{"id":108897,"date":"2019-07-05T11:00:28","date_gmt":"2019-07-05T14:00:28","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=108897"},"modified":"2019-07-04T20:40:09","modified_gmt":"2019-07-04T23:40:09","slug":"estudo-da-usp-mostra-a-importancia-de-manter-massa-muscular-para-longevidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/estudo-da-usp-mostra-a-importancia-de-manter-massa-muscular-para-longevidade\/","title":{"rendered":"Estudo da USP mostra a import\u00e2ncia de manter massa muscular para longevidade"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/massa_muscular.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-108898\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/massa_muscular-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/massa_muscular-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/massa_muscular.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Pesquisadores da USP analisaram dados de 839 pessoas com 65 anos ou mais para analisar como a quantidade de\u00a0<strong>m\u00fasculos<\/strong>\u00a0influencia na longevidade de cada um. Eles conclu\u00edram que o risco de\u00a0<strong>mortalidade <\/strong>foi quase 63 vezes maior entre as\u00a0<strong>mulheres<\/strong>\u00a0com pouca massa muscular. Entre os homens com menos massa muscular, a chance de morrer foi 11,4 vezes maior.<\/p>\n<p>As primeiras medidas foram anotadas entre 2005 e 2007. Quatro anos depois, 132 dos volunt\u00e1rios haviam morrido. Desses, 43,2% faleceram por problemas no\u00a0<strong>cora\u00e7\u00e3o<\/strong>. Entre os homens, 20% morreram, enquanto entre as mulheres, 13%. De modo geral, os participantes que morreram eram mais velhos, faziam menos\u00a0<strong>exerc\u00edcios<\/strong>, tinham\u00a0<strong>diabetes<\/strong>\u00a0e doen\u00e7as do cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div id=\"pub-in-text-1\" class=\"dfp publicidade outstream clearfix advertising--loaded\" data-extra-advertising-format=\"in-text\" data-extra-advertising-index=\"1\" data-google-query-id=\"CPHWwMG1nOMCFcN_wQod7oQDJg\"><\/div>\n<p>\u2014 Quando a gente viu as causas de morte, cerca de 40% foram devido a\u00a0<strong>doen\u00e7as cardiovasculares<\/strong>, por insufici\u00eancia card\u00edaca. H\u00e1 dois fatores por tr\u00e1s disso. O primeiro \u00e9 que o sujeito que vai ter uma doen\u00e7a card\u00edaca tem menos\u00a0<strong>m\u00fasculos<\/strong>\u00a0porque qualquer doen\u00e7a cr\u00f4nica \u00e9 uma inflama\u00e7\u00e3o. E a inflama\u00e7\u00e3o diminui a produ\u00e7\u00e3o muscular\u2014 explica Rosa Maria Rodrigues Pereira, professora da Disciplina de Reumatologia da Faculdade de Medicina da USP e coordenadora da pesquisa. \u2014 Em qualquer doen\u00e7a cr\u00f4nica voc\u00ea acaba produzindo menos m\u00fasculos. Isso acontece tamb\u00e9m em doen\u00e7as reumatol\u00f3gicas e diabetes, por exemplo. O segundo fator \u00e9 que a atividade f\u00edsica \u00e9 boa para a atividade cardiovascular.<\/p>\n<h2>Alimenta\u00e7\u00e3o: carne, feij\u00e3o e gr\u00e3o de bico ajudam a manter a massa muscular<\/h2>\n<p>A m\u00e9dica explica que a perda de\u00a0<strong>massa muscular<\/strong>\u00a0acontece naturalmente ap\u00f3s os 40 anos, e pode passar despercebida com o ganho de peso de gordura. Estima-se que ap\u00f3s os 50 anos, entre 1% e 2% da massa muscular seja perdida anualmente. Entre os fatores que podem acelerar o fen\u00f4meno est\u00e3o\u00a0<strong>sedentarismo<\/strong>, dieta pobre em\u00a0<strong>prote\u00ednas<\/strong>, doen\u00e7as cr\u00f4nicas e hospitaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para recuperar a massa muscular perdida, a m\u00e9dica Maria Rodrigues indica uma rotina de\u00a0<strong>exerc\u00edcios f\u00edsicos<\/strong>\u00a0e uma dieta rica em\u00a0<strong>prote\u00ednas<\/strong>.<\/p>\n<p>\u2014 N\u00e3o estamos falando aqui de dietas \u201clow carb\u201d, em que a pessoa aumenta demais o consumo de carne. O importante \u00e9 que voc\u00ea tenha uma boa ingest\u00e3o de prote\u00ednas, que podem ser tanto de origem animal quanto vegetal. \u00c9 importante, a partir dos 60 anos, continuar comendo peixe, ovo, carne e frango. Ou prote\u00ednas de origem vegetal: feij\u00e3o, gr\u00e3o de bico, lentilha e am\u00eandoas, por exemplo. E a atividade f\u00edsica, com muscula\u00e7\u00e3o, com pesos, que \u00e9 uma coisa boa para aumentar a massa muscular.<\/p>\n<h2>Quase metade dos brasileiros perde m\u00fasculos a partir dos 80 anos<\/h2>\n<p>O estudo foi feito na Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo (FM-USP). Os cientistas avaliaram a quantidade de m\u00fasculos que cada pessoa tinha nos bra\u00e7os e nas pernas, al\u00e9m da quantidade de gordura nas camadas abaixo da pele e entre os \u00f3rg\u00e3os vitais.<\/p>\n<p>O grupo desenvolveu uma equa\u00e7\u00e3o para determinar, com base nas caracter\u00edsticas estat\u00edsticas da popula\u00e7\u00e3o estudada, quais indiv\u00edduos poderiam ser considerados com\u00a0<strong>massa muscular<\/strong>\u00a0abaixo da m\u00e9dia. Cerca de 20% das pessoas que participaram da pesquisa tinham massa muscular abaixo da m\u00e9dia.<\/p>\n<p>A perda\u00a0<strong>m\u00fasculos<\/strong>\u00a0associada ao\u00a0<strong>envelhecimento<\/strong>\u00a0\u00e9 conhecida como sarcopenia. Dados da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia indicam que 46% dos brasileiros acima de 80 anos sofrem disso.<\/p>\n<p>Os volunt\u00e1rios que participaram da pesquisa da USP foram examinados por uma t\u00e9cnica conhecida como densitometria por emiss\u00e3o de raios X de dupla energia. R\u00e1pido e indolor, o exame n\u00e3o requer nenhum preparo especial e \u00e9 realizado com baixa intensidade de exposi\u00e7\u00e3o aos raios X. Esse tipo de densitometria fornece as informa\u00e7\u00f5es de massa \u00f3ssea, magra e de gordura do corpo inteiro ou de partes espec\u00edficas, expressas em porcentagem da massa total. O equipamento foi adquirido com aux\u00edlio da Fapesp.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores da USP analisaram dados de 839 pessoas com 65 anos ou mais para analisar<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":108898,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/massa_muscular.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/massa_muscular-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/massa_muscular-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/massa_muscular.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/massa_muscular.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/massa_muscular.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/massa_muscular.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/massa_muscular.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/massa_muscular.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/massa_muscular.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Pesquisadores da USP analisaram dados de 839 pessoas com 65 anos ou mais para analisar","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/108897"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=108897"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/108897\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/108898"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=108897"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=108897"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=108897"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}