{"id":108537,"date":"2019-06-29T15:00:11","date_gmt":"2019-06-29T18:00:11","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=108537"},"modified":"2019-06-29T18:54:11","modified_gmt":"2019-06-29T21:54:11","slug":"astronomos-detectam-origem-de-fenomeno-de-alta-energia-do-universo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/astronomos-detectam-origem-de-fenomeno-de-alta-energia-do-universo\/","title":{"rendered":"Astr\u00f4nomos detectam origem de fen\u00f4meno de alta energia do Universo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/universo-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-108567\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/universo-2-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/universo-2-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/universo-2.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Durante muito tempo, elas foram dif\u00edceis de identificar. Mas agora astrof\u00edsicos conseguiram pela primeira vez detectar a origem de uma rajada r\u00e1pida de r\u00e1dio, um fen\u00f4meno de alta energia que dura apenas alguns milissegundos.<\/p>\n<p>\u201cEsse \u00e9 o maior avan\u00e7o no campo desde que astr\u00f4nomos descobriram as primeiras rajadas r\u00e1pidas de r\u00e1dio em 2007\u201d, disse ao site Science Alert o engenheiro espacial Keith Bannister, da organiza\u00e7\u00e3o de pesquisa industrial e cient\u00edfica da Austr\u00e1lia (CSIRO, na sigla em ingl\u00eas).<\/p>\n<p>Batizado de FRB 180924 (ele leva o nome do dia em que foi descoberto), o sinal come\u00e7ou nos arredores de uma gal\u00e1xia com um tamanho similar ao da Via L\u00e1ctea e localizada a 3,6 bilh\u00f5es de anos-luz da Terra.<\/p>\n<p>\u00c9 a segunda rajada mais r\u00e1pida j\u00e1 localizada na regi\u00e3o. A mais veloz, a FRB 121102, \u00e9 um caso particular, porque ela pulsa de forma repetitiva, o que permitiu que cientistas pudessem rastre\u00e1-la at\u00e9 uma gal\u00e1xia-an\u00e3 a 3 bilh\u00f5es de anos-luz de dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Mas as rajadas de um \u00fanico pulso aparecem no espa\u00e7o sem aviso. S\u00e3o imposs\u00edveis de prever e dific\u00edlimas de rastrear. Ainda assim, pesquisadores conseguiram acompanhar a FRB 180924 usando um complexo conjunto de antenas de r\u00e1dio, o ASKAP. E, ainda que geralmente as rajadas sejam identificadas depois de acontecerem, desta vez o pulso foi visto no momento em que ocorria.<\/p>\n<p>Assim, analisando a min\u00fascula diferen\u00e7a de tempo \u2014 coisa de biolion\u00e9simos de segundos \u2014 que o pulso atingia os 36 detectores do ASKAP, foi poss\u00edvel tra\u00e7ar uma rota da rajada. O resultado surpreendeu os pesquisadores: o fen\u00f4meno se originou a 13 mil anos-luz do centro de uma gal\u00e1xia, do tamanho da Via L\u00e1ctea, que n\u00e3o est\u00e1 mais formando novas estrelas.<\/p>\n<p>\u201cIsso sugere que rajadas r\u00e1pidas de r\u00e1dio podem ser criadas em v\u00e1rios ambientes, ou que aquilo que foi detectado pelo ASKAP, e aparenta ser pulsos \u00fanicos, na realidade s\u00e3o gerados por um mecanismo diferente daquele em que o pulso se repete\u201d, disse o astrof\u00edsico Adam Deller, da universidade de tecnologia Swinburne.<\/p>\n<p>E n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a repeti\u00e7\u00e3o que diferencia os sinais analisados. As frequ\u00eancias de cada um deles s\u00e3o diferentes. \u201cEnt\u00e3o talvez tenhamos que reavaliar nossas teorias\u201d, disse Bannister.<\/p>\n<p>Os avan\u00e7os podem trazer respostas n\u00e3o s\u00f3 das rajadas, mas de fen\u00f4menos de todo o universo, j\u00e1 que a dist\u00e2ncia entre o in\u00edcio e o fim do pulso pode nos explicar quanto de g\u00e1s viaja com ele. E isso, por sua vez, pode nos dar pistas sobre o que existe no misterioso espa\u00e7o entre as gal\u00e1xias.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante muito tempo, elas foram dif\u00edceis de identificar. 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