{"id":108807,"date":"2019-07-03T14:00:47","date_gmt":"2019-07-03T17:00:47","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=108807"},"modified":"2019-07-02T21:08:16","modified_gmt":"2019-07-03T00:08:16","slug":"de-abelhas-a-trabalhadores-o-ciclo-de-morte-gerado-pelos-agrotoxicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/de-abelhas-a-trabalhadores-o-ciclo-de-morte-gerado-pelos-agrotoxicos\/","title":{"rendered":"De abelhas a trabalhadores: o ciclo de morte gerado pelos agrot\u00f3xicos"},"content":{"rendered":"<div class=\"vc_row wpb_row vc_row-fluid eltdf-section eltdf-content-aligment-left\">\n<div class=\"clearfix eltdf-full-section-inner\">\n<div class=\"wpb_text_column wpb_content_element \">\n<div class=\"wpb_wrapper\">\n<h3><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/agrotoxico.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-108808\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/agrotoxico-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/agrotoxico-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/agrotoxico.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Um mergulho na mortal escalada dos agrot\u00f3xicos liberados pelo governo Bolsonaro<\/h3>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"vc_empty_space\">\u201cAltamente persistente no meio ambiente\u201d, \u201cprovoca danos aos \u00f3rg\u00e3os, por exposi\u00e7\u00e3o repetida ou prolongada\u201d, \u201cem contamina\u00e7\u00f5es mais graves, pode causar contra\u00e7\u00f5es musculares involunt\u00e1rias, convuls\u00f5es, podendo at\u00e9 levar a ocorr\u00eancia de coma\u201d. Por mais que pare\u00e7am fatalistas, as descri\u00e7\u00f5es anteriores foram retiradas das Fichas de Informa\u00e7\u00e3o de Seguran\u00e7a para Produtos Qu\u00edmicos (FISPQ) de <a href=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/sociedade\/ministerio-da-agricultura-libera-o-uso-de-mais-42-agrotoxicos\/\">alguns dos 211 agrot\u00f3xicos liberados, somente este ano<\/a>, pelo Minist\u00e9rio da Agricultura \u2013 um n\u00famero recorde entre os meses de janeiro e junho desde 2005.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Sem freio, a libera\u00e7\u00e3o acende o debate dos impactos dos venenos no consumidor final, mas circunda, principalmente, a seguran\u00e7a dos trabalhadores rurais, da agricultura familiar e da intoxica\u00e7\u00e3o da fauna e flora. Como obst\u00e1culo, encontra no poderio do agroneg\u00f3cio limites para medidas mais seguras de produ\u00e7\u00e3o no campo.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 por acaso que os agrot\u00f3xicos ocupam papel no mecanismo bilion\u00e1rio do agroneg\u00f3cio, que foi respons\u00e1vel por 21,1% do PIB brasileiro em 2018, de acordo com o Cepea-USP (Centro de Estudos Avan\u00e7ados em Economia Aplicada). A causa \u00e9 defendida pela bancada ruralista, a maior do Congresso \u2013 ex-casa da atual ministra da Agricultura, Tereza Cristina -, e possui uma s\u00e9rie de benef\u00edcios fiscais direcionados \u00e0 quest\u00e3o do uso de agrot\u00f3xicos.<\/p>\n<p>O Confaz (Conselho Nacional de Pol\u00edcia Fazend\u00e1ria), por exemplo, reduz em 60% a base do c\u00e1lculo de ICMS (Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os) e isenta as subst\u00e2ncias de pagarem o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Em 2018, cerca de 2 bilh\u00f5es de reais n\u00e3o foram arrecadados pelo caixa do governo por conta das gentilezas prestadas aos ativos agr\u00edcolas.<\/p>\n<p>As pr\u00e1ticas n\u00e3o s\u00e3o condenadas apenas por organiza\u00e7\u00f5es ambientalistas, como pode se supor. Raquel Dodge, procuradora-geral da Rep\u00fablica, argumentou em parecer de uma a\u00e7\u00e3o que tramita no STF sobre a causa que as isen\u00e7\u00f5es contrariam direitos constitucionais ao meio ambiente, \u00e0 prote\u00e7\u00e3o do trabalhador e \u00e0 sa\u00fade coletiva, al\u00e9m de incentivarem o uso dos produtos.