{"id":109974,"date":"2019-07-27T10:00:43","date_gmt":"2019-07-27T13:00:43","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=109974"},"modified":"2019-07-26T19:29:25","modified_gmt":"2019-07-26T22:29:25","slug":"o-bambu-que-esta-colocando-em-risco-a-floresta-no-sudoeste-da-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/o-bambu-que-esta-colocando-em-risco-a-floresta-no-sudoeste-da-amazonia\/","title":{"rendered":"O bambu que est\u00e1 colocando em risco a floresta no sudoeste da Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/bambu-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-109975\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/bambu-2-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/bambu-2-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/bambu-2.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Uma gram\u00ednea est\u00e1 causando s\u00e9rios danos em uma \u00e1rea de mais de 161 mil km\u00b2 (cerca de tr\u00eas vezes o tamanho do Rio Grande do Norte) no sudoeste da floresta amaz\u00f4nica, nos estados do Amazonas e do Acre e no Peru e na Bol\u00edvia. Trata-se de duas esp\u00e9cies de bambu do g\u00eanero Guadua, que crescem at\u00e9 30 metros \u2013 mais ou menos a altura de um pr\u00e9dio de 10 andares \u2013 e das quais uma \u00fanica popula\u00e7\u00e3o pode ocupar at\u00e9 2.700 mil km\u00b2 (quase duas vezes a cidade de S\u00e3o Paulo, que tem 1.500 km\u00b2).<\/p>\n<p>Desde 2010, a densidade dessas plantas na regi\u00e3o aumentou nove vezes, o que eliminou 70% das esp\u00e9cies arb\u00f3reas e reduziu em 73% a densidade de \u00e1rvores e em 73% a \u00e1rea basal das matas (ou seja, o espa\u00e7o que efetivamente as plantas ocupam sobre o solo).<\/p>\n<p>A descoberta foi feita pela engenheira florestal Elaine Dutra Pereira, da Universidade Federal do Acre (UFAC), durante uma pesquisa para sua disserta\u00e7\u00e3o de mestrado, apresentada recentemente. \u201cEstudei o problema da expans\u00e3o do bambu em \u00e1reas afetadas pela a\u00e7\u00e3o do homem, mais precisamente naquelas em que havia ocorrido explora\u00e7\u00e3o de madeira legal, ou seja, o corte e retirada de \u00e1rvores permitida pela legisla\u00e7\u00e3o. Mas tamb\u00e9m pesquisei clareiras abertas por outras raz\u00f5es, como inc\u00eandios e secas.\u201d<\/p>\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m mostrou que nas florestas dominadas pelo bambu, a expans\u00e3o da \u00e1rea ocupada por ele (considerando a situa\u00e7\u00e3o pr\u00e9-explorat\u00f3ria em 2010), foi 50% superior no ano de 2011 (um ano ap\u00f3s a atividade de retirada de madeira).<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/3DF7\/production\/_108036851_foto_7.jpg\" alt=\"Inc\u00c3\u00aandio na \u00c3\u00a1rea dominada por bambus\" width=\"640\" height=\"360\" \/><figcaption>\nEspa\u00e7os onde o bambu morreu recentemente s\u00e3o mais vulner\u00e1veis a inc\u00eandios florestais<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cOnde a esp\u00e9cie n\u00e3o era dominante, o crescimento foi 98,9% para o mesmo per\u00edodo\u201d, conta Pereira. \u201cObservamos ainda que o momento cr\u00edtico de expans\u00e3o foi logo ap\u00f3s a o trabalho explorat\u00f3rio, j\u00e1 que a gram\u00ednea se desenvolve bem em locais alterados e nas infraestruturas deixadas pela atividade de manejo, tornando-as locais mais suscet\u00edveis a sua ocupa\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>O trabalho de Pereira come\u00e7ou no in\u00edcio de 2017, com a an\u00e1lise de uma s\u00e9rie hist\u00f3rica de oito anos (2009 a 2017) de imagens dos sat\u00e9lites Landsat-5 e Landsat-8. Os pesquisadores observaram que nas matas dominadas pelo Guadua, a colora\u00e7\u00e3o de suas folhas \u00e9 mais clara e h\u00e1 pouca varia\u00e7\u00e3o entre as alturas, sendo percebida como uma camada mais \u201cuniforme\u201d que as das \u00e1rvores ao seu redor. O problema \u00e9 mais grave ainda por causa do grande percentual das florestas nas quais uma ou outra de duas esp\u00e9cies da gram\u00ednea,\u00a0<em>Guadua sarcocarpa<\/em>\u00a0e\u00a0<em>Guadua weberbaueri<\/em>, est\u00e3o presentes.<\/p>\n<p>Pereira conta que no Acre, dentre os 18 tipos florestais identificadas, oito t\u00eam o bambu no sub-bosque como elemento flor\u00edstico principal (dominante) ou secund\u00e1rio (dominado). Elas recobrem mais de 138 mil km\u00b2 (83,9%) dos 164 mil km\u00b2 do Estado. \u201cSe desconsiderarmos a \u00e1rea desmatada (10,4% do territ\u00f3rio em 2017), a gram\u00ednea est\u00e1 inserida em 93,7% das florestas no Acre\u201d, diz.