{"id":106485,"date":"2019-05-26T11:00:38","date_gmt":"2019-05-26T14:00:38","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=106485"},"modified":"2019-05-25T22:00:01","modified_gmt":"2019-05-26T01:00:01","slug":"obesidade-infantil-saiba-como-diminuir-o-risco-da-doenca-no-seu-filho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/obesidade-infantil-saiba-como-diminuir-o-risco-da-doenca-no-seu-filho\/","title":{"rendered":"Obesidade infantil: saiba como diminuir o risco da doen\u00e7a no seu filho"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/crianca-4.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-106487\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/crianca-4-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/crianca-4-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/crianca-4.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Que o Brasil e o universo est\u00e3o ficando mais obesos, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida. E o que mais preocupa os especialistas \u00e9 o crescente avan\u00e7o da epidemia mundial de\u00a0<a href=\"https:\/\/revistacrescer.globo.com\/Criancas\/Saude\/noticia\/2015\/12\/obesidade-infantil-como-ela-afeta-saude-do-seu-filho.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">obesidade<\/a>, principalmente entre as crian\u00e7as. Para se ter uma ideia, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), na d\u00e9cada de 70, a doen\u00e7a afetava 0,93% dos meninos e 1,01% das meninas at\u00e9 5 anos. Um estudo recente, realizado pelo Imperial College, de Londres (Inglaterra), em parceria com a OMS, no Brasil, hoje, ela acomete 9,4% das garotas e 12,7% dos garotos. Essa pesquisa global comparou informa\u00e7\u00f5es sobre o peso de mais de 130 milh\u00f5es de pessoas, em 200 pa\u00edses.<\/p>\n<p>As m\u00e1s not\u00edcias em forma de n\u00fameros n\u00e3o param por a\u00ed: a OMS estima que em 2025, portanto, daqui a pouco tempo, haver\u00e1 75 milh\u00f5es de crian\u00e7as obesas no planeta \u2013 praticamente a popula\u00e7\u00e3o inteira da Fran\u00e7a. Os estudiosos do assunto acreditam que, dessas, 427 mil ter\u00e3o complica\u00e7\u00f5es como\u00a0<a href=\"https:\/\/revistacrescer.globo.com\/Gravidez\/Saude\/noticia\/2013\/02\/diabetes-gestacional-pre-natal-da-gravida-com-doenca.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">pr\u00e9-diabetes<\/a>; 1 milh\u00e3o sofrer\u00e1 de\u00a0<a href=\"https:\/\/revistacrescer.globo.com\/Criancas\/Saude\/noticia\/2013\/02\/pressao-alta-em-criancas.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">hipertens\u00e3o arterial<\/a>; e 1,4 milh\u00e3o ser\u00e1 v\u00edtima do ac\u00famulo de gordura no f\u00edgado, problema grave que costuma acompanhar o excesso de peso e pode evoluir para casos de hepatite gordurosa, cirrose hep\u00e1tica e at\u00e9 c\u00e2ncer.<\/p>\n<div class=\"teads-inread sm-screen\">\n<div><\/div>\n<\/div>\n<div id=\"pub-in-text\" data-google-query-id=\"CMWFnof9t-ICFRJrwQod_YIIKQ\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/85042905\/edcrescer\/Criancas_6__container__\">O cen\u00e1rio \u00e9 preocupante, mas n\u00e3o h\u00e1 motivo para p\u00e2nico. Sabe por qu\u00ea? Porque existem provid\u00eancias \u2013 simples \u2013 que podem ser tomadas para evitar a obesidade. E elas est\u00e3o nas nossas m\u00e3os.