques que frequenta, crian\u00e7as de 2 ou 3 anos comer pacotes inteiros de doces de uma s\u00f3 vez.<\/p>\n<p><strong>Conscientiza\u00e7\u00e3o nas escolas<\/strong><\/p>\n<p>Nas escolas francesas, a maioria das crian\u00e7as come nos restaurantes dos estabelecimentos e podem levar seu pr\u00f3prio lanche para a tarde, incluindo biscoitos e sucos de frutas. O regulamento pro\u00edbe chicletes, pirulitos, balas e batata-frita de pacote, mas as crian\u00e7as \u00e0s vezes escondem os produtos e acabam consumindo da mesma maneira, diz C\u00e1tia, citando sua pr\u00f3pria filha. Ela que tamb\u00e9m fala sobre o efeito na publicidade nas crian\u00e7as. \u201cMinha filha v\u00ea um colega comer algo com uma embalagem diferente no p\u00e1tio, por exemplo, e vai ter vontade de provar, para ver como \u00e9\u201d, constata.<\/p>\n<p>A representante da ag\u00eancia francesa reconhece essa dificuldade, lembrando que o consumo excessivo de doces \u00e9 um h\u00e1bito generalizado, como aponta o relat\u00f3rio. Segundo ela, \u00e9 necess\u00e1ria uma conscientiza\u00e7\u00e3o coletiva a respeito do problema, principalmente no setor da Educa\u00e7\u00e3o. \u201cOs adultos s\u00e3o respons\u00e1veis propondo e expondo \u00e0s crian\u00e7as a esses alimentos a\u00e7ucarados\u201d, afirma. \u201cO objetivo deve ser expor o m\u00ednimo poss\u00edvel a crian\u00e7a a esse tipo de tenta\u00e7\u00e3o e colocar menos doces nas mochilas\u201d, completa. Ela lembra que o governo tamb\u00e9m deve tomar as medidas necess\u00e1rias para diminuir tanto a exposi\u00e7\u00e3o aos produtos quanto o apelo publicit\u00e1rio. \u201cA quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 banir os produtos, tudo \u00e9 uma quest\u00e3o de dose. S\u00e3o coisas que d\u00e3o prazer a curto prazo e que em altas doses trazem riscos para a sa\u00fade. A quest\u00e3o \u00e9 como moderar o consumo e como educar as crian\u00e7as. H\u00e1 um trabalho educativo importante a ser feito com as crian\u00e7as\u201d, conclui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dados mostram que franceses at\u00e9 13 anos comem mais doces do que deveriam e de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":110140,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/acucar.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/acucar-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/acucar-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/acucar.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/acucar.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/acucar.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/acucar.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/acucar.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/acucar.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/acucar.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Dados mostram que franceses at\u00e9 13 anos comem mais doces do que deveriam e de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/110138"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=110138"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/110138\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/110140"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=110138"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=110138"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=110138"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}