{"id":108849,"date":"2019-07-04T10:00:09","date_gmt":"2019-07-04T13:00:09","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=108849"},"modified":"2019-07-03T21:42:19","modified_gmt":"2019-07-04T00:42:19","slug":"um-gradiente-dinamico-de-umidade-continental-levou-a-diversificacao-de-aves-amazonicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/um-gradiente-dinamico-de-umidade-continental-levou-a-diversificacao-de-aves-amazonicas\/","title":{"rendered":"Um gradiente din\u00e2mico de umidade continental levou \u00e0 diversifica\u00e7\u00e3o de aves Amaz\u00f4nicas"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/floresta.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-108850\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/floresta-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/floresta-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/floresta.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A Amaz\u00f4nia \u00e9 um importante ber\u00e7o de biodiversidade, e uma \u00e1rea central nas discuss\u00f5es de processos geradores de diversidade bi\u00f3tica; tem tamb\u00e9m suma relev\u00e2ncia na atual crise clim\u00e1tica como grande reservat\u00f3rio e consumidor de carbono.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, tanto a crise clim\u00e1tica como as pr\u00e1ticas insustent\u00e1veis de uso da terra e seus recursos levaram a uma crise sem precedentes da biodiversidade, que pode amea\u00e7ar ainda mais o conjunto e qualidade dos servi\u00e7os ecol\u00f3gicos atualmente tomados como garantidos pela humanidade.<\/p>\n<p>Uma vez que a biodiversidade est\u00e1 intimamente ligada \u00e0 integridade dos servi\u00e7os prestados pelos ecossistemas, torna-se essencial compreender como as altera\u00e7\u00f5es do clima e da paisagem moldaram as comunidades biol\u00f3gicas ao longo do tempo.<\/p>\n<p><strong>A Teoria dos Ref\u00fagios<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 quase 50 anos (11 de Julho de 1969), o ornit\u00f3logo J\u00fcrgen Haffer (1932-2010) publicou um estudo pioneiro na revista cient\u00edfica<a href=\"https:\/\/science.sciencemag.org\/content\/165\/3889\/131\">\u00a0<em>Science<\/em><\/a>\u00a0sustentando que na Amaz\u00f4nia \u201c<em>A maioria das esp\u00e9cies originou-se provavelmente em ref\u00fagios durante per\u00edodos de clima seco<\/em>\u201d (traduzido do Ingl\u00eas). Estabelecendo as bases da chamada \u201chip\u00f3tese dos ref\u00fagios\u201d para a diversifica\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies na Amaz\u00f4nia, Haffer ligou pela primeira vez nesse artigo altera\u00e7\u00f5es do clima \u00e0 origem da biodiversidade Amaz\u00f4nica. Essencialmente, novas esp\u00e9cies teriam se originado durante picos de ciclos glaciais (denominados m\u00e1ximos glaciais), que poderiam ter causado perdas maci\u00e7as de cobertura de floresta \u00famida ao longo da Amaz\u00f4nia devido a um aumento da aridez.<\/p>\n<p>Numa Amaz\u00f4nia seca, durante o per\u00edodo glacial, a floresta \u00famida e sua biota associada teriam sobrevivido apenas em fragmentos grandes e esparsos chamados \u201cref\u00fagios\u201d, mantidos por condi\u00e7\u00f5es de umidade locais. Membros de uma mesma esp\u00e9cie, isolados em diferentes \u201cref\u00fagios\u201d, teriam acumulado diferen\u00e7as gen\u00e9ticas e morfol\u00f3gicas ao longo do tempo e eventualmente evolu\u00eddo para esp\u00e9cies distintas.<\/p>\n<p>\u00c0 medida que o clima se modificava, e a Amaz\u00f4nia adquiriria as condi\u00e7\u00f5es modernas de maior umidade e temperatura, a floresta \u00famida e demais esp\u00e9cies associadas teriam expandido e eventualmente ocupado toda a bacia. As popula\u00e7\u00f5es anteriormente isoladas nos \u201cref\u00fagios\u201d (agora esp\u00e9cies distintas), em contato de novo, n\u00e3o mais se reproduziriam com sucesso, levando ao seu estabelecimento como novas esp\u00e9cies.