{"id":109798,"date":"2019-07-23T14:30:34","date_gmt":"2019-07-23T17:30:34","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=109798"},"modified":"2019-07-22T21:06:51","modified_gmt":"2019-07-23T00:06:51","slug":"descoberto-o-maior-caso-de-canibalismo-cosmico-de-nossa-galaxia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/descoberto-o-maior-caso-de-canibalismo-cosmico-de-nossa-galaxia\/","title":{"rendered":"Descoberto o maior caso de canibalismo c\u00f3smico de nossa gal\u00e1xia"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/via-lactea.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-109799\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/via-lactea-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/via-lactea-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/via-lactea.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Uma equipe de astr\u00f4nomos encontrou vest\u00edgios de um epis\u00f3dio de canibalismo c\u00f3smico ocorrido h\u00e1 muito, muito tempo, na\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/via_lactea\">Via L\u00e1ctea<\/a>\u00a0\u2013 a gal\u00e1xia onde est\u00e1 o nosso Sistema Solar.<\/p>\n<div id=\"elpais_gpt-INTEXT\" data-google-query-id=\"CIDRm9_eyeMCFccSgQodSGoGKg\"><\/div>\n<div class=\"teads-inread sm-screen\">\n<div>\n<div class=\"teads-ui-components-credits\">Dentro da astronomia existe algo conhecido como \u201carqueologia gal\u00e1ctica\u201d, explica a astr\u00f4noma Carme Gallart, do Instituto de Astrof\u00edsica das Can\u00e1rias (IAC). \u201cEm todas as gal\u00e1xias, h\u00e1 estrelas quase t\u00e3o antigas quanto o Universo, que se formou h\u00e1 13,7 bilh\u00f5es de anos, e outras mais jovens. Gra\u00e7as a essas estrelas f\u00f3sseis, podemos reconstruir a hist\u00f3ria da nossa gal\u00e1xia\u201d, afirma.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>A equipe de Gallart analisou a cor e a intensidade de um milh\u00e3o de estrelas num raio de 6.500 anos-luz (mais de um trilh\u00e3o de quil\u00f4metros) cuja dist\u00e2ncia \u00e0 Terra foi medida de forma precisa pela miss\u00e3o Gaia da Ag\u00eancia Espacial Europeia. Os pesquisadores se concentraram em duas popula\u00e7\u00f5es de estrelas que est\u00e3o no halo gal\u00e1ctico \u2013 a descomunal esfera que envolve o disco aplainado da Via L\u00e1ctea, onde orbitam muitas de suas estrelas, incluindo o Sol. No halo existem dois grupos estelares: um de astros azuis e brilhantes; e outro mais vermelho e t\u00eanue. Os cientistas usaram modelos de evolu\u00e7\u00e3o estelar para calcular sua idade. As conclus\u00f5es, publicadas\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41550-019-0829-5\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">nesta segunda-feira na revista\u00a0<em>Nature Astronomy<\/em><\/a>, revelam os detalhes de um epis\u00f3dio muito pouco conhecido na hist\u00f3ria da nossa gal\u00e1xia.<\/p>\n<p>A cor e a concentra\u00e7\u00e3o de elementos pesados das estrelas estudadas indicam que cada grupo prov\u00e9m de uma gal\u00e1xia diferente. As estrelas vermelhas nasceram na Via L\u00e1ctea primitiva h\u00e1 cerca de 13 bilh\u00f5es de anos. As azuis surgiram mais ou menos na mesma \u00e9poca, mas em Gaia-Enc\u00e9lado, uma gal\u00e1xia an\u00e3 cerca de quatro vezes menor. H\u00e1 uns 10 bilh\u00f5es de anos, ambas as gal\u00e1xias colidiram de forma violenta, e a maior engoliu a menor. Muitas das estrelas de Gaia-Enc\u00e9dalo passaram a viajar sem ordem aparente pelo halo gal\u00e1ctico da Via L\u00e1ctea, junto com uma popula\u00e7\u00e3o menor de estrelas aut\u00f3ctones. As duas popula\u00e7\u00f5es \u2013 os f\u00f3sseis que contam essa hist\u00f3ria \u2013 continuam sendo claramente identific\u00e1veis.<\/p>\n<section id=\"sumario_1|foto\" class=\"sumario_foto centro\"><a name=\"sumario_1\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<figure class=\"foto foto_w980\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2019\/07\/22\/ciencia\/1563805971_678959_1563806979_sumario_normal.jpg\" srcset=\"\/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2019\/07\/22\/ciencia\/1563805971_678959_1563806979_sumario_normal_recorte1.jpg 1960w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2019\/07\/22\/ciencia\/1563805971_678959_1563806979_sumario_normal_recorte2.jpg 720w, \/\/ep01.epimg.net\/elpais\/imagenes\/2019\/07\/22\/ciencia\/1563805971_678959_1563806979_sumario_normal.jpg 980w\" alt=\"Representa\u00e7\u00e3o do c\u00e9u noturno da Terra dentro de 3,7 bilh\u00f5es de anos, com a gal\u00e1xia de Andr\u00f4meda, \u00e0 esquerda, e a Via L\u00e1ctea.