<\/div>\n<\/div>\n<p>Antes de mais nada, \u00e9 preciso se conscientizar de que o excesso de peso \u00e9 uma quest\u00e3o s\u00e9ria. N\u00e3o d\u00e1 para se enganar. Se o seu filho \u00e9 mais rechonchudo, n\u00e3o adianta pensar que ele est\u00e1 saud\u00e1vel assim, fofo, e que, quando crescer e \u201cesticar\u201d, vai emagrecer. Estudos comprovam que uma crian\u00e7a obesa tem muito mais chances de se tornar um adulto obeso.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" title=\"O a\u00e7\u00facar \u00e9 o vil\u00e3o da obesidade infantil (Foto: Thinkstock)\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/Fdn-DpaRyq9Dgclycb0TG2sP0So=\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2018\/07\/18\/menina-pega-cookies-no-pote-thinkstockphotos.jpg\" alt=\"O a\u00e7\u00facar \u00e9 o vil\u00e3o da obesidade infantil (Foto: Thinkstock)\" width=\"620\" height=\"506\" \/><label class=\"foto-legenda\">O a\u00e7\u00facar \u00e9 o vil\u00e3o da obesidade infantil (Foto: Thinkstock)<\/label><\/div>\n<p>\u201cEntre as explica\u00e7\u00f5es est\u00e1 o fato de ela ter um n\u00famero maior de c\u00e9lulas de gordura no corpo \u2013 essas c\u00e9lulas v\u00e3o acompanh\u00e1-la pela vida toda. Como se n\u00e3o bastasse, h\u00e1 o fator hormonal envolvido na regula\u00e7\u00e3o da fome: os horm\u00f4nios insulina e leptina s\u00e3o os principais respons\u00e1veis por enviar ao c\u00e9rebro a mensagem de que h\u00e1 estoque de gordura no corpo. O problema \u00e9 que, em obesos, esses horm\u00f4nios n\u00e3o funcionam como deveriam. Resultado? O c\u00e9rebro n\u00e3o entende que j\u00e1 h\u00e1 energia\/gordura acumuladas e responde com\u00a0<a href=\"https:\/\/revistacrescer.globo.com\/Bebes\/Alimentacao\/noticia\/2018\/04\/usar-comida-para-acalmar-seu-filho-pode-levar-obesidade-quando-ele-mais-velho.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">mais fome<\/a>\u201d, explica a endocrinologista C\u00edntia Cercato, presidente do 28\u00b0 Congresso Brasileiro de Obesidade e S\u00edndrome Metab\u00f3lica, da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira para o Estudo da Obesidade e da S\u00edndrome Metab\u00f3lica (Abeso).<\/p>\n<p>Al\u00e9m do papel dos horm\u00f4nios, outro fator que aumenta o risco de obesidade nos pequenos, talvez o mais determinante, tem a ver com h\u00e1bitos \u2013 sim, sempre eles. \u201cAlimenta\u00e7\u00e3o inadequada e sedentarismo que come\u00e7am na inf\u00e2ncia tendem a continuar no futuro\u201d, afirma a endocrinologista Jacqueline Rizzolli, membro da diretoria da Abeso.<\/p>\n<p>No Brasil, assim como em outros pa\u00edses onde a obesidade disparou nos \u00faltimos anos, o excesso de peso est\u00e1 relacionado, sobretudo, ao maior consumo de produtos industrializados \u2013 ricos em a\u00e7\u00facar e gordura.\u00a0<a href=\"https:\/\/revistacrescer.globo.com\/Criancas\/Alimentacao\/noticia\/2019\/05\/falar-sobre-os-beneficios-dos-alimentos-ajuda-criancas-comerem-de-forma-mais-saudavel.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Diminuir a ingest\u00e3o desses alimentos<\/a>\u00a0j\u00e1 seria um avan\u00e7o no combate \u00e0 doen\u00e7a, mas vale lembrar que se trata de um problema multifatorial, que n\u00e3o se resume apenas \u00e0 comida. \u201cQuando se fala em risco de obesidade, a gen\u00e9tica responde por cerca de 30%. Os outros 70% v\u00e3o depender de h\u00e1bitos de vida, por exemplo, se a crian\u00e7a faz atividade f\u00edsica. At\u00e9 a composi\u00e7\u00e3o da flora intestinal importa, j\u00e1 que ela interfere em como o organismo estoca a gordura. Uma alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel comp\u00f5e uma microbiota intestinal [conjunto de microrganismos que participam de v\u00e1rios processos, como a digest\u00e3o] mais favor\u00e1vel a acumular menos gordura\u201d, diz Jacqueline.