<\/p>\n<p>As preocupa\u00e7\u00f5es apresentadas n\u00e3o impediram que derivados de clorpirif\u00f3s, glifosato, 2,4-D e fepronil, por exemplo, tivessem sua autoriza\u00e7\u00e3o assinada pelos mecanismos reguladores do Minist\u00e9rio da Agricultura. Com nomes estranhos \u00e0 maioria da opini\u00e3o p\u00fablica, o primeiro aqui citado \u00e9\u00a0<a href=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/sociedade\/agrotoxico-que-reduz-qi-de-criancas-tem-uso-crescente-no-brasil\/\">estudado por se relacionar \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o do QI de crian\u00e7as na Europa<\/a>\u00a0e tamb\u00e9m est\u00e1 relacionado ao aumento de depress\u00e3o em trabalhadores que manuseiam o produto devido a sua composi\u00e7\u00e3o. O fepronil \u00e9 um dos mais agressivos a abelhas, que v\u00eam morrendo aos milh\u00f5es no Pa\u00eds \u2013 gerando preju\u00edzo, inclusive, aos apicultores.<\/p>\n<p>A maioria das subst\u00e2ncias autorizadas este ano n\u00e3o \u00e9 nova, mas sim um \u2018gen\u00e9rico\u2019 chamado de produto t\u00e9cnico equivalente, que n\u00e3o s\u00e3o avaliados novamente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 toxicidade. \u201cO que os gen\u00e9ricos t\u00eam de demonstrar \u00e9 que s\u00e3o quimicamente \u2018iguais\u2019 ao produto de refer\u00eancia\u201d, explica Fl\u00e1vio Zambrone, presidente do Instituto Brasileiro de Toxicologia.<\/p>\n<p>Para Larissa Bombardi, pesquisadora em geografia humana da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), \u00e9 justamente o maior prazo de avalia\u00e7\u00e3o dos compostos que causa a discrep\u00e2ncia entre o que \u00e9 utilizado no Brasil e o que \u00e9 aceito no exterior \u2013 especialmente na Uni\u00e3o Europeia, mais r\u00edgida em rela\u00e7\u00e3o aos produtos. \u201cL\u00e1, h\u00e1 uma periodicidade do registro, que se extingue em 5 ou 10 anos. Aqui, ele n\u00e3o caduca\u201d, complementa.<\/p>\n<p>Bombardi \u00e9 respons\u00e1vel por elaborar o Atlas Geogr\u00e1fico do Uso de Agrot\u00f3xicos no Brasil e Conex\u00f5es com a Uni\u00e3o Europeia, estudo publicado em 2017 que identifica os locais de maior uso e seus impactos regionais no territ\u00f3rio brasileiro. Para ela, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas de quem \u00e9 o principal afetado pela expans\u00e3o do uso dos aditivos no Pa\u00eds: o trabalhador e morador das \u00e1reas rurais.<\/p>\n<h3>Depress\u00e3o e suic\u00eddio no campo<\/h3>\n<p>A intoxica\u00e7\u00e3o do trabalhador \u00e9 uma realidade latente que segue o passo da comercializa\u00e7\u00e3o dos ativos qu\u00edmicos. \u00c9 o que mostram os n\u00fameros do Relat\u00f3rio Nacional de Vigil\u00e2ncia em Sa\u00fade de Popula\u00e7\u00f5es Expostas a Agrot\u00f3xicos, elaborado pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade em 2018.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-83016\" src=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/AGROT-GRAFICO.jpg\" sizes=\"(max-width: 535px) 100vw, 535px\" srcset=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/AGROT-GRAFICO.jpg 535w, https:\/\/www.cartacapital.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/AGROT-GRAFICO-300x184.jpg 300w\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"392\" \/>Bombardi ressalta que o tipo mais comum de intoxica\u00e7\u00e3o \u00e9 a aguda, que inclui pessoas que inalam, ingerem ou t\u00eam contato f\u00edsico com as subst\u00e2ncias em n\u00edveis perigosos. Destaca, tamb\u00e9m, as doen\u00e7as cr\u00f4nicas, como c\u00e2ncer e desregula\u00e7\u00f5es end\u00f3crinas.