{"id":110055,"date":"2019-07-28T12:30:39","date_gmt":"2019-07-28T15:30:39","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=110055"},"modified":"2019-07-27T20:56:26","modified_gmt":"2019-07-27T23:56:26","slug":"barata-ultra-resistente-e-mito-elas-ainda-sao-muito-parecidas-com-as-de-milhoes-de-anos-atras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/barata-ultra-resistente-e-mito-elas-ainda-sao-muito-parecidas-com-as-de-milhoes-de-anos-atras\/","title":{"rendered":"Barata ultra resistente \u00e9 mito: elas (ainda) s\u00e3o muito parecidas com as de milh\u00f5es de anos atr\u00e1s"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/barata-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-110056\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/barata-1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/barata-1-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/barata-1.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>H\u00e1 menos de um m\u00eas, veio a p\u00fablico um estudo sobre baratas que sentenciava: elas est\u00e3o evoluindo para se tornarem imposs\u00edveis de matar. Pesquisadores da Universidade de Purdue, dos Estados Unidos, descobriram que a barata alem\u00e3, comum em todo o planeta, j\u00e1 nasce resistente a produtos qu\u00edmicos com os quais nem sequer teve contato. Ou seja, a Blattella germanica evoluiu e desenvolveu imunidade a novos venenos.<\/p>\n<p>O estudo, por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 motivo para p\u00e2nico, dizem especialistas procurados pelo GLOBO. Pesquisador do Instituto Biol\u00f3gico, \u00f3rg\u00e3o da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de S\u00e3o Paulo, Marcos Potenza afirma que a ideia de que as baratas estariam se tornando invenc\u00edveis a todo tipo de inseticida \u00e9 um mito. Elas, inclusive, n\u00e3o mudaram muito com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s baratas de outros tempos.<\/p>\n<div id=\"pub-in-text-1\" class=\"dfp publicidade outstream clearfix advertising--loaded\" data-extra-advertising-format=\"in-text\" data-extra-advertising-index=\"1\" data-google-query-id=\"CPe8seOl1uMCFXfH4wcd64AFrA\"><\/div>\n<p>\u2014 As baratas como as conhecemos hoje s\u00e3o muito parecidas morfologicamente com os primeiros esp\u00e9cimes encontrados em f\u00f3sseis de milh\u00f5es de anos de idade. Atualmente s\u00e3o mais de 4.000 esp\u00e9cies descritas, e poucas se adaptaram ao conv\u00edvio com o homem, sendo as principais esp\u00e9cies sinantr\u00f3picas a Blattella germanica (barata de cozinha) e Periplaneta americana (barata de esgoto) \u2014 explica o especialista em Entomologia Urbana.<\/p>\n<p>Ele lembra que a corriqueira barata alem\u00e3 &#8220;tem um comportamento intradomiciliar muito acentuado e, apesar de ter asas, n\u00e3o voa, fazendo com que ela dependa do homem para sua dispers\u00e3o para outros ambientes&#8221;. Isto \u00e9, quest\u00f5es como falta de higiene podem auxiliar na dispers\u00e3o da esp\u00e9cie, o que n\u00e3o se d\u00e1 com a barata de esgoto \u2014 &#8220;esta independe do homem para sua dispers\u00e3o&#8221;, diz o especialista.<\/p>\n<h2>Baratas resistentes tendem a aumentar<\/h2>\n<p>J\u00e1 sobre o estudo da universidade americana, Mario Edi Sato, doutorado em Entomologia pela USP e p\u00f3s-doutor pela Universidade de Nagoya, no Jap\u00e3o, esclarece que &#8220;o processo de evolu\u00e7\u00e3o da resist\u00eancia a inseticidas na barata alem\u00e3 \u00e9 semelhante ao que ocorre em outros insetos&#8221;.<\/p>\n<p>\u2014 As baratas, ao longo do per\u00edodo de evolu\u00e7\u00e3o, v\u00eam sendo selecionadas para sobreviver em diferentes ambientes e se alimentar de diferentes substratos. Em diversos ambientes (com diferentes alimentos), elas acabam entrando em contato com compostos qu\u00edmicos semelhantes aos inseticidas comercializados atualmente. Assim sendo, quando um inseticida \u00e9 lan\u00e7ado no mercado, j\u00e1 existem indiv\u00edduos resistentes a esses produtos. Com o uso frequente de inseticidas, a propor\u00e7\u00e3o de insetos resistentes tende a aumentar \u2014 diz Sato.<\/p>\n<p>Segundo ele, no caso da barata alem\u00e3, existem 279 casos de resist\u00eancia a 43 inseticidas (princ\u00edpios ativos) em todo o mundo, de acordo com o Arthropod Pesticide Resistance Database, mas h\u00e1 poucos estudos publicados no Brasil.<\/p>\n<p>\u2014 Algumas popula\u00e7\u00f5es podem apresentar resist\u00eancia m\u00faltipla, ou drjs, podem ser resistentes a v\u00e1rios inseticidas ao mesmo tempo \u2014 completa Sato. \u2014 O termo ultra resistente d\u00e1 a impress\u00e3o que as baratas s\u00e3o resistentes a todos os inseticidas. Algumas popula\u00e7\u00f5es podem ser resistentes a v\u00e1rios inseticidas, mas n\u00e3o a todos.<\/p>\n<h2>Parte da cadeia alimentar<\/h2>\n<p>Marcos Potenza explica que as baratas cumprem uma fun\u00e7\u00e3o no ecossistema:<\/p>\n<p>\u2014 Elas fazem parte da cadeia alimentar de v\u00e1rias esp\u00e9cies de aves, primatas, r\u00e9pteis, anf\u00edbios e aracn\u00eddeos. A arquitetura achatada do corpo das baratas facilita seus movimentos de fuga na presen\u00e7a de predadores. Algumas esp\u00e9cies nativas atuam como polinizadoras.<\/p>\n<p>A prolifera\u00e7\u00e3o delas no meio urbano se d\u00e1 porque encontram o m\u00ednimo de que precisam para sobreviver: abrigo e alimento.<\/p>\n<p>\u2014 Portanto, higiene, conserva\u00e7\u00e3o predial e destino adequado de res\u00edduos s\u00f3lidos e org\u00e2nicos fazem parte de medidas preventivas de controle. E ralos com tela impedem o acesso de baratas vindas da rede de esgoto \u2014 lembra Potenza.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 efici\u00eancia dos inseticidas, ele afirma que &#8220;a maior dificuldade para o consumidor est\u00e1 na localiza\u00e7\u00e3o dos abrigos das baratas e na correta aplica\u00e7\u00e3o de aeross\u00f3is e g\u00e9is&#8221;. Segundo ele, &#8220;no Brasil, pode-se afirmar que a solu\u00e7\u00e3o do problema n\u00e3o est\u00e1 relacionada \u00e0 falta de inseticida&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 menos de um m\u00eas, veio a p\u00fablico um estudo sobre baratas que sentenciava: elas<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":110056,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/barata-1.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/barata-1-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/barata-1-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/barata-1.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/barata-1.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/barata-1.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/barata-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/barata-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/barata-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/barata-1.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"H\u00e1 menos de um m\u00eas, veio a p\u00fablico um estudo sobre baratas que sentenciava: elas","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/110055"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=110055"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/110055\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/110056"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=110055"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=110055"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=110055"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}