{"id":108777,"date":"2019-07-03T08:00:57","date_gmt":"2019-07-03T11:00:57","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=108777"},"modified":"2019-07-03T08:39:49","modified_gmt":"2019-07-03T11:39:49","slug":"mundo-viveu-em-2019-o-junho-mais-quente-dos-tempos-modernos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/mundo-viveu-em-2019-o-junho-mais-quente-dos-tempos-modernos\/","title":{"rendered":"Mundo viveu em 2019 o junho mais quente dos tempos modernos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/londres.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-108778\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/londres-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/londres-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/londres.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Junho de 2019 foi o m\u00eas de junho mais quente j\u00e1 registrado no mundo, principalmente em raz\u00e3o de uma onda de calor excepcional na Europa, e que deve voltar a acontecer com o aquecimento do planeta.<\/p>\n<p>Segundo dados do servi\u00e7o europeu Copernicus sobre mudan\u00e7a clim\u00e1tica, o term\u00f4metro subiu em junho 0,1\u00b0C a mais em compara\u00e7\u00e3o com o recorde anterior para um m\u00eas de junho (2016), mas foi sobretudo na Europa onde mais calor fez, com uma temperatura cerca de 2\u00baC acima do habitual.<\/p>\n<p>Foram batidos v\u00e1rios recordes na semana passada em diferentes pa\u00edses europeus que sofrem esta onda de calor com ar quente procedente do Saara.<\/p>\n<p>As temperaturas ultrapassaram as habituais para esta \u00e9poca do ano em 10\u00baC na Alemanha, no norte da Espanha e da It\u00e1lia, e na Fran\u00e7a, que registrou um recorde absoluto de 45,9\u00b0C na sexta-feira.<\/p>\n<p>Combinando dados de sat\u00e9lite e registros hist\u00f3ricos, o Copernicus estimou que a temperatura do m\u00eas de junho na Europa foi 3\u00baC superior \u00e0 m\u00e9dia entre 1850 e 1900.<\/p>\n<p>\u201cNossos dados mostram que as temperaturas no sudoeste da Europa na semana passada foram anormalmente elevadas\u201d, comentou o chefe do servi\u00e7o, Jean-No\u00ebl Th\u00e9paut.<\/p>\n<p>\u201cEmbora seja excepcional, \u00e9 prov\u00e1vel que experimentemos no futuro este tipo de acontecimentos devido \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>A equipe do Copernicus ressaltou que \u00e9 dif\u00edcil atribuir este recorde \u201cdiretamente\u201d \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica, mas uma equipe de cientistas que trabalhou sobre a can\u00edcula francesa concluiu nesta ter\u00e7a que esta \u00e9 \u201cao menos cinco vezes mais prov\u00e1vel\u201d que se a humanidade n\u00e3o tivesse alterado o clima.<\/p>\n<p>Esta equipe da rede World Weather Attribution tomou como refer\u00eancia os tr\u00eas dias consecutivos mais quentes em junho na Fran\u00e7a, os dias 26, 27 e 28 de junho, com uma m\u00e9dia de 27,5\u00b0C (m\u00e9dia das temperaturas dia e noite em todo o territ\u00f3rio continental franc\u00eas), e os comparou com os outros per\u00edodos consecutivos de tr\u00eas dias de can\u00edcula em junho desde 1901.<\/p>\n<p>\u2013 Can\u00edculas mais intensas \u2013<\/p>\n<p>Tal acontecimento \u201c\u00e9 ao menos cinco vezes mais prov\u00e1vel devido \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica causada pelas atividades humanas e ao menos dez vezes mais prov\u00e1vel de modo geral, quando se acrescentam outros fatores\u201d, como o papel dos solos ou das ilhotas urbanas de calor, detalhou Friederike Otto, do Environmental Change Institute de Oxford.<\/p>\n<p>Ao notar a dificuldade dos modelos clim\u00e1ticos para levar em conta o conjunto desses fatores, os investigadores adotaram uma conclus\u00e3o prudente para a parte atribu\u00edvel \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m registraram uma intensifica\u00e7\u00e3o das can\u00edculas. Assim, \u201cem junho, parece que as can\u00edculas aumentaram em 4\u00b0C graus em rela\u00e7\u00e3o a 60 ou 100 anos atr\u00e1s\u201d, indicou Geert Jan van Oldenborgh, do Royal Netherlands Meteorological Institute, mostrando-se surpreso com esses resultados.<\/p>\n<p>De modo geral, os cientistas se mostram reticentes a atribuir apenas \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica a ocorr\u00eancia de um acontecimento meteorol\u00f3gico extremo, seja qual for.<\/p>\n<p>No entanto, cada vez mais pesquisas s\u00e3o realizadas para determinar a posteriori se um acontecimento poderia n\u00e3o ter acontecido sem a mudan\u00e7a clim\u00e1tica causada pelas atividades humanas.<\/p>\n<p>Os pesquisadores do World Weather Attribution decidiram ir mais r\u00e1pido e n\u00e3o esperar o fim de alguns acontecimentos para lan\u00e7ar seus c\u00e1lculos.<\/p>\n<p>Logo depois da can\u00edcula que afetou a Europa em meados de 2018, consideraram que a probabilidade destas ondas de calor, ou inclusive mais quentes, era duas vezes mais alta do que se a humanidade n\u00e3o tivesse alterado o clima.<\/p>\n<p>Os quatro \u00faltimos anos foram os mais quentes registrados no mundo, o que mostra o aquecimento causado pelas concentra\u00e7\u00f5es recorde de gases de efeito estufa.<\/p>\n<p>O planeta j\u00e1 subiu 1\u00b0C desde a era pr\u00e9-industrial, levando \u00e0 multiplica\u00e7\u00e3o de acontecimentos meteorol\u00f3gicos extremos, can\u00edculas e precipita\u00e7\u00f5es intensas ou tempestades.<\/p>\n<p>Em 2015, os signat\u00e1rios do acordo de Paris se comprometeram a limitar o aquecimento a um m\u00e1ximo de +2\u00b0C, mas suas promessas de redu\u00e7\u00e3o de gases de efeito estufa colocam o planeta em uma trajet\u00f3ria para +3\u00b0C.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Junho de 2019 foi o m\u00eas de junho mais quente j\u00e1 registrado no mundo, principalmente<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":108778,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/londres.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/londres-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/londres-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/londres.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/londres.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/londres.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/londres.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/londres.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/londres.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/londres.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Junho de 2019 foi o m\u00eas de junho mais quente j\u00e1 registrado no mundo, principalmente","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/108777"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=108777"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/108777\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/108778"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=108777"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=108777"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=108777"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}