{"id":108505,"date":"2019-06-28T13:23:44","date_gmt":"2019-06-28T16:23:44","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=108505"},"modified":"2019-07-01T14:46:57","modified_gmt":"2019-07-01T17:46:57","slug":"artigo-cientifico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/artigo-cientifico\/","title":{"rendered":"Artigo Cient\u00edfico &#8211; Estudo da cadeia produtiva da farinha com utiliza\u00e7\u00e3o dos biodigestores"},"content":{"rendered":"<p><strong><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.greenme.com.br\/images\/2018\/alimentar-se\/alimentacao\/farinha-de-mandioca.jpg\" alt=\"Resultado de imagem para farinha de mandioca\" width=\"639\" height=\"426\" \/>Estudo da cadeia produtiva da farinha em uma comunidade na Reserva Extrativista do M\u00e9dio Rio Purus no munic\u00edpio de L\u00e1brea, Amazonas e o impacto socioecon\u00f4mico para os produtores e com\u00e9rcio local e proposta do an\u00e1lise da utiliza\u00e7\u00e3o dos biodigestores em substitui\u00e7\u00e3o ao g\u00e1s de cozinha nas comunidades ribeirinhas da Amaz\u00f4nia com o uso de biomassas regionais<\/strong><\/p>\n<p>Por\u00a0Raimundo Nonato Duarte Am\u00e2ncio* &#8211;\u00a0Carlos Victor Bessa Correa** &#8211;\u00a0Johnson Pontes de Moura***<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>RESUMO<\/strong><\/p>\n<p>Este estudo analisa a din\u00e2mica s\u00f3cio produtiva em torno da cadeia produtiva da mandioca na comunidade rural Jos\u00e9 Gon\u00e7alves que fica dentro da \u00e1rea da Reserva Extrativista do M\u00e9dio Purus na cidade de L\u00e1brea-AM. No intuito de analisar o processo produtivo, bem como, desenvolver a partir deste contexto, uma cartilha contendo boas pr\u00e1ticas a serem empregadas pelos produtores na comunidade, como contribui\u00e7\u00e3o no processo produtivo e melhoria na qualidade do produto final. Para concretiza\u00e7\u00e3o desta pesquisa foi necess\u00e1rio utilizar subs\u00eddios essenciais para coleta e an\u00e1lise dos dados. Dentre os m\u00e9todos empregados na pesquisa pode-se introduzir na pesquisa o uso bibliogr\u00e1fico de autores que defendem este tema abordado, pesquisa de campo, observa\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o de question\u00e1rios semi-estruturados. Tais metodologias foram necess\u00e1rias para comprova\u00e7\u00e3o dos dados e conhecimento da realidade na qual se encontram as pessoas investigadas. Pode-se ressaltar com base nos resultados obtidos, que a cadeia produtiva da mandioca na comunidade Jos\u00e9 Gon\u00e7alves tem grande import\u00e2ncia para a gera\u00e7\u00e3o de renda para os moradores, fonte de distribui\u00e7\u00e3o para popula\u00e7\u00e3o local e circunvizinha, como Canutama, Tapa\u00faa, Pauin\u00ed, Manaus e Porto Velho. O produto final da mandioca, a farinha \u00e9 um alimento muito utilizado diariamente por todas as fam\u00edlias que gostam do produto, este \u00e9 fundamental para o consumo. Portanto, como mostrado nos resultados \u00e0 farinha \u00e9 fundamental para os produtores e a esp\u00e9cie mais cultivada \u00e9 a flexa amarela, por apresentar um produto final de maior qualidade e viabilidade econ\u00f4mica. Diante do exposto, apresenta-se uma Cartilha com boas pr\u00e1ticas para o cultivo e fabrica\u00e7\u00e3o da farinha, com intuito de contribuir para melhoria na cadeia produtiva do produto.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>PALAVRAS CHAVE: <\/strong>cadeia produtiva; import\u00e2ncia, alimento, consumo.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>ABSTRACT<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>This study analyzes the dynamic productive partner around of the productive jail of the cassava in the rural community Jos\u00e9 Gon\u00e7alves who stays inside the Reserve area Extrativista of the Medium Purus in the city of L\u00e1brea-AM. In intuito of analyzing the productive process, as well as, develop to leave of this context, a primer contend good practices to are employed by the producers in the community, like contribution in the productive process and improvement in the quality of the final product. For materialization of this research was necessary to use essential subsidies for data collection and analysis. Among the methods employees in the research can introduce into the research authors&#8217; bibliographical use who defend this boarded theme, field research, questionnaires semi-structured observation and application. Such methodologies were necessary for reality data and knowledge confirmation in which are the investigated people. It can stress with base in the obtained results, that the productive jail of the cassava in the community Jos\u00e9 Gon\u00e7alves has great importance for the income generation for the distribution inhabitants source for local and neighboring population, like Canutama, Tapa\u00faa, Pauin\u00ed, Manaus and Porto Velho. The final product of the cassava, the flour is a food very used daily for everybody the families who like the product, this is fundamental for the consumption. Therefore, as shown results the flour is fundamental for the producers and the most cultivated species is for flexa yellow, for presenting a final product of larger quality and economic viability. In front of the exposed, it presents a Primer with good practices for the flour cultivation and production, with intuito of contributing for improvement in the productive jail of the product.<\/p>\n<p><strong>Keywords: <\/strong>Productive jail; Importance, food, consumption.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h1><a name=\"_Toc380586862\"><\/a><a name=\"_Toc323719844\"><\/a><a name=\"_Toc308101435\"><\/a>1. CONSIDERA\u00c7\u00d5ES INICIAIS<\/h1>\n<p>O Brasil, com aproximadamente 2 milh\u00f5es de hectares, \u00e9 um dos maiores produtores mundiais de mandioca, com uma produ\u00e7\u00e3o de 24 milh\u00f5es de toneladas de ra\u00edzes frescas. A industrializa\u00e7\u00e3o das ra\u00edzes de mandioca diminui perdas p\u00f3s-colheita, agrega valor ao produto, proporciona maior retorno financeiro aos produtores, al\u00e9m da gera\u00e7\u00e3o de emprego e renda (OLIVEIRA, REBOU\u00c7AS, 2008). O pa\u00eds possui aproximadamente dois milh\u00f5es de hectares cultivados. E um dos maiores produtores mundiais, com 23 milh\u00f5es de toneladas anuais de ra\u00edzes frescas de mandioca (BARRETO, 2008).<\/p>\n<p>A mandioca se destaca como uma das principais culturas no Brasil sendo que a maior parte de sua produ\u00e7\u00e3o destina-se \u00e0 fabrica\u00e7\u00e3o de farinha fazendo parte da refei\u00e7\u00e3o di\u00e1ria de muitos brasileiros. A cultura da mandioca (<em>Manihot esculenta <\/em>Crantz) desempenha elevada import\u00e2ncia social como principal fonte de carboidratos para mais de 700 milh\u00f5es de pessoas, principalmente nos pa\u00edses em desenvolvimento.<\/p>\n<p>A mandioca (Manihot esculenta Crantz) no Estado do Amazonas \u00e9 uma das culturas mais importante em se tratando de alimenta\u00e7\u00e3o humana. O Estado \u00e9 o segundo maior produtor dessa cultura na regi\u00e3o Norte, com uma \u00e1rea cultivada de 97.393 ha e uma produ\u00e7\u00e3o de 995.876 toneladas de raiz para uma produtividade de 10,23 t\/ha, considerada baixa (IBGE, 2009).<\/p>\n<p>Na mandioca a parte mais importante da planta e a raiz, esta \u00e9 rica em f\u00e9cula que s\u00e3o bastante utilizadas na alimenta\u00e7\u00e3o humana e animal ou como mat\u00e9ria prima para diversas ind\u00fastrias. A cultura da mandioca \u00e9 a fundamental fonte econ\u00f4mica rica em carboidratos.<\/p>\n<p>Segundo Cunha (2003), como o principal produto da mandioca s\u00e3o as ra\u00edzes, ela necessita de solos profundos e fri\u00e1veis (soltos), sendo ideais os solos arenosos ou de textura m\u00e9dia, por possibilitarem um f\u00e1cil crescimento das ra\u00edzes, pela boa drenagem e pela facilidade de colheita.<\/p>\n<p>Para o cultivo da mandioca o solo n\u00e3o deve ser muito argiloso, pois, os solos mais compactos dificultam o crescimento das ra\u00edzes, apresentando maior risco de encharcamento e de apodrecimento das ra\u00edzes, o que contribui para o atraso da colheita, principalmente em local de v\u00e1rzea e costa de praia.<\/p>\n<p>O escopo deste trabalho est\u00e1 em analisar a cadeia produtiva da farinha na Comunidade Jos\u00e9 Gon\u00e7alves em L\u00e1brea. Neste sentido, compreender como se organiza o processo, quais os atores envolvidos e tamb\u00e9m como se distribui o produto.<\/p>\n<p>Especificamente objetivamos; a) identificar as esp\u00e9cies de mandioca cultivadas na comunidade; b) avaliar o processamento da farinha de mandioca e seu processo produtivo; c) verificar a viabilidade s\u00f3cio econ\u00f4mica desse cultivo; d) e por fim mais n\u00e3o menos importante elaborar um manual de boas pr\u00e1ticas para as casas de farinha da comunidade.<\/p>\n<p>Para a verifica\u00e7\u00e3o das analises, foram coletados dados em fontes de bancos de dados oficiais e com apoio de um referencial te\u00f3rico de aportes da geografia e de trabalhos referentes \u00e0 cadeia produtiva da mandioca. A descri\u00e7\u00e3o da cadeia produtiva da farinha na Comunidade Jos\u00e9 Gon\u00e7alves no munic\u00edpio de L\u00e1brea foi feito por meio de trabalho de campo na comunidade, buscando entender todo o processo e sua relev\u00e2ncia para o local e, por fim, relatadas considera\u00e7\u00f5es gerais sobre a tem\u00e1tica em an\u00e1lise.<\/p>\n<p>O desenvolvimento do trabalho \u00e9 tratado em uma abordagem a cerca da cadeia produtiva da farinha mais especificamente, e ainda abordaremos tem\u00e1ticas relacionadas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o geogr\u00e1fico da comunidade estudada encadeando com os atores envolvidos, as rela\u00e7\u00f5es sociais e os meios que d\u00e3o suporte a cadeia produtiva e possuem uma din\u00e2mica econ\u00f4mica, social e pol\u00edtica.<\/p>\n<p>No primeiro momento buscou-se uma an\u00e1lise minuciosa do processo produtiva da farinha em seguida partiu-se \u00e0 relacionar a base te\u00f3rica de como funciona a cadeia produtiva da farinha com a apresenta\u00e7\u00e3o dos resultados pr\u00e1ticos dessa atividade em L\u00e1brea.<\/p>\n<p>Na sequencia, verificou-se as caracter\u00edsticas do munic\u00edpio investigado, bem como os aspectos legais que envolvem a \u00e1rea da Comunidade Jos\u00e9 Gon\u00e7alves. Sendo que esta localiza-se em uma RESEX no munic\u00edpio de L\u00e1brea.<\/p>\n<p>Ressalta-se a import\u00e2ncia da cadeia produtiva da farinha como atividade econ\u00f4mica para a popula\u00e7\u00e3o de L\u00e1brea. A relev\u00e2ncia do produto para os produtores e consumidores, procurou-se entender como se caracteriza e quais as rela\u00e7\u00f5es existentes na atividade em L\u00e1brea?<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio destacar que \u00e9 a partir deste questionamento iniciou-se a preocupa\u00e7\u00e3o em analisar e compreender a curiosidade acerca da tem\u00e1tica em quest\u00e3o, sendo que este produto esta na mesa dos ribeirinhos e labrenses diariamente, \u00e9 fundamental na alimenta\u00e7\u00e3o e por isso objetivo de investigar \u00a0o desenvolvimento detalhado deste processo e de sua import\u00e2ncia para os produtores da Comunidade Jos\u00e9 Gon\u00e7alves.<\/p>\n<p>A prefer\u00eancia de delimitar o estudo de forma mais especifica na Comunidade Jos\u00e9 Gon\u00e7alves no munic\u00edpio de L\u00e1brea \u00e9 relacionada a uma cadeia produtiva da farinha que se caracteriza por processos simples, sem aparatos de tecnologias mais adequados que apesar de desprovidos da falta de estrutura que favore\u00e7am o desenvolvimento do trabalho mecanizado, estes apresentam uma produ\u00e7\u00e3o em alta escala.<\/p>\n<p>O cultivo de mandioca nas comunidades ribeirinhas da RESEX M\u00e9dio Purus est\u00e1 intimamente relacionado \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de farinha amarela. A comercializa\u00e7\u00e3o deste produto \u00e9 significante para a economia regional, abastecendo cidades como Manaus, Porto velho no estado de Rond\u00f4nia e Rio Branco no Acre. Muito apreciada por seu valor energ\u00e9tico, a farinha amarela constitui-se como componente fundamental na dieta local, juntamente com o peixe, e em muitos casos representa a conex\u00e3o das comunidades com o mercado.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola baseada na explora\u00e7\u00e3o da propriedade e da for\u00e7a de trabalho familiar remete aos prim\u00f3rdios da civiliza\u00e7\u00e3o humana, perpassando por diversas sociedades ao longo da hist\u00f3ria, sejam elas escravistas, feudais, capitalistas e socialistas (FERNANDES, 2002).<\/p>\n<p>A agricultura familiar permanece presente como categoria produtiva, com diferentes graus de interliga\u00e7\u00e3o aos mercados (WILKINSON, 2008).<\/p>\n<p>Os cultivares de mandioca apresentam adapta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica a determinadas regi\u00f5es e dificilmente uma mesma cultivar comporta-se de forma semelhante em todos os ecossistemas. Um dos motivos para isso \u00e9 o grande n\u00famero de pragas e doen\u00e7as que afetam o cultivo, restritas a determinados ambientes. Isso justifica, em parte, a grande diversidade de cultivares utilizada pelos agricultores de mandioca do Brasil (CUNHA, 2003).<\/p>\n<p>A farinha de mandioca no Amazonas \u00e9 fabricada em pequenos estabelecimentos denominados casas de farinha, onde a mesma serve como fonte de renda e garantindo o sustento do cidad\u00e3o que trabalha na ro\u00e7a. A din\u00e2mica produtiva em \u00e1reas ribeirinhas da Amaz\u00f4nia baseia-se na diversifica\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies e na sucess\u00e3o ecol\u00f3gica, num misto de ro\u00e7a e floresta, onde o termo <em>\u201cro\u00e7a\u201d <\/em>\u00e9 regionalmente utilizado para denominar o cultivo de mandioca.<\/p>\n<p>A instabilidade na produ\u00e7\u00e3o de farinha amarela na v\u00e1rzea e a especializa\u00e7\u00e3o dos cultivos de mandioca em terra firme abrem portas para estudos que busquem distinguir os sistemas produtivos e investigar as rela\u00e7\u00f5es que existem entre estes agroecossistemas (AGUIAR &amp; FRAXE, 2000).<\/p>\n<p>A maioria da farinha de mandioca fabricada na comunidade Jos\u00e9 Gon\u00e7alves \u00e9 para o pr\u00f3prio consumo das fam\u00edlias dos agricultores e o excedente \u00e9 comercializado para o munic\u00edpio de L\u00e1brea e outros centros consumidores, n\u00e3o conseguindo abranger as necessidades do munic\u00edpio. Esse produto \u00e9 fabricado, em locais denominados <em>\u201ccasas de<\/em> <em>farinha\u201d <\/em>possuindo estruturas bastante rudimentares, que muitas vezes n\u00e3o possuem as condi\u00e7\u00f5es f\u00edsico-estruturais adequadas e necess\u00e1rias para o seu bom funcionamento.<\/p>\n<p>Nestes locais \u00e9 produzida, principalmente a farinha amarela, mas tamb\u00e9m s\u00e3o produzidos a farinha de tapioca, o beiju, p\u00e9-de-moleque, tendo tamb\u00e9m como subprodutos goma, tucupi e a cruera que \u00e9 utilizada como alimento para pequenas cria\u00e7\u00f5es. O escoamento da produ\u00e7\u00e3o pode ser feito de forma coletiva em barcos regionais, ou individualmente em canoas com motor rabetas.<\/p>\n<p>Produzir farinha se n\u00e3o se transformou em um excelente neg\u00f3cio, capaz de atender n\u00e3o apenas as demandas locais do produto, mas tamb\u00e9m, proporcionar a melhoria da qualidade de vida das pessoas envolvidas com essa atividade, criar alternativas de mercado, fortalecer o desenvolvimento socioecon\u00f4mico do local e garantir o atendimento das necessidades atuais e das futuras gera\u00e7\u00f5es, mas para tal acontecimento deve-se obter um produto de alta qualidade num ambiente adequado e higi\u00eanico, com isso pode-se aplicar um manual de boas pr\u00e1ticas para as casas de farinha.<\/p>\n<p>Devido principalmente a baixa produ\u00e7\u00e3o de farinha de mandioca para o abastecimento do munic\u00edpio, e tamb\u00e9m \u00e0 qualidade da farinha produzida na comunidade em estudo. Este estudo proporcionar\u00e1 aos agricultores informa\u00e7\u00f5es e t\u00e9cnicas para aumentar a qualidade de vida destes e assim gerar renda para o munic\u00edpio. <a name=\"_Toc323719845\"><\/a><a name=\"_Toc308101436\"><\/a><\/p>\n<h2><a name=\"_Toc380586863\"><\/a>1.1\u00a0\u00a0 Justificativa<\/h2>\n<p>No munic\u00edpio de L\u00e1brea o \u00edndice de consumidores de farinha \u00e9 muito grande e os produtores de pequenas comunidades rurais s\u00e3o os respons\u00e1veis pela fabrica\u00e7\u00e3o deste alimento.<\/p>\n<p>No sentido de analisar a cadeia produtiva da farinha de mandioca, desde seu plantio at\u00e9 seu produto final, verificando as defici\u00eancias e dificuldades nas \u00e1reas cultivadas e no processamento da farinha. Essas cadeias produtivas s\u00e3o desenvolvidas ao longo dos anos a partir de aspectos geogr\u00e1ficos, hist\u00f3ricos, culturais e econ\u00f4micos que as envolvem com defini\u00e7\u00e3o fundamental de identidade e coer\u00eancia igualit\u00e1ria.