{"id":10713,"date":"2014-11-18T16:00:09","date_gmt":"2014-11-18T16:00:09","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=10713"},"modified":"2014-11-18T12:07:32","modified_gmt":"2014-11-18T12:07:32","slug":"nova-especie-de-cogumelo-e-descoberta-pelo-inpa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/nova-especie-de-cogumelo-e-descoberta-pelo-inpa\/","title":{"rendered":"Nova esp\u00e9cie de cogumelo \u00e9 descoberta pelo Inpa coletado em Manaus"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/cogumelos_nova.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-10714\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/cogumelos_nova.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>Pesquisa desenvolvida pela doutoranda do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia (Inpa), Tiara Sousa Cabral, descobriu uma nova esp\u00e9cie de cogumelo.<\/p>\n<p>Trata-se do macrofungo nomeado de Geastrum inpaense, em homenagem ao Inpa, coletado no Campus I do Instituto, em Manaus (AM). \u00a0O estudo contribuir\u00e1 para a expans\u00e3o do conhecimento sobre fungos na Amaz\u00f4nia Central.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dessa descoberta in\u00e9dita, outras 11 esp\u00e9cies de fungos tamb\u00e9m foram registradas, entre elas a primeira ocorr\u00eancia de Mutinus fleischeri para o continente americano; Phallus atrovolvatus para o Brasil; e as esp\u00e9cies Geatrum lloydianum, Geatrum schweinitzii, Phallus merulinus e Staheliomyces cinctus como novos registros para a Amaz\u00f4nia Central.<\/p>\n<p>\u201cO cogumelo Geastrum inpaense recebeu este nome por ter sido coletado no principal ponto de encontro di\u00e1rio da comunidade do Inpa, a cerca de tr\u00eas metros da cantina, no Campus I, situado na Av. Andr\u00e9 Ara\u00fajo\u201d, conta a pesquisadora do Inpa, Noemia Kazue Ishikawa.<\/p>\n<p>Os resultados da pesquisa desenvolvida em 2011 fazem parte da tese de doutorado de Tiara Cabral, do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Gen\u00e9tica, Conserva\u00e7\u00e3o e Biologia Evolutiva, sob a orienta\u00e7\u00e3o do pesquisador do Inpa Charles Clement.<\/p>\n<p><strong>Tipos de fungos<\/strong><\/p>\n<p>A doutoranda explica que os fungos s\u00e3o organismos imprescind\u00edveis para o funcionamento dos ecossistemas terrestres, sendo respons\u00e1veis pela decomposi\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria org\u00e2nica e pela reciclagem de nutrientes nas florestas.<\/p>\n<p>J\u00e1 os fungos gaster\u00f3ides, ainda segundo Cabral, apresentam uma vasta diversidade morfol\u00f3gica e ampla distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica.<\/p>\n<p>\u201cOs gaster\u00f3ides s\u00e3o fungos que possuem a libera\u00e7\u00e3o dos esporos de forma passiva, ou seja, dependem de for\u00e7as externas para libera\u00e7\u00e3o e consequente dispers\u00e3o dos esporos. Essa dispers\u00e3o pode se dar por insetos, ou ainda por correntes de ar, como ocorre em esp\u00e9cies do g\u00eanero Geastrum\u201d, explicou.<\/p>\n<p><strong>Estudo na \u00e1rea<\/strong><\/p>\n<p>Para o pesquisador Clement, a contribui\u00e7\u00e3o do trabalho para o estudo filogen\u00e9tico de fungos reduz o desconhecimento sobre este grupo de organismos t\u00e3o importante nos ecossistemas e na economia.<\/p>\n<p>Clement explica que no relat\u00f3rio \u201cAvalia\u00e7\u00e3o do Estado do Conhecimento da Biodiversidade Brasileira\u201d, coordenado pelo pesquisador da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Thomas Lewinsohn, estima-se que a diversidade de fungos engloba 1,5 milh\u00f5es de esp\u00e9cies, mas somente 72 mil t\u00eam sido descritas no mundo e apenas uma fra\u00e7\u00e3o min\u00fascula deste total foi descrita na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p><strong>Publica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Com o t\u00edtulo \u201cUma nova esp\u00e9cie e novos registros de fungos gaster\u00f3ides (Basidiomycota) da Amaz\u00f4nia Central, Brasil\u201d, o artigo com os resultados da pesquisa que descreve a nova esp\u00e9cie de cogumelo foi publicado recentemente na revista Phytotaxa.<\/p>\n<p><strong>Produ\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O artigo \u00e9 uma produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica em parceria com os professores Iuri G. Baseia e Bianca D. B. da Silva, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), por meio do Programa Nacional de Apoio ao Desenvolvimento da Bot\u00e2nica (PNADB\/Capes).<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m s\u00e3o coautores do artigo, Donis S. Alfredo, do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Sistem\u00e1tica e Evolu\u00e7\u00e3o da UFRN, e Ricardo Braga Neto, egresso do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ecologia do Inpa e atual bolsista do INCT Herb\u00e1rio Virtual da Flora e dos Fungos.<\/p>\n<p>A publica\u00e7\u00e3o do artigo contou com o apoio financeiro da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq) e do INCT-Cenbam.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa desenvolvida pela doutoranda do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia (Inpa), Tiara Sousa Cabral,<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":10714,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/cogumelos_nova.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/cogumelos_nova.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/cogumelos_nova.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/cogumelos_nova.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/cogumelos_nova.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/cogumelos_nova.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/cogumelos_nova.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/cogumelos_nova.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/cogumelos_nova.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/cogumelos_nova.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Pesquisa desenvolvida pela doutoranda do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia (Inpa), Tiara Sousa Cabral,","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10713"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10713"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10713\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10714"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10713"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10713"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10713"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}