<\/p>\n<p><strong>A hip\u00f3tese dos rios<\/strong><\/p>\n<p>A ideia de Haffer desafiou uma proposta anterior famosa, a vis\u00e3o centen\u00e1ria para a origem da biodiversidade Amaz\u00f4nica proposta por Alfred R. Wallace, o cofundador da teoria da evolu\u00e7\u00e3o, junto com o pr\u00f3prio Charles Darwin.<\/p>\n<p>Derivada da experi\u00eancia em primeira-m\u00e3o de Wallace na Amaz\u00f4nia, que por ela viajou extensivamente, a \u201chip\u00f3tese dos rios\u201d para a diversifica\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica, como se tornou conhecida, postula que os largos rios Amaz\u00f4nicos (que podem atingir v\u00e1rios quil\u00f3metros de largura) teriam sido as barreiras isolando diferentes popula\u00e7\u00f5es de uma mesma esp\u00e9cies e promovendo sua diferencia\u00e7\u00e3o em esp\u00e9cies distintas.<\/p>\n<p>Ao inv\u00e9s de altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, Wallace considerou que as mudan\u00e7as na paisagem (por exemplo, o aparecimento dos rios e as altera\u00e7\u00f5es de seus cursos) seriam o maior condicionante para a diversifica\u00e7\u00e3o Amaz\u00f4nica.<\/p>\n<p><strong>Novas tecnologias<\/strong><\/p>\n<p>A chegada de estudos evolutivos baseados em DNA de linhagens e esp\u00e9cies Amaz\u00f4nicas nos anos 1990 procuraram testar estas duas hip\u00f3teses de diversifica\u00e7\u00e3o. Para isso, se embasaram na coleta de novas amostras de material gen\u00e9tico, uma vez que esp\u00e9cimes e amostras biol\u00f3gicas mais antigos n\u00e3o possu\u00edam DNA de qualidade para as an\u00e1lises necess\u00e1rias.<\/p>\n<p>Muitas expedi\u00e7\u00f5es dispendiosas, arriscadas e longas foram realizadas em todos os pa\u00edses Amaz\u00f4nicos para recolher as amostras necess\u00e1rias ao teste daquelas hip\u00f3teses. \u00c0 medida que o n\u00famero de estudos moleculares aumentou, ambas as hip\u00f3teses, dos \u201cref\u00fagios\u201d e dos \u201crios\u201d, foram recebendo apoio contradit\u00f3rio.<\/p>\n<p>Apesar da maioria dos estudos rejeitar as premissas da hip\u00f3tese dos \u201cref\u00fagios\u201d, nem sempre corroboravam \u00e0quelas da \u201chip\u00f3tese dos rios\u201d. De particular interesse, largos rios Amaz\u00f4nicos que separavam esp\u00e9cies distintas, ainda que proximamente relacionadas, n\u00e3o representavam barreira para outras esp\u00e9cies que partilhavam hist\u00f3rias de vida semelhantes e a estreita liga\u00e7\u00e3o a florestas \u00famidas n\u00e3o alagadas.<\/p>\n<p>O estado da arte atual para o problema de diversifica\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia pode ser resumido pelas palavras do paleoec\u00f3logo Mark Bush, do Instituto de Tecnologia da Fl\u00f3rida, que j\u00e1 em 1994 postulou que o problema da diversifica\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica na Amaz\u00f4nia s\u00f3 poderia ser resolvido com \u2026\u201d<em>um modelo necessariamente complexo<\/em>\u201d.<\/p>\n<p><strong>Haffer estava certo<\/strong><\/p>\n<p>O impasse tinha que ser resolvido. No in\u00edcio de 2003, deu-se uma aumento sem paralelo no n\u00famero de expedi\u00e7\u00f5es a campo na Amaz\u00f4nia Brasileira, sobretudo financiadas por um crescente or\u00e7amento para a ci\u00eancia e apoiadas pela necessidade de consolidar uma rede crescente de unidades de conserva\u00e7\u00e3o e seus respectivos planos de manejo.<\/p>\n<p>Quando os rec\u00e9m coletados esp\u00e9cimes encontraram laborat\u00f3rios moleculares recentemente estabelecidos e um n\u00famero crescente de alunos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o sediados em institui\u00e7\u00f5es cient\u00edficas na Amaz\u00f4nia, ficaram estabelecidas as bases para um grande avan\u00e7o no problema da origem da biodiversidade Amaz\u00f4nica.