<\/p>\n<h1><a name=\"_Toc380586864\"><\/a>2. CARACTER\u00cdSTICAS DO MUNIC\u00cdPIO INVESTIGADO<\/h1>\n<p>O munic\u00edpio de L\u00e1brea possui uma popula\u00e7\u00e3o estimada em 37.701 habitantes, sua extens\u00e3o territorial \u00e9 de 68.233,961 km2 e uma densidade demogr\u00e1fica de 0,55 habitantes\/km2, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), Censo Demogr\u00e1fico 2010.<\/p>\n<p>A dist\u00e2ncia de L\u00e1brea para a capital Amazonense (Manaus) 710 km em linha reta, sendo que por via fluvial essa distancia \u00e9 de 1672 km, estando localizada na Sub-regi\u00e3o do Purus e faz limite com os munic\u00edpios de Canutama, Tapau\u00e1, Pauin\u00ed, Boca do Acre e Porto Velho capital de Rond\u00f4nia.<\/p>\n<p>A cidade \u00e9 cortada pela Rodovia BR 230 ou Transamaz\u00f4nica como \u00e9 popularmente conhecida, \u00e9 a terceira maior rodovia brasileira, constru\u00edda no governo do presidente Em\u00edlio Garrastazu M\u00e9dici (1969 a 1974) sendo uma das grandes obras \u201cfara\u00f4nicas\u201d da hist\u00f3ria do Brasil.<\/p>\n<p>A rodovia Transamaz\u00f4nica \u00e9 intransit\u00e1vel na maior parte do ano e dificulta as atividades econ\u00f4micas no munic\u00edpio, no sentido de impossibilitar o tr\u00e1fego em determinados trechos. Como \u00e9 comum nas cidades amaz\u00f4nicas, L\u00e1brea tem sua base econ\u00f4mica no setor prim\u00e1rio, ou seja, na agricultura, na pesca, pecu\u00e1ria (com uma forte crescente no sul do munic\u00edpio onde h\u00e1 maior concentra\u00e7\u00e3o de pastos) e atividade madeireira.<\/p>\n<p>O principal rio que banha a cidade \u00e9 o Purus com qual possui uma rela\u00e7\u00e3o por quest\u00f5es de transporte fluvial de pessoas e mercadorias durante o ano todo e por ser uma fonte de recursos para abastecimento de \u00e1gua e pescado. Seu afluente principal \u00e9 o rio Ituxi que tamb\u00e9m tem sua import\u00e2ncia para regi\u00e3o, sendo estes rios jovens altamente meandrantes e com grande biodiversidade mostrando potencial tamb\u00e9m para pesca.<\/p>\n<p>O rio Purus nasce no Peru, a cerca de 500 m de altitude, e estende-se por cerca de 3.218 km at\u00e9 a foz, no rio Amazonas. A rede hidrogr\u00e1fica do rio Purus \u00e9 bem desenvolvida: o baixo Purus e o m\u00e9dio Purus s\u00e3o naveg\u00e1veis tanto no per\u00edodo de chuvas quanto no per\u00edodo da seca, por pequenas e grandes embarca\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O alto Purus apresenta-se sem condi\u00e7\u00f5es de navegabilidade por grandes embarca\u00e7\u00f5es, no per\u00edodo da seca. Nas proximidades do munic\u00edpio de L\u00e1brea h\u00e1 forma\u00e7\u00e3o acentuada de bancos de areia, o que dificulta a sua navegabilidade. O rio Purus serve de escoamento de produtos (agr\u00edcolas e industriais) para os munic\u00edpios de Boca do Acre, Porto Velho, Acre e Manaus no Amazonas.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o do Purus abriga unidades de conserva\u00e7\u00e3o federais e estaduais e municipais, tais como: a Flona de Macaua; a Flona do Purus; a Flona Balata Tufari; a Flona do Iquiri; a Flona do Mapinguari; a Rebio do Abufari; a Floresta de Antimary; o Parna do lago do Jar\u00ed; a Resex do M\u00e9dio Purus; a Resex do Ituxi; a Esta\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica do Rio Acre, a APA do M\u00e9dio Purus, a Reserva Municipal de Quel\u00f4nios; a RDS Piagua\u00e7\u00fa-Purus; e a RDS &#8211; Canutama).<\/p>\n<p>O rio Purus \u00e9 um dos principais afluentes do Rio Amazonas. Em seu curso m\u00e9dio, na margem direita localiza-se a sede do munic\u00edpio de L\u00e1brea, um marco da ocupa\u00e7\u00e3o e coloniza\u00e7\u00e3o da Regi\u00e3o, iniciada principalmente pela expans\u00e3o da fronteira seringalista. Assim, os dois grandes \u00e1pices do ciclo da borracha no s\u00e9culo XX deram grande impulso para o desenvolvimento da Regi\u00e3o do M\u00e9dio Purus.<\/p>\n<p>O crescimento da popula\u00e7\u00e3o, a implanta\u00e7\u00e3o de rotas comerciais e pr\u00e1ticas agrosilviculturais tornaram essa Regi\u00e3o um importante centro comercial no sudoeste do Amazonas. Com o decl\u00ednio do pre\u00e7o da borracha e consequentemente redu\u00e7\u00e3o da explora\u00e7\u00e3o, atividades como a pesca, a extra\u00e7\u00e3o da madeira e da castanha passaram a construir as principais as principais fontes de subsist\u00eancia para a Regi\u00e3o.<\/p>\n<p>As atividades pesqueira e madeireira, apesar de regulamentadas, em alguns casos eram realizadas de forma ilegal e predat\u00f3ria. Al\u00e9m disso havia cobran\u00e7a de renda sobre produtos da floresta e tamb\u00e9m sobre o peixe e a farinha, por\u00a0\u00a0 antigos supostos donos de antigos seringais. Este sistema, antigo e danoso contribuiu com a super explora\u00e7\u00e3o do ambiente.<\/p>\n<p>Tal quadro aliado \u00e0s pol\u00edticas de desenvolvimento aventadas pelo Governo do Estado relacionadas \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o e implanta\u00e7\u00e3o de fronteiras agropecu\u00e1rias, significou em curto prazo uma mudan\u00e7a dr\u00e1stica na distribui\u00e7\u00e3o e disponibilidade dos recursos naturais, dos quais depende a popula\u00e7\u00e3o da Regi\u00e3o.<\/p>\n<p>A solicita\u00e7\u00e3o para criar a RESEX do M\u00e9dio Rio Purus data de janeiro de 2001 e foi requisitada pela associa\u00e7\u00e3o dos Produtores da Reserva Extrativista do M\u00e9dio Rio Purus (APREMP), hoje Associa\u00e7\u00e3o dos Trabalhadores Agroextrativistas do M\u00e9dio Purus (ATAMP).<\/p>\n<p>Os objetivos de sua cria\u00e7\u00e3o foram melhorar a qualidade de vida dos ribeirinhos que viviam na calha dos rios Purus, Ituxi, e Seruini; garantindo o uso dos recursos agroextrativista da Regi\u00e3o e proteger as popula\u00e7\u00f5es locais e os recursos da a\u00e7\u00e3o criminosa de grileiros, pesqueiros, madeireiros e garimpeiros por meio da regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria da Regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Vale ressaltar ainda que a cria\u00e7\u00e3o da RESEX do M\u00e9dio Rio Purus veio a contribuir com o mosaico de \u00e1reas protegidas composto por terras ind\u00edgenas, florestas nacionais e reservas extrativistas do sul do estado do Amazonas.<\/p>\n<p>Para a cria\u00e7\u00e3o da RESEX M\u00e9dio Rio Purus foi levado em considera\u00e7\u00e3o o reconhecimento dos recursos naturais, de sua disponibilidade e formas de utiliza\u00e7\u00e3o, al\u00e9m das condi\u00e7\u00f5es de vida dos ribeirinhos, que foram de fundamental import\u00e2ncia na tomada de decis\u00e3o para garantir a manuten\u00e7\u00e3o das necessidades f\u00edsicas e tradi\u00e7\u00f5es culturais das comunidades ribeirinhas.<\/p>\n<p>A ocupa\u00e7\u00e3o do atual territ\u00f3rio de L\u00e1brea data da segunda metade do s\u00e9culo XIX, por volta do ano de 1870. A funda\u00e7\u00e3o oficial da cidade \u00e9 de 14 de maio de 1881. A igreja cat\u00f3lica estabeleceu sua primeira miss\u00e3o na foz do rio Ituxi, nomeando-a de Nossa Senhora de Nazar\u00e9 do rio Ituxi.<\/p>\n<p>No momento de sua cria\u00e7\u00e3o, o munic\u00edpio de L\u00e1brea foi um desmembramento de Manaus. Seus limites iam desde a boca do rio Aburari at\u00e9 a Bol\u00edvia. Inicialmente, seu fundador, o cearence Coronel Ant\u00f4nio Rodrigues Pereira Labre, idealizou a cidade na localidade denominada Terra Firme do Amaciary. Posteriormente, ela foi assentada no local atual, a margem direita do Rio Purus.<\/p>\n<p>O vale do Purus tem uma longa hist\u00f3ria de ocupa\u00e7\u00e3o ind\u00edgena antes da chegada dos colonizadores. Ali s\u00e3o encontradas na\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas como Apurin\u00e3, Paumari, Zuruah\u00e1, Jamamad\u00ed, Deni, entre outras. Esses povos foram duramente combatidos durante a expans\u00e3o do extrativismo iniciada por volta de 1840.<\/p>\n<p>O M\u00e9dio Purus assistiu a uma onda inicial de explora\u00e7\u00e3o dos produtores da floresta, chamados de \u201cdrogas do sert\u00e3o\u201d, entre os s\u00e9culos XVII e XVIII, nos quais produtos como cacau, salsaparrilha e canela eram extra\u00eddos da floresta por ind\u00edgenas e exportados para a Europa.<\/p>\n<p>A funda\u00e7\u00e3o de L\u00e1brea foi resultado direto da expans\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de borracha. A industrializa\u00e7\u00e3o da Europa e dos Estados Unidos, a inven\u00e7\u00e3o do processo de vulcaniza\u00e7\u00e3o (aproveitamento industrial do l\u00e1tex) e o crescimento da demanda por borracha na segunda metade do s\u00e9culo XIX causaram uma verdadeira corrida pela borracha extra\u00edda das seringueiras da Amaz\u00f4nia, abrindo novas vias de extra\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o no vale do Purus.<\/p>\n<p>O Coronel Labre estabeleceu-se na regi\u00e3o com uma leva de migrantes nordestinos, come\u00e7ando a explora\u00e7\u00e3o do l\u00e1tex. A \u00e1rea logo se tornou uma importante porta de entrada para as florestas ricas em seringueiras que se estendiam at\u00e9 o Acre.<\/p>\n<p>A figura predominante na regi\u00e3o de L\u00e1brea neste per\u00edodo, e durante d\u00e9cadas seguintes, \u00e9 a do seringalista conhecido como coronel de barranco ou patr\u00e3o.<\/p>\n<p>A decad\u00eancia da economia da borracha trouxe \u00e0s comunidades extrativistas novos problemas. Fez avan\u00e7ar, a partir dos anos 70, a fronteira do desmatamento desde o Estado de Rond\u00f4nia e Acre, trazendo consigo a grilagem de terras, o desmatamento, as queimadas, a abertura de estradas ilegais, a explora\u00e7\u00e3o madeireira e a expuls\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es ribeirinhas ali residentes para instala\u00e7\u00e3o de fazendas de gado, entre outras mazelas.<\/p>\n<p>Conforme descrito anteriormente, L\u00e1brea \u00e9 o principal munic\u00edpio em toda extens\u00e3o do rio Purus, que por sua vez \u00e9 um dos principais tribut\u00e1rios do rio Amazonas. A partir de Manaus, a sede do munic\u00edpio localiza-se a 1.926 km pelo rio, e a 783 km em linha reta.<\/p>\n<p>Historicamente sabe-se que a import\u00e2ncia econ\u00f4mica do munic\u00edpio entrou em decl\u00ednio a partir de 1974, quando a economia da borracha tomou novos rumos e a borracha passou a ser produzida em grande escala na \u00c1sia.<\/p>\n<p>Mesmo que o \u00cdndice de Desenvolvimento Humano (IDH) utilizado pelas Na\u00e7\u00f5es Humanas n\u00e3o seja um Instrumento que melhor reflita a realidade amaz\u00f4nica, \u00e9 importante considerar que o Brasil ocupou a 63\u00aa posi\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a outros pa\u00edses, segundo o Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Tal posi\u00e7\u00e3o significou que houve melhoras no que se refere ao desenvolvimento social2.<\/p>\n<p>Apesar dos dados apontarem para uma pequena melhora nas condi\u00e7\u00f5es de vida da popula\u00e7\u00e3o brasileira, tais indicadores revelam que a regi\u00e3o norte e, especialmente L\u00e1brea, n\u00e3o apresentou mudan\u00e7a significativa na qualidade de vida, pois est\u00e1 em 4.695\u00ba lugar entre os 5.512 munic\u00edpios brasileiros, com \u00edndice de 0,598, na posi\u00e7\u00e3o acima apenas de tr\u00eas dos seis munic\u00edpios da calha do rio Purus3.<\/p>\n<p>O munic\u00edpio de L\u00e1brea est\u00e1 localizado na parte sul do estado do Amazonas, nas divisas com o Estado de Rond\u00f4nia e Acre, o acesso a capital se d\u00e1 de avi\u00e3o com v\u00f4o durando entre duas e duas horas e meia, de barco com dura\u00e7\u00e3o de tr\u00eas a quatro dias e via terrestre com estrada prec\u00e1ria de dif\u00edcil trafegabilidade que pode durar dias.<\/p>\n<p>Com sede a uma altitude de 75 m, pertence \u00e0 Microrregi\u00e3o do Purus e a Mesorregi\u00e3o Sul e conta com uma popula\u00e7\u00e3o atual de 39\u00a0022 habitantes, apresentam caracter\u00edsticas geogr\u00e1ficas com \u00e1rea de 68.229.009\u00a0<a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Quil%C3%B3metro_quadrado\">km\u00b2<\/a>, densidade de 0,57 hab.\/km\u00b2, clima equatorial \u00famido, fuso hor\u00e1rio UTC-4, apresenta indicadores de \u00edndice de desenvolvimento humano 0,598 m\u00e9dio PNUD 2014, PIB R$\u00a0231,676 milh\u00f5es em 2010.<\/p>\n<p>Economia: o munic\u00edpio localiza-se \u00e0s margens do rio Purus e atravessado por v\u00e1rios de seus afluentes, tais como o Ituxi, Punicici e Siriquiqui, o munic\u00edpio tem nos rios a for\u00e7a de sua economia, por meio da produ\u00e7\u00e3o agroextrativista, da pesca e da agricultura de pequena escala. Na por\u00e7\u00e3o sul do munic\u00edpio se destaca a pecu\u00e1ria.<\/p>\n<h2>2.1 <a name=\"_Toc380586865\"><\/a>Localiza\u00e7\u00e3o da Comunidade Jos\u00e9 Gon\u00e7alves (praia do buraco), localizada dentro da Reserva Extrativista do M\u00e9dio Purus<\/h2>\n<p>Neste t\u00f3pico, trataremos de apresentar a localiza\u00e7\u00e3o exata da Comunidade Jos\u00e9 Gon\u00e7alves (Praia do Burado), que fica situada dentro da RESEX do M\u00e9dio Purus, localizada geograficamente nas seguintes coordenadas: SUL: 7\u00ba 17\u201947\u2019\u2019, OESTE: 64\u00ba 58\u201928\u2019\u2019, sendo que para chegar at\u00e9 a comunidade \u00e9 poss\u00edvel somente por meio fluvial, pois, esta se encontra a aproximadamente 2 horas de barco (deslisadeira) e aproximadamente 6 horas de motor rabeta da sua sede L\u00e1brea.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/mapa1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-108506 alignnone\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/mapa1.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"503\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/mapa1.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/mapa1-300x236.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Foi fundada por Jos\u00e9 Gon\u00e7alves e \u00e9 habitada por moradores tradicionais sendo formada a maioria por familiares ressaltando dessa maneira que a comunidade \u00e9 formada por popula\u00e7\u00f5es tradicionais. Possui uma associa\u00e7\u00e3o denominada APAC JG- Associa\u00e7\u00e3o dos Produtores Agroextrativista da Comunidade Jos\u00e9 Gon\u00e7alves cujo objetivo \u00e9 a obten\u00e7\u00e3o de direitos e procura de melhor mercado para a comercializa\u00e7\u00e3o destes produtos.<\/p>\n<p>Est\u00e1 organizada em associa\u00e7\u00e3o e \u00e9 formada por 16 resid\u00eancias e povoada por 18 fam\u00edlias totalizando 126 habitantes, com 38 agricultores, dos quais todos cultivam mandioca, mas somente 10 agricultores que cultivam a mandioca ser\u00e3o visitados para observa\u00e7\u00e3o de campo <em>in loco<\/em> e assim poder fazer compara\u00e7\u00f5es e ent\u00e3o propor alternativas para o melhoramento do cultivo e produ\u00e7\u00e3o de farinha.<\/p>\n<p>Quanto aos tipos de constru\u00e7\u00f5es, as comunidades apresentam resid\u00eancias constru\u00eddas em madeira uma ao lado da outra, com dist\u00e2ncias variadas de uma para outra variando de 20 a 30 metros aproximadamente, em outras s\u00e3o mais distantes e chegam a se distanciar uma das outras cem, duzentos, quinhentos e at\u00e9 metros de dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p>A comunidade possui capela (igreja pequena), escola municipal, casa de motor gerador de energia el\u00e9trica, todas constru\u00eddas em madeira, a capela \u00e9 localizada entre as casas, a escola foi constru\u00edda em local estrat\u00e9gico dividindo as dist\u00e2ncias entre as resid\u00eancias, a casa do gerador de energia foi constru\u00edda distante das demais casas e escola devido os ru\u00eddos causados pelo motor.<\/p>\n<p>Os moradores residem nas comunidades h\u00e1 muitos anos, uma fam\u00edlia reside a mais de 50 anos, outra h\u00e1 26 anos, outra h\u00e1 32 anos e assim sucessivamente, receberam a terra de seus pais, que antes de ser \u00e1rea de Reserva Federal era de posse de propriet\u00e1rios que utilizavam o sistema patronal que arrendavam as terras para as fam\u00edlias, onde era firmado um contrato verbal onde quem recebia o direito de usar a terra passava a ser cliente do propriet\u00e1rio, sistema patr\u00e3o-fregu\u00eas.<\/p>\n<p>Segundo o texto da Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988, em seu capitulo II, artigo 7\u00ba, par\u00e1grafo IV, o valor recebido mediante o sal\u00e1rio m\u00ednimo deve ser:<\/p>\n<p>[&#8230;] capaz de atender \u00e0s suas necessidades vitais b\u00e1sicas e \u00e0s de sua fam\u00edlia com moradia, alimenta\u00e7\u00e3o, educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, lazer, vestu\u00e1rio, higiene, transporte e previd\u00eancia social, com reajustes peri\u00f3dicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vincula\u00e7\u00e3o para qualquer fim. (BRASIL, 2006).<\/p>\n<p>Atualmente as comunidades est\u00e3o localizadas dentro da Reserva Extrativista do M\u00e9dio Purus e o sistema jur\u00eddico dessa posse est\u00e1 tramitando, os moradores est\u00e3o aguardando a expedi\u00e7\u00e3o do Termo de Concess\u00e3o do Uso da Terra.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/praia_buraco.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-108507\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/praia_buraco.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"460\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/praia_buraco.