<\/p>\n<p>\u00c9 o n\u00famero de tentativas de suic\u00eddio entre os trabalhadores rurais e camponeses que assusta. \u201cDe 2007 a 2014, 40% dos casos de intoxica\u00e7\u00e3o notificados no Minist\u00e9rio da Sa\u00fade (MS) foram por tentativa de suic\u00eddio com gest\u00e3o de agrot\u00f3xico\u201d, afirmou a pesquisadora. \u201cH\u00e1 um grande n\u00famero porque eles ficam expostos \u00e0 subst\u00e2ncias, especialmente aos organofosforados, que causam no m\u00ednimo depress\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>No campo, al\u00e9m do risco \u00e0 vida dos trabalhadores, os aditivos tornam vi\u00e1vel a planta\u00e7\u00e3o das\u00a0<em>commodities<\/em>\u00a0de um lado e fragilizam a composi\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica e qu\u00edmica das plantas do outro. A tropicalidade do Brasil exige mais veneno para conter os insetos e pragas. \u201cA gente tem umidade e calor juntos, maior biomassa e biodiversidade. Quando eu homogenizo uma paisagem, vou na contram\u00e3o da maneira como se d\u00e1 o arranjo natural nos tr\u00f3picos, e vou ter uma infinidade de insetos atacando essa agricultura\u201d, analisa Bombardi.<\/p>\n<h3>Abelhas<\/h3>\n<p>Enquanto a diversidade das pragas aumenta, o n\u00famero de abelhas, essenciais polinizadoras e reguladoras da biodiversidade,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/sociedade\/insetos-podem-desaparecer-em-100-anos-e-os-efeitos-serao-catastroficos\/page\/229\/\">diminui em ritmo que deve atingir os bilh\u00f5es<\/a>. Somente nos tr\u00eas primeiros meses de 2019, foi computada a morte de meio bilh\u00e3o de abelhas.<\/p>\n<p>Segundo Eny Vieira, professora do Instituto de Qu\u00edmica de S\u00e3o Carlos e pesquisadora da rela\u00e7\u00e3o desses insetos com os agrot\u00f3xicos, essa cifra mostra apenas as abelhas oriundas de criadores. \u201cOs ninhos na natureza n\u00e3o s\u00e3o controlados e n\u00e3o se sabe a magnitude das perdas at\u00e9 o momento\u201d, explica.<\/p>\n<p>Eny diz que o processo de intoxica\u00e7\u00e3o das abelhas pode ocorrer por tr\u00eas vias: quando elas acumulam t\u00f3xicos no corpo \u2013 oriundos de pulveriza\u00e7\u00e3o em solo ou a\u00e9rea -, quando elas caminham sob as plantas medicalizadas ou quando ingerem p\u00f3len e n\u00e9ctar contaminado com pesticidas. \u201cO efeito do pesticida pode ser letal, com morte em quest\u00e3o de horas, ou sub letal, com efeitos de longo prazo sobre a mobilidade, mem\u00f3ria cognitiva, aprendizado, desenvolvimento larval, fertilidade da rainha, m\u00e1 forma\u00e7\u00e3o das abelhas nascentes, entre outros efeitos\u201d, completa a pesquisadora.<\/p>\n<p>O servi\u00e7o ecossist\u00eamico dos animais polinizadores \u00e0 agricultura brasileira contribuiu com cerca de 43 bilh\u00f5es de reais em 2018, segundo a Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Servi\u00e7os Ecossist\u00eamicos (BPBES) e pela Rede Brasileira de Intera\u00e7\u00f5es Planta-Polinizador (Rebipp). A estimativa se refere ao valores que seriam gastos pelos agricultores caso os polinizadores n\u00e3o contribu\u00edssem para a produ\u00e7\u00e3o de alimentos.<\/p>\n<p>\u201cAtualmente, devido aos estudos que provam a rela\u00e7\u00e3o destes produtos e a morte de abelhas, os mesmos est\u00e3o sendo banidos de alguns pa\u00edses da Comunidade Europeia, como o fipronil\u201d, analisou a professora.<\/p>\n<h3>Neg\u00f3cios \u00e0 parte?<\/h3>\n<p>O impasse entre o uso dos agrot\u00f3xicos para o aumento da produtividade no campo e os in\u00fameros efeitos negativos dos produtos na vida humana e ambiental, para Larissa Bombardi, poderia ser resolvido com um modelo de transi\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gica.