{"id":109490,"date":"2019-07-17T15:00:54","date_gmt":"2019-07-17T18:00:54","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=109490"},"modified":"2019-07-16T21:38:20","modified_gmt":"2019-07-17T00:38:20","slug":"mulheres-yanomami-ajudam-a-descobrir-nova-especie-de-fungo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/mulheres-yanomami-ajudam-a-descobrir-nova-especie-de-fungo\/","title":{"rendered":"Mulheres yanomami ajudam a descobrir nova esp\u00e9cie de fungo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/india-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-109491\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/india-1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/india-1-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/india-1.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Ao longo de 17 anos, a bi\u00f3loga Noemia Kazue, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia (Inpa), manteve guardado na cozinha de sua casa um cesto feito com o P\u00ebr\u0268s\u0268, uma estrutura de um fungo, similar \u00e0 uma raiz, usada pela comunidade ind\u00edgena yanomami para fazer cestarias. Sem saber, l\u00e1 estava um excelente objeto de estudo, que acabou resultando na descoberta de uma nova esp\u00e9cie de fungo, que foi batizada de Marasmius yanomami.<\/p>\n<p>\u201cPara mim isso \u00e9 engra\u00e7ado, a gente procura no laborat\u00f3rio e faz experimentos em busca de coisas novas. Mas tive que viajar l\u00e1 longe para saber que aquilo que eu tinha na minha cozinha era uma grande novidade\u201d, conta a pesquisadora, em entrevista \u00e0 GALILEU.<\/p>\n<p>A descoberta cient\u00edfica teve participa\u00e7\u00e3o direta de ind\u00edgenas da Associa\u00e7\u00e3o de Mulheres Yanomami Kumir\u00e3y\u00f5ma e est\u00e1 no livro tril\u00edngue<em>\u00a0P\u00ebrisi &#8211; O Fungo que as Mulheres Yanomami Usam na Cestaria<\/em>. A pesquisa foi feita com a colabora\u00e7\u00e3o de 30 coautores, entre eles, Jadson Oliveira, p\u00f3s-doutorando (CAPES) em bot\u00e2nica, tamb\u00e9m do Inpa. Foi descoberto que o P\u00ebr\u0268s\u0268, que \u00e9 tran\u00e7ado como um \u201cfio\u201d para a fabrica\u00e7\u00e3o das cestas, era um rizomorfo, parte de um fungo, capaz de transportar nutrientes a grandes dist\u00e2ncias.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-1280\"><img loading=\"lazy\" class=\"img-responsive\" title=\"Cesta que foi guardada durante 17 anos na cozinha da pesquisadora Noemia Kazue (Foto: Acervo Pessoal)\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/hDMzslgaN_ccOMpDPFIhv5-efnc=\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2019\/07\/10\/9fd3ee8d-ce19-436f-b99a-70057138b92a.jpg\" alt=\"Cesta que foi guardada durante 17 anos na cozinha da pesquisadora Noemia Kazue (Foto: Acervo Pessoal)\" width=\"638\" height=\"479\" \/><label class=\"foto-legenda\">CESTA QUE FOI GUARDADA DURANTE 17 ANOS NA COZINHA DA PESQUISADORA NOEMIA KAZUE (FOTO: ACERVO PESSOAL)<\/label><\/div>\n<p>\u201cEu e a Noemia fomos l\u00e1 na regi\u00e3o de Maturac\u00e1, onde as yanomami coletam o &#8216;fio&#8217;, e tentamos encontrar o cogumelo, que \u00e9 da mesma esp\u00e9cie. A partir do cogumelo n\u00f3s chegamos na identifica\u00e7\u00e3o taxon\u00f4mica com base nas estruturas morfol\u00f3gicas\u201d, explica Oliveira \u00e0 GALILEU.<\/p>\n<p>\u201cO cogumelo equivale \u00e0 flor das plantas, pois ele \u00e9 respons\u00e1vel pela dispers\u00e3o. Assim como para a planta \u00e9 necess\u00e1rio a flor para identific\u00e1-la, o fungo precisa do cogumelo para a identifica\u00e7\u00e3o\u201d, conta Kazue.<\/p>\n<p>Segundo Oliveira, a publica\u00e7\u00e3o da descoberta em um livro se tornou uma maneiras das mulheres yanomami defenderem &#8220;o seu conhecimento e seu territ\u00f3rio&#8221;.\u201cElas mesmo fizeram as coletas, enviaram o material para n\u00f3s, que fizemos a an\u00e1lise com a microscopia&#8221;, explica. &#8220;Checamos na literatura cient\u00edfica e vimos que era uma esp\u00e9cie nova\u201d.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-600\"><img loading=\"lazy\" class=\"img-responsive\" title=\"Da esq. para a dir.: Luiza Yanomami, Jadson Oliveira, Floriza Yanomami e Noemia (Foto: Bruno Kelly\/ISA)\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/2j34x2nKShFLJlZNdR-AWzmLJVU=\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2019\/07\/12\/1_pyam7gijevnw8qrhu-ikwg.jpeg\" alt=\"Da esq. para a dir.: Luiza Yanomami, Jadson Oliveira, Floriza Yanomami e Noemia (Foto: Bruno Kelly\/ISA)\" width=\"639\" height=\"426\" \/><label class=\"foto-legenda\">DA ESQ. PARA A DIR.: LUIZA YANOMAMI, JADSON OLIVEIRA, FLORIZA YANOMAMI E NOEMIA (FOTO: BRUNO KELLY\/ISA)<\/label><\/div>\n<p><b>Adentrando a mata<\/b><br \/>\nO principal trabalho de campo para a coleta do fungo ocorreu em 2018, no s\u00edtio Batatal, onde a equipe chegou ap\u00f3s uma viagem que necessitou do uso de barcos e de um carrro.