<\/p>\n<p>O nosso novo estudo, publicado em<a href=\"https:\/\/advances.sciencemag.org\/content\/5\/7\/eaat5752\">\u00a0Science Advances<\/a>\u00a0quase exatamente 50 anos depois o artigo pioneiro de Haffer na\u00a0<em>Science<\/em>\u00a0cria a funda\u00e7\u00e3o para uma nova e mais abrangente interpreta\u00e7\u00e3o da origem da diversidade biol\u00f3gica contempor\u00e2nea na Amaz\u00f4nia. Nosso trabalho altera a perspectiva da hist\u00f3ria da diversifica\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica na Amaz\u00f4nia por fornecer um paradigma totalmente novo que integra bancos de dados modernos e reconcilia as duas grandes hip\u00f3teses anteriores.<\/p>\n<p>Nenhum estudo emp\u00edrico anterior amostrou e analisou um n\u00famero t\u00e3o significativo de linhagens Amaz\u00f4nicas, o que refor\u00e7a a singularidade de nossa publica\u00e7\u00e3o. A novidade do modelo que apresentamos \u00e9 ressaltada pelo fato de que o seu desenvolvimento s\u00f3 foi agora devido \u00e0 abund\u00e2ncia de esp\u00e9cimes e amostras gen\u00e9ticas distribu\u00eddas por toda a Amaz\u00f4nia e disponibilizadas por novas cole\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas brasileiras, desenvolvidas em grande parte pelos autores do estudo.<\/p>\n<p>Em resumo, as an\u00e1lises gen\u00e9ticas e paleoecol\u00f3gicas combinadas das 23 linhagens de aves da floresta \u00famida Amaz\u00f4nica amostradas pelo estudo apoiam um cen\u00e1rio em que o clima e a paisagem f\u00edsica interagem numa escala continental para gerar o padr\u00e3o atual de riqueza e distribui\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies de aves.<\/p>\n<p>N\u00f3s descrevemos um padr\u00e3o din\u00e2mico em que linhagens mais antigas nas regi\u00f5es mais \u00famidas do oeste e norte da Amaz\u00f4nia teriam originado as linhagens mais jovens nas \u00e1reas relativamente mais secas do sul e sudeste da bacia, provavelmente devido a uma maior instabilidade clim\u00e1tica nestas \u00faltimas regi\u00f5es.<\/p>\n<div id=\"attachment_69467\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 640px;\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-69467\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Aleixo.jpg\" sizes=\"(max-width: 1152px) 100vw, 1152px\" srcset=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Aleixo.jpg 1152w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Aleixo-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Aleixo-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Aleixo-600x400.jpg 600w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Aleixo-278x185.jpg 278w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Aleixo-640x427.jpg 640w\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"427\" aria-describedby=\"caption-attachment-69467\" \/><\/p>\n<p id=\"caption-attachment-69467\" class=\"wp-caption-text\">Alexandre Aleixo. Cr\u00e9dito: Zig Koch.<\/p>\n<\/div>\n<p>Em outras palavras, se confirma a exist\u00eancia de \u201cref\u00fagios\u201d clim\u00e1ticos na Amaz\u00f4nia, mas n\u00e3o como o espacial e temporalmente previsto originalmente por Haffer, que imaginou uma distribui\u00e7\u00e3o de \u201cref\u00fagios\u201d mais ou menos homog\u00eanea pela Amaz\u00f4nia afetando igualmente esp\u00e9cies com requerimentos ecol\u00f3gicos semelhantes.<\/p>\n<p>Apesar dos rios Amaz\u00f4nicos representarem barreiras importantes ao fluxo g\u00eanico e contribu\u00edrem para a especia\u00e7\u00e3o, corroborando a hip\u00f3tese dos rios, oscila\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas no acentuado gradiente de umidade regional tiveram um papel preponderante dirigindo a sequ\u00eancia de eventos espa\u00e7o-temporais de divis\u00e3o das linhagens pelos rios.<\/p>\n<p>Esta descoberta resolve a aparente contradi\u00e7\u00e3o de longa data que tem impedido, at\u00e9 agora, o progresso neste campo de estudo: como podem os rios Amaz\u00f4nicos originarem tantas novas esp\u00e9cies em linhagens que partilham atributos ecol\u00f3gicos e de hist\u00f3ria de vida em datas t\u00e3o d\u00edspares? O novo modelo fornece uma resposta e ao mesmo tempo possibilita a a\u00e7\u00e3o de eventos aleat\u00f3rios, invocando respostas individuais na distribui\u00e7\u00e3o das linhagens induzidas pelo clima.