<\/p>\n<p>\u201cDe forma mais indireta, a gente n\u00e3o mexeu na quest\u00e3o da concentra\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria no Brasil. A gente tem uma \u00e1rea da Alemanha s\u00f3 em soja, e aumentamos a \u00e1rea de cana, eucalipto e soja e diminu\u00edmos as \u00e1reas de arroz, feij\u00e3o e mandioca\u201d, diz Bombardi. \u201cEsse \u00e9 um avan\u00e7o que implica na \u00e1rea de produ\u00e7\u00e3o de alimentos no Brasil. Uma parte da produ\u00e7\u00e3o vira biodiesel, e a outra \u00e9 vendida no mercado internacional. Viraram uma mercadoria estranha \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o do brasileiro\u201d, analisa.<\/p>\n<p>\u201cNum primeiro passo,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/internacional\/descubra-o-que-e-o-fipronil-substancia-que-contaminou-milhoes-de-ovos-na-europa\">a gente podia n\u00e3o permitir no Brasil o que n\u00e3o \u00e9 permitido na Uni\u00e3o Europeia<\/a>, assim como pr\u00e1ticas proibidas fora \u2013 como a pulveriza\u00e7\u00e3o a\u00e9rea\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>Fl\u00e1vio Zambrone discorda. Para ele, o uso de diferentes ativos agr\u00edcolas vem com as \u201cdiferentes necessidades agron\u00f4micas\u201d, o que varia o portf\u00f3lio de qu\u00edmicos. O especialista acredita que a quest\u00e3o central \u00e9 o treinamento dos trabalhadores para o melhor manuseio dos venenos.<\/p>\n<p>A percep\u00e7\u00e3o da import\u00e2ncia de se pensar os pesticidas, para Eny Vieira, j\u00e1 \u00e9 um primeiro passo. A aten\u00e7\u00e3o dada \u00e0 morte das abelhas n\u00e3o \u00e9 a mesma para o comprometimento dos sistemas aqu\u00e1ticos e florestais causados pelos venenos, mas, para ela, \u201ch\u00e1 um reconhecimento intr\u00ednseco no ser humano de respeito, valor e reconhecimento da depend\u00eancia que temos destes pequenos seres para nossa qualidade de vida\u201d.<\/p>\n<p>\u201cAcredito que j\u00e1 estamos bastante atrasados para aplicar o princ\u00edpio da precau\u00e7\u00e3o. Se incertezas ainda pairam sobre um elemento que pode amea\u00e7ar a vida e a sociedade humana, o mais sensato \u00e9 caminhar com cautela e seguran\u00e7a. Sempre existem outros caminhos menos arriscados\u201d, completa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um mergulho na mortal escalada dos agrot\u00f3xicos liberados pelo governo Bolsonaro \u201cAltamente persistente no meio<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":108808,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/agrotoxico.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/agrotoxico-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/agrotoxico-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/agrotoxico.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/agrotoxico.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/agrotoxico.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/agrotoxico.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/agrotoxico.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/agrotoxico.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/agrotoxico.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Um mergulho na mortal escalada dos agrot\u00f3xicos liberados pelo governo Bolsonaro \u201cAltamente persistente no meio","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/108807"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=108807"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/108807\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/108808"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=108807"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=108807"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=108807"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}