{"id":109256,"date":"2019-07-13T00:00:18","date_gmt":"2019-07-13T03:00:18","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=109256"},"modified":"2019-07-12T18:46:32","modified_gmt":"2019-07-12T21:46:32","slug":"por-que-preservar-uma-especie","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/por-que-preservar-uma-especie\/","title":{"rendered":"Por que preservar uma esp\u00e9cie?"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_69851\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 638px;\">\n<p><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-69851\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/macaco-prego.jpg\" sizes=\"(max-width: 1152px) 100vw, 1152px\" srcset=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/macaco-prego.jpg 1152w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/macaco-prego-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/macaco-prego-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/macaco-prego-600x400.jpg 600w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/macaco-prego-278x185.jpg 278w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/macaco-prego-640x427.jpg 640w\" alt=\"\" width=\"638\" height=\"426\" aria-describedby=\"caption-attachment-69851\" \/><\/p>\n<p id=\"caption-attachment-69851\" class=\"wp-caption-text\">Macaco-prego. Foto: Alexandre Pedron\/Flickr.<\/p>\n<\/div>\n<p>Voc\u00ea sabe de onde vem o palmito? Palmito d\u00e1 em \u00e1rvore, mas, calma, n\u00e3o \u00e9 que nem fruta n\u00e3o. O palmito d\u00e1 nas \u00e1rvores do grupo das palmeiras, aquelas com cara de coqueiro. Do palmito \u00e9 que se originam as folhas das palmeiras e quando ele \u00e9 extra\u00eddo de uma palmeira que tem um caule s\u00f3, a palmeira morre uma vez que j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 capaz de produzir novas folhas. Existem v\u00e1rios tipos de palmito, cuja extra\u00e7\u00e3o \u00e9 sustent\u00e1vel, dispon\u00edveis nas prateleiras do mercado, mas a extra\u00e7\u00e3o ilegal do palmito pode colocar algumas esp\u00e9cies de palmeira em risco de extin\u00e7\u00e3o por causa da sua j\u00e1 mencionada import\u00e2ncia para essas plantas.<\/p>\n<p>Na Mata Atl\u00e2ntica, a palmeira Ju\u00e7ara (<em>Euterpe edulis<\/em>) \u00e9 uma dessas que tem apenas um caule e sofre com a extra\u00e7\u00e3o de palmito. A intensa explora\u00e7\u00e3o do seu palmito tornou essa palmeira amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o e a esp\u00e9cie, que antes era encontrada com abund\u00e2ncia em \u00e1reas de floresta, hoje quase n\u00e3o \u00e9 encontrada fora de \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o ambiental. Por conta disso, a extra\u00e7\u00e3o do palmito da ju\u00e7ara se tornou ilegal.<\/p>\n<p>Na Reserva Biol\u00f3gica Po\u00e7o das Antas, localizada em Silva Jardim (RJ), um fato curioso envolvendo as Ju\u00e7aras e seu palmito come\u00e7ou a chamar a aten\u00e7\u00e3o. Muitas palmeiras come\u00e7aram a aparecer com a copa desfolhada e mortas, claro sinal de extra\u00e7\u00e3o de palmito, mas ningu\u00e9m sabia quem estava fazendo isso dentro da reserva, que n\u00e3o tinha hist\u00f3rico de intensa extra\u00e7\u00e3o ilegal. Colocando c\u00e2meras perto das palmeiras, foi poss\u00edvel descobrir quem era o ladr\u00e3o (e assassino) de palmitos. Era um primata, mas n\u00e3o o humano. Os respons\u00e1veis eram os macacos-prego (<em>Sapajus nigritus).\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Os macacos-prego s\u00e3o bastante conhecidos pela sua intelig\u00eancia, eles conseguem at\u00e9 mesmo moldar algumas pedras para us\u00e1-las como ferramentas. Na REBIO Po\u00e7o das Antas e em algumas outras localidades, os macacos-prego descobriram de alguma forma que tem palmito nas palmeiras e gostaram. Alguns estudos j\u00e1 relatam essa intera\u00e7\u00e3o entre os macacos e os palmitos Ju\u00e7ara, mas na maior parte das vezes ela ocorre em baixa frequ\u00eancia e no per\u00edodo em que a floresta produz menos alimento. Isso \u00e9 razo\u00e1vel uma vez que n\u00e3o \u00e9 muito f\u00e1cil abrir a copa de uma palmeira para alcan\u00e7ar o palmito, ent\u00e3o \u00e9 muito melhor ir \u00e0 procura de fontes de alimento mais acess\u00edveis quando elas est\u00e3o dispon\u00edveis.