<\/p>\n<p><strong>Ponto de colapso<\/strong><\/p>\n<p>De uma perspectiva mais aplicada, este estudo suporta que o setor mais amea\u00e7ado da Amaz\u00f4nia \u2013 o chamado \u201carco do desmatamento\u201d no sul e sudeste da regi\u00e3o \u2013 uma \u00e1rea que tem sido intensivamente desmatada nas \u00faltimas d\u00e9cadas para expans\u00e3o do agroneg\u00f3cio brasileiro, \u00e9 tamb\u00e9m historicamente a mais vulner\u00e1vel a mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Os dados publicados indicam que as esp\u00e9cies de aves no sudeste s\u00e3o, no geral, as mais jovens da Amaz\u00f4nia e surgiram somente quando a floresta \u00famida se tornou dispon\u00edvel nessa \u00e1rea, provavelmente indicando que a cobertura florestal \u00e9 historicamente inst\u00e1vel e altamente influenciada pela redu\u00e7\u00e3o de precipita\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Secas severas associadas ao desmatamento j\u00e1 come\u00e7aram reverter o papel da Amaz\u00f4nia de consumidor para fonte de carbono, particularmente na \u00e1rea do arco de desmatamento; al\u00e9m disso, foi recentemente demonstrado que as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas em curso est\u00e3o j\u00e1 alterando drasticamente a estrutura e o balan\u00e7o da biomassa na floresta Amaz\u00f4nica.<\/p>\n<p>Quando estas evid\u00eancias s\u00e3o integradas com os novos resultados do nosso estudo, se nada for feito para minimizar ou mesmo reverter os impactos das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e desmatamento na Amaz\u00f4nia, os servi\u00e7os ecol\u00f3gicos providenciados pelos ecossistemas no sudeste da Amaz\u00f4nia ser\u00e3o os primeiros a se perder.<\/p>\n<p>Em outras palavras, o \u201cponto de colapso\u201d da Amaz\u00f4nia \u2013 caracterizado como um perda geral e maci\u00e7a dos servi\u00e7os ecossist\u00eamicos fornecidos pela maior floresta tropical do mundo, causado pelo aquecimento global e continuidade do desmatamento \u2013 deve replicar mudan\u00e7as hist\u00f3ricas na distribui\u00e7\u00e3o da cobertura florestal regional no passado, tendo, portanto, agora, uma lugar e per\u00edodo mais espec\u00edficos para se concretizar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Amaz\u00f4nia \u00e9 um importante ber\u00e7o de biodiversidade, e uma \u00e1rea central nas discuss\u00f5es de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":108850,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/floresta.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/floresta-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/floresta-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/floresta.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/floresta.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/floresta.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/floresta.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/floresta.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/floresta.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/floresta.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A Amaz\u00f4nia \u00e9 um importante ber\u00e7o de biodiversidade, e uma \u00e1rea central nas discuss\u00f5es de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/108849"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=108849"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/108849\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/108850"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=108849"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=108849"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=108849"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}