\" width=\"639\" height=\"359\" \/><figcaption class=\"foto-pie\"><span class=\"foto-texto\">Representa\u00e7\u00e3o do c\u00e9u noturno da Terra dentro de 3,7 bilh\u00f5es de anos, com a gal\u00e1xia de Andr\u00f4meda, \u00e0 esquerda, e a Via L\u00e1ctea.<\/span>\u00a0<span class=\"foto-firma\"><span class=\"foto-autor\">NASA<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>\u201cNo in\u00edcio da vida no Universo, essas colis\u00f5es eram muito frequentes e permitiram que as gal\u00e1xias aumentassem de tamanho at\u00e9 alcan\u00e7arem dimens\u00f5es como as que vemos hoje\u201d, diz Gallart. \u201cA Via L\u00e1ctea provavelmente viveu dezenas ou centenas de fus\u00f5es, mas essa \u00e9 a maior j\u00e1 detectada.\u201d<\/p>\n<p>\u201cO estudo \u00e9 muito interessante e ajuda muito a entender como foi o impacto entre a Via L\u00e1ctea primitiva e Gaia-Enc\u00e9dalo\u201d, afirma Amina Helmi, professora do Instituto Astron\u00f4mico Kapteyn da Universidade de Groningen (Holanda), cuja equipe prop\u00f4s pela primeira vez, no ano passado, a exist\u00eancia dessa gal\u00e1xia an\u00e3 e a colis\u00e3o com a nossa, embora sem poder determinar quando isso aconteceu.<\/p>\n<p>Esse ato de canibalismo c\u00f3smico teve efeitos ben\u00e9ficos. A forma\u00e7\u00e3o de estrelas em Gaia-Enc\u00e9lado foi interrompida completamente ap\u00f3s ela ser engolida, mas na Via L\u00e1ctea houve um ressurgimento de novas estrelas que durou at\u00e9 cerca de 6 bilh\u00f5es de anos atr\u00e1s. Isso n\u00e3o quer dizer que novos astros tenham deixado de nascer depois disso. H\u00e1 uns 4,5 bilh\u00f5es de anos, nasceu uma estrela an\u00e3 amarela \u2013 e ao redor dela os oito planetas do Sistema Solar. Em um desses planetas, a Terra, surgiu vida pela primeira vez h\u00e1 mais de 3 bilh\u00f5es de anos. \u00c9 interessante pensar, diz Gallart, que as f\u00f3sseis que ela estudou \u201ctiveram duas vezes mais tempo que o nosso Sistema Solar para formar vida e, possivelmente, seres inteligentes\u201d.<\/p>\n<p>E h\u00e1 um dado ainda mais esclarecedor: no Universo h\u00e1 cerca de 200 bilh\u00f5es de gal\u00e1xias onde algo parecido ocorreu ou esteja a ponto de ocorrer. De fato, em pouco menos de 10 bilh\u00f5es de anos,\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/07\/26\/ciencia\/1532597530_177176.html?rel=mas\">nossa gal\u00e1xia se fundir\u00e1 com Andr\u00f4meda<\/a>, outra gal\u00e1xia gigante pr\u00f3xima.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma equipe de astr\u00f4nomos encontrou vest\u00edgios de um epis\u00f3dio de canibalismo c\u00f3smico ocorrido h\u00e1 muito,<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":109799,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/via-lactea.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/via-lactea-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/via-lactea-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/via-lactea.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/via-lactea.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/via-lactea.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/via-lactea.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/via-lactea.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/via-lactea.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/via-lactea.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Uma equipe de astr\u00f4nomos encontrou vest\u00edgios de um epis\u00f3dio de canibalismo c\u00f3smico ocorrido h\u00e1 muito,","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/109798"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=109798"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/109798\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/109799"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=109798"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=109798"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=109798"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}