<\/p>\n<div id=\"attachment_69873\" class=\"wp-caption alignright\" style=\"width: 639px;\">\n<p><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-69873\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/IMG_8989.jpg\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" srcset=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/IMG_8989.jpg 400w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/IMG_8989-225x300.jpg 225w\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"851\" aria-describedby=\"caption-attachment-69873\" \/><\/p>\n<p id=\"caption-attachment-69873\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Rita Portela.<\/p>\n<\/div>\n<p>Por\u00e9m, na REBIO Po\u00e7o das Antas, a popula\u00e7\u00e3o de macacos-prego est\u00e1 superabundante, com cerca de 66 indiv\u00edduos por km\u00b2, enquanto em uma outra regi\u00e3o onde a mesma intera\u00e7\u00e3o foi reportada, a densidade populacional de macacos-prego estimada foi de 10 indiv\u00edduos por km\u00b2. Nesta outra regi\u00e3o, a perda de Ju\u00e7aras por conta desta intera\u00e7\u00e3o era de quase duas palmeiras por hectare a cada ano, enquanto na REBIO Po\u00e7o das Antas, essa estimativa chegou a 58 palmeiras por hectare por ano. O objetivo da pesquisa que estamos conduzindo em Po\u00e7o das Antas foi compreender como a intensa preda\u00e7\u00e3o das palmeiras poderia modificar a floresta. Isto porque estudos anteriores apontam que os frutos produzidos pela Ju\u00e7ara, que s\u00e3o muito similares ao a\u00e7a\u00ed, s\u00e3o um recurso muito importante para a fauna. Em \u00e1reas bem conservadas, a quantidade de esp\u00e9cies se alimentando dos frutos da Ju\u00e7ara pode chegar a 25 esp\u00e9cies de aves e 15 de mam\u00edferos. Por\u00e9m, existe algo ainda mais importante por tr\u00e1s da alimenta\u00e7\u00e3o da fauna.<\/p>\n<p>Esses animais que se alimentam de frutos s\u00e3o potenciais dispersores de sementes. E o que \u00e9 que esses dispersores fazem? Eles levam sementes dessas \u00e1rvores das quais eles se alimentam de uma \u00e1rea para a outra e, assim, eles permitem que essas plantas cheguem a novos lugares, sendo um dos respons\u00e1veis pela diversidade de plantas dentro da floresta. Portanto, se o fruto da Ju\u00e7ara est\u00e1 desaparecendo porque os macacos est\u00e3o comendo as palmeiras, menos frutos da Ju\u00e7ara est\u00e3o dispon\u00edveis para a fauna consumir e se a fauna j\u00e1 n\u00e3o visita mais as \u00e1reas de onde as palmeiras est\u00e3o desaparecendo, as sementes n\u00e3o chegam nessas \u00e1reas. Bom, mas e da\u00ed? O que acontece a partir da\u00ed \u00e9 que nas \u00e1reas onde a quantidade de palmeiras est\u00e1 diminuindo, plantas que dependem de animais para dispersar suas sementes podem desaparecer em longo prazo j\u00e1 que elas n\u00e3o est\u00e3o sendo levadas para essas \u00e1reas, causando mudan\u00e7as na composi\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies da floresta.<\/p>\n<div class=\"olho-esquerda\">&#8220;O que era diferente entre essas tr\u00eas \u00e1reas era a quantidade de Ju\u00e7aras em cada uma.\u201d<\/div>\n<p>Para avaliar se nossas suspeitas eram reais, n\u00f3s coletamos a chuva de sementes em tr\u00eas \u00e1reas dentro da REBIO Po\u00e7o das Antas. Chama chuva de sementes porque vem de cima, normalmente s\u00e3o as sementes trazidas pelas aves, que atuam como grandes dispersoras nas florestas. O que era diferente entre essas tr\u00eas \u00e1reas era a quantidade de Ju\u00e7aras em cada uma. Na primeira \u00e1rea, as Ju\u00e7aras j\u00e1 tinham desaparecido por causa da preda\u00e7\u00e3o dos macacos; na segunda \u00e1rea, as Ju\u00e7aras estavam sofrendo o ataque dos macacos durante o per\u00edodo do nosso estudo; e na terceira \u00e1rea, nenhuma palmeira tinha sido consumida pelos macacos. N\u00f3s tamb\u00e9m acompanhamos o per\u00edodo de frutifica\u00e7\u00e3o da Ju\u00e7ara para saber se quando a quantidade de frutos da palmeira dispon\u00edveis era maior, os dispersores traziam mais sementes, uma vez que eles visitariam mais essas \u00e1reas quando houvesse oferta de frutos.