<\/p>\n<p>Some-se a essa onipresen\u00e7a da planta outra caracter\u00edstica: o r\u00e1pido crescimento (at\u00e9 3,4 m por m\u00eas durante a esta\u00e7\u00e3o chuvosa e 1,2 m na seca) e a agressividade para ocupar novos espa\u00e7os.<\/p>\n<p>\u201cA presen\u00e7a dessas esp\u00e9cies lenhosas de bambu do g\u00eanero Guadua nas florestas do sudoeste da Amaz\u00f4nia poderia n\u00e3o ser um problema se elas n\u00e3o fossem t\u00e3o agressivas no processo de coloniza\u00e7\u00e3o de novas \u00e1reas no interior das matas\u201d, diz o bot\u00e2nico Evandro Ferreira, N\u00facleo de Pesquisas do Acre, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia (Inpa), orientador de Pereira em sua disserta\u00e7\u00e3o de mestrado.<\/p>\n<p>Combinado com o seu crescimento naturalmente muito r\u00e1pido \u2013 t\u00edpico da maioria das esp\u00e9cies de bambus lenhosos -, esse comportamento oportunista faz com que o Guadua consiga se estabelecer rapidamente em locais que lhe s\u00e3o favor\u00e1veis, como clareiras naturais ou aquelas abertas para a retirada de \u00e1rvores madeireiras, al\u00e9m de \u00e1reas que foram afetadas por inc\u00eandios florestais. \u201cEssa combina\u00e7\u00e3o de fatores parece conspirar para favorecer a perenidade dessas esp\u00e9cies de gram\u00edneas nas matas da regi\u00e3o\u201d, diz Ferreira.<\/p>\n<h2>Inc\u00eandios<\/h2>\n<p>A pesquisadora Sonaira Souza da Silva, tamb\u00e9m da UFAC, estudou os registros dos inc\u00eandios na expans\u00e3o do Guadua e suas consequ\u00eancias no Acre, num per\u00edodo de 32 anos, entre 1984 a 2016. \u201cO fogo altera, de forma profunda, a floresta, e uma dessas mudan\u00e7as foi a expans\u00e3o ou invas\u00e3o do bambu ap\u00f3s o fogo\u201d, diz.<\/p>\n<p>Silva conta que inicialmente ela n\u00e3o acreditava que tamanha expans\u00e3o do bambu era por causa dos inc\u00eandios. \u201cMas conheci uma propriedade em que o dono conseguiu proteger cerca de um hectare, de um total de 10 mil ha de floresta que foram queimados em 2005, e parte tamb\u00e9m em 2010\u201d, diz.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/18365\/production\/_108037199_21329a82-3990-4cd1-9e0e-62613caefd68.jpg\" alt=\"Floresta onde h\u00e1 bambu\" width=\"640\" height=\"360\" \/><figcaption>Nas matas onde h\u00e1 bambu, a densidade da floresta prim\u00e1ria \u00e9 menor, com menos da metade de \u00e1rvores altas e com tronco grosso<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201c\u00c9 simplesmente incr\u00edvel ver de um lado a mata preservada com poucos colmos da gram\u00ednea (cerca de 600 por hectare) e a queimada ao lado, dominada por muitos (cerca de 5 mil por hectare). Por isso, nossa hip\u00f3tese \u00e9 que aquelas afetadas pelos inc\u00eandios e em que o Guadua se expandiu n\u00e3o voltem ao que eram antes. Seus efeitos a longo prazo precisam ser melhor compreendidos.\u201d<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda mais uma peculiaridade do bambu, que o torna um causador de problemas nas florestas: suas popula\u00e7\u00f5es morrem de uma \u00fanica vez a cada 28-30 anos. Nessa ocasi\u00e3o todos os colmos em \u00e1reas de centenas de quil\u00f4metros quadrados florescem, frutificam e morrem ao mesmo tempo.<\/p>\n<p>Esse fen\u00f4meno tem muitas consequ\u00eancias. A come\u00e7ar por uma profunda altera\u00e7\u00e3o na composi\u00e7\u00e3o flor\u00edstica (de \u00e1rvores, arbustos, ervas) das florestas, em fun\u00e7\u00e3o das dr\u00e1sticas mudan\u00e7as que ocorrem nos \u00edndices de luminosidade que penetram nelas (muito alto ap\u00f3s a morte do Guadua), da eleva\u00e7\u00e3o da temperatura no interior da mata, da diminui\u00e7\u00e3o da umidade relativa do ar e, possivelmente, das camadas superficiais do solo, pois se mais luz e calor chegam at\u00e9 a liteira (folhagem sobre o ch\u00e3o) ela seca mais r\u00e1pido, assim como a terra.<\/p>\n<p>Com isso, espa\u00e7os onde a gram\u00ednea morreu recentemente s\u00e3o mais vulner\u00e1veis a inc\u00eandios florestais. \u201cA situa\u00e7\u00e3o da mata fica t\u00e3o prec\u00e1ria, que, em imagem de sat\u00e9lite, ela se parece com uma \u00e1rea que foi derrubada\u201d, diz Ferreira. \u201cFiscais do Instituto de Meio Ambiente do Acre me falaram que foram a pontos espec\u00edficos no interior da floresta pensando que ela tinha sido derrubada ilegalmente, quando na verdade era o bambu que tinha morrido.