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/praia_buraco-300x216.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a>Fonte:\u00a0 ICMBio junho\/ 2013<\/p>\n<p><a name=\"_Toc323719881\"><\/a>Figura 2 &#8211; Vista de cima da comunidade Jos\u00e9 Gon\u00e7alves (praia do Buraco).<\/p>\n<p><a name=\"_Toc380586866\"><\/a><\/p>\n<p>A \u00e1rea em quest\u00e3o denominada Reserva Extrativista do M\u00e9dio Rio Purus foi criada em 08 de maio de 2008 e se localiza numa regi\u00e3o estrat\u00e9gica para a conserva\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia, ou seja, no Sul do Estado do Amazonas, na Regi\u00e3o do M\u00e9dio Rio Purus, Regi\u00e3o pressionada pela nova fronteira agropecu\u00e1ria brasileira (FRANCO,2011) e (MENEZES,2009).<\/p>\n<h2>A Reserva Extrativista do M\u00e9dio Purus est\u00e1 inserida na categoria de Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o de Uso Sustent\u00e1vel, pois permite que as popula\u00e7\u00f5es que nela habitam, obtenham seu sustento atrav\u00e9s do extrativismo. Criada atrav\u00e9s do decreto de 8 de maio de 2008, com uma \u00e1rea aproximada de 604.209 hectares abrangendo os munic\u00edpios de L\u00e1brea, Pauin\u00ed, e Tapau\u00e1. Tem como objetivos principais proteger os meios de vida e garantir a utiliza\u00e7\u00e3o dos recursos naturais renov\u00e1veis.<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>2.2 Caracter\u00edsticas do espa\u00e7o investigado<\/h2>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/mapa1-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-108612\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/mapa1-1.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"378\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/mapa1-1.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/mapa1-1-300x177.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Figura 3 \u2013 Mapa RESEX M\u00e9dio Purus com suas respectivas comunidades agroextrativistas<\/p>\n<p><a name=\"_Toc323719850\"><\/a><a name=\"_Toc308101441\"><\/a><\/p>\n<p>A Reserva Extrativista do M\u00e9dio Rio Purus est\u00e1 localizada na Regi\u00e3o do M\u00e9dio Rio Purus, pertence a Microregi\u00e3o do Purus e a Mesoregi\u00e3o Sul amazonense, abrange espa\u00e7o territ\u00f3rio em sua maior parte no munic\u00edpio de L\u00e1brea, ocupando uma parte do espa\u00e7o territ\u00f3rio do munic\u00edpio de Pauini, e uma parcela menor do munic\u00edpio de Tapau\u00e1.<\/p>\n<p>A \u00e1rea da RESEX formada principalmente por comunidades extrativista ribeirinhas que residem as margens do rio Purus nos munic\u00edpios de L\u00e1brea e Pauini, possui uma extens\u00e3o territorial aproximada de seiscentos e quatro mil, duzentos e nove hectares e vinte e cinco centiares, com base cartogr\u00e1fica elaborada a partir das folhas SB-19-Z-D, S-20-Y-C, na escala 1:250.000, publicadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica &#8211; IBGE.<\/p>\n<p>Maior parte da \u00e1rea territorial da RESEX M\u00e9dio Purus est\u00e1 situada dentro do munic\u00edpio de L\u00e1brea, no estado do Amazonas e \u00e9 cortado pelo rio Purus em seu curso m\u00e9dio. O terreno \u00e9 relativamente plano a levemente ondulado. Tem clima quente e apresenta duas esta\u00e7\u00f5es bem definidas. Um ver\u00e3o mais seco de maio a outubro e um inverno bastante chuvoso de novembro a abril.<\/p>\n<p>O rio \u00e9 largo, meandrante e possui um leito est\u00e1vel. Ele pode ser descrito como um ecossistema de \u00e1guas brancas devido a presen\u00e7a de muitas part\u00edculas em suspens\u00e3o em sua \u00e1gua. Rios e igarap\u00e9s de \u00e1gua preta e cristalina tamb\u00e9m s\u00e3o encontradas na \u00e1rea da RESEX. O sistema possui um regime peri\u00f3dico de enchente, no inverno, e vazante no ver\u00e3o, determinando as caracter\u00edsticas f\u00edsicas e a composi\u00e7\u00e3o flor\u00edstica e faun\u00edstica em sua \u00e1rea de influ\u00eancia.<\/p>\n<p>A paisagem \u00e9 composta por dois ambientes dominantes, forma\u00e7\u00f5es vegetais periodicamente inundadas (v\u00e1rzea, chavascais etc) e florestas de terra firme nas terras altas. Essas duas principais paisagens s\u00e3o subdivididas em fitofisionomias distintas.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 vegeta\u00e7\u00e3o est\u00e1 classificada como Floresta Tropical Aberta, apresentando dois grupos de forma\u00e7\u00f5es: a) Floresta Aberta aluvial, que ocupa as plan\u00edcies inundadas (igap\u00f3), inund\u00e1veis e terra\u00e7os; b) Floresta Aberta das Terras Baixas, distribuindo-se pelos vales e encostas (RADAMBRASIL, 1978). Segundo Haugaasen (2006), as florestas de terra firme s\u00e3o floristicamente mais diversas, enquanto as de v\u00e1rzeas s\u00e3o intermedi\u00e1rias, e as de igap\u00f3s s\u00e3o as mais pobres em esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>Os solos da regi\u00e3o do Purus classificam-se como gleissolos, plintossolos e argissolos. Conforme Haugaasen (2006) os solos de v\u00e1rzea apresentam concentra\u00e7\u00f5es elevadas de nutrientes, enquanto os solos de terra firme e de igap\u00f3 s\u00e3o comparativamente pobres em nutrientes. O clima da regi\u00e3o do Purus, de acordo com a classifica\u00e7\u00e3o de Koopen \u00e9 do tipo \u201cAf\u201d, com precipita\u00e7\u00e3o pluviom\u00e9trica anual m\u00e9dia de 2.500 mm variando de 1.550 a 3.450 mm. A temperatura m\u00e9dia 25,0\u00ba C oscilando de 39 a 15\u00ba C, com umidade relativa do ar variando de 73,4 a 94% ao longo do ano (ASSIS, 2008).<\/p>\n<p>A \u00e1rea da RESEX limita-se com diversas terras ind\u00edgenas e com os munic\u00edpios de L\u00e1brea pelo leste, com Pauini pelo oeste, com Tapau\u00e1 a norte e com a BR 364 ao sul \u2013 Rodovia Transamaz\u00f4nica que permite a entrada de grileiros que tem exercido uma grande press\u00e3o sobre moradores desta \u00e1rea.<\/p>\n<p>Segundo o Sistema Nacional de Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o, as Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o dividem-se em duas categorias, de Prote\u00e7\u00e3o Integral e de Uso Sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>A RESEX M\u00e9dio Purus \u00e9 uma unidade de Conserva\u00e7\u00e3o de Uso Sustent\u00e1vel, \u00e9 um espa\u00e7o para popula\u00e7\u00f5es tradicionais tirarem o seu sustento por meio de extrativismo, admitindo tamb\u00e9m a agricultura de subsist\u00eancia e cria\u00e7\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o de animais de pequeno porte. A explora\u00e7\u00e3o dos recursos renov\u00e1veis deve ser feita de forma controlada.<\/p>\n<p>A RESEX \u00e9 \u00e1rea de dom\u00ednio p\u00fablico, n\u00e3o podendo abrigar propriedades particulares. Esse tipo de Unidade de Conserva\u00e7\u00e3o surgiu da proposta do seringalista e l\u00edder sindical Chico Mendes, no Acre.<\/p>\n<p>Dentro de uma RESEX pode haver dom\u00ednio p\u00fablico com concess\u00e3o de uso, deve ter conselho deliberativo, pode haver visita\u00e7\u00e3o, pode-se desenvolver pesquisa cient\u00edfica e plano de manejo para extra\u00e7\u00e3o agroextrativista, n\u00e3o podendo explorar recursos minerais e recursos madeireiros sem plano de manejo.<\/p>\n<p>O instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (ICMBio) foi criado pela Lei 11.516, de 28 de agosto de 2007. \u00c9 uma autarquia vinculada ao Minist\u00e9rio do Meio Ambiente e integra o Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA). A sua principal miss\u00e3o institucional \u00e9 administrar as Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o (UCs) federais, que \u00e9 o caso da RESEX M\u00e9dio Purus.<\/p>\n<p>Cabe ao ICMBio executar as a\u00e7\u00f5es da pol\u00edtica nacional de uso de Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o, podendo propor, implantar, gerir, proteger, fiscalizar e monitorar as UCs criadas pelo governo federal.<\/p>\n<p>O Instituto tem tamb\u00e9m a fun\u00e7\u00e3o de executar as pol\u00edticas de uso sustent\u00e1vel dos recursos naturais renov\u00e1veis e de apoio ao extrativismo e as popula\u00e7\u00f5es tradicionais nas Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o federal de uso sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>As suas outras miss\u00f5es institucionais s\u00e3o fomentar e executar programas de pesquisa, prote\u00e7\u00e3o, preserva\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade e exercer o poder de pol\u00edcia ambiental para a prote\u00e7\u00e3o das Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o federal.<\/p>\n<p>Plano de Utiliza\u00e7\u00e3o da Reserva Extrativista do M\u00e9dio Purus, Estado do Amazonas, conforme Portaria Ministerial n\u00ba 126, de 08 de novembro de 2012. De acordo com o art. 21, do cap\u00edtulo vi, do anexo i do decreto n\u00ba 7.515, de 08 de julho de 2011, o qual aprovou a estrutura regimental do Instituto Chico Mendes, publicado no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o no dia 11 de julho de 2011 e pela portaria n\u00ba 304, de 28 de mar\u00e7o de 2012, publicada no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o do dia 29 de mar\u00e7o de 2012.<\/p>\n<p>O Plano de Utiliza\u00e7\u00e3o direciona o uso dos recursos naturais, estabelece rela\u00e7\u00f5es sociais e objetivos comuns na busca da sustentabilidade socioambiental e econ\u00f4mica dos extrativistas produtores e pescadores da RESEX M\u00e9dio Purus, mantendo os ecossistemas ecologicamente equilibrados, ser\u00e3o respeitados: a cultura, a forma ribeirinha de vida, e os trabalhos extrativistas, que utilizam os recursos naturais em escala comercial, como o pescado, a castanha, a copa\u00edba e muitos outros produtos da floresta, bem como garantida a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade, atrav\u00e9s do manejo adequado da fauna e da flora.<\/p>\n<p>O Plano de Utiliza\u00e7\u00e3o consiste nas regras internas constru\u00eddas, definidas e compactuadas pela popula\u00e7\u00e3o da RESEX M\u00e9dio Purus quanto \u00e0s suas atividades tradicionalmente praticadas, ao manejo dos recursos naturais, ao uso e ocupa\u00e7\u00e3o da \u00e1rea e a conserva\u00e7\u00e3o ambiental, considerando-se a legisla\u00e7\u00e3o vigente.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o ao cultivo da agricultura, a RESEX ressaltar que todas as comunidades poder\u00e3o utilizar as \u00e1reas agricult\u00e1veis (capoeiras, praias, v\u00e1rzea, terra firme) para produzir alimentos e produtos da agricultura familiar como: feij\u00e3o, milho, ab\u00f3bora, melancia, batata, maxixe, banana, macaxeira e outros, ficando liberado o reaproveitamento das capoeiras.<\/p>\n<p>Em caso de novas aberturas, fica definido em at\u00e9 02 hectares por fam\u00edlia\/ano; quando n\u00e3o houver \u00e1rea de capoeira nas proximidades, nos casos de queimada em \u00e1rea de plantio \u00e9 obrigat\u00f3rio o uso de aceiro de 3 a 5 metros e comunicar aos vizinhos. Nas \u00e1reas de planta\u00e7\u00e3o de cada fam\u00edlia devem ser respeitadas, ficando proibido a utiliza\u00e7\u00e3o de produtos agrot\u00f3xicos e venenos na produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola nas \u00e1reas utilizadas para produ\u00e7\u00e3o de alimentos da agricultura familiar ou em outras pr\u00e1ticas produtivas.<\/p>\n<h2><a name=\"_Toc380586867\"><\/a>2.3 Cadeia Produtiva da Farinha<\/h2>\n<p>De acordo com Oliveira et al. (2010), as variedades locais ou crioulas de mandioca representam o alicerce dos sistemas de produ\u00e7\u00e3o familiar, sendo consideradas um patrim\u00f4nio gen\u00e9tico e importante para a seguran\u00e7a alimentar desses agricultores e para a preserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade.<\/p>\n<p>Neste contexto, as variedades locais cultivadas por agricultores familiares ao longo dos anos, t\u00eam demonstrado em muitos casos, que possuem potencial gen\u00e9tico, desde que lhes deem condi\u00e7\u00f5es para expressar essa qualidade. A cultura da mandioca \u00e9 a principal produ\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias que moram na comunidade Jos\u00e9 Gon\u00e7alves.<\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td colspan=\"4\" width=\"576\">MANDIOCA*<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"144\">Esp\u00e9cie<\/td>\n<td width=\"144\">Variedade<\/td>\n<td width=\"144\">Caracter\u00edsticas<\/td>\n<td width=\"144\">Onde \u00e9 plantada?<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"144\">&nbsp;<\/p>\n<p>MANDIOCA<\/td>\n<td width=\"144\">&nbsp;<\/p>\n<p>Flexa amarela<\/td>\n<td width=\"144\">Talo da folha branco, casca branca, batata amarela, maniva amarelada, arbusto de pote alto chegando a mais de 2 metros de altura<\/td>\n<td width=\"144\">&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c1rea de v\u00e1rzea e terra firme<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"144\"><\/td>\n<td width=\"144\">&nbsp;<\/p>\n<p>Minerva<\/td>\n<td width=\"144\">Toco mole, talo da folha branco, casca amarela, batata amarela, maniva branca, arbusto de porte m\u00e9dio chegando a 2 metros de altura.<\/td>\n<td width=\"144\">&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c1rea de v\u00e1rzea e terra firme<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"144\">&nbsp;<\/p>\n<p>MANDIOCA<\/td>\n<td width=\"144\">&nbsp;<\/p>\n<p>Amarelinha<\/td>\n<td width=\"144\">Talo da folha branco, casca amarela, batata amarela, maniva branca, arbusto de pote m\u00e9dio chegando a medir 2 metros de altura<\/td>\n<td width=\"144\">&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c1rea de v\u00e1rzea e terra firme<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"144\">&nbsp;<\/p>\n<p>MANDIOCA<\/td>\n<td width=\"144\">&nbsp;<\/p>\n<p>Janauac\u00e1<\/td>\n<td width=\"144\">&nbsp;<\/p>\n<p>Talo da folha vermelho, casca vermelha, batata amarela, maniva escura arbusto de porte alto chegando a medir at\u00e9 2.5 metros<\/td>\n<td width=\"144\">&nbsp;<\/p>\n<p>Essa esp\u00e9cie \u00e9 cultiva normalmente em \u00e1rea de terra firme, exige m\u00ednimo de um ano para colheita.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"144\">&nbsp;<\/p>\n<p>MANDIOCA<\/td>\n<td width=\"144\">&nbsp;<\/p>\n<p>Cobi\u00e7ada<\/td>\n<td width=\"144\">&nbsp;<\/p>\n<p>Talo da folha vermelho, casca vermelha, batata amarela, maniva escura, arbusto de porte alto chegando a medir 2.5 metros<\/td>\n<td width=\"144\">&nbsp;<\/p>\n<p>Essa esp\u00e9cie \u00e9 cultiva normalmente em \u00e1rea de terra firme, exige m\u00ednimo de um ano para colheita.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"144\">&nbsp;<\/p>\n<p>MANDIOCA<\/td>\n<td width=\"144\">&nbsp;<\/p>\n<p>Suma\u00fama<\/td>\n<td width=\"144\">Talo da folha branco, casca branca, batata embranquecida, maniva branca, arbusto alto chegando a medir 2.5 metros<\/td>\n<td width=\"144\">&nbsp;<\/p>\n<p>Essa esp\u00e9cie \u00e9 cultiva normalmente em \u00e1rea de terra firme, exige m\u00ednimo de um ano para colheita.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"144\">&nbsp;<\/p>\n<p>MANDIOCA<\/td>\n<td width=\"144\">&nbsp;<\/p>\n<p>Macaxeira p\u00e3o<\/td>\n<td width=\"144\">Talo branco, casca branca, batata branca, maniva branca, arbusto alto chegando a medir 2.5 metros<\/td>\n<td width=\"144\">&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c1rea de v\u00e1rzea e terra firme<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"144\">&nbsp;<\/p>\n<p>MANDIOCA<\/td>\n<td width=\"144\">&nbsp;<\/p>\n<p>Macaxeira caboquinha<\/td>\n<td width=\"144\">&nbsp;<\/p>\n<p>Talo branco, casca branca, batata branca, maniva escura, arbusto de porte m\u00e9dio muito ramificado<\/td>\n<td width=\"144\">&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c1rea de v\u00e1rzea e terra firme<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"4\" width=\"576\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>*A mandioca \u00e9 uma planta heli\u00f3fila, perene, arbustiva, pertencente \u00e0 fam\u00edlia das euforbi\u00e1ceas.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h2><a name=\"_Toc380586868\"><\/a>2.4 Fluxo de Processamento<\/h2>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/cadeia_produtiva.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-108614\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/cadeia_produtiva.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"690\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/cadeia_produtiva.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/cadeia_produtiva-278x300.jpg 278w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<h2><a name=\"_Toc380586872\"><\/a>2.5 Descri\u00e7\u00e3o do Fluxo de Processamento<\/h2>\n<h2><strong>Limpeza da terra<\/strong><a name=\"_Toc380586871\"><\/a><strong>\u00a0<\/strong><\/h2>\n<p>A limpeza da terra \u00e9 uma importante etapa que deve ser levada em considera\u00e7\u00e3o, pois, a partir da limpeza que o solo ter\u00e1 nutrientes necess\u00e1rios para produzir batatas com qualidade.