<\/p>\n<p>A obesidade tamb\u00e9m \u00e9 um problema que passa por pol\u00edticas p\u00fablicas, pois inclui, desde a forma como se permite fazer propaganda dos alimentos, passando pela regulamenta\u00e7\u00e3o de produtos processados, com alto teor de a\u00e7\u00facar e gordura, at\u00e9 o\u00a0<a href=\"https:\/\/revistacrescer.globo.com\/Festa-de-aniversario\/Cardapio\/noticia\/plantao.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">card\u00e1pio<\/a>\u00a0das escolas. Tudo isso pode influenciar, e muito, a sa\u00fade dos pequenos. Prova disso \u00e9 o que aconteceu no Chile. Com a disparada da doen\u00e7a, o governo implementou, h\u00e1 cinco anos, um imposto maior sobre bebidas a\u00e7ucaradas. E, em 2016, passou a restringir a publicidade de produtos aliment\u00edcios voltados ao p\u00fablico infantil. Surtiu efeito. Segundo estimativa dos pesquisadores da Universidade do Chile, o consumo de sucos a\u00e7ucarados caiu cerca de 24%.<\/p>\n<p>Por aqui, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade divulgou, em novembro passado, um acordo com a ind\u00fastria de alimentos e bebidas para reduzir o teor de a\u00e7\u00facar de bolos, biscoitos, achocolatados e produtos l\u00e1cteos. A meta \u00e9 retirar 144 mil toneladas do ingrediente desses produtos nos pr\u00f3ximos quatro anos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de acompanhar o que governo e outras institui\u00e7\u00f5es podem fazer para combater a obesidade, h\u00e1 uma s\u00e9rie de a\u00e7\u00f5es que voc\u00ea pode colocar em pr\u00e1tica no dia a dia da sua fam\u00edlia. Elas ser\u00e3o \u00fateis para diminuir o risco da doen\u00e7a na sua casa. A seguir, veja algumas delas:<\/p>\n<p><strong>O poderoso leite materno<\/strong><\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-2600\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"O leite materno cont\u00e9m vinte mol\u00e9culas que aceleram o combate a infec\u00e7\u00f5es e inflama\u00e7\u00f5es (Foto: Thinkstock)\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/hjUNxBNl7j_AuR_KlDRmY06VqTU=\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2015\/10\/21\/thinkstockphotos-475383934.jpg\" alt=\"O leite materno cont\u00e9m vinte mol\u00e9culas que aceleram o combate a infec\u00e7\u00f5es e inflama\u00e7\u00f5es (Foto: Thinkstock)\" width=\"639\" height=\"423\" \/><label class=\"foto-legenda\">O leite materno cont\u00e9m vinte mol\u00e9culas que aceleram o combate a infec\u00e7\u00f5es e inflama\u00e7\u00f5es (Foto: Thinkstock)<\/label><\/div>\n<p>Crian\u00e7a que mama no peito tem menos risco de sofrer com sobrepeso e obesidade no futuro. Foi o que mostrou uma revis\u00e3o de 113 estudos feita pela Universidade Federal de Pelotas (RS), publicada no peri\u00f3dico brit\u00e2nico Scientifc Reports, em 2018. As 3.700 pessoas que participaram da pesquisa (elas receberam leite materno) foram acompanhadas do nascimento aos 30 anos. Ao longo desse per\u00edodo, a