{"id":108982,"date":"2019-07-07T10:48:22","date_gmt":"2019-07-07T13:48:22","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=108982"},"modified":"2019-07-07T10:48:22","modified_gmt":"2019-07-07T13:48:22","slug":"febre-tecnologica-sera-que-a-patinete-eletrica-e-sustentavel-para-o-meio-ambiente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/febre-tecnologica-sera-que-a-patinete-eletrica-e-sustentavel-para-o-meio-ambiente\/","title":{"rendered":"Febre tecnol\u00f3gica, ser\u00e1 que a patinete el\u00e9trica \u00e9 sustent\u00e1vel para o meio ambiente?"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/patinete.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-108983\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/patinete-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/patinete-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/patinete.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A patinete el\u00e9trica vai substituir o carro? S\u00e3o ecol\u00f3gicos em sua fabrica\u00e7\u00e3o e ciclo de vida? Este meio de transporte que vai sendo cada vez mais usado em v\u00e1rias capitais mundiais ainda tem muito a responder e a provar.<\/p>\n<p>Zero emiss\u00e3o<\/p>\n<p>Uma de suas grandes operadoras, a americana Bird, &#8220;foi fundada para contribuir para criar um mundo mais limpo e hospitaleiro, no qual o indiv\u00edduo \u00e9 priorit\u00e1rio em rela\u00e7\u00e3o ao autom\u00f3vel&#8221;, diz a empresa.<\/p>\n<p>A patinete &#8211; alega a companhia &#8211; &#8220;estimula as alternativas ao autom\u00f3vel, reduz o tr\u00e1fego, melhora a qualidade do ar&#8221;.<\/p>\n<p>Quando a cidade de Beverly Hills decidiu proibir estes ve\u00edculos de mobilidade pessoal, a Bird recorreu \u00e0 Justi\u00e7a, no final de 2018, alegando viola\u00e7\u00e3o das leis ambientais.<\/p>\n<p>A patinete em &#8220;free-floating&#8221;, ou seja, deixado na rua, tem um motor com zero emiss\u00e3o de gases poluentes.<\/p>\n<p>Potencialmente, pode substituir um trajeto que seria feito de carro. Na Fran\u00e7a, por exemplo, 70% dos deslocamentos entre a resid\u00eancia e o local de trabalho inferiores a cinco quil\u00f4metros s\u00e3o feitos de autom\u00f3vel.<\/p>\n<p>&#8220;As micromobilidades podem, em tese, assegurar os deslocamentos de menos de oito quil\u00f4metros, que representam entre 50% e 60% do total na China, na UE e nos Estados Unidos&#8221;, segundo um informe da consultoria McKinsey.<\/p>\n<p>At\u00e9 que ponto, por\u00e9m, a patinete substitui o autom\u00f3vel?<\/p>\n<p>Menos carros?<\/p>\n<p>Segundo a Lime, outro l\u00edder do setor, que se apoia em estudos em &#8220;26 cidades&#8221;, &#8220;em m\u00e9dia um a cada tr\u00eas trajetos com a patinete substituiu um de carro. Por isso, consideramos ter impedido emiss\u00f5es equivalentes a 6.220 toneladas de CO2&#8221; em dois anos. A Bird reivindica 5.700 toneladas de CO2 em menos de um ano.<\/p>\n<p>Uma pesquisa do 6t, um est\u00fadio especializado em mobilidade e modos de vida, feita com 4.500 usu\u00e1rios das cidades francesas de Paris, Lyon e Marselha, apenas 19% deles usaram uma patinete para ir para o trabalho, ou para a escola. Do total, 42% eram visitantes estrangeiros.<\/p>\n<p>Sem este equipamento, 44% teriam caminhado; 12%, ido de bicicleta; e 30%, de transporte p\u00fablico. Ou seja: a patinete n\u00e3o estaria substituindo o autom\u00f3vel.<\/p>\n<p>&#8220;Isso n\u00e3o significa que se tenha que jogar a patinete no lixo!&#8221;, defende o chefe do Servi\u00e7o de Mobilidade da Ag\u00eancia de Controle de Energia da Fran\u00e7a (Ademe), J\u00e9r\u00e9mie Almosni.<\/p>\n<p>&#8220;Pode surpreender que 50% de seu uso seja recreativo, mas tamb\u00e9m pode favorecer a intermodalidade (entre meios de transporte) e estimular as pessoas a abandonarem o carro&#8221; em m\u00e9dio prazo.<\/p>\n<p>Meses de vida<\/p>\n<p>Outra d\u00favida diz respeito \u00e0 dura\u00e7\u00e3o de vida destas patinetes compartilhadas.<\/p>\n<p>&#8220;Hoje \u00e9 imposs\u00edvel saber se \u00e9 bom, ou ruim, para o meio ambiente, porque falta uma an\u00e1lise do ciclo de vida deste objeto t\u00e3o recente, afirma Denis Benita, engenheiro de Transportes da Ademe.<\/p>\n<p>Sobre sua dura\u00e7\u00e3o, um relat\u00f3rio baseado em dados da cidade americana de Louisville determinou 28 dias. Outro, tr\u00eas meses.<\/p>\n<p>As empresas dizem multiplicar os investimentos para melhorar sua solidez e rentabilidade.<\/p>\n<p>&#8220;Uma patinete tem, hoje em dia, uma dura\u00e7\u00e3o de vida duas vezes superior a quando come\u00e7amos em Paris, em junho de 2018&#8221;, diz a Lime \u00e0 AFP, garantindo estar &#8220;muito acima dos 3,8 meses de vida calculados&#8221; pela consultoria BCG.<\/p>\n<p>A Lime Fran\u00e7a afirma que emprega 200 mec\u00e2nicos: &#8220;reutilizamos cada pe\u00e7a&#8221;.<\/p>\n<p>Outra quest\u00e3o \u00e9 que as patinetes s\u00e3o equipadas com baterias de l\u00edtio, cujo ciclo de vida, segundo a Ademe, \u00e9 de tr\u00eas a cinco anos. Para valorizar esta pe\u00e7a, a mais importante da patinete, a Lime cita uma associa\u00e7\u00e3o com uma empresa francesa capaz de reutilizar 70% de seus componentes.<\/p>\n<p>Finalmente, est\u00e1 o impacto de carbono dos &#8220;carregadores&#8221;, que recolhem as patinetes \u00e0 noite para carreg\u00e1-las. Em um caso extremo que ilustra a falta de controle, alguns foram surpreendidos em Paris recarregando os equipamentos com um gerador el\u00e9trico \u00e0 base de&#8230; gasolina. A prefeitura pediu \u00e0 Lime que abandone essa pr\u00e1tica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A patinete el\u00e9trica vai substituir o carro? 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