<\/p>\n<p>No local investigado, \u00e9 necess\u00e1rio limpar a \u00e1rea de plantio (ro\u00e7agem) no per\u00edodo em que a \u00e1gua chega, com a enchente a terra fica limpa, passa por um processo de aterrada e aduba\u00e7\u00e3o natural realisada pela deposi\u00e7\u00e3o de sedimentos trazidos pela \u00e1gua. Este processo de limpeza da terra \u00e9 essencial para sair uma praia boa para o plantio na \u00e9poca apropriada.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Planta\u00e7\u00e3o da maniva<\/strong><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p>A alternativa de cultivo de mandioca \u00e9 um processo usualmente adotado por pequenos, m\u00e9dios e grandes produtores, e deve necessariamente ser conduzida de forma adequada, a produ\u00e7\u00e3o torna-se bastante lucrativa, podendo ser comercializada facilmente por ser um alimento altamente consumido.<\/p>\n<p>Para planta\u00e7\u00e3o da maniva \u00e9 necess\u00e1rio que o agricultor corte as sementes do mesmo tamanho, com aproximadamente 10 cm. Faz-se o buraco com o aux\u00edlio de uma enxada, p\u00f5e a maniva e fecha o orif\u00edcio com a terra. Esse processo \u00e9 totalmente manual e deve ser realizado na \u00e9poca certa.<strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Colheita da Mandioca<\/strong><\/p>\n<p>As ra\u00edzes de mandioca para fabrica\u00e7\u00e3o de farinha s\u00e3o colhidas com a idade de 6 a 7 meses, entre os meses de dezembro e janeiro, esse \u00e9 o per\u00edodo em que o rio est\u00e1 enchendo e os produtores realizam suas colheitas.<\/p>\n<p>O processo deve acontecer impreterivelmente logo quando come\u00e7am os primeiros repiquetes, ou seja, quando o rio apresenta sinal de enchente, \u00e9 um alerta para os agricultores experientes, para que estes n\u00e3o percam a produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para inicio da colheita ou arranca como \u00e9 conhecida popularmente pelos produtores, deve-se cortar a maniva deixando cerca de 40 a 50 cm acima da terra e o tronco e arrancado manualmente. No segundo momento decotam as batatas, lavam para retirar o excesso da terra e iniciam o processo de carregamento para casa de farinha e sequencialmente para fermenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><em><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/colheita_mandioca.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-108615\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/colheita_mandioca.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"552\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/colheita_mandioca.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/colheita_mandioca-300x259.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/em>Figura 4 &#8211; Processo de colheita<\/p>\n<p><strong>Lavagem<\/strong><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>As ra\u00edzes da mandioca devem ser lavadas para eliminar a terra aderida \u00e0 sua casca e evitar a presen\u00e7a de impurezas que prejudicam a qualidade do produto final.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Descascamento<\/strong><\/p>\n<p>O ato de descascar elimina as fibras presentes nas cascas, as substancias t\u00e2nicas, que escurecem a farinha, e parte do \u00e1cido cian\u00eddrico que se concentra em maior propor\u00e7\u00e3o nas entrecascas.<\/p>\n<p>O descascamento \u00e9 manual, feito com facas afiadas ou raspador.<br \/>\nAp\u00f3s o descascamento manual, as ra\u00edzes devem ser novamente lavadas para retirar as impurezas a elas agregadas durante o processo.<\/p>\n<p>A lavagem e o descascamento bem feitos resultam na obten\u00e7\u00e3o de farinha de melhor qualidade. Ap\u00f3s o processo de arranca h\u00e1 dois tipos de procedimento para o beneficiamento da batata:<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/amolecimento_mandioca.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-108616\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/amolecimento_mandioca.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"540\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/amolecimento_mandioca.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/amolecimento_mandioca-300x253.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Figura 5 \u2013 Amolecimento da batata<\/p>\n<p>Nesse processo a mandioca \u00e9 posta a pubar, passa por um per\u00edodo de molho, dois a tr\u00eas dias em m\u00e9dia, resultando na massa puba que origina a farinha de massa puba ou farinha d\u2019 \u00e1gua. Nesse processo s\u00e3o utilizados caixas d\u2019\u00e1gua, sacos de fibra, canoas, caixas de madeira e po\u00e7os delimitados por palha, feitos nas encostas de rio ou em igarap\u00e9s como reservat\u00f3rios para colocar a mandioca de molho.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/puba.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-108617\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/puba.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"540\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/puba.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/puba-300x253.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Figura 6 \u2013 Massa puba<\/p>\n<p><strong>Rala\u00e7\u00e3o-das-Ra\u00edzes<\/strong><\/p>\n<p>Depois das batatas estarem raspadas e amolecidas, est\u00e3o prontas para ralagem, s\u00e3o levadas para o banco de cevar mandioca, como \u00e9 conhecido na regi\u00e3o, que nada mais \u00e9 que uma cevadeira que contem um rolete ralador (catitu) que \u00e9 um objeto cil\u00edndrico provido de l\u00e2minas de metal, que reduz as ra\u00edzes a peda\u00e7os mais ou menos finos, funciona puxada por motor rabeta movido a gasolina, interligados por uma pulia, onde o produtor retira a rabeta e adapta o mesmo no banco de cevar mandioca, ap\u00f3s esse processo a massa est\u00e1 pronta para prensagem.<\/p>\n<p>Antes de ralar a batata o produtor deve verificar o equipamento, os eixos e as polias e a manuten\u00e7\u00e3o das serras s\u00e3o indispens\u00e1veis para homogeneiza\u00e7\u00e3o da massa, defini\u00e7\u00e3o da granulometria e aumento do\u00a0 rendimento do produto.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/ralacao.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-108618\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/ralacao.jpg\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"537\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/ralacao.jpg 639w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/ralacao-300x252.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 639px) 100vw, 639px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Figura 7 \u2013 Rala\u00e7\u00e3o das ra\u00edzes<\/p>\n<p>O processo de raspagem da batata \u00e9 realizado manualmente com utiliza\u00e7\u00e3o de facas para a retirada da casca da batata deixando as prontas para ralagem.<\/p>\n<p>Limpeza e raspagem das ra\u00edzes: Nesse processo as batatas s\u00e3o limpas, e raspadas e posteriormente lavadas, o processo de raspagem \u00e9 utilizado quando o produtor pretende obter farinha seca ou farinha branca, quando vai produzir farinha sem ser de massa puba e sim de massa ralada.<\/p>\n<p>Depois do processo da arranca e amolecimento da batata, os demais procedimentos acontecem na casa de farinha. Normalmente os produtores utilizam o local mais pr\u00f3ximo e vi\u00e1vel, quanto ao carregamento de \u00e1gua quando v\u00e3o tirar goma. A lenha a ser utilizada no forno tamb\u00e9m fica pr\u00f3xima a \u00e1rea.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/cevadora.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-108619\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/cevadora.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"266\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/cevadora.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/cevadora-300x125.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Figura 8 &#8211; Cevadeira \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Figura 9 &#8211; Rolete da cevadeira ou tarisca ou caititu<\/p>\n<p><strong>Prensagem da Massa Ralada<\/strong><\/p>\n<p>A prensagem da massa deve ocorrer logo ap\u00f3s a rala\u00e7\u00e3o, para impedir a fermenta\u00e7\u00e3o e o escurecimento da farinha. \u00c9 realizada em prensas manuais de parafuso e tem como objetivo reduzir, ao m\u00ednimo poss\u00edvel, a umidade presente na massa ralada para impedir o surgimento de fermenta\u00e7\u00f5es indesej\u00e1veis, economizar tempo e qualidade na torra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A \u00e1gua resultante da prensagem da massa ralada \u00e9 chamada &#8220;manipueira&#8221; e \u00e9 muito t\u00f3xica e poluente. Uma tonelada de mandioca produz cerca de 300 litros de &#8220;manipueira&#8221;.<\/p>\n<p>Para melhor detalhar esse processo, a saber: a massa \u00e9 depositada na prensa em panos de fibra ou tela, onde \u00e9 prensada, durante o processo de prensagem todo o excesso de liquido contido na massa \u00e9 retirado, a massa fica seca em um tempo m\u00e9dio entre 1 hora a 1 hora e meia, pronta para passar pelo processo de peneragem.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/prensa.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-108620\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/prensa.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"543\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/prensa.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/prensa-300x255.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Figura 10 &#8211; Prensa<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Esfarelamento\/Peneiragem<\/strong><\/p>\n<p>Depois que a massa sai da prensa, ela est\u00e1 compactada e deve-se passar para o processo de peneragem. Esse esfarelamento pode ser feito manualmente, com o aux\u00edlio de uma peneira e uma gamela feita de madeira. Em seguida passa-se a massa na peneira, na qual ficar\u00e3o retidas as fra\u00e7\u00f5es grosseiras contidas na massa, chamada crueira, que podem ser utilizadas na alimenta\u00e7\u00e3o de animais.<\/p>\n<p>Nesse processo a massa prensada e seca passa pela peneira separando a parte mais grossa \u201ccrueira\u201d, que serve de alimenta\u00e7\u00e3o para o gado, galinhas, patos, porcos, enquanto a parte mais fina (massa) \u00e9 levada ao forno para ser torrada e transformada em farinha.<\/p>\n<p><strong><em> <a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/peneiragem.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-108622\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/peneiragem.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"536\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/peneiragem.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/peneiragem-300x251.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/em><\/strong><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Figura 11 &#8211; Peneiragem<\/p>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Torra\u00e7\u00e3o<\/strong><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s a massa ser peneirada ela \u00e9 colocada no forno com cuia ou com casco, geralmente o produtor coloca uma casco para escaldar de cada vez, depois de escaldar 5 cascos ele come\u00e7a o processo de torra\u00e7\u00e3o, onde retorna ao forno a massa j\u00e1 escaldada e peneirada novamente. Cada escaldada dura em torno de 20 minutos, onde o torrador deve manter a temperatura do forno branda para n\u00e3o queimar o p\u00f3 da farinha e mant\u00ea-la com boa qualidade.<\/p>\n<p>O torrador usa um remo de madeira, vai mexendo, uniformemente, at\u00e9 a secagem final da farinha, que \u00e9 em torno de 2 horas 2 horas e 30 minutos depois.<br \/>\nOs fornos de secagem devem estar localizados em locais com paredes para proteger o torrador e a farinha contra chuvas e ventos.<\/p>\n<p>A torra\u00e7\u00e3o tem grande influ\u00eancia sobre o produto final, porque define a cor, o sabor e a durabilidade da farinha e deve ser realizada no mesmo dia da rala\u00e7\u00e3o das ra\u00edzes para manter qualidade do produto final.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/torrefacao.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-108623\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/torrefacao.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"539\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/torrefacao.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/torrefacao-300x253.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Figura 12 &#8211; Torra\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para torra\u00e7\u00e3o final o forno deve estar bem aquecido. A lenha geralmente \u00e9 retirada no mato de um ano para o outro.\u00a0 O agricultor guarda lenha em baixo da casa de farinha por um logo per\u00edodo, onde ela n\u00e3o deve pegar sol nem chuva para manter a qualidade.<\/p>\n<p>O forno \u00e9 sentado sobre uma estrutura de barro e madeira embutida a cip\u00f3s, estes devem ser fortes para aguentar o peso do forno.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/forno-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-108624\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/forno-1.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"263\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/forno-1.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/forno-1-300x123.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Figura 13 &#8211; Forno aquecendo\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Figura 14 &#8211; Lenha<\/p>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>Empacotamento<\/strong><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Ap\u00f3s a torra\u00e7\u00e3o completa da farinha, esta deve ser embalada ou empacotada em sacas que seguir\u00e3o para o armazenamento. O saco \u00e9 feito a partir de fibras e suporta aproximadamente 80 kg.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Armazenagem da Farinha<\/strong><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>A farinha deve ser armazenada em local seco e ventilado, exclusivo para essa finalidade. Os sacos devem estar colocados sobre estrados de madeira ou grades e empilhados com espa\u00e7o entre as embalagens. A maioria dos agricultores da comunidade Jos\u00e9 Gon\u00e7alves guardam sua produ\u00e7\u00e3o desta forma ou em grandes caixas feitas de madeira e forradas com zinco ou alum\u00ednio para evitar a umidade e a perda da farinha.<\/p>\n<p>Diariamente o local \u00e9 inspecionado pelos agricultores, pois, a presen\u00e7a de insetos, ou goteiras podem levar ao comprometimento do produto estocado.<\/p>\n<p><strong> <a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/casa_farinha.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-108625\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/casa_farinha.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"367\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/casa_farinha.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/casa_farinha-300x172.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<p>Figura 15 &#8211; Casa de farinha<\/p>\n<p>Foto: Duarte \/ dezembro \/ 2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A casa de farinha normalmente \u00e9 constru\u00edda pelo chefe da fam\u00edlia com ajuda dos filhos mais velhos ou de parentes que tamb\u00e9m a utilizar\u00e3o, o propriet\u00e1rio da casa de farinha \u00e9 o chefe da fam\u00edlia, sendo que quando algum parente ou amigo precisa utiliz\u00e1-la, \u00e9 cedida emprestada para que possa fazer sua farinha.<\/p>\n<p>A estrutura normalmente \u00e9 constru\u00edda em madeira roli\u00e7a ou quadrada retirada na pr\u00f3pria comunidade, a estrutura \u00e9 normalmente coberta em palha ou em alum\u00ednio, as laterais s\u00e3o abertas.<\/p>\n<p>No interior da casa de farinha s\u00e3o encontrados os diversos elementos necess\u00e1rios a serem utilizados na fabrica\u00e7\u00e3o da farinha, s\u00e3o eles: o forno com chapa de metal instalada em uma estrutura onde a base \u00e9 constru\u00edda em barro e madeira, remo ou rodo de madeira utilizado para mexer a farinha enquanto est\u00e1 sendo torrada, a prensa e os cepos de madeira que \u00e9 utilizada no processo de prensagem, a peneira, tachos, gamelas ou cochos de madeira, o banco de cevar mandioca ou cevadeira.<\/p>\n<p>Todo o processo de prepara\u00e7\u00e3o da farinha \u00e9 feito dentro da casa de farinha onde ela sai pronta para o consumo, exceto a tirada da mandioca de molho que normalmente acontece fora da casa de farinha.<\/p>\n<p>A \u00e9poca de produ\u00e7\u00e3o da farinha depende de onde o produtor cultiva a mandioca, se cultivada em \u00e1rea de v\u00e1rzea a produ\u00e7\u00e3o se d\u00e1 nos meses de dezembro e janeiro, isso depende muito da cheia, pois o processo de produ\u00e7\u00e3o se desenrola conforme a subida das \u00e1guas.<\/p>\n<p>Se cultivada em \u00e1rea de terra firme a produ\u00e7\u00e3o se d\u00e1 no m\u00ednino quando o plantio de mandioca completa pelo menos 1 ano de idade, quando o plantio ocorre em setembro\/outubro \u00e0 colheita pode ser iniciada um ano depois, nos meses de outubro\/novembro, por\u00e9m a mandioca plantada em terra firme pode ficar at\u00e9 dois anos para ser colhida, isso possibilita ao produtor produzir quando necessitar.