{"id":109140,"date":"2019-07-10T13:30:33","date_gmt":"2019-07-10T16:30:33","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=109140"},"modified":"2019-07-09T22:02:02","modified_gmt":"2019-07-10T01:02:02","slug":"a-ciencia-explica-por-que-um-golfinho-vive-17-anos-e-um-humano-90","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/a-ciencia-explica-por-que-um-golfinho-vive-17-anos-e-um-humano-90\/","title":{"rendered":"A ci\u00eancia explica por que um golfinho vive 17 anos, e um humano, 90"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/golfinho.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-109141\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/golfinho-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/golfinho-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/golfinho.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A vida m\u00e9dia de um camundongo \u00e9 de dois anos; a de um humano, 90, e a de um golfinho \u00e9 de 17. Ningu\u00e9m sabe muito bem por qu\u00ea. J\u00e1 foram estudados fatores como o tamanho corporal \u2013 os animais maiores tendem a viver mais \u2013, o ritmo card\u00edaco e o\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/metabolismo\">metabolismo<\/a>. Agora, uma equipe de pesquisadores espanh\u00f3is diz ter encontrado outro fator que prediz com mais precis\u00e3o a dura\u00e7\u00e3o da vida de cada esp\u00e9cie. A chave est\u00e1 nos tel\u00f4meros existentes no n\u00facleo de cada uma das c\u00e9lulas de um ser vivo.<\/p>\n<div id=\"elpais_gpt-INTEXT\" data-google-query-id=\"CJSR0ceSqeMCFeZ4wQodHzEO5Q\">\n<div id=\"google_ads_iframe_7811748\/elpais_web\/brasil\/ciencia\/intext_0__container__\">\u201cDescobrimos que sabendo a velocidade de encurtamento dos tel\u00f4meros podemos predizer com grande fiabilidade a longevidade de uma esp\u00e9cie\u201d, diz Mar\u00eda Blasco, diretora do Centro Nacional de Pesquisas Oncol\u00f3gicas (CNIO) e principal autora do estudo, publicado nesta segunda-feira na revista <em>Proceedings<\/em>\u00a0da Academia Nacional de Ci\u00eancias dos EUA.<\/div>\n<\/div>\n<p>Os tel\u00f4meros s\u00e3o um elemento protetor dos cromossomos, as estruturas fundamentais que armazenam e conservam a informa\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica que um indiv\u00edduo necessita para viver. Cada vez que uma de suas c\u00e9lulas se divide para gerar uma\u00a0<em>filha<\/em>, os tel\u00f4meros ficam um pouco mais curtos. O encurtamento exagerado dessas fitas protetoras est\u00e1 associado a doen\u00e7as e ao\u00a0<a href=\"https:\/\/www.google.com\/url?sa=t&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;source=web&amp;cd=1&amp;cad=rja&amp;uact=8&amp;ved=2ahUKEwixxb2s1KjjAhXZJbkGHWJmCAoQFjAAegQIAhAB&amp;url=https%3A%2F%2Fbrasil.elpais.com%2Ftag%2Fenvejecimiento_poblacion&amp;usg=AOvVaw32uFvYJo-P8fv2aFYJ_IEb\">envelhecimento<\/a>prematuro.<\/p>\n<p>Tudo se encaixaria se n\u00e3o fosse por um fato que at\u00e9 agora n\u00e3o tinha explica\u00e7\u00e3o: ter os tel\u00f4meros muito longos n\u00e3o significa ter uma vida mais longa. Os tel\u00f4meros em cada uma das c\u00e9lulas de um camundongo medem cinco cent\u00edmetros, enquanto os dos humanos t\u00eam s\u00f3 4,3 mil\u00edmetros, explica Blasco. Entretanto, os humanos vivem 30 vezes mais.<\/p>\n<section id=\"sumario_1|html\" class=\"sumario_html centro\"><a name=\"sumario_1\"><\/a><\/p>\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p class=\"texto_grande\">&#8220;Estamos perante um dos determinantes da longevidade que provavelmente seja universal&#8221;, diz Mar\u00eda Blasco<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>A equipe de Blasco comparou a velocidade de encurtamento dos tel\u00f4meros em nove esp\u00e9cies de\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/mamiferos\">mam\u00edferos<\/a>\u00a0e aves. Os cientistas analisaram esp\u00e9cimes de v\u00e1rias idades de cada uma para calcular n\u00e3o o comprimento de seus tel\u00f4meros, e sim o ritmo de seu encurtamento ao longo do tempo. Os resultados mostram que a rapidez com que esse material gen\u00e9tico se consome prediz os anos de vida m\u00e9dia de cada esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>O trabalho detalha que os ratos perdem 7.000 pares de bases \u2013unidades telom\u00e9ricas \u2013 por ano, 100 vezes mais que em humanos. O trabalho apresenta uma pir\u00e2mide de expectativa de vida segundo a velocidade de degrada\u00e7\u00e3o dos tel\u00f4meros, a qual est\u00e1 coroada pelos humanos, a esp\u00e9cie analisada mais idosa e a que tem tamb\u00e9m menor velocidade de encurtamento. Seguem-nos os elefantes de Sumatra (60 anos de vida m\u00e9dia), os flamingos (40), os grifos (37), as gaivotas-de-audouin (21), golfinhos (17), cabras (16), renas (15) e ratos (2), de longe o que mais r\u00e1pido consome seu material gen\u00e9tico protetor.