\u00a0Com a orienta\u00e7\u00e3o dos pesquisadores, um grupo de aproximadamente 20 mulheres da Associa\u00e7\u00e3o Kumirayom\u00e3 recolheu as amostras dentro da mata.<\/p>\n<p>A jornada contou com a prote\u00e7\u00e3o de um xam\u00e3, l\u00edder que cuida da sa\u00fade e seguran\u00e7a da comunidade. A prote\u00e7\u00e3o \u00e9 requisito, pois, segundo a presidente da Associa\u00e7\u00e3o Kumirayom\u00e3, Floriza da Cruz Pinto Yanomami, o P\u00ebr\u0268s\u0268 \u201ctem dono\u201d, j\u00e1 que \u201c a floresta tem quem proteja esse tipo de material\u201d. Por ser perigoso, o nome do protetor das matas n\u00e3o costuma ser pronunciado pelas Yanomami.<\/p>\n<p>\u201cNa mitologia yanomami os fios do P\u00ebr\u0268s\u0268 s\u00e3o os pelos pubianos do esp\u00edrito da floresta. Quando as mulheres arrancam esses fios, esse esp\u00edrito fica ofendido, ent\u00e3o o xam\u00e3 tem o papel de dialogar com os esp\u00edritos\u201d, explica em entrevista \u00e0 GALILEU, Marina Vieira, pesquisadora do Instituto Socioambiental (ISA).<\/p>\n<p>Segundo Floriza, mesmo que por muito tempo as yanomami n\u00e3o soubessem a classifica\u00e7\u00e3o do fungo, ele sempre esteve presente na cultura delas: \u00e9 costume da comunidade pintar \u201cgrafismos\u201d nas cestarias feitas com o P\u00ebr\u0268s\u0268 e os cestos s\u00e3o usados em uma tradicional \u201cfesta da banana\u201d. \u201cO P\u00ebr\u0268s\u0268 fica no ch\u00e3o, entre as folhas, onde a floresta \u00e9 mais \u00famida. A gente mesmo que sabe colher, j\u00e1 \u00e9 da natureza yanomami. Com a descoberta, estamos nos sentindo mais reconhecidas pelo nosso conhecimento da floresta \u201d, afirma a presidente da associa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-600\"><img loading=\"lazy\" class=\"img-responsive\" title=\"Mulher manuseia o p\u00ebrsi, fungo utilizado na cestaria yanomami, coletado em floresta na comunidade de Maturac\u00e1, Terra Ind\u00edgena Yanomami (AM) (Foto: Rog\u00e9rio Assis \/ ISA)\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/2VgOjBNNwEoPqUSV9pGlKpgzOyU=\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2019\/07\/12\/1_esrov54bad9_e7kw2xwvyg.jpeg\" alt=\"Mulher manuseia o p\u00ebrsi, fungo utilizado na cestaria yanomami, coletado em floresta na comunidade de Maturac\u00e1, Terra Ind\u00edgena Yanomami (AM) (Foto: Rog\u00e9rio Assis \/ ISA)\" width=\"639\" height=\"426\" \/><label class=\"foto-legenda\">MULHER MANUSEIA O P\u00cbRSI, FUNGO UTILIZADO NA CESTARIA YANOMAMI, COLETADO EM FLORESTA NA COMUNIDADE DE MATURAC\u00c1, TERRA IND\u00cdGENA YANOMAMI (AM) (FOTO: ROG\u00c9RIO ASSIS \/ ISA)<\/label><\/div>\n<p><strong>Os cestos Yanomami podem ser encontrados em:<\/strong><\/p>\n<p><strong>MANAUS (AM):<\/strong><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.facebook.com\/GaleriAmazonica\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">GALERIAMAZ\u00d4NICA<\/a><br \/>\nRua Costa Azevedo, 272. Largo S\u00e3o Sebasti\u00e3o, Manaus (AM)<br \/>\n(92)3302\u20133633, galeria@waimiriatroari.org.br<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.museudaamazonia.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">MUSA\u200a\u2014\u200aMUSEU DA AMAZ\u00d4NIA (MUSA Jardim Bot\u00e2nico)<\/a><br \/>\nAv. Margarita, 6.305. Jorge Teixeira\u200a\u2014\u200aManaus, AM<br \/>\nTel. (92) 3582\u20133188<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/CasaDeProdutosIndigenasWariro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">S\u00c3O GABRIEL DA CACHOEIRA (AM)<\/a><br \/>\nWARIR\u00d3\u200a\u2014\u200aCasa de Produtos Ind\u00edgenas do Rio Negro<br \/>\nTel.: (97) 3471\u20131450<\/p>\n<p><strong>BOA VISTA (RR):<\/strong><br \/>\n<a href=\"https:\/\/roraimaadventures.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">RORAIMA ADVENTURES<\/a><br \/>\nRua Coronel Pinto, 97.Centro. Boa Vista\u200a\u2014\u200aRR.