<\/p>\n<p>No per\u00edodo de produ\u00e7\u00e3o da farinha o tempo de trabalho se d\u00e1 conforme a quantidade de farinha o produtor vai produzir, quando a produ\u00e7\u00e3o ocorre em \u00e1rea de v\u00e1rzea, normalmente a farinhada se da em torno de dois meses de trabalho, o produtor e seus ajudantes trabalham de segunda a s\u00e1bado, isso quando as \u00e1guas sobem normal, pois, quando percebem que a cheia pode comprometer o plantio, o produtor acelera o processo de produ\u00e7\u00e3o chegando a trabalhar de segunda a domingo para n\u00e3o perder a ro\u00e7a que corre risco de ficar embaixo d\u2019\u00e1gua.<\/p>\n<p>Quando a produ\u00e7\u00e3o ocorre em \u00e1rea de terra firme, normalmente o produtor trabalha na farinha por per\u00edodo, ou seja, cada per\u00edodo pode durar at\u00e9 um m\u00eas de trabalho.<\/p>\n<p>No processo de produ\u00e7\u00e3o da farinha os participantes do processo variam de fam\u00edlia para fam\u00edlia, existem casos que toda fam\u00edlia participa do processo, nesse caso os homens participam de todo o processo junto com as mulheres e filhos que ajudam nos trabalhos de raspagem da mandioca, tiragem de molho e peneragem, existem casos que a mulher ajuda o marido na torrar, em outros casos somente os homens e os filhos homens participam do processo.<\/p>\n<p>Os tipos de farinha produzidos na regi\u00e3o variam de produtor para produtor, uns produzem farinha d\u2019\u00e1gua de massa puba, outros produzem farinha seca de mandioca sevada, outros produzem farinha seca de mandioca sevada misturada com massa puba, mistura na propor\u00e7\u00e3o de 50% cevada e 50% puba, outros produzem farinha seca branca de macaxeira, a cor da farinha vai depender do tipo de mandioca que o produtor plantou a granula\u00e7\u00e3o, se grossa ou fina tamb\u00e9m vai depender do di\u00e2metro dos furos da peneira e da experi\u00eancia do produtor na hora de escaldar a massa.<\/p>\n<p>Normalmente s\u00e3o encontradas farinhas dos seguintes tipos: tipo 1: amarela tipo ova, tipo 2: amarela com caro\u00e7os granulados n\u00e3o padronizados, tipo 3: amarela grossa com caro\u00e7os grossos e r\u00fasticos.<\/p>\n<p>A quantidade produzida nos dois \u00faltimos anos varia de produtor para produtor, em \u00e1rea de v\u00e1rzea a quantidade produzida em 1 hectare \u00e9 aproximadamente de 50 a 60 sacos de farinha com 50 quilos cada saco, em \u00e1rea de terra firme a quantidade produzida em 1 hectare \u00e9 de aproximadamente de 60 a 80 sacos de farinha com 50 quilos cada saco.<\/p>\n<p>A farinha produzida em \u00e1rea de v\u00e1rzea normalmente \u00e9 vendida para regat\u00f5es, para barcos que levam para os munic\u00edpios vizinhos e para Manaus e para o com\u00e9rcio local, a farinha produzida em \u00e1rea de terra firme normalmente \u00e9 vendida no comercio local, vendida para Manaus e para o estado de Rond\u00f4nia, especificamente para a cidade de Porto Velho.<\/p>\n<h1><a name=\"_Toc380586873\"><\/a><a name=\"_Toc323719848\"><\/a><a name=\"_Toc308101439\"><\/a>3. ESTRAT\u00c9GIA METODOL\u00d3GICA<a name=\"_Toc323719849\"><\/a><a name=\"_Toc308101440\"><\/a><strong>\u00a0<\/strong><\/h1>\n<h2><a name=\"_Toc380586874\"><\/a>3.1 Materiais e m\u00e9todos<strong>\u00a0<\/strong><\/h2>\n<p>Inicialmente foram levantados dados bibliogr\u00e1ficos em diversos \u00f3rgaos respons\u00e1veis pelo setor. Ap\u00f3s esse procedimento, realizou-se visita in loco e entrevista com os pesquisadores. A coleta de dados foi realizada por meio da realiza\u00e7\u00e3o dos seguintes instrumentos: Entrevistas formais, atrav\u00e9s de question\u00e1rios aplicados aos entrevistados e observa\u00e7\u00e3o no local investigado.<\/p>\n<p>Na opini\u00e3o de LAKATOS e MARCONI (1999, p. 79):<\/p>\n<p>A observa\u00e7\u00e3o ajuda o pesquisador a identificar e a obter provas a respeito de objetivos sobre os quais os indiv\u00edduos n\u00e3o t\u00eam consci\u00eancia, mas que orientam seu comportamento. Desempenha papel importante nos processos observacionais, no contexto da descoberta e obriga o investigador a um contato mais direto com a realidade. \u00c9 o ponto de partida da investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Primeiramente realizei observa\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica para poder conhecer o meio agr\u00edcola, social e familiar a ser investigado, onde essa observa\u00e7\u00e3o constituiu em anota\u00e7\u00f5es e registros para obten\u00e7\u00e3o de dados que pudessem ser usados posteriormente.<\/p>\n<p>Outro meio utilizado foi o question\u00e1rio, atrav\u00e9s desse m\u00e9todo os dados qualitativos ficam claros quanto aos objetivos de an\u00e1lise que \u00e9 trabalhar a resposta dos investigados de maneira indutiva, sem uso de hip\u00f3tese, pois, os dados coletados entrela\u00e7am explica\u00e7\u00f5es exclusivas.<\/p>\n<p>Com o uso de um question\u00e1rio aberto, as perguntas ter\u00e3o respostas livres, onde os pesquisados poder\u00e3o dar suas respostas de forma simples.<\/p>\n<p>Primeiramente foi realizada observa\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica para poder conhecer o meio agr\u00edcola, social e familiar a ser investigado, onde essa observa\u00e7\u00e3o constituiu em anota\u00e7\u00f5es e registros para obten\u00e7\u00e3o de dados que pudessem ser usados posteriormente.<\/p>\n<p>Outro meio utilizado foi o question\u00e1rio, atrav\u00e9s desse m\u00e9todo os dados qualitativos ficam claros quanto aos objetivos de an\u00e1lise que \u00e9 trabalhar a resposta dos investigados de maneira indutiva, sem uso de hip\u00f3tese, pois, os dados coletados entrela\u00e7am explica\u00e7\u00f5es exclusivas.<\/p>\n<p>Com o uso de um question\u00e1rio aberto, as perguntas ter\u00e3o respostas livres, onde os pesquisados poder\u00e3o dar suas respostas de forma simples.<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h2><a name=\"_Toc380586875\"><\/a>3.2 Observa\u00e7\u00f5es de campo<strong>\u00a0<\/strong><\/h2>\n<p>Elabora\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o de um question\u00e1rio para verificar a viabilidade s\u00f3cio econ\u00f4mica. (anexo 1)<\/p>\n<p>As observa\u00e7\u00f5es de campo foram realizadas com acompanhamento dos procedimentos desde a colheita, escolha, separa\u00e7\u00e3o, at\u00e9 a prepara\u00e7\u00e3o da farinha.<\/p>\n<h2>RESULTADOS E DISCUSS\u00c3O<strong>\u00a0<\/strong><\/h2>\n<p>Neste t\u00f3pico trataremos de apresentar a an\u00e1lise te\u00f3rica dos dados coletados no campo da pesquisa a partir da tem\u00e1tica que est\u00e1 inserida neste contexto. Ap\u00f3s a devida coleta e tratamento dos dados, trataremos de analis\u00e1-lo e interpret\u00e1-lo cuidadosamente a fim de extrair as respostas para os problemas que foram objeto de investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A utiliza\u00e7\u00e3o de question\u00e1rio se faz necess\u00e1ria pelo fato das informa\u00e7\u00f5es serem coletadas atrav\u00e9s de um roteiro nas pesquisas qualitativas. As referidas respostas e opini\u00f5es dos investigados s\u00e3o escritas para serem analisadas posteriormente. Procurou-se manter as perguntas dos question\u00e1rios claras e objetivas, por ser uma maneira eficaz de garantir o entendimento dos investigados e, portanto, a realiza\u00e7\u00e3o dos resultados esperados.<\/p>\n<p>Nessa pesquisa, entendemos a observa\u00e7\u00e3o como um meio de obten\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es que possibilita um contato mais direto com os investigadores em quest\u00e3o e a aplica\u00e7\u00e3o de question\u00e1rios semi-estruturados.<\/p>\n<p><a name=\"_Toc308101443\"><\/a>Foram realizadas observa\u00e7\u00f5es diretas e anotadas em ficha de campo as etapas do processo produtivo e processamento da farinha, verificando tamb\u00e9m as defici\u00eancias na produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o da mesma. Os dados ser\u00e3o tabulados para uma melhor compreens\u00e3o na an\u00e1lise e discuss\u00e3o. Os registros fotogr\u00e1ficos comprovam o processo da cadeia.<\/p>\n<p>A import\u00e2ncia da amostragem incide em selecionar parte de um determinado n\u00famero de pessoas para ser investigada, para que possamos obter informa\u00e7\u00f5es acess\u00edveis sobre essa popula\u00e7\u00e3o e para que seja poss\u00edvel avaliar os dados essenciais e imprescind\u00edveis a cerca da problem\u00e1tica em quest\u00e3o. Neste caso, selecionou-se 10 fam\u00edlias de produtores de farinha, moradores da Comunidade Jos\u00e9 Gon\u00e7alves.<\/p>\n<p>A amostragem que foi empregada ressaltou-se na aplica\u00e7\u00e3o de elementos planejados, de maneira definida e antecipada, tornando-se assim uma forma propositada de se obter a amostra desejada.<\/p>\n<p>Para as condi\u00e7\u00f5es em que se conduziu o experimento e considerando apenas um ano agr\u00edcola permitem chegar as seguintes conclus\u00f5es: A variedade local Flexa Amarela foi a esp\u00e9cie que apresentou melhor rendimento de raiz, podendo ser recomendada para plantio na regi\u00e3o de L\u00e1brea- AM e por isso \u00e9 a mais cultiva nesta comunidade.<\/p>\n<p>GR\u00c1FICO 01 &#8211; QUANTIDADE DE PESSOAS NA FAM\u00cdLIA QUE FAZEM PARTE DO PROCESSO PRODUTIVO DA FARINHA<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-108626\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"466\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico-300x218.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Ao questionarmos sobre a quantidade de pessoas que moram na resid\u00eancia, os dados apresentam que 60% das fam\u00edlias possuem de 3 a 5 membros, totalizando 30% das an\u00e1lises que residem na casa de 7 a 10 pessoas e resultando 10% as fam\u00edlias que possuem acima de 10 moradores.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pessoas que residem na casa, pode-se analisar que se trata de fam\u00edlias pequenas que incluem homens, mulheres e crian\u00e7as. Apesar de representar um \u00edndice baixo de moradores em uma \u00fanica resid\u00eancia para uma comunidade rural, pode-se analisar que os mesmos apresentam disponibilidade e interesse na produ\u00e7\u00e3o da farinha para manterem o mercado local abastecido do produto.<\/p>\n<p>Dentre estas fam\u00edlias investigadas, algumas afirmaram possuir membros que est\u00e3o na capital Manaus ou em L\u00e1brea cursando uma faculdade, o que lhes deixa muito satisfeitas em saberem que, em alguns anos ter\u00e3o pessoas com n\u00edvel superior em sua fam\u00edlia.<\/p>\n<p>GR\u00c1FICO 02 \u2013 FAZEM PARTE DE ALGUMA ASSOCIA\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico2.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-108627\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico2.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"527\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico2.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico2-300x247.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>De acordo com a pesquisa realizada com os produtores em rela\u00e7\u00e3o a fazerem parte de alguma associa\u00e7\u00e3o ou sindicado de trabalhadores ou agricultores, os dados mostram que 80% dos moradores participam ativamente da Associa\u00e7\u00e3o dos Produtores Agroextrativistas da Comunidade Jos\u00e9 Gon\u00e7alves, 10% participam da associa\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria do Apaieral e 10% n\u00e3o participam de nenhuma associa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A associa\u00e7\u00e3o do Apaieral se trata de uma comunidade na terra firma, onde os moradores que participam desta associa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m mant\u00eam ro\u00e7ado. Ao questionar o porqu\u00ea dos investigados n\u00e3o participarem de nenhuma associa\u00e7\u00e3o, os mesmos relatam que n\u00e3o participam por falta de tempo e por problemas pessoais. Por\u00e9m, estes s\u00e3o conscientes que os moradores devem estar participando dos acontecimentos que ocorrem em favor da comunidade.<\/p>\n<p>Segundo Arbage (2000) as atividades econ\u00f4micas evolu\u00edram em todo o mundo ganhando dimens\u00f5es cada vez maiores e tornando as rela\u00e7\u00f5es produtivas mais complexas. Para um maior entendimento dessas rela\u00e7\u00f5es surgiu, entre outros conceitos, o de agroneg\u00f3cio como \u00e9 usado no Brasil.<\/p>\n<p>O agroneg\u00f3cio representa um \u201cconjunto de setores e subsetores, agentes e institui\u00e7\u00f5es que apresentam seu foco principal de trabalho voltado ao setor prim\u00e1rio\u201d, ou seja, organiza\u00e7\u00f5es que produzem alimentos, pelo extrativismo vegetal e pela produ\u00e7\u00e3o de outras mat\u00e9rias-primas de origem prim\u00e1ria, entre outras atividades.<\/p>\n<p>GR\u00c1FICO 03 \u2013 QUAIS AS ESP\u00c9CIES MAIS CULTIVADAS<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico3.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-108628\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico3.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"548\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico3.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico3-300x257.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Ao question\u00e1-los quanto \u00e0s esp\u00e9cies de maniva mais cultivada na comunidade, estes afirmaram totalizando 70 % que preferem a Flexa amarela e a macaxeira p\u00e3o, por produzir uma farinha de maior qualidade e favorecer as vendas, estas apresentam cor amarelada e sabor original. Ressaltando que a macaxeira p\u00e3o \u00e9 respons\u00e1vel pela farinha seca ou branca como tamb\u00e9m \u00e9 conhecida e esta \u00e9 bastante vend\u00e1vel e seu valor financeiro \u00e9 maior que o da farinha d\u2019\u00e1gua.<\/p>\n<p>Diante das an\u00e1lises percebe-se que 20% dos produtores preferem cultivar a mandioca soc\u00f3, por se tratar de uma maniva boa e que n\u00e3o se estraga com facilidade e outros 10% afirmaram que preferem plantar a amarelinha, cobi\u00e7ada ou minerva. Sendo que estas \u00faltimas mais cultivadas na terra firma.<\/p>\n<p>GR\u00c1FICO 04 \u2013 COMO \u00c9 FEITO AQUISI\u00c7\u00c3O E ARMAZENAMENTO DAS SEMENTES<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico4.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-108629\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico4.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"540\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico4.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico4-300x253.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Quando perguntados sobre o processo de aquisi\u00e7\u00e3o e armazenamento das sementes, os entrevistados responderem somando 90% dos dados analisados que os mesmos plantam ro\u00e7ado na terra firme, para guardarem as sementes de um ano para o outro, pois, nos ro\u00e7ados a maniva demora mais conservada e fica protegida para ser plantada. Os demais produtores que juntos totalizaram 10% dos resultados afirmaram que os mesmos, conseguem as manivas com moradores da comunidade que plantam na terra firme ou conseguem com parentes na cidade.<\/p>\n<p>Como pode-se observar nos referidos dados, grande maioria dos investigados guardam suas sementes em locais protegidos e seguros, para quando chega a \u00e9poca da planta\u00e7\u00e3o, estes n\u00e3o terem dificuldades em obterem as sementas das melhores manivas que consideram.<\/p>\n<p>GR\u00c1FICO 05 \u2013 VERIFICA\u00c7\u00c3O DAS ETAPAS DE CULTIVO: BROCA, PLANTIO, CAPINA E COLHEITA<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico5.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-108630\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico5.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"540\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico5.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico5-300x253.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Ao se tratando do calend\u00e1rio agr\u00edcola ao longo da processo produtivo da mandioca, quanto a \u00e9poca da brocagem, da limpeza, do plantio e da colheita da mandioca, os dados analisados dos entrevistados foram unanimes\u00a0 quanto a este calend\u00e1rio. De acordo com os resultados 100% dos mesmos fazem o mesmo processo durante o ciclo da mandioca. Sendo que existe uma diferencia\u00e7\u00e3o da planta\u00e7\u00e3o da mandioca da v\u00e1rzea (praia), onde deve ser realizada a colheita impreterivelmente quando a \u00e1gua se aproxima por se tratar de uma \u00e1rea que alaga, que \u00e9 o caso investigado e da terra firme que dura at\u00e9 tr\u00eas anos.<\/p>\n<p>O calend\u00e1rio agr\u00edcola do processo produtivo da mandioca na comunidade Jos\u00e9 Gon\u00e7alves, segue o seguinte fluxo: nos meses de dezembro e janeiro ocorre a broca da praia, ou seja, os agricultores limpam a \u00e1rea a ser utilizada, pois, quando o rio enche fica enche fica encarregado de levar todo o lixo retirado das praias e quando seca a \u00e1rea j\u00e1 esta limpa e adubada e pronta para ser plantada novamente. Por\u00e9m, este processo depende do fluxo da \u00e1gua que naturalmente faz o seu papel de acordo com o n\u00edvel de \u00e1gua e tempo de demora para come\u00e7ar a vazar.