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, s\u00f3 relembrando, nossas expectativas eram que de acordo com a redu\u00e7\u00e3o na quantidade de palmeiras, haveria uma menor quantidade de sementes trazidas pelos dispersores de fora das nossas \u00e1reas de estudo. E n\u00f3s tamb\u00e9m acredit\u00e1vamos que quando os frutos das palmeiras estivessem dispon\u00edveis, mais sementes chegariam porque os dispersores visitariam mais as \u00e1reas onde as palmeiras estavam presentes e frutificando.<\/p>\n<p>O que encontramos contrariou completamente nossas expectativas. A quantidade de sementes que a fauna trazia para dentro das nossas \u00e1reas de estudo variou apenas com a presen\u00e7a da Ju\u00e7ara e n\u00e3o de acordo com a quantidade de Ju\u00e7aras presentes. Ou seja, basta a palmeira estar presente para afetar a chegada das sementes! E no que se refere \u00e0 quantidade de sementes trazida pela fauna durante a frutifica\u00e7\u00e3o da Ju\u00e7ara, verificamos que quanto maior a quantidade de cachos de frutos da Ju\u00e7ara dispon\u00edveis, menos sementes eram trazidas pela fauna para as \u00e1reas acompanhadas. Mas ent\u00e3o quer dizer que a quantidade de palmeiras n\u00e3o influencia a atividade dos dispersores e, consequentemente, n\u00e3o altera a abund\u00e2ncia dos frutos e sementes trazidos por eles? Sim. E quando t\u00eam mais frutos de Ju\u00e7ara nas \u00e1reas, esses dispersores n\u00e3o s\u00e3o atra\u00eddos para l\u00e1, j\u00e1 que n\u00e3o chegam mais sementes e frutos? N\u00e3o!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/e704ksMgmeI\" width=\"100%\" height=\"478\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/p>\n<p>Na \u00e1rea onde n\u00e3o tem mais palmeira chegam poucas sementes quando comparadas \u00e0s \u00e1reas onde as Ju\u00e7aras ainda est\u00e3o presentes, mas entre as \u00e1reas onde a Ju\u00e7ara estava sendo consumida e onde ela n\u00e3o estava sendo consumida, a diferen\u00e7a entre os prop\u00e1gulos que a fauna trazia foi bem pouco expressiva. S\u00f3 para compara\u00e7\u00e3o, a estimativa populacional de Ju\u00e7aras na \u00e1rea em que a palmeira vinha sendo consumida pelos macacos e onde a intera\u00e7\u00e3o n\u00e3o estava ocorrendo foi de respectivamente 275 e 575 indiv\u00edduos por hectare. Ent\u00e3o, na verdade, o que influencia o movimento da fauna que se alimenta de frutos e atua como dispersora de sementes n\u00e3o \u00e9 a quantidade das palmeiras, mas sim a simples presen\u00e7a das palmeiras. Estando a Ju\u00e7ara presente, n\u00e3o importando a quantidade, os dispersores visitam a \u00e1rea e, consequentemente, levam os frutos e sementes dos quais se alimentam.<\/p>\n<p>A nossa segunda descoberta com esse estudo mostra por que esses dispersores visitam tanto as \u00e1reas onde a Ju\u00e7ara est\u00e1 presente. N\u00f3s observamos que quanto mais cachos de frutos de Ju\u00e7ara dispon\u00edveis, menos prop\u00e1gulos trazidos pela fauna chegavam \u00e0s \u00e1reas onde a Ju\u00e7ara estava presente. Se esses dispersores n\u00e3o trazem nada de fora para dentro das parcelas, \u00e9 porque eles est\u00e3o se alimentando dentro das parcelas, justamente dos frutos da Ju\u00e7ara! Ent\u00e3o, nessas \u00e1reas onde a Ju\u00e7ara ainda est\u00e1 presente chegam mais sementes e frutos de outras esp\u00e9cies trazidos pela fauna porque os dispersores circulam \u00e0 procura dos frutos da Ju\u00e7ara e quando esses frutos est\u00e3o na floresta, os dispersores se alimentam basicamente deles e devem se mover menos.