{"id":108447,"date":"2019-06-27T12:00:25","date_gmt":"2019-06-27T15:00:25","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=108447"},"modified":"2019-06-26T20:59:57","modified_gmt":"2019-06-26T23:59:57","slug":"especie-inedita-de-dinossauro-carnivoro-e-descoberta-no-parana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/especie-inedita-de-dinossauro-carnivoro-e-descoberta-no-parana\/","title":{"rendered":"Esp\u00e9cie in\u00e9dita de dinossauro carn\u00edvoro \u00e9 descoberta no Paran\u00e1"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/dinossauro.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-108448\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/dinossauro-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/dinossauro-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/dinossauro.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Uma nova esp\u00e9cie de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/causa-da-extincao-dos-dinossauros-esta-sendo-revista\/\">dinossauro<\/a>, que viveu no per\u00edodo Cret\u00e1ceo, h\u00e1 cerca de 90 milh\u00f5es de anos, foi descoberta em Cruzeiro do Oeste, no noroeste do Paran\u00e1, segundo estudo de paleont\u00f3logos brasileiros e argentinos publicado hoje na revista \u201cScientific Reports\u201d, do grupo Nature, e noticiado pelo \u201cJornal da USP\u201d. A universidade paulista faz parte das institui\u00e7\u00f5es representadas na pesquisa, ao lado da Universidade Estadual de Maring\u00e1 (UEM), do Museo Argentino de Ci\u00eancias Naturales e do Museu de Paleontologia de Cruzeiro do Oeste. A nova esp\u00e9cie recebeu o nome de\u00a0<em>Vespersaurus paranaensis<\/em>, inspirado na palavra \u201cvesper\u201d (oeste ou entardecer em latim), em refer\u00eancia ao nome da cidade onde foi descoberta, e por representar o primeiro dinossauro do Paran\u00e1.<\/p>\n<p>A partir dos f\u00f3sseis encontrados, os pesquisadores conclu\u00edram que se tratava de um animal com pouco mais de 1,5 metro de comprimento, pertencente \u00e0 linhagem dos ter\u00f3podos, grupo de dinossauros carn\u00edvoros b\u00edpedes que inclui o tiranossauro e o velociraptor. O subgrupo do novo dinossauro,\u00a0<em>Noasaurinae<\/em>, abrange r\u00e9pteis de pequeno porte at\u00e9 ent\u00e3o conhecidos apenas na Argentina e em Madagascar, com poss\u00edveis ocorr\u00eancias na \u00cdndia. Esse dado refor\u00e7a a ideia de que essas terras estiveram unidas durante o Cret\u00e1ceo, com prov\u00e1vel conex\u00e3o pela Ant\u00e1rtida.<\/p>\n<p>A caracter\u00edstica anat\u00f4mica diferenciada do\u00a0<em>Vespersaurus paranaensis<\/em>\u00a0estava nos p\u00e9s. Seu peso era praticamente todo suportado por um \u00fanico dedo central, tal como os cavalos atuais. J\u00e1 os dedos que ladeavam o central possu\u00edam grandes garras em forma de l\u00e2mina, supostamente adequados para cortar e raspar.<\/p>\n<p>\u201cDe forma an\u00e1loga ao velociraptor, com o qual o\u00a0<em>Vespersaurus<\/em>\u00a0n\u00e3o \u00e9 aparentado, ele provavelmente usaria as garras do p\u00e9 na captura e dilacera\u00e7\u00e3o de presas, que poderiam incluir os lagartos e pterossauros que sabemos tamb\u00e9m terem habitado a regi\u00e3o\u201d, afirma o paleont\u00f3logo Max Langer, professor da Faculdade de Filosofia, Ci\u00eancias e Letras de Ribeir\u00e3o Preto (FFCLRP) e l\u00edder do estudo.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o onde os f\u00f3sseis foram encontrados possui rochas formadas em ambientes des\u00e9rticos, o que sugere que o\u00a0<em>Vespersaurus<\/em>\u00a0estava adaptado a esse tipo de clima. No mesmo s\u00edtio foram descobertos o lagarto\u00a0<em>Gueragama sulamericana<\/em>\u00a0e in\u00fameros indiv\u00edduos do pterossauro\u00a0<em>Caiuajara dobruskii<\/em>. A \u00e1rea deve conter muito mais novidades paleontol\u00f3gicas, observa Neurides Martins, diretora do Museu de Paleontologia de Cruzeiro do Oeste.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma nova esp\u00e9cie de\u00a0dinossauro, que viveu no per\u00edodo Cret\u00e1ceo, h\u00e1 cerca de 90 milh\u00f5es de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":108448,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/dinossauro.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/dinossauro-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/dinossauro-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/dinossauro.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/dinossauro.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/dinossauro.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/dinossauro.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/dinossauro.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/dinossauro.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/dinossauro.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Uma nova esp\u00e9cie de\u00a0dinossauro, que viveu no per\u00edodo Cret\u00e1ceo, h\u00e1 cerca de 90 milh\u00f5es de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/108447"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=108447"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/108447\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/108448"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=108447"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=108447"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=108447"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}