{"id":108180,"date":"2019-07-13T00:00:23","date_gmt":"2019-07-13T03:00:23","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=108180"},"modified":"2019-07-12T21:09:04","modified_gmt":"2019-07-13T00:09:04","slug":"a-cidade-subterranea-do-lixo-conheca-o-aterro-para-onde-vao-quase-40-dos-residuos-produzidos-no-rs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/a-cidade-subterranea-do-lixo-conheca-o-aterro-para-onde-vao-quase-40-dos-residuos-produzidos-no-rs\/","title":{"rendered":"A cidade subterr\u00e2nea do lixo: conhe\u00e7a o aterro para onde v\u00e3o quase 40% dos res\u00edduos produzidos no RS"},"content":{"rendered":"<div class=\"article-paragraph\">\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/lixo-3.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-108182\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/lixo-3-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/lixo-3-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/lixo-3.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Um munic\u00edpio de 8 mil habitantes na Regi\u00e3o Carbon\u00edfera \u00e9 o destino final de quase 40% do lixo domiciliar produzido em todo o Rio Grande do Sul. A 90 quil\u00f4metros de Porto Alegre,\u00a0<a href=\"https:\/\/gauchazh.clicrbs.com.br\/ultimas-noticias\/tag\/minas-do-leao\/\"><strong>Minas do Le\u00e3o<\/strong><\/a>\u00a0acabou virando sin\u00f4nimo do aterro sanit\u00e1rio que abriga em seu territ\u00f3rio. \u00c9 o maior do sul do Brasil e o s\u00e9timo em recebimento di\u00e1rio de todo o pa\u00eds.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<div class=\"m-embed\">\n<div>\n<div><iframe src=\"https:\/\/players.brightcove.net\/5712514580001\/BkogZU3DG_default\/index.html?videoId=6049648573001\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>A casca da bergamota que voc\u00ea comeu em Porto Alegre ou a borra do caf\u00e9 que passou em Piratini, no sul do Estado, pegam a BR-290 at\u00e9 serem enterradas ali \u2014 e darem retorno de tr\u00eas formas diferentes \u00e0 empresa respons\u00e1vel por esse processo. Vinte e quatro horas por dia, debaixo de chuva ou de sol, caminh\u00f5es e carretas passam incessantemente pelos port\u00f5es da Companhia Rio-grandense de Valoriza\u00e7\u00e3o de Res\u00edduos (CRVR) carregando o lixo de 92 munic\u00edpios ga\u00fachos ou do sul de Santa Catarina.<\/p>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>Ao tentar visualizar esse lugar, o que vem \u00e0 sua cabe\u00e7a? Uma montanha de restos de comida e embalagens rodeada por moscas? Catadores trabalhando em condi\u00e7\u00f5es degradantes? Quase consegue sentir o cheiro de podre? A reportagem n\u00e3o constatou nada disso durante visita \u00e0 Central de Res\u00edduos do Recreio, o nome oficial do aterro de\u00a0<a href=\"https:\/\/gauchazh.clicrbs.com.br\/ultimas-noticias\/tag\/minas-do-leao\/\"><strong>Minas do Le\u00e3o<\/strong><\/a>.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>O primeiro olhar dos visitantes, quando entram na propriedade, \u00e9 de um morro de grama aparada, dividido em camadas, ou n\u00edveis, que lembra um bolo de casamento. Trata-se de uma fase j\u00e1 finalizada do aterro, com 1 milh\u00e3o de toneladas de lixo j\u00e1 tapado.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<div class=\"m-embed\"><picture><source srcset=\"https:\/\/www.rbsdirect.com.br\/imagesrc\/25267276.jpg\" media=\"(max-width: 500px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/www.rbsdirect.com.br\/imagesrc\/25267251.jpg\" media=\"(min-width: 501px)\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.rbsdirect.com.br\/imagesrc\/25267251.jpg\" width=\"640\" height=\"1504\" \/><\/picture><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>Na outra fase, a do aterro em utiliza\u00e7\u00e3o hoje, onde o lixo \u00e9 depositado e compactado por m\u00e1quinas e coberto com argila, os funcion\u00e1rios da empresa nem colocam a m\u00e3o nos rejeitos.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>Os caminhoneiros que os trazem n\u00e3o saem dos ve\u00edculos, e o fot\u00f3grafo de Ga\u00fachaZH foi impedido de se aproximar por regras de seguran\u00e7a. Apenas servidores autorizados, equipados com \u00f3culos, m\u00e1scara, capacete, colete refletivo e uniforme, podem circular no local.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>Nenhum rato ou barata foi visto pela reportagem \u2014 os domingos, \u00fanico dia em que n\u00e3o h\u00e1 atividade na central, s\u00e3o dedicados \u00e0 dedetiza\u00e7\u00e3o da \u00e1rea. H\u00e1 mais de 150 hectares de floresta plantada ao redor do aterro, que servem de barreira visual e, tamb\u00e9m, para evitar que algum eventual odor se espalhe.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>\u2014 O povo de Minas do Le\u00e3o ficava em d\u00favida sobre como seria o aterro. Achava que seria um lix\u00e3o. Mas n\u00e3o \u00e9 assim, n\u00e3o tem lixo destapado. \u00c9 tudo controlado. Se h\u00e1 algum cheiro na regi\u00e3o, n\u00e3o vem daqui \u2014 diz Carlos Felipe Ribeiro Luis, 30 anos, morador de\u00a0<a href=\"https:\/\/gauchazh.clicrbs.com.br\/ultimas-noticias\/tag\/minas-do-leao\/\"><strong>Minas do Le\u00e3o<\/strong><\/a>desde que nasceu e funcion\u00e1rio do aterro h\u00e1 nove anos.