<\/p>\n<p>Portanto, os frutos da Ju\u00e7ara s\u00e3o de fato muito importantes para a comunidade de animais que se alimenta de frutos na floresta da REBIO Po\u00e7o das Antas, como j\u00e1 apontado por outros estudos realizados em outras florestas da Mata Atl\u00e2ntica. E mais do que isso, a palmeira Ju\u00e7ara desempenha um papel-chave para a regenera\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies de plantas, uma vez que influencia a atividade dos animais que atuam como dispersores de sementes. Os efeitos dessa intera\u00e7\u00e3o entre os macacos-prego e a palmeira Ju\u00e7ara oferecem graves consequ\u00eancias para as comunidades em que esses primatas ocorrem em altas densidades, pois reduz a quantidade de recursos alimentares dispon\u00edveis para a fauna e compromete a regenera\u00e7\u00e3o natural das florestas.<\/p>\n<div class=\"olho-esquerda\">&#8220;Estando a Ju\u00e7ara presente, n\u00e3o importando a quantidade, os dispersores visitam a \u00e1rea e, consequentemente, levam os frutos e sementes dos quais se alimentam.\u201d<\/div>\n<p>\u00c9 importante lembrar que o macaco-prego \u00e9 uma esp\u00e9cie tamb\u00e9m nativa da Mata Atl\u00e2ntica, que por um desequil\u00edbrio ecol\u00f3gico se tornou superabundante, causando preju\u00edzos para essa comunidade. Este desequil\u00edbrio pode ter sido causado pela fragmenta\u00e7\u00e3o florestal, causada por desmatamento, um grande problema que aflige a conserva\u00e7\u00e3o atualmente ou pela perda de esp\u00e9cies que interagiam com este primata de alguma forma, seja competindo por recursos ou controlando a quantidade de macacos atrav\u00e9s de preda\u00e7\u00e3o, por exemplo. Esses efeitos em cadeia que se observam nas florestas s\u00e3o chamados efeitos em cascata: a partir de um dist\u00farbio na floresta, uma s\u00e9rie de outras consequ\u00eancias se desdobram, causando a perda da biodiversidade local e aumento da degrada\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n<p>Por fim, esta rela\u00e7\u00e3o entre macaco e palmeira mostra o quanto \u00e9 importante nos atentarmos que cada esp\u00e9cie \u00e9 necess\u00e1ria dentro do contexto em que est\u00e1 inserida e, por isso, o desaparecimento de uma esp\u00e9cie pode acarretar uma s\u00e9rie de desdobramentos negativos para as florestas. N\u00e3o basta apenas uma \u00e1rea protegida com v\u00e1rias esp\u00e9cies de animais e plantas dentro, \u00e9 preciso observar como as esp\u00e9cies interagem e proteger tamb\u00e9m essas intera\u00e7\u00f5es. As intera\u00e7\u00f5es das esp\u00e9cies umas com as outras e com seu ambiente \u00e9 que fazem as florestas funcionarem e, nesse caso, a perda de uma s\u00f3 esp\u00e9cie pode ser fatal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<table class=\" aligncenter\" style=\"height: 194px;\" width=\"640\" cellpadding=\"5\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-56620 size-full\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Rita.png\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" srcset=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Rita.png 300w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Rita-150x150.png 150w\" width=\"300\" height=\"300\" \/><\/td>\n<td><strong>Rita de C\u00e1ssia Quitete Portela<\/strong>\u00a0\u00e9 bi\u00f3loga e desde 2005 acompanha popula\u00e7\u00f5es de palmito em diferentes \u00e1reas da Mata Atl\u00e2ntica.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<table class=\" aligncenter\" style=\"height: 195px;\" width=\"640\" cellpadding=\"5\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><strong>Amanda Souza dos Santos<\/strong>\u00a0\u00e9 doutoranda da UFRJ e est\u00e1 interessada em saber como a floresta vai se comportar sem a presen\u00e7a do palmito.<\/td>\n<td><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-56619 size-medium\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Amanda-300x300.png\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" srcset=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Amanda-300x300.png 300w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Amanda-150x150.png 150w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/Amanda.png 518w\" width=\"300\" height=\"300\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Macaco-prego. 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