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-1000\"><img loading=\"lazy\" class=\"img-responsive\" title=\"Detalhe de um cesto Motorohima, produzido com o Perisi (fungo) (Foto: Roberto Almeida \/ ISA)\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/t9KBrOPXCyVwUI-4jAGzC60dlz0=\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2019\/07\/12\/1_agwraejkvftrk4nhljoaxa.jpeg\" alt=\"Detalhe de um cesto Motorohima, produzido com o Perisi (fungo) (Foto: Roberto Almeida \/ ISA)\" width=\"638\" height=\"425\" \/><label class=\"foto-legenda\">DETALHE DE UM CESTO MOTOROHIMA, PRODUZIDO COM O PERISI (FUNGO) (FOTO: ROBERTO ALMEIDA \/ ISA)<\/label><\/div>\n<p><strong>S\u00c3O PAULO (SP):<\/strong><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.socioambiental.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">INSTITUTO SOCIOAMBIENTAL<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.mercadomunicipaldepinheiros.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">MERCADO DE PINHEIROS\u200a\u2014\u200aBOX AMAZ\u00d4NIA\/MATA ATL\u00c2NTICA<\/a><br \/>\nRua Pedro Cristi, 89\u200a\u2014\u200aPinheiros\u200a\u2014\u200aSP<br \/>\nwww.institutoata.org.br\/pt-br\/biomas.php<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.travessa.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">LIVRARIA DA TRAVESSA (IMS PAULISTA)<\/a><\/p>\n<p>AMOA KONOYA ARTE IND\u00cdGENA<br \/>\nRua Jo\u00e3o Moura, 1002\u200a\u2014\u200aJardim Am\u00e9rica\u200a\u2014\u200aS\u00e3o Paulo\u200a\u2014\u200aSP<br \/>\nTel: 55 11 3061 0639 | E-mail: amoakonoya@amoakonoya.com.br<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.fuchic.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">FUCHIC<\/a><br \/>\nE-commerce e 02 lojas f\u00edsicas<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-3456\"><img loading=\"lazy\" class=\"img-responsive\" title=\"Mulheres Yanomami leem o livro &amp;#39;Perisi - o fungo que as mulheres yanomami usam na cestaria&amp;#39; (Foto: Roberto Almeida \/ ISA)\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/YrIByy5oL3Yu8XQX1KaChWoPmyc=\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2019\/07\/12\/rs39697_original.jpg\" alt=\"Mulheres Yanomami leem o livro &amp;#39;Perisi - o fungo que as mulheres yanomami usam na cestaria&amp;#39; (Foto: Roberto Almeida \/ ISA)\" width=\"638\" height=\"957\" \/><label class=\"foto-legenda\">MULHERES YANOMAMI LEEM O LIVRO &amp;#39;PERISI &#8211; O FUNGO QUE AS MULHERES YANOMAMI USAM NA CESTARIA&amp;#39; (FOTO: ROBERTO ALMEIDA \/ ISA)<\/label><\/div>\n<p><strong>PARATY (RJ):<\/strong><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.facebook.com\/arteindigenacanoa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">C.A.N.O.A ARTE IND\u00cdGENA<\/a><\/p>\n<p><strong>E-COMMERCE<\/strong>:<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.tucumbrasil.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">TUCUM<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.delborgo.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">DA FLORESTA DELBORGO<\/a><\/p>\n<p><strong>Livro:\u00a0<em>P\u00ebr\u0268s\u0268\u200a \u2014\u200aO Fungo que as Mulheres Yanomami Usam na Cestaria<\/em><\/strong><br \/>\nPara adquirir, escreva para: galeria@waimiriatroari.org.br<br \/>\nTelefone: (92) 3302\u20133633<\/p>\n<p><em>*Com supervis\u00e3o de Thiago Tanji<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao longo de 17 anos, a bi\u00f3loga Noemia Kazue, do Instituto Nacional de Pesquisas da<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":109491,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/india-1.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/india-1-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/india-1-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/india-1.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/india-1.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/india-1.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/india-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/india-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/india-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/india-1.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Ao longo de 17 anos, a bi\u00f3loga Noemia Kazue, do Instituto Nacional de Pesquisas da","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/109490"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=109490"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/109490\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/109491"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=109490"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=109490"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=109490"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}