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<h3>Mina desativada foi aproveitada<\/h3>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>O local ainda tem uma particularidade considerada inovadora para o Brasil \u00e0 \u00e9poca de sua instala\u00e7\u00e3o, em 2001, ao continuar servindo \u00e0 atividade que marcou o desenvolvimento do munic\u00edpio desde sua cria\u00e7\u00e3o \u2014\u00a0<a href=\"https:\/\/gauchazh.clicrbs.com.br\/ultimas-noticias\/tag\/minas-do-leao\/\"><strong>Minas do Le\u00e3o<\/strong><\/a>\u00a0teve origem nas primeiras descobertas de carv\u00e3o no s\u00e9culo 19. O lixo \u00e9 depositado no ventre de uma mina desativada. A ideia \u00e9 preencher uma cratera de 75 metros de profundidade, chamada cava, resultante da extra\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o na Mina do Recreio.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>\u2014 \u00c9 uma antiga \u00e1rea de extra\u00e7\u00e3o que foi preparada, impermeabilizada, e est\u00e1 sendo recuperada com a disposi\u00e7\u00e3o e tratamento final de res\u00edduos urbanos. Era um espa\u00e7o impactado pela minera\u00e7\u00e3o, e estamos devolvendo a topografia original. Depois, poder\u00e1 servir a outro tipo de utiliza\u00e7\u00e3o \u2014 explica o engenheiro civil Henrique Antunes, coordenador da unidade, acrescentando que, quando acabar a vida \u00fatil do aterro (estimada em 23 anos), um parque para a comunidade ou a disposi\u00e7\u00e3o de pain\u00e9is de energia solar s\u00e3o algumas das possibilidades de aproveitamento do espa\u00e7o.<\/p>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>Os efluentes l\u00edquidos (<em>chorume<\/em>) ainda s\u00e3o tratados e usados como \u00e1gua de reuso na lavagem do carv\u00e3o da mineradora, empresa que tem participa\u00e7\u00e3o na CRVR. N\u00e3o h\u00e1 mais atividade de minera\u00e7\u00e3o em\u00a0<a href=\"https:\/\/gauchazh.clicrbs.com.br\/ultimas-noticias\/tag\/minas-do-leao\/\"><strong>Minas do Le\u00e3o<\/strong><\/a>, mas a empresa segue extraindo carv\u00e3o em outros munic\u00edpios da regi\u00e3o e faz o beneficiamento do min\u00e9rio em \u00e1rea junto ao aterro.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>A \u00faltima nota obtida pelo aterro de Minas do Le\u00e3o no \u00cdndice de Qualidade de Aterros Sanit\u00e1rios da\u00a0<a href=\"https:\/\/gauchazh.clicrbs.com.br\/ultimas-noticias\/tag\/fepam\/\"><strong>Funda\u00e7\u00e3o Estadual de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (Fepam)<\/strong><\/a>\u00a0foi 92 pontos, em um total de 100, sendo o destino final do efluente gerado um dos principais motivos de o aterro n\u00e3o obter resultado m\u00e1ximo. O diretor t\u00e9cnico da Fepam Renato das Chagas e Silva observa que essa pr\u00e1tica, de vincular os l\u00edquidos do aterro \u00e0 lavagem de carv\u00e3o, \u00e9 autorizada, mas recentemente o \u00f3rg\u00e3o passou a exigir que as duas atividades sejam desvinculadas para seguir um padr\u00e3o de aterros novos. A empresa tem em andamento um processo de licenciamento para a instala\u00e7\u00e3o de uma esta\u00e7\u00e3o nova de tratamento de efluentes. O prazo para conclus\u00e3o das obras \u00e9 dezembro.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p>H\u00e1, segundo a\u00a0<a href=\"https:\/\/gauchazh.clicrbs.com.br\/ultimas-noticias\/tag\/fepam\/\"><strong>Fepam<\/strong><\/a>, em torno de 40 aterros sanit\u00e1rios no Estado (s\u00f3 a CRVR tem cinco unidades). Em 2015, o Rio Grande do Sul conseguiu eliminar totalmente a disposi\u00e7\u00e3o de res\u00edduos em lix\u00f5es. Sem tratamento, cuidado ou controle sobre o tipo de material descartado, os lix\u00f5es eram usados por 5% dos munic\u00edpios at\u00e9 10 anos atr\u00e1s, tornando-se focos de contamina\u00e7\u00e3o do ar e das \u00e1guas e de alimenta\u00e7\u00e3o e abrigo de organismos vetores de doen\u00e7as.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um munic\u00edpio de 8 mil habitantes na Regi\u00e3o Carbon\u00edfera \u00e9 o destino final de quase<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":108182,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/lixo-3.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/lixo-3-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/lixo-3-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/lixo-3.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/lixo-3.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/lixo-3.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/lixo-3.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/lixo-3.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/lixo-3.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/lixo-3.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Um munic\u00edpio de 8 mil habitantes na Regi\u00e3o Carbon\u00edfera \u00e9 o destino final de quase","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/108180"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=108180"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/108180\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/108182"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=108180"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=108180"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=108180"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}