avalia\u00e7\u00e3o observou um maior \u00edndice de massa magra e menos espessura de gordura visceral, a que fica acumulada nas camadas profundas do abd\u00f4men e s\u00e3o mais perigosas. O professor do programa de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em epidemiologia da institui\u00e7\u00e3o, Bernardo Horta, que conduziu a pesquisa, explica o resultado: \u201cA\u00a0<a href=\"https:\/\/revistacrescer.globo.com\/Bebes\/Amamentacao\/noticia\/2017\/08\/amamentacao-5-maiores-dificuldades-das-maes-e-como-resolve-las.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">amamenta\u00e7\u00e3o<\/a>\u00a0influi em um gene ligado \u00e0 saciedade. Crian\u00e7as amamentadas t\u00eam um senso de saciedade mais desenvolvido. Al\u00e9m da quest\u00e3o qu\u00edmica em si, o beb\u00ea que mama no peito \u00e9 quem controla o volume do que ingere, e ele aprende com essa experi\u00eancia\u201d, diz.<\/p>\n<p>Outro benef\u00edcio da amamenta\u00e7\u00e3o tem a ver com o pr\u00f3prio leite, como explica Elsa Gugliani, presidente do departamento de\u00a0<a href=\"https:\/\/revistacrescer.globo.com\/Semana-Mundial-de-Aleitamento-Materno\/noticia\/2018\/08\/78-milhoes-de-bebes-nao-sao-amamentados-na-primeira-hora-de-vida.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Aleitamento Materno<\/a>\u00a0da Sociedade Brasileira de Pediatria: \u201cSua composi\u00e7\u00e3o tem v\u00e1rios tipos de gorduras que interagem com horm\u00f4nios e prote\u00ednas, e isso influencia o metabolismo da crian\u00e7a, ajudando na preven\u00e7\u00e3o da obesidade\u201d.<\/p>\n<p><strong>Bom exemplo<\/strong><\/p>\n<p>Os pais t\u00eam papel fundamental na luta contra os quilos extras, uma vez que s\u00e3o os respons\u00e1veis pelo que entra na despensa, por incentivar a pr\u00e1tica de exerc\u00edcios, e claro, por notar quando tem algo errado em rela\u00e7\u00e3o ao peso do filho. Por outro lado, segundo Jacqueline Rizzolli, \u201ctamb\u00e9m falta, em alguns casos, a conscientiza\u00e7\u00e3o dos pr\u00f3prios profissionais de sa\u00fade que, por vezes, n\u00e3o tratam o sobrepeso como um fator de risco\u201d. Foi o que aconteceu com Juliana, 8, filha da designer de festas Patr\u00edcia Engr\u00e1cia, 38. A m\u00e3e questionou o pediatra sobre o excesso de peso da crian\u00e7a, mas foi ignorada. A situa\u00e7\u00e3o mudou quando ela procurou outro profissional. \u201cA m\u00e9dica pediu exames e descobrimos que a Juliana estava com altos \u00edndices de colesterol e triglic\u00e9rides\u201d, diz.<\/p>\n<p>Patr\u00edcia conta que, apesar de n\u00e3o haver nenhum obeso na fam\u00edlia, os h\u00e1bitos alimentares em casa contribu\u00edram para que o ponteiro da balan\u00e7a disparasse. Ap\u00f3s o diagn\u00f3stico da filha, todos come\u00e7aram uma reeduca\u00e7\u00e3o alimentar. \u201cPassamos a seguir a regra \u2018descasque mais, desembrulhe menos\u2019. Assim, tiramos boa parte da comida industrializada do card\u00e1pio\u201d, diz. O resultado? Juliana emagreceu 8 kg em cerca de dois anos e meio, e saiu da faixa da obesidade. De quebra, Patr\u00edcia e o marido tamb\u00e9m ficaram 8 kg mais leves. Uma mostra de que a mudan\u00e7a de h\u00e1bito deve se estender a todos.