<\/p>\n<p>\u201cNenhum estudo tinha analisado a velocidade de encurtamento em tantas esp\u00e9cies como n\u00f3s\u201d, ressalta Blasco, cuja equipe se nutriu de amostras de sangue de animais do Zool\u00f3gico de Madri, assim como de sangue de gaivotas colhido por bi\u00f3logos no delta do rio Ebro. \u201cEstamos perante um dos determinantes da longevidade das esp\u00e9cies que talvez seja universal, dado que est\u00e1 conservado de mam\u00edferos a aves\u201d, salienta Blasco, que tamb\u00e9m dirige o grupo de tel\u00f4meros e telomerasa do CNIO.<\/p>\n<p>Os cientistas h\u00e1 d\u00e9cadas buscam chaves gen\u00e9ticas e ambientais de longevidades humanas extraordin\u00e1rias, como a de Jeanne Calment, a humana que viveu mais anos (122), ou animais, como a da am\u00eaijoa da Isl\u00e2ndia (507). Jo\u00e3o Pedro de Magalh\u00e3es, pesquisador da Universidade de Liverpool e especialista em estudar os fatores gen\u00e9ticos da longevidade, opina que este \u201c\u00e9 um estudo muito interessante, embora o que todos n\u00f3s gostar\u00edamos de ver agora \u00e9 se ele \u00e9 confirmado em um n\u00famero maior de esp\u00e9cies\u201d. \u201cSer\u00e1 especialmente interessante confirmar se animais que se saem da norma por terem vidas excepcionalmente longas apesar de serem pequenos, como alguns morcegos, que chegam aos 40 anos, ou o rato-toupeira-pelado, que vive 32 anos, tamb\u00e9m perdem seus tel\u00f4meros em c\u00e2mera lenta\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>O investigador aponta outra importante pergunta por responder. \u201cPor enquanto, s\u00f3 se demonstrou que h\u00e1 uma correla\u00e7\u00e3o entre tel\u00f4meros e longevidade, mas n\u00e3o casualidade. Pode ser que esta nova chave seja uma causa do envelhecimento prematuro ou s\u00f3 uma consequ\u00eancia deste, como o cabelo grisalho. Por isso este trabalho abre um novo \u00e2mbito de estudo interessante\u201d, observa.<\/p>\n<p>Em 2009, Elizabeth Blackburn, Carol Greider e Jack Szostak ganharam o Nobel de Medicina por descobrir os tel\u00f4meros e a telomerasa, a prote\u00edna que os reconstr\u00f3i quando estes se tornam muito curtos. Mas alongar os tel\u00f4meros ou frear sua deteriora\u00e7\u00e3o pode ter efeitos secund\u00e1rios muito perigosos, por isso &#8220;por enquanto n\u00e3o h\u00e1 nem um s\u00f3 f\u00e1rmaco baseado neste mecanismo molecular que tenha demonstrado ser efetivo nem seguro\u201d, dizia a pr\u00f3pria Blackburn no ano passado ao EL PA\u00cdS. Seu conselho para reduzir o impacto dos fatores externos nos tel\u00f4meros \u00e9 simples: \u201cDurma bem, coma bem, tenha uma boa atitude, n\u00e3o fume, n\u00e3o beba muito, coma uma\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/dieta_mediterranea\">dieta mediterr\u00e2nea<\/a>\u00a0e fa\u00e7a exerc\u00edcio\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A vida m\u00e9dia de um camundongo \u00e9 de dois anos; a de um humano, 90,<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":109141,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/golfinho.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/golfinho-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/golfinho-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/golfinho.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/golfinho.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/golfinho.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/golfinho.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/golfinho.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/golfinho.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/golfinho.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A vida m\u00e9dia de um camundongo \u00e9 de dois anos; a de um humano, 90,","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/109140"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=109140"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/109140\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/109141"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=109140"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=109140"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=109140"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}