<\/p>\n<p>Outro fator que deve ser levado em considera\u00e7\u00e3o \u00e9 a brocagem, pois, se a praia n\u00e3o sai boa para planta\u00e7\u00e3o, deve haver o processo da broca, onde os agricultores vazem pequenos ou grandes acertos na terra para que esta fica nivelada e apropriada para o plantio. A planta\u00e7\u00e3o da praia acontece nos meses de junho e julho que \u00e9 o per\u00edodo em que come\u00e7a a vazante do rio. Depois de plantada a mandioca n\u00e3o necessita de cuidados di\u00e1rios, \u00e9 preciso que a ro\u00e7a seja limpa uma vez por m\u00eas, nos decorrer dos meses agosto, setembro, outubro e novembro para quando chegar a \u00e9poca da colheita, a planta\u00e7\u00e3o esteja no limpo e apropriada para fabrica\u00e7\u00e3o da farinha, que \u00e9 exatamente nos meses de dezembro e janeiro. Ressaltando que este processo depende da enchente e vazante do rio.<\/p>\n<p>Portanto, pode-se analisar que se trata de um processo extenso, por\u00e9m proveitoso e rend\u00e1vel. Tamb\u00e9m observa-se que nos meses de dezembro e janeiro acontece a broca e no mesmo per\u00edodo do ano seguinte ocorre a colheita, ou seja, uma safra dura em torno de 12 meses para o produto final.<\/p>\n<p>GR\u00c1FICO 06 \u2013 COMO \u00c9 REALIZADO TODO PROCESSO DE PRODU\u00c7\u00c3O DA FARINHA SECA<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico6.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-108631\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico6.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"538\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico6.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico6-300x252.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O processo de produ\u00e7\u00e3o da farinha, ocorre de forma unanime com todos os entrevistados, sendo que 100% fabricam da mesma forma. Com rela\u00e7\u00e3o a farinha d`\u00e1gua que apresentou-se a mais cultivada, os investigados afirmam que inicialmente decotam a maniva cerca de 1m acima do solo, em seguida arrancam as batata, sacode ou lava para retirar o excesso da terra, dando continuidade corta-se a cabe\u00e7a da batata, carregam para o local onde ficar\u00e3o de molho para fermenta\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s tr\u00eas dias tiram a massa, separando estas das cascas que s\u00e3o reservadas e servem como ra\u00e7\u00e3o animal, depois de tirada toda massa, carregam para casa de farinha onde ir\u00e3o coloca-la na prensa para que se extraia toda umidade da massa.<\/p>\n<p>Enquanto a massa est\u00e1 na prensa, demora cerca de 1h e 30 minutos, o fogo dever\u00e1 ser feito para o processo de escalda\u00e7\u00e3o e torrefa\u00e7\u00e3o da farinha. Depois que massa sai da prensa, ocorre o processo de peneragem, onde os agricultores utilizam uma peneira e uma gamela (caixa de madeira) onde colocam a massa peneirada. Em seguida o torrador faz a escalda\u00e7\u00e3o da massa, onde vai colocando um casco de massa e escalda com fogo baixo para n\u00e3o queimar o p\u00f3 da farinha, depois de escaldada a massa e reserva e outra pessoa peneira novamente, \u00e9 necess\u00e1rio 5 casco de massa escaldada para formar uma fornada grande com cerca de 40 litros de farinha.<\/p>\n<p>O torrador fica na beira do forno em todo o processo de torragem, sempre atentando para o fogo n\u00e3o alastrar e comprometer a qualidade da farinha. Ap\u00f3s, 2h e 30 minutos depois a farinha j\u00e1 est\u00e1 torrada e pronta para ser embalada.<\/p>\n<p>GR\u00c1FICO 07 \u2013 COMO \u00c9 REALIZADO TODO PROCESSO DE PRODU\u00c7\u00c3O DA FARINHA TOCO MOLE<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico7.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-108632\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico7.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"546\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico7.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico7-300x256.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O processo de fabrica\u00e7\u00e3o da farinha toco mole, \u00e9 realizado de forma tradicional por 100% dos agricultores, sendo que realizam esse processo atrav\u00e9s de experi\u00eancias pr\u00f3prias e vivenciadas por seus antepassados que tamb\u00e9m eram agricultores e repassaram seus conhecimentos de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o. Inicialmente o processo de fabrica\u00e7\u00e3o da farinha toco mole acontece de forma semelhante ao d\u00e1 farinha d`\u00e1gua, diferen\u00e7a entre os m\u00e9todos de produ\u00e7\u00e3o \u00e9 que na farinha toco mole, enquanto a massa encontra-se em estado de fermenta\u00e7\u00e3o, os agricultores fazem outra arranca de mandioca e ralam para cevar e misturam com a massa puba, os demais processos ocorrem de maneira singular. A farinha toco mole \u00e9 muito rent\u00e1vel e de boa qualidade. Por\u00e9m, os agricultores fabricam por encomenda, por exigir um trabalho mais complexo, demorado e necessita de mais m\u00e3o de obra.<\/p>\n<p>GR\u00c1FICO 08 \u2013 QUEM FAZ PARTE DO PROCESSO PRODUTIVO E AS FUN\u00c7\u00d5ES DE CADA UM ENVOLVIDO<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico8.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-108633\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico8.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"512\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico8.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico8-300x240.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico8-139x112.jpg 139w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>De acordo com os resultados da pesquisa, 40% s\u00e3o referentes a mulheres e crian\u00e7as, estes ficam com os servi\u00e7os mais leves como: decotar, tirar massa, peneirar e rapar. Os homens fazem o servi\u00e7o pesado que \u00e9: arrancar, carregar e torrar.<\/p>\n<p>Pode-se analisar que todos os membros desempenhos fun\u00e7\u00f5es no processo de fabrica\u00e7\u00e3o da farinha, a ajuda \u00e9 m\u00fatua e os envolvidos est\u00e3o aptos a fazerem suas tarefas com qualidade e perfei\u00e7\u00e3o, pois, este processo exige muito tempo e trabalho.<\/p>\n<p>\u201cAtualmente a produ\u00e7\u00e3o de mandioca \u00e9 respons\u00e1vel por gerar, direta e indiretamente, cerca de 10 milh\u00f5es de empregos. A maior parte \u2013 cerca de 50% \u2013 trabalha com a produ\u00e7\u00e3o de farinha\u201d. \u201c\u00c9, sem d\u00favida, um tipo de cultura que tende a fixar o homem no campo\u201d. A produ\u00e7\u00e3o de mandioca no Brasil \u00e9 de cerca de 26 milh\u00f5es de toneladas por ano. (PEDUZZI, 2009).<\/p>\n<p>GR\u00c1FICO 09 \u2013 QUAIS OS TIPOS DE FARINHA PRODUZIDA NA COMUNIDADE<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico9.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-108634\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico9.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"553\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico9.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico9-300x259.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O estudo realizado mostrou que a preferencia dos produtores \u00e9 por dois tipos de farinha: a d\u2019\u00e1gua e a toco mole. Sendo que 90%\u00a0 dos investigados optam na escolha da farinha d`\u00e1gua por possuir um mais pr\u00e1tica mas n\u00e3o menos trabalhoso, do que a produ\u00e7\u00e3o da farinha toco mole que exige mais m\u00e3o de obra e trabalho dobrado A op\u00e7\u00e3o pela fabrica\u00e7\u00e3o desta qualidade de farinha totalizou 40% dos resultados das an\u00e1lises dos dados.<\/p>\n<p>Para fabrica\u00e7\u00e3o da farinha d`\u00e1gua os produtores utilizam a massa puba e na farinha toco mole usam a massa puba mais massa cevada, sendo estas duas misturadas em uma propor\u00e7\u00e3o de \u00bc cevada para \u00be de puba. Segundo os agricultores \u00e9 necess\u00e1rio esta mistura para se obter uma farinha de maior qualidade e n\u00e3o provocar a sensa\u00e7\u00e3o de saciedade, ou seja, se a farinha n\u00e3o for bem feita e com as combina\u00e7\u00f5es de misturas balanceadas, esta poder\u00e1 causar efeito de azia e incha\u00e7o no estomago.<\/p>\n<p>GR\u00c1FICO 10 \u2013 QUAL A IMPORT\u00c2NCIA (SOCIO-ECON\u00d4MICA) DA FARINHA PARA A MANUTEN\u00c7\u00c3O DA FAM\u00cdLIA? (<strong>SUSTENTO FAMILIAR<\/strong>).<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico10.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-108635\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico10.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"521\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico10.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico10-300x244.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico10-139x112.jpg 139w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Quando interrogados sobre a import\u00e2ncia s\u00f3cio econ\u00f4mica da produ\u00e7\u00e3o da farinha para as fam\u00edlias investigadas, 100% afirmaram que \u00e9 fundamental, pois, contribui diretamente no sustento da fam\u00edlia. Pode-se analisar que a renda principal destas fam\u00edlias \u00e9 atrav\u00e9s da produ\u00e7\u00e3o de farinha, sendo que os mesmos possuem outras ocupa\u00e7\u00f5es, mas o primordial \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o da farinha.<\/p>\n<p>Almeida (2005) salienta a import\u00e2ncia das atividades econ\u00f4micas crescerem com sustentabilidade e conforme esse mesmo autor sustentabilidade seria \u201co resultado do equil\u00edbrio entre a dimens\u00e3o ambiental, econ\u00f4mica e social nos empreendimentos humanos\u201d.<\/p>\n<p>J\u00e1 PORTILHO (2005) define a sustentabilidade como a intera\u00e7\u00e3o entre o fator ambiental e o social, onde se enfatiza a satisfa\u00e7\u00e3o das necessidades humanas considerando a preocupa\u00e7\u00e3o com as gera\u00e7\u00f5es futuras, e Cronway (2003) afirma que a agricultura sustent\u00e1vel, considerando uma vis\u00e3o ambientalista, seria uma maneira de prover alimentos suficientes sem degradar os recursos naturais. A contribui\u00e7\u00e3o dos setores agr\u00edcolas para a polui\u00e7\u00e3o aumentou e suas consequ\u00eancias s\u00e3o muito graves, principalmente a deteriora\u00e7\u00e3o dos recursos naturais.<\/p>\n<p>GR\u00c1FICO 11 \u2013 QUAIS AS DIFICULDADES ENFRENTADAS NA PRODU\u00c7\u00c3O, COMERCIALIZA\u00c7\u00c3O DA ESP\u00c9CIE MAIS CULTIVADA.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico11.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-108636\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico11.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"537\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico11.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico11-300x252.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Quanto \u00e0s dificuldades encontradas na produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o da farinha, os resultados da pesquisa apontam que 80% dos principais empecilhos encontrados \u00e9 a falta de uma casa de farinha mecanizada e adaptada para a produ\u00e7\u00e3o da farinha e 20% afirmam que a principal defici\u00eancia \u00e9 a falta de tanque pr\u00f3prio, pois, os mesmos s\u00e3o feitos em madeira e se n\u00e3o houver os cuidados necess\u00e1rios poder\u00e3o estragar com facilidade, ent\u00e3o pedem a outros produtores emprestados para sua produ\u00e7\u00e3o, e se, houver o acaso do propriet\u00e1rio est\u00e1 usando o tanque, ent\u00e3o fica dif\u00edcil de atender as duas demando e logo, algu\u00e9m vai se prejudicar e comprometer sua produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>GR\u00c1FICO 12 \u2013 COMO \u00c9 FEITA A DISTRIBUI\u00c7\u00c3O E COMERCIALIZA\u00c7\u00c3O DO PRODUTO<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico12.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-108637\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico12.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"530\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico12.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico12-300x248.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Em se tratando da distribui\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o do produto final da mandioca, a farinha, os entrevistados afirmam na sua maioria, totalizando 70% que os mesmos trazem o produto para cidade para comercializa\u00e7\u00e3o e 30% relatam que os compradores se dirigem at\u00e9 a comunidade para comprarem a produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ressaltam que o valor do produto, foi valorizado em compara\u00e7\u00e3o aos anos anteriores, uma vez, que devido a eleva\u00e7\u00e3o da \u00e1gua, a enchente foi grande e a maioria dos produtores perderem sua produ\u00e7\u00e3o, o que dificulto o abastecimento do produto local, por isso o aumento no custo da farinha.<\/p>\n<p>Na safra passada, os produtores vendiam a saca de farinha com 80 litros de R$ 80,00 e nesta, o valor financeiro saiu por R$ 350,00 um aumento grande para o vendedor e para o consumidor. No entanto, como a safra foi escassa, os produtores guardaram parte de sua produ\u00e7\u00e3o para o consumo, e a popula\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m sofreu com esta defici\u00eancia, pois, o valor para o consumidor foi elevado.<\/p>\n<p>GR\u00c1FICO 13 \u2013 PARA QUEM COMERCIALIZAM<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico13.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-108638\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico13.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"557\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico13.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico13-300x261.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Segundo os dados da pesquisa, quanto a comercializa\u00e7\u00e3o da farinha, 60% afirmam que distribuem diretamente para os comerciantes, 20% relatam que comercializam para parentes e 20% tratam diretamente com terceiros ou atravessadores.<\/p>\n<p>Diante dos resultados, analisa-se que os produtores fazem a distribui\u00e7\u00e3o da farinha principalmente para os comerciantes locais, onde tamb\u00e9m fazem a comercializa\u00e7\u00e3o para outras localidades, fazendo o transporte fluvial para Canutama, Tapau\u00e1, Pauini e Manaus e por rodovia para Porto Velho.<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m a venda do produto na feira local, onde a farinha \u00e9 de \u00f3tima qualidade e o pre\u00e7o tamb\u00e9m \u00e9 tabelado.\u00a0 E tamb\u00e9m existe diferen\u00e7a entre as qualidades da farinha, sendo classificadas pela cor e pelo sabor. Quanto mais amarela a farinha, o custo desta torna-se mais elevada.<\/p>\n<p>GR\u00c1FICO 14 \u2013 POSSUEM INCENTIVO DO GOVERNO QUANTO A FINANCIAMENTO<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico14.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-108639\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico14.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"541\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico14.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico14-300x254.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Diante das indaga\u00e7\u00f5es pertinentes a pesquisa, pode-se questionar os entrevistados se os mesmos receberam algum tipo de incentivo financeiro por parte do Governo, sendo que 80% afirmaram que n\u00e3o e 20% relataram que j\u00e1 receberam financiamento do governo atrav\u00e9s do Programa PRONAF do Governo Federal. Onde os agricultores faziam um financiamento no valor de at\u00e9 R$ 3.000,00 por pessoa da fam\u00edlia e tinham um per\u00edodo de car\u00eancia, para come\u00e7arem a pagar. Com este valor, os agricultores podiam comprar seus utens\u00edlios para serem usados na agricultura, bem como motor de polpa ou rabeta, gerador, canoa, forno, etc.<\/p>\n<p>Diante da oportunidade, os pesquisados que foram beneficiados com este financiamento tamb\u00e9m puderam ganhar incentivos do governo estadual. Relatam tamb\u00e9m que quando tinham um acompanhamento da EMATER, atual IDAM, segundo os investigados nesta \u00e9poca os agricultores eram mais assistidos pelo governo.<\/p>\n<p>GR\u00c1FICO 15 \u2013 QUAIS FINANCIAMENTOS O PRODUTOR RECEBE OU RECEBEU DO GOVERNO?<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico15.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-108640\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico15.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"550\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico15.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico15-300x258.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Ao interrogados sobre o incentivo que recebem por parte do Governo, os mesmos afirmam totalizando 80% que n\u00e3o recebem ou j\u00e1 receberam incentivo algum, quanto a produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o da farinha e 20% relatam que h\u00e1 exatamente 15 anos atr\u00e1s ganharam do Governo Estadual, referente ao Programa 3\u00b0 ciclo no mandato do prefeito Jos\u00e9 Ol\u00edmpio Filho em L\u00e1brea e na gest\u00e3o do Governador do Amazonas o Sr. Amazonino Mendes, os mesmos garantem que receberam forno, caititu, motor de polpa, motor gerador de energia, enxada, ter\u00e7ado, enxadeco, boca-de-lobo, entre outros utens\u00edlios que foram doados para os agricultores, para auxiliar na produ\u00e7\u00e3o da farinha e na agricultura familiar de modo geral.