<\/p>\n<p><strong>Sempre na medida certa<\/strong><\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-932\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"primeiras descobertas alimenta\u00e7\u00e3o (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/20u5QQVHmx8mtX1l0hSzVEPn1nM=\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2016\/11\/09\/primeiras-descobertas-alimentacao.jpg\" alt=\"primeiras descobertas alimenta\u00e7\u00e3o (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)\" width=\"639\" height=\"526\" \/><label class=\"foto-legenda\">primeiras descobertas alimenta\u00e7\u00e3o (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/label><\/div>\n<p>A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda a amamenta\u00e7\u00e3o exclusiva at\u00e9 os 6 meses, e a complementar at\u00e9 os 2 anos ou mais. No entanto, quando o aleitamento n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, entram em cena as f\u00f3rmulas, que contam com nutrientes semelhantes aos do\u00a0<a href=\"https:\/\/revistacrescer.globo.com\/Por-Uma-Infancia-Mais-Saudavel\/noticia\/2015\/04\/tudo-sobre-producao-do-leite-materno.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">leite materno<\/a>. \u00c9 aqui que cabe uma ressalva: se a indica\u00e7\u00e3o da f\u00f3rmula por faixa et\u00e1ria e a dosagem forem respeitadas, haver\u00e1 equil\u00edbrio na alimenta\u00e7\u00e3o. J\u00e1 se os pais invocam que a bebida est\u00e1 rala e adicionam mais p\u00f3, tudo muda. \u201cA dilui\u00e7\u00e3o com mais ou menos \u00e1gua altera a propor\u00e7\u00e3o nutricional do leite\u201d, diz o pediatra e nutr\u00f3logo Mauro Fisberg, professor associado da Escola Paulista de Medicina (Unifesp), e coordenador do Centro de Nutrologia e Dificuldades Alimentares do Instituto Pensi, do Hospital Infantil Sabar\u00e1 (SP).<\/p>\n<p>Outro mau h\u00e1bito que interfere na qualidade da alimenta\u00e7\u00e3o infantil \u00e9 encorpar mamadeiras com \u201cengrossantes\u201d. Isso n\u00e3o ajuda em nada em termos nutricionais.<\/p>\n<p><strong>De olho no a\u00e7\u00facar<\/strong><\/p>\n<p>Na introdu\u00e7\u00e3o alimentar, a partir dos 6 meses, \u00e9 comum o beb\u00ea come\u00e7ar a tomar suco de frutas. No entanto, \u00e9 preciso ter cuidado. O Guia Alimentar para Crian\u00e7as e Menores de 2 anos, do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, traz, em sua vers\u00e3o atualizada, a orienta\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o se deve oferecer essa bebida antes do primeiro ano. Isso porque um copo de suco (200 ml) cont\u00e9m uma vez e meia mais a\u00e7\u00facar do que uma unidade da fruta. \u201cPor mais de 30 anos, recomendamos dar suco de frutas a partir dos 6 meses, mas, nesse cen\u00e1rio em que a obesidade s\u00f3 cresce, foi necess\u00e1rio rever\u201d, diz a nutricionista Adriana Sevilha Gandolfo, coordenadora cl\u00ednica do Instituto da Crian\u00e7a (FMUSP).<\/p>\n<p>E se \u00e9 preciso ficar atento at\u00e9 ao a\u00e7\u00facar vindo das frutas, imagine em rela\u00e7\u00e3o ao industrializado. Este nunca deve ser oferecido antes dos 2 anos. Uma revis\u00e3o de 30 pesquisas sobre efeitos de bebidas a\u00e7ucaradas, como refrigerantes e achocolatados, publicada na revista cient\u00edfica<em>\u00a0Obesity Facts<\/em>, apontou que em 93% dos estudos avaliados havia rela\u00e7\u00e3o direta entre o consumo de a\u00e7\u00facar e os quilos extras. \u201cQuanto mais doces a crian\u00e7a comer, mais ir\u00e1 desenvolver o paladar para eles\u201d, diz Fisberg. \u201cVale lembrar que ningu\u00e9m \