{"id":10984,"date":"2014-11-22T14:30:23","date_gmt":"2014-11-22T14:30:23","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=10984"},"modified":"2014-11-22T11:35:16","modified_gmt":"2014-11-22T11:35:16","slug":"estudo-aponta-potencial-da-intensificacao-pecuaria-na-preservacao-da-floresta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/estudo-aponta-potencial-da-intensificacao-pecuaria-na-preservacao-da-floresta\/","title":{"rendered":"Estudo aponta potencial da intensifica\u00e7\u00e3o pecu\u00e1ria na preserva\u00e7\u00e3o da floresta"},"content":{"rendered":"<p><em><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/pecuaria.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-10985\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/pecuaria.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>Um novo modelo de fazer pecu\u00e1ria vem mostrando resultados em Apu\u00ed, no sul do Estado, e surge como alternativa para \u00a0unir desenvolvimento econ\u00f4mico e conserva\u00e7\u00e3o ambiental<\/em><\/p>\n<p>Todo o gado do Amazonas poderia ser mantido em apenas um ter\u00e7o da \u00e1rea hoje utilizada para o rebanho. \u00c9 o que mostra um relat\u00f3rio divulgado esta semana pelo Idesam (Instituto de Conserva\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Sustent\u00e1vel do Amazonas), organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental que atua h\u00e1 10 anos no estado. A publica\u00e7\u00e3o, que utiliza o exemplo do munic\u00edpio de Apu\u00ed, mostra que o potencial da atividade \u00e9 utilizar apenas 30% da \u00e1rea atual de pastejo produzindo a mesma quantidade de animais. Com isso, as demais \u00e1reas s\u00e3o liberadas para outros usos, como agricultura, silvicultura, piscicultura ou mesmo a recupera\u00e7\u00e3o das florestas.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio \u00e9 resultado de tr\u00eas anos de pesquisa e teve como objetivo analisar a viabilidade econ\u00f4mica do pastejo semi-intensivo como uma alternativa para a redu\u00e7\u00e3o do desmatamento e a melhoria de renda das propriedades rurais de Apu\u00ed. O m\u00e9todo utilizado \u00e9 conhecido como \u201cmanejo rotacional\u201d, onde o gado \u00e9 colocado em uma \u00e1rea subdividida e realiza um ciclo de rota\u00e7\u00e3o entre as sub\u00e1reas, permitindo que o capim possa se recuperar e evitando que novas \u00e1reas sejam abertas.<\/p>\n<p>J\u00e1 foram instaladas 3 unidades demonstrativas no munic\u00edpio do sul do estado. Em todas elas, a taxa m\u00e9dia de lota\u00e7\u00e3o animal passou de 0,75 unidades animais por hectare (UA\/ha) para 2,5 UA\/ha, chegando a alcan\u00e7ar 4,2 UA\/ha no per\u00edodo chuvoso. \u201cUma fazenda com 300 cabe\u00e7as de gado teria potencial para criar 1.000, sem derrubar uma \u00fanica \u00e1rvore\u201d, explica Gabriel Carrero, coordenador do estudo e coordenador do Programa de Produ\u00e7\u00e3o Rural Sustent\u00e1vel do Idesam.<\/p>\n<p>Mas ainda \u00e9 preciso conscientizar os produtores sobre a necessidade de maiores investimentos iniciais em suas fazendas: \u201cEnquanto no sistema tradicional s\u00e3o custos m\u00e9dios por ano \u2013 para uma \u00e1rea produtiva de 20 hectares \u2013 cerca de R$ 10 mil, para o modelo semi-intensivo o valor \u00e9 de R$ 27 mil\u201d, exemplifica Carrero.<\/p>\n<p>No entanto, o estudo mostra que, depois de dois anos, essa situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica se inverte. Utilizando o exemplo da fazenda de 20 hectares, enquanto o modelo tradicional ainda tem fluxo l\u00edquido de -R$ 205 ao produtor, o m\u00e9todo semi-intensivo gera uma receita de R$ 5.936. No s\u00e9timo ano, a diferen\u00e7a \u00e9 ainda mais evidente, enquanto o modelo tradicional gera R$ 28 mil de retorno ao produtor, o semi-intensivo supera os R$ 85 mil.<\/p>\n<p>Os pesquisadores alertam, no entanto, que superar a barreira cultural com os produtores \u00e9 apenas a primeira etapa no processo de mudan\u00e7a na produ\u00e7\u00e3o pecu\u00e1ria no sul do Amazonas. \u201cA intensifica\u00e7\u00e3o das pastagens \u00e9 obrigat\u00f3ria no Brasil, mas em Apu\u00ed esbarra na incerteza sobre a posse da terra, na falta de assist\u00eancia t\u00e9cnica e na car\u00eancia de linhas de cr\u00e9dito adequadas ao produtor rural\u201d, assevera Carrero, destacando que os investimentos encontram-se aqu\u00e9m do desej\u00e1vel e n\u00e3o vem atrelados a novas tecnologias e comprometimento ambiental.<\/p>\n<p>A partir dos resultados do estudo, que mostraram o potencial da atividade para a economia e para a preserva\u00e7\u00e3o ao Meio Ambiente, o Idesam busca intensificar o di\u00e1logo com fundos de cr\u00e9dito e entidades de assist\u00eancia t\u00e9cnica para aumentar a escala de implementa\u00e7\u00e3o da pecu\u00e1ria rotacional semi-intensiva no sul do Estado.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio est\u00e1 dispon\u00edvel na biblioteca virtual do Idesam, no link <strong><a href=\"http:\/\/idesam.org.br\/biblioteca\" target=\"_blank\">idesam.org.br\/biblioteca<\/a><\/strong>.<\/p>\n<p><strong>O sul do Amazonas<\/strong><\/p>\n<p>O sul do Amazonas \u00e9 a mesorregi\u00e3o onde o rebanho bovino mais cresceu nos \u00faltimos 10 anos no estado. Conforme dados do IBGE utilizados no estudo, o rebanho dessa \u00e1rea passou de 100 mil animais, em 1990, para 750 mil, em 2012, e atualmente representa 50% do rebanho amazonense.\u00a0 Ao mesmo tempo, informa\u00e7\u00f5es no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que o desmatamento nesta regi\u00e3o tamb\u00e9m representa quase metade do desmatamento total verificado no estado.<\/p>\n<p>Para os pesquisadores, o desmatamento na \u00e1rea se deve a dois motivos: a migra\u00e7\u00e3o de novas fam\u00edlias do sul e sudeste do Brasil \u2013 em sua maioria pequenos agricultores sem-terra \u2013 ou \u00e0 a\u00e7\u00e3o de pecuaristas j\u00e1 estabelecidos na regi\u00e3o, que enviam dinheiro e mant\u00eam trabalhadores nas novas \u00e1reas, trabalhando em atividades de derrubada e estabelecimento de pastagens.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um novo modelo de fazer pecu\u00e1ria vem mostrando resultados em Apu\u00ed, no sul do Estado,<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":10985,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/pecuaria.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/pecuaria.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/pecuaria.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/pecuaria.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/pecuaria.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/pecuaria.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/pecuaria.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/pecuaria.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/pecuaria.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/pecuaria.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Um novo modelo de fazer pecu\u00e1ria vem mostrando resultados em Apu\u00ed, no sul do Estado,","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10984"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10984"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10984\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10985"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10984"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10984"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10984"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}