<\/p>\n<p>Os participantes da pesquisa que afirmaram j\u00e1 terem recebi do Governo apoio financeiro para produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcolas, afirmam que s\u00e3o os moradores mais antigos desta comunidade e que moraram em outra comunidade quando\u00a0 foram contemplados com estes utens\u00edlios.<\/p>\n<p>GR\u00c1FICO 16 \u2013 J\u00c1 RECEBE ORIENTA\u00c7\u00c3O T\u00c9CNICA AGR\u00cdCOLA EM SUA PROPRIEDADE.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico16.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-108641\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico16.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"545\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico16.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico16-300x255.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>De acordo com os dados analisados, 80% dos entrevistados n\u00e3o receberam nenhuma orienta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica agr\u00edcola na sua propriedade e 20% afirma que j\u00e1 receberam orienta\u00e7\u00f5es na propriedade por equipe formada por funcion\u00e1rios da EMATER, atual IDAM, composta entre eles o senhor Joaquim.<\/p>\n<p>Segundo os moradores da comunidade Jos\u00e9 Gon\u00e7alves que afirmaram j\u00e1 terem recebido orienta\u00e7\u00f5es, listam que estas se tratavam de: dicas de como plantar a maniva, o espa\u00e7amento entre uma cova e outra, para n\u00e3o impedir o crescimento das batatas, como fazer a farinha toco mole. Estas informa\u00e7\u00f5es foram essenciais, pois, apesar de possu\u00edrem experi\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o da farinha, oriundas de seus antepassados necessitavam de outras orienta\u00e7\u00f5es sobre a melhor pr\u00e1tica de produzir a farinha.<\/p>\n<p>GR\u00c1FICO 17 &#8211; QUAIS OS PROBLEMAS QUE IMPEDEM O DESENVOLVIMENTO DA AGRICULTURA NO MUNIC\u00cdPIO<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico17.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-108642\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico17.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"540\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico17.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico17-300x253.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Ao questionados sobre os problemas encontrados que impedem o desenvolvimento da agricultura local, os entrevistadores responderam totalizando 70% que faltam incentivos do Governo, com financiamentos, doa\u00e7\u00e3o de utens\u00edlios agr\u00edcolas e apoio as associa\u00e7\u00f5es, nas quest\u00f5es de regulariza\u00e7\u00e3o das associa\u00e7\u00f5es para pegaram contrato com empresas de grande porte.<\/p>\n<p>E somando 30% das demais an\u00e1lises dos dados encontram-se os produtores que afirmam que o maior problema identificado que impede o desenvolvimento da agricultura no mercado local \u00e9 a car\u00eancia de assist\u00eancia t\u00e9cnica especializada, oferecendo orienta\u00e7\u00f5es e maneiras diferenciadas de fazer o cultivo da mandioca, para obter maiores resultados.<\/p>\n<p>GR\u00c1FICO 18 \u2013 VOC\u00ca TEM VONTADE DE MELHORAR O PLANTIO EM SUA PROPRIEDADE<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico18.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-108643\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico18.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"547\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico18.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/grafico18-300x256.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Para a implementa\u00e7\u00e3o de um biodigestor em regi\u00f5es ribeirinhas da Amaz\u00f4nia, devem-se realizar v\u00e1rias etapas. Come\u00e7ando com a viabilidade do projeto, planejamento da planta de biog\u00e1s e finalizando com a sua opera\u00e7\u00e3o. Sendo que todas essas etapas t\u00eam que levar em considera\u00e7\u00e3o os recursos humanos e financeiros dispon\u00edveis.<\/p>\n<p>\u00c9 importante, para isso, que sejam consideradas com o mesmo grau de detalhamento desde o in\u00edcio do projeto as tr\u00eas \u00e1reas apresentadas na figura 1.(GORISCH; HELM, 2006).<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/quadro_area.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-108644\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/quadro_area.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"264\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/quadro_area.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/quadro_area-300x124.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Figura 16. Diagrama do planejamento de uma planta de biog\u00e1s. Fonte:G\u00d6RISCH, U; HELM M<\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>A Bacia Amaz\u00f4nica abrange uma \u00e1rea de aproximadamente 4,5 milh\u00f5es de Km\u00b2 no territ\u00f3rio brasileiro, dos quais 75% s\u00e3o solos de baixa fertilidade (Sanchez et al.,1982), o que consiste num problema para qualquer tipo de cultivo, principalmente quando se considera a escassez de infraestrutura da regi\u00e3o no que se refere \u00e0 disponibilidade de insumos agr\u00edcolas.<\/p>\n<p>A temperatura m\u00e9dia anual \u00e9 de aproximadamente 26,7 \u00b0C, tendo uma varia\u00e7\u00e3o entre 23,3 \u00b0C e 31,4 \u00b0C.Possui duas esta\u00e7\u00f5es distintas:Chuvosa (inverno), de dezembro a maio; e a seca (ver\u00e3o), de junho a novembro, e temperatura m\u00e9dia acima de 35 \u00b0C.<\/p>\n<p>O uso da terra consiste no desmatamento, remo\u00e7\u00e3o da madeira com expressividade econ\u00f4mica, quando n\u00e3o uso como lenha para suas casas ou utiliza\u00e7\u00e3o de queimadas para fazer pastos ou planta\u00e7\u00f5es em larga escala. Segundo Diez et al.(1991), as mudan\u00e7as no conte\u00fado de nutrientes e nas propriedades f\u00edsicas do solo tem sido relacionadas com diferentes formas de cultivo. V\u00e1rios estudos relataram aumento no pH do solo, no teor de c\u00e1tions troc\u00e1veis e redu\u00e7\u00e3o da acidez troc\u00e1vel decorrentes do desmatamento e queima da floresta (Martins et al.,1991), al\u00e9m do desmatamento tamb\u00e9m afetar a concentra\u00e7\u00e3o de C\/N.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dessas deve-se levar em considera\u00e7\u00e3o v\u00e1rias circunst\u00e2ncias, como a profundidade dos len\u00e7\u00f3is fre\u00e1ticos, a \u00e1rea para a instala\u00e7\u00e3o do biodigestor, a capacidade de biog\u00e1s produzido, entre outros. Se caso for preciso diminuir a profundidade, deve-se aumentar o di\u00e2metro, e vice-versa. Tendo como base o biodigestor indiano, que \u00e9 mais pr\u00e1tico para se observar a sua dimens\u00e3o Sganzela (1983) criou duas tabelas que tem como rela\u00e7\u00e3o profundidade X di\u00e2metro e levando em considera\u00e7\u00e3o o fator clima.<\/p>\n<p><strong>Tabela 1 &#8211; Biodigestores com pouca profundidade<\/strong><\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"144\">Capacidade do Tanque Digestor (em m\u00b3)<\/td>\n<td width=\"144\">Dimens\u00f5es do Tanque Digestor (di\u00e2metro x m)<\/td>\n<td colspan=\"2\" width=\"288\">Dimens\u00f5es da Camp\u00e2nula<\/p>\n<p>Clima Frio\/Temperado Clima Tropical<\/p>\n<p>(di\u00e2metro X m)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 (di\u00e2metro X m)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"144\">8m\u00b3<\/td>\n<td width=\"144\">2,00 x 2,60<\/td>\n<td width=\"154\">1,80 x 1,10<\/td>\n<td width=\"134\">1,80 x 2,30<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"144\">10 m\u00b3<\/td>\n<td width=\"144\">2,20 x 2,70<\/td>\n<td width=\"154\">2,00 x 1,10<\/td>\n<td width=\"134\">2,00 x 2,50<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"144\">12 m\u00b3<\/td>\n<td width=\"144\">2,35 x 2,80<\/td>\n<td width=\"154\">2,15 x 1,10<\/td>\n<td width=\"134\">2,15 x 2,50<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"144\">15 m\u00b3<\/td>\n<td width=\"144\">2,53 x 3,00<\/td>\n<td width=\"154\">2,33 x 1,20<\/td>\n<td width=\"134\">2,33 x 2,50<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"144\">18 m\u00b3<\/td>\n<td width=\"144\">2,70 x 3,15<\/td>\n<td width=\"154\">2,50 x 1,20<\/td>\n<td width=\"134\">2,50 x 2,60<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"4\" width=\"576\">&nbsp;<\/p>\n<p>Rela\u00e7\u00e3o Biomassa\/ Biog\u00e1s\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a02,4:1 m\u00b3\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 1:1 m\u00b3<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Fonte: SGANZERLA, 1983, p. 42.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Tabela 2 &#8211; Biodigestores com maior profundidade<\/strong><\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"144\">Capacidade do Tanque Digestor (em m\u00b3)<\/td>\n<td width=\"144\">Dimens\u00f5es do Tanque Digestor (di\u00e2metro x m)<\/td>\n<td colspan=\"2\" width=\"288\">Dimens\u00f5es da Camp\u00e2nula<\/p>\n<p>Clima Frio\/Temperado Clima Tropical<\/p>\n<p>(di\u00e2metro X m)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 (di\u00e2metro X m)<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"144\">8m\u00b3<\/td>\n<td width=\"144\">1,70 x 3,60<\/td>\n<td width=\"154\">1,50 x 1,50<\/td>\n<td width=\"134\">1,50 x 3,30<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"144\">10 m\u00b3<\/td>\n<td width=\"144\">1,85 x 3,80<\/td>\n<td width=\"154\">1,65 x 1,50<\/td>\n<td width=\"134\">1,65 x 3,40<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"144\">12 m\u00b3<\/td>\n<td width=\"144\">1,97 x 4,00<\/td>\n<td width=\"154\">1,77 x 1,55<\/td>\n<td width=\"134\">1,77 x 3,55<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"144\">15 m\u00b3<\/td>\n<td width=\"144\">2,10 x 4,40<\/td>\n<td width=\"154\">1,90 x 1,60<\/td>\n<td width=\"134\">1,90 x 3,80<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"144\">18 m\u00b3<\/td>\n<td width=\"144\">2,20 x 4,80<\/td>\n<td width=\"154\">2,00 x 1,75<\/td>\n<td width=\"134\">2,00 x 4,10<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"4\" width=\"576\">&nbsp;<\/p>\n<p>Rela\u00e7\u00e3o Biomassa\/ Biog\u00e1s\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 2,4:1 m\u00b3\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 1:1 m\u00b3<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Fonte: SGANZERLA, 1983, p. 43.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As tabelas 1 e 2 mostram a diferen\u00e7a entre as dimens\u00f5es devido ao clima. Al\u00e9m disso, em regi\u00f5es de clima frio temperado, a produ\u00e7\u00e3o do biodigestor segue \u00e0 rela\u00e7\u00e3o 2,4m\u00b3 de biomassa para um m\u00b3 de biog\u00e1s, j\u00e1 em clima tropical, a rela\u00e7\u00e3o muda para 1m\u00b3 de biomassa para 1m\u00b3 de biog\u00e1s. Isso denota que a varia\u00e7\u00e3o de temperatura interfere na produ\u00e7\u00e3o, mas h\u00e1 uma solu\u00e7\u00e3o para biodigestores de clima frio ou temperado, segundo Sganzela, que \u00e9 instalando um sistema de aquecimento da \u00e1gua a ser misturado \u00e0 biomassa, tal aquecimento pode ser realizado pela energia solar ou do pr\u00f3prio biog\u00e1s. Com esse aquecimento a rela\u00e7\u00e3o de biomassa\/ biog\u00e1s chega aproximadamente \u00e0 1:1 m\u00b3.<\/p>\n<p>Levando em considera\u00e7\u00e3o que a implanta\u00e7\u00e3o do biodigestor ser\u00e1 nas zonas rurais, submete-se que o substrato ser\u00e1 composto de res\u00edduos animais e de res\u00edduos agr\u00edcolas. A produ\u00e7\u00e3o de biog\u00e1s ir\u00e1 amenizar a falta de energia el\u00e9trica nas resid\u00eancias, o desmatamento e haver\u00e1 uma grande economia na pr\u00f3pria energia.<\/p>\n<p>J\u00e1 o biofertilizante poder\u00e1 ser utilizado para uso pr\u00f3prio ou ent\u00e3o para a comercializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O dimensionamento da planta levando em considera\u00e7\u00e3o os dados levantados foi definido em um modelo cont\u00ednuo e devido \u00e0 baixa renda dos produtores rurais os biodigestores chin\u00eas e indiano s\u00e3o os mais recomendados para a constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A tabela 3, a seguir, apresenta as caracter\u00edsticas gerais dos biodigestores dos modelos Chin\u00eas e Indiano, demonstrando as vantagens e desvantagens de cada um.<\/p>\n<p><strong>Tabela 3 &#8211; Compara\u00e7\u00e3o de caracter\u00edsticas de constru\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"288\"><strong>SISTEMA CHIN\u00caS<\/strong><\/td>\n<td width=\"288\"><strong>SISTEMA INDIANO<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\" width=\"576\">MATERIAIS<\/p>\n<p>Tijolo, pedra, concreto, areia, cimento, ferro.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\" width=\"576\">SISTEMA<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"288\">Abastecimento peri\u00f3dico,<\/p>\n<p>esvaziamento n\u00e3o peri\u00f3dico<\/td>\n<td width=\"288\">Abastecimento e esvaziamento<\/p>\n<p>peri\u00f3dicos.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\" width=\"576\">POSSIBILIDADE DE AUTO-INSTALA\u00c7\u00c3O<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"288\">Pode ser montado inteiramente pelo usu\u00e1rio, desde que tenha bastante habilidade como pedreiro.<\/td>\n<td width=\"288\">Pode ser montado pelo usu\u00e1rio, mas a c\u00e2mara de g\u00e1s deve ser feita em oficina metal\u00fargica.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\" width=\"576\">ISOLAMENTO T\u00c9RMICO<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"288\">Feito dentro da terra, tem bom isolamento natural e a temperatura \u00e9 mais ou menos constante. Pode-se melhorar o isolamento fazendo o biodigestor sob currais ou est\u00e1bulos.<\/td>\n<td width=\"288\">Tem perdas de calor pela c\u00e2mara de g\u00e1s met\u00e1lica, dif\u00edcil de isolar, menos indicado para climas frios.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\" width=\"576\">PERDAS DE G\u00c1S<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"288\">A parte superior deve ser protegida com materiais imperme\u00e1veis e n\u00e3o- porosos; dif\u00edcil obter constru\u00e7\u00e3o estanque.<\/td>\n<td width=\"288\">Sem problemas<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\" width=\"576\">MAT\u00c9RIAS-PRIMAS USADAS<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"288\">Esterco e outros restos org\u00e2nicos (incluindo materiais fibrosos), excrementos humanos.<\/td>\n<td width=\"288\">Esterco, excrementos e materiais fibrosos acrescentados como aditivo.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\" width=\"576\">PRODUTIVIDADE<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"288\">Tempo de digest\u00e3o 40-60 dias; produ\u00e7\u00e3o de 150 a 350L por m\u00b3 do volume do digestor\/dia. Se for perfeitamente estanque pode produzir at\u00e9 600L\/m\u00b3\/dia<\/td>\n<td width=\"288\">Tempo de digest\u00e3o 40-60 dias, produ\u00e7\u00e3o 400 a 600 L\/m\u00b3 do digestor\/dia.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\" width=\"576\">MANUTEN\u00c7\u00c3O<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"288\">Deve ser limpo uma ou duas vezes por ano.<\/td>\n<td width=\"288\">A c\u00e2mara de g\u00e1s deve ser pintada uma vez por ano.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\" width=\"576\">CUSTO<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"288\">Custo baseado principalmente no pre\u00e7o da alvenaria<\/td>\n<td width=\"288\">Custo baseado principalmente no pre\u00e7o do metal de constru\u00e7\u00e3o<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\" width=\"576\">MELHORIAS POSS\u00cdVEIS<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"288\">Ab\u00f3bada imperme\u00e1vel, ado\u00e7\u00e3o de agitadores, montagem de aquecimento.<\/td>\n<td width=\"288\">Camp\u00e2nula inoxid\u00e1vel, melhoria no isolamento t\u00e9rmico da mesma.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Fonte:BARRERA, Paulo, 1993.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tendo em vista os dados apresentados, optou-se o dimensionamento de um biodigestor do tipo chin\u00eas, devido principalmente ao custo de implanta\u00e7\u00e3o e disponibilidade de materiais, al\u00e9m da m\u00e3o de obra especializada requerida para constru\u00e7\u00e3o de um biodigestor indiano.<\/p>\n<p>Ao se dimensionar biodigestores do modelo chin\u00eas, \u00e9 necess\u00e1rio levar em conta uma s\u00e9rie de fatores, tais como altura, raio, centro do gas\u00f4metro (camp\u00e2nula), volume de biog\u00e1s requerido por dia e tempo de reten\u00e7\u00e3o (FLORENTINO, 2003)<\/p>\n<p>Para dimensionar o biodigestor, isto \u00e9, determinar sua vaz\u00e3o de substrato, utilizam-se as seguintes equa\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p>Onde Q \u00e9 a vaz\u00e3o m\u00e9dia de substrato, TRH \u00e9 o tempo de reten\u00e7\u00e3o hidr\u00e1ulica do substrato e V \u00e9 o volume \u00fatil do biodigestor.