\u201d<\/p>\n<p>A apar\u00eancia n\u00e3o \u00e9 problema, no entanto. H\u00e1 v\u00e1rias outras consequ\u00eancias dessa morte sincronizada. Se ela ocorre no per\u00edodo mais seco do ano, por exemplo, os restos vegetais podem secar e pegar fogo, que ent\u00e3o pode se espalhar para \u00e1reas florestais do entorno. Se isso n\u00e3o acontecer, ocorre um problema diferente: o processo de regenera\u00e7\u00e3o da mata vai favorecer o crescimento de plantas t\u00edpicas do in\u00edcio da sucess\u00e3o florestal (geralmente esp\u00e9cies sem valor comercial, que crescem muito r\u00e1pido), que se aproveitam do espa\u00e7o f\u00edsico aberto e do excesso de luz que chega at\u00e9 o ch\u00e3o pela morte do bambu.<\/p>\n<p>Nessa condi\u00e7\u00e3o, o crescimento das \u00e1rvores t\u00edpicas das florestas prim\u00e1rias \u00e9 prejudicado e pode nem acontecer, pois essas esp\u00e9cies t\u00eam crescimento lento e n\u00e3o suportam excesso de luz. \u201cQuando domina uma regi\u00e3o, o Guadua ocupa uma \u00e1rea bem extensa, com poucas plantas de outras esp\u00e9cies percept\u00edveis\u201d, diz Pereira.<\/p>\n<p>Segundo Ferreira, nas matas sem bambu pode haver at\u00e9 600 \u00e1rvores com at\u00e9 10 cm de di\u00e2metro \u00e0 altura do peito de um homem. Naquelas em que ele est\u00e1 presente, no entanto, esse n\u00famero fica entre 200 e 300.<\/p>\n<p>O bambu pode inclusive interferir no aquecimento global. \u201cSe tem menos \u00e1rvores onde ele domina, teremos menos biomassa vegetal, ou seja, a mata passa a acumular (sequestrar) menores quantidades de carbono\u201d, explica Ferreira. \u201cAl\u00e9m disso, a presen\u00e7a do Guadua e o menor n\u00famero de \u00e1rvores muda o microclima florestal, que fica menos \u00famido (mata mais aberta recebe mais ventila\u00e7\u00e3o, que carrega a umidade), mais quente e com maior incid\u00eancia de luz chegando ao solo\u201d. Essa mudan\u00e7a sutil afeta negativamente numerosas esp\u00e9cies cujas regenera\u00e7\u00f5es s\u00f3 ocorrem sob condi\u00e7\u00f5es de baixa luminosidade e alta umidade.<\/p>\n<p>A explora\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel de madeira tamb\u00e9m fica prejudicada nas florestas com bambus. O modelo de manejo usado hoje preconiza que ap\u00f3s uma primeira explora\u00e7\u00e3o de \u00e1rvores com mais de 50 cm de di\u00e2metro, as deixadas para tr\u00e1s, com di\u00e2metro inferior a 50 cm, cresceriam normalmente e ent\u00e3o, depois de 30-35 anos, seria poss\u00edvel fazer uma nova retirada de madeira. E assim por diante. \u201cMas tudo indica que isso n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel, porque a agressividade do Guadua est\u00e1 interferindo no crescimento normal das \u00e1rvores\u201d, diz Ferreira. \u201cA diversidade de esp\u00e9cies arb\u00f3reas e arbustivas vem diminuindo e haver\u00e1 menor n\u00famero de esp\u00e9cies de alto valor comercial (madeira).\u201d<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, estudos de longo prazo que medem o crescimento delas est\u00e3o mostrando que na Amaz\u00f4nia ele n\u00e3o \u00e9 o que se previa, o que os planejadores de explora\u00e7\u00e3o imaginavam. \u201cCrescendo menos, o ciclo entre uma explora\u00e7\u00e3o e outra se estender\u00e1 para al\u00e9m de 40 anos\u201d, prev\u00ea Ferreira. \u201cUma mudan\u00e7a e tanto, tendo em vista que alguns profissionais da \u00e1rea de ci\u00eancias florestais acreditavam em ciclos com at\u00e9 25 anos.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma gram\u00ednea est\u00e1 causando s\u00e9rios danos em uma \u00e1rea de mais de 161 mil km\u00b2<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":109975,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/bambu-2.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/bambu-2-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/bambu-2-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/bambu-2.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/bambu-2.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/bambu-2.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/bambu-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/bambu-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/bambu-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/bambu-2.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Uma gram\u00ednea est\u00e1 causando s\u00e9rios danos em uma \u00e1rea de mais de 161 mil km\u00b2","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/109974"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=109974"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/109974\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/109975"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=109974"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=109974"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=109974"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}