<\/p>\n<p>Para res\u00edduos org\u00e2nicos dom\u00e9sticos, o TRH \u00e9 de aproximadamente 25 dias (DEUBLEIN; STEINHAUSER, 2008).<\/p>\n<p>As dimens\u00f5es adequadas ao biodigestor, adaptadas de Costa; Silva; Gomes (1983, p44), s\u00e3o as seguintes:<\/p>\n<ol>\n<li>Raio da C\u00fapula (r1) &#8211; 1,66m;<\/li>\n<li>Altura sobre a laje para fixa\u00e7\u00e3o do gabarito &#8211; 1,22m<\/li>\n<li>Raio da escava\u00e7\u00e3o do Cilindro (R) &#8211; 1,58m;<\/li>\n<li>Profundidade da escava\u00e7\u00e3o do Cilindro (P) &#8211; 2,9m;<\/li>\n<li>Raio interno do Cilindro (r2) &#8211; 1,45m;<\/li>\n<li>Altura do Cilindro (h2) &#8211; 2,03m;<\/li>\n<li>Profundidade de escava\u00e7\u00e3o do degrau superior da Caixa de Descarga (PS) &#8211; 1,31m;<\/li>\n<li>Profundidade de escava\u00e7\u00e3o do degrau inferior da Caixa de Descarga (PI) &#8211; 2,41m;<\/li>\n<li>Desn\u00edvel do degrau inferior da Caixa de Descarga (DDI) &#8211; 0,49m;<\/li>\n<li>Raio de escava\u00e7\u00e3o da Caixa de Carga (RCC) &#8211; 0,61m;<\/li>\n<li>Profundidade de escava\u00e7\u00e3o da Caixa de Carga (PCC) &#8211; 0,20m;<\/li>\n<li>Altura da Carga de Carga (HCC) &#8211; 0,70m.<\/li>\n<\/ol>\n<p>A quantidade de materiais exigidos para fazer o biodigestor foi baseado nas dimens\u00f5es oferecidas por Costa; Silva; Gomes (1983, p.44) e o custo pr\u00e9vio foi baseado na tabela 7.<\/p>\n<p>Desta forma, com estas condi\u00e7\u00f5es estabelecidas, pode-se calcular o volume \u00fatil do biodigestor, que ser\u00e1:<\/p>\n<p>Com o volume \u00fatil calculado, pode-se ent\u00e3o obter a vaz\u00e3o de substrato necess\u00e1ria, levando em conta um TRH de aproximadamente 25 dias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Logo ap\u00f3s a obten\u00e7\u00e3o do volume \u00fatil do biodigestor (V) basta multiplicar o fator de rendimento (K) para conhecer o volume de biog\u00e1s te\u00f3rico (B) que ser\u00e1 produzido ao final da fermenta\u00e7\u00e3o, segundo Ortolani ET AL.(1991).<\/p>\n<p><strong>V= K.B<\/strong><\/p>\n<p>Barrera et, al (1993) Fala que o valor de K varia entre 0,7 a 4 dependendo dos seguintes fatores: Temperatura, tipo de substrato, dilui\u00e7\u00e3o e reabastecimento.<\/p>\n<p>Seguindo as restri\u00e7\u00f5es do modelo indiano no formato cil\u00edndrico vem que:<\/p>\n<p><strong>VB = <\/strong><strong>\u00a0&gt;1,1. V<\/strong><\/p>\n<p><strong>0,6\u2264 Di\/ H \u22641<\/strong><\/p>\n<p>Onde,<\/p>\n<p>Di &#8211; \u00e9 o di\u00e2metro do cilindro<\/p>\n<p>VB &#8211; \u00c9 o volume do biodigestor at\u00e9 o n\u00edvel do substrato<\/p>\n<p>H \u2013 Alturas do substrata<\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>Os materiais do biodigestor chin\u00eas se resumem a cimento, tijolos, areia, pedra brita, barras de ferro, tubos de PVC e canos galvanizados. Para se ter uma no\u00e7\u00e3o de custos com os materiais, foi realizado uma pesquisa de pre\u00e7o em 2 empresas de materiais de constru\u00e7\u00e3o em Manaus: SHOP LU Materiais de Constru\u00e7\u00e3o e S.S. Materiais de Constru\u00e7\u00e3o. Na tabela a seguir, apresenta-se o custo unit\u00e1rio de cada material a partir dos or\u00e7amentos realizados.<\/p>\n<p><strong>TABELA 4 \u2013 CUSTO DOS MATERIAIS PARA A CONSTRU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Fonte: Pesquisa de Campo \u2013 Out.2014, Manaus.<\/p>\n<p>Como as lojas de materiais de constru\u00e7\u00e3o n\u00e3o vendem ferro galvanizado foi necess\u00e1rio fazer o or\u00e7amento em outra empresa especializada nesse tipo de material: a Tubo A\u00e7o e o valor da barra \u00e9 o que est\u00e1 representado na tabela acima.<\/p>\n<p>A quantidade de materiais exigidos para fazer o biodigestor foi baseada nas dimens\u00f5es oferecidas por Costa; Silva; Gomes (1983, p.44) e o custo pr\u00e9vio foi baseado na tabela 4.<\/p>\n<p><strong>TABELA 5 \u2013 MATERIAIS E CUSTO DA CONSTRU\u00c7\u00c3O DO BIODIGESTOR<\/strong><\/p>\n<p>Fonte: Pesquisa de Campo \u2013 Out.2014, Manaus.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Este total de R$6941,20, n\u00e3o inclui o frete, a m\u00e3o de obra qualificada, ou a prepara\u00e7\u00e3o do local. Outro fato a ser considerado \u00e9 que a pesquisa de pre\u00e7o foi feito na capital amazonense, podendo haver converg\u00eancias de pre\u00e7o. O pre\u00e7o final da constru\u00e7\u00e3o do biodigestor pode chegar ao m\u00e1ximo ao seu dobro R$13.882,40.<\/p>\n<p>Com essas dimens\u00f5es do biodigestor, ele ir\u00e1 produzir 4,20m\u00b3\/dia de biog\u00e1s, atendendo as necessidades b\u00e1sicas de quatro pessoas. Segundo Costa, Silva e Gomes (1985, p.37), &#8220;no caso de uma fam\u00edlia de cinco pessoas, usando o g\u00e1s para atender \u00e0s necessidades de cozimento, ferro de passar roupa, geladeira e ilumina\u00e7\u00e3o, a reserva \u00fatil deve ser igual a 941 litros, quando se disp\u00f5e de um biodigestor com produ\u00e7\u00e3o di\u00e1ria de 5m\u00b3 (5000 litros)&#8221;.<a name=\"_Toc403740248\"><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/tambores.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-108691\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/tambores.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"356\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/tambores.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/tambores-300x167.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Figura 17. Tambor da esquerda: reservat\u00f3rio de g\u00e1s e o da direita c\u00e2mara de fermenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para analisarmos a quantidade de biog\u00e1s produzido pelas biomassas regionais da Amaz\u00f4nia, foi constru\u00eddo um biodigestor caseiro adaptando os estudos realizados por Silva.<\/p>\n<p>Os materiais para a constru\u00e7\u00e3o segundo Silva, s\u00e3o: 2 tambores de 200 lt; 1 tambor de 50 lt; 6 m de mangueira de 3\/4; 1 barra de ferro 3\/8 de 6m; solda; 3 registros 3\/4; 2 registros de 1\/2 , dois registros de 1&#8243;; 1,5 m de cano PVC de 2&#8243;; cola pl\u00e1stica; durepox.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/tambores1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-108692\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/tambores1.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"352\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/tambores1.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/tambores1-300x165.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Figura 18. Tambor de 50L e filtros do biog\u00e1s.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Procedimentos para constru\u00e7\u00e3o: tanto no tambor da c\u00e2mara de fermenta\u00e7\u00e3o e no reservat\u00f3rio de g\u00e1s, foram feitos dois furos na lateral, de cada tambor, para ser instalado tubos com roscas para fixar os registros. No tambor de fermenta\u00e7\u00e3o o registro superior de 1\/2 ser\u00e1 para sa\u00edda de biofertilizante menos viscoso e no inferior 1&#8243; para o mais viscoso e na superf\u00edcie superior foi feito um furo para um registro de 3\/4 e um para ser feito um funil por onde ser\u00e1 despejado a biomassa, j\u00e1 no reservat\u00f3rio de g\u00e1s, foi utilizado para controlar o n\u00edvel e a vaz\u00e3o de \u00e1gua, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s especifica\u00e7\u00f5es dos registros s\u00e3o as mesmas do outro e foi realizado o mesmo procedimento de instala\u00e7\u00e3o do tubo na lateral. Depois de feito a instala\u00e7\u00e3o dos registros foi aberto o tambor do reservat\u00f3rio de biog\u00e1s para ser colocado o tambor de 50lt no seu interior, ap\u00f3s isso, usando a barra de6m foram feitos cortes dividindo ela em 4 peda\u00e7os com 1,5m e soldado no fundo do tambor de 200lt para servir de limitador, para o tambor menor n\u00e3o ficar se movimentando para os lados e sim somente para cima e para baixo. O tambor menor \u00e9 o recipiente de g\u00e1s e estar\u00e1 emborcado e rodeado por \u00e1gua, sendo que a \u00e1gua \u00e9 um \u00f3timo impermeabilizante e isolante dificultando a vaz\u00e3o de g\u00e1s, com o decorrer dos dias ele estar\u00e1 subindo para indicar que j\u00e1 est\u00e1 produzindo g\u00e1s e quando estiver descendo \u00e9 que est\u00e1 sendo usado ou possui algum vazamento. No fundo do menor ser\u00e1 feito dois furos para a instala\u00e7\u00e3o de dois registros de 3\/4 um para o recebimento de g\u00e1s do tambor de fermenta\u00e7\u00e3o e um para a sa\u00edda de g\u00e1s para o fog\u00e3o ou pra outra utilidade que necessita de pouco g\u00e1s.O cano de PVC foi dividido em duas partes, onde ir\u00e1 funcionar como um filtro no biodigestor<\/p>\n<p>O custo m\u00e9dio para a constru\u00e7\u00e3o de um biodigestor caseiro \u00e9 de aproximadamente R$600,00 e ele pode ser utilizado por produtores rurais que n\u00e3o possuem uma condi\u00e7\u00e3o financeira favor\u00e1vel e o custo pode ser barateado dependendo do material utilizado para produzi-lo. Seguindo essas especifica\u00e7\u00f5es, esse projeto piloto pode sustentar uma fam\u00edlia de 4 pessoas produzindo biog\u00e1s para preparar alimentos e o biofertilizante para a sua planta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>CONSIDERA\u00c7\u00d5ES FINAIS<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Diante das indaga\u00e7\u00f5es, acerca da melhoria em todos os processos de cultivo da mandioca os entrevistados, relatam somando 50% das an\u00e1lises que estes possuem vontade de aumentarem a quantidade do produto, sendo que \u00e9 poss\u00edvel atrav\u00e9s da implanta\u00e7\u00e3o de casa de farinha mecanizada, uma vez, que o servi\u00e7o torna-se mais produtivo e consequentemente, a quantidade do produto ser\u00e1 maior. E segundo os entrevistados, que juntos somaram 50% das an\u00e1lises relatam que gostariam de aumentar a produtividade, logo, em conson\u00e2ncia com os demais investigados que optarem em aumentar a quantidade do produto, estes, est\u00e3o com o mesmo pensamento, de aumentarem a produtividade.<\/p>\n<p>Tal aumento \u00e9 ocasionado com incentivos financeiros por parte do governo, assist\u00eancia t\u00e9cnica agr\u00edcola. Por meio de t\u00e9cnicas e estudos espec\u00edficos para fertiliza\u00e7\u00e3o do solo, os produtores poder\u00e3o ter maior qualidade no cultivo das batatas e logo, o aumento da produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>COSTA, R.S. et al. Atividade de extens\u00e3o para desenvolvimento de biodigestores caseiros em comunidades amaz\u00f4nicas. XL Congresso Brasileiro de educa\u00e7\u00e3o em Engenharia. Bel\u00e9m \u2013 PA, 2012.<\/li>\n<li>SANTOS, E.C.S. et al. 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Porto Alegre: Agropecu\u00e1ria, 1983.<\/li>\n<li>COLATTO, Luciulla e LANGER, Marcelo &#8211; Biodigestor &#8211; res\u00edduo s\u00f3lido pecu\u00e1rio para produ\u00e7\u00e3o de energia.<\/li>\n<li>GASPAR, Rita Maria Bedran Leme: Utiliza\u00e7\u00e3o de biodigestores em pequenas e m\u00e9dias propriedades rurais com \u00eanfase na agrega\u00e7\u00e3o de valor: Um estudo de caso na regi\u00e3o de Toledo &#8211; PR. Florian\u00f3polis, 2003, 119p.(P\u00f3s- Gradua\u00e7\u00e3o em engenharia de produ\u00e7\u00e3o e sistemas) Universidade Federal de Santa Catarina.<\/li>\n<li>SOUZA, Jos\u00e9 de\u00a0;PFINGSTAG, Maiquel Emerson; SCHAEFFERLirio;ROSSINI, Elton Gimenez.Um m\u00e9todo para projeto de plantas de biog\u00e1s A method for biogas plants design.<\/li>\n<li>G\u00d6RISCH, U; HELM M.<em>Biogasanlagen<\/em>; Ulmer Verlag, 2006.<\/li>\n<li>DIEZ, J.A.; POLO, A.; CERRI, C.C.; ANDREUX, F. Efectos comparativos de cultivos intensivos sobre nutrimentos en oxisoles desforestados. Turrialba, v.41, p.150-159, 1991.<\/li>\n<li>MARTINS, P.F. da S.; CERRI, C.C.; VOLKOFF, B.; ANDREUX, F.; CHAUVEL, A. Consequences of clearing and tillage on the soil of a natural Amazonian ecosystem. Forest Ecology and Management, v.38, p.273-282, 1991.<\/li>\n<li>SGANZERLA, Ed\u00edlio. Biodigestor, uma solu\u00e7\u00e3o. Porto Alegre: Agropecu\u00e1ria, 1983.<\/li>\n<li>BARRERA, Paulo. Biodigestores: energia, fertilidade e saneamento para a Zona rural. S\u00e3o Paulo:\u00cdCONE, 1993, P.11<\/li>\n<li>Benincasa, M.; Ortolani, A.F.; Lucas J\u00fanior, J., 1991, \u201cBiodigestores convencionais.\u201d Jaboticabal, FUNEP, 25p.<\/li>\n<li>COSTA, Alfredo Ribeiro da; SILVA, Nazareno ferreira da; GOMES, Francisco Pl\u00ednio Barr\u00f4zo. Biodigestor. Goi\u00e2nia: Editora da Universidade Cat\u00f3lica de Goi\u00e1s, 1985. S\u00e9rie Cadernos de Pesquisas.<\/li>\n<li>SILVA, L. L, et al. Princ\u00edpios de termoel\u00e9tricas em pequenas propriedades rurais. In: 2\u00ba International workshop advances in cleaner production. S\u00e3o Paulo, maio 2009<\/li>\n<li>ANGELIDAKI I I, ELLEGAARD L, AHRING BK (1999) A comprehensive model of anaerobic bioconversion of complex substrates to biogas. Biotechnol Bioeng 63: 363-372.<\/li>\n<li>DEUBLEIN, Dieter; STEINHAUSER, Angelika. Biogas from waste and renewable resources. WILEY-VVCH Verlag GmbH&amp;Co.KGaA, Weinheim.<\/li>\n<li>FLORENTINO, Helenice de Oliveira. Mathematical tool to size rural digesters. Departamento de Bioestat\u00edstica \u2013 UNESP\/IBB, 2003. S\u00e3o Paulo.<\/li>\n<\/ol>\n<ol>\n<li>Professor amazonense ganha pr\u00eamio internacional com projeto que reutiliza cascas de frutas <a href=\"http:\/\/globotv.globo.com\/rede-amazonica-am\/amazonas-tv\/v\/professor-amazonense-ganha-premio-internacional-com-projeto-que-reutiliza-cascas-de-frutas\/3734622\/\">http:\/\/globotv.globo.com\/rede-amazonica-am\/amazonas-tv\/v\/professor-amazonense-ganha-premio-internacional-com-projeto-que-reutiliza-cascas-de-frutas\/3734622\/<\/a> Acessado em: 20 de Junho de 2019.<\/li>\n<\/ol>\n<h1>43.\u00a0\u00a0\u00a0 Biodigestor transforma frutas em g\u00e1s de cozinha, no AM<\/h1>\n<p><a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/am\/amazonas\/amazonas-tv\/videos\/t\/edicoes\/v\/biodigestor-transforma-frutas-em-gas-de-cozinha-no-am\/3939928\/\">http:\/\/g1.globo.com\/am\/amazonas\/amazonas-tv\/videos\/t\/edicoes\/v\/biodigestor-transforma-frutas-em-gas-de-cozinha-no-am\/3939928\/<\/a><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>MOURA, J. P.\u00a0. PRODU\u00c7\u00c3O DE BIOG\u00c1S-PARTE 1. REVISTA AGRIMOTOR, v. 8, p. 24, 2012; Meio de divulga\u00e7\u00e3o: V\u00e1rios. Homepage:<a href=\"http:\/\/www.agrimotor.com.br\/Flip\/AR\/AR_72\/index.html#\/24\/\">http:\/\/www.agrimotor.com.br\/Flip\/AR\/AR_72\/index.html#\/24\/<\/a>; S\u00e9rie: 72; ISSN\/ISBN: 21780625.<\/li>\n<li>MOURA, J. P.\u00a0. PRODU\u00c7\u00c3O DE BIOG\u00c1S-PARTE 2. REVISTA AGRIMOTOR, v. 8, p. 24, 2012; Meio de divulga\u00e7\u00e3o: V\u00e1rios. Homepage:<a href=\"http:\/\/www.agrimotor.com.br\/Flip\/AR\/AR_73\/index.html#\/24\/\">http:\/\/www.agrimotor.com.br\/Flip\/AR\/AR_73\/index.html#\/24\/<\/a>; S\u00e9rie: 73; ISSN\/ISBN: 21780625.<\/li>\n<li>MOURA, J. P.\u00a0. PRODU\u00c7\u00c3O DE BIOG\u00c1S-PARTE 3. REVISTA AGRIMOTOR, v. 8, p. 48, 2012; Meio de divulga\u00e7\u00e3o: V\u00e1rios. Homepage:<a href=\"http:\/\/www.agrimotor.com.br\/Flip\/AR\/AR_74\/index.html#\/48\/\">http:\/\/www.agrimotor.com.br\/Flip\/AR\/AR_74\/index.html#\/48\/<\/a>; S\u00e9rie: 74; ISSN\/ISBN: 21780625.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol>\n<li>TORRES, A. ; PEDROSA, J. F. ;\u00a0MOURA, J. P.\u00a0. IMPLANTA\u00c7\u00c3O DE BIODIGESTORES EM PROPRIEDADES RURAIS-PARTE 1. REVISTA AGRIMOTOR, v. 8, p. 26, 2012; Meio de divulga\u00e7\u00e3o: V\u00e1rios. Homepage:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.agrimotor.com.br\/Flip\/AR\/AR_75\/index.html#\/26\/\">http:\/\/www.agrimotor.com.br\/Flip\/AR\/AR_75\/index.html#\/26\/<\/a>; S\u00e9rie: 75; ISSN\/ISBN: 21780625.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>*Raimundo Nonato Duarte Am\u00e2ncio &#8211; Diretor do Centro de Estudos Superiores de L\u00e1brea da Universidade Estadual do Amazonas<\/p>\n<p>**Carlos Victor Bessa Correa &#8211; Coordenador-Geral do Curso Superior de Tecnologia em Alimentos da Universidade do Estado do Amazonas-UEA<\/p>\n<p>***Johnson Pontes de Moura &#8211; Engenheiro Qu\u00edmico e Mestre em Engenharia Qu\u00edmica pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (E-mail: jsolar07@gmail.com)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo da cadeia produtiva da farinha em uma comunidade na Reserva Extrativista do M\u00e9dio Rio<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Estudo da cadeia produtiva da farinha em uma comunidade na Reserva Extrativista do M\u00e9dio Rio","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/108505"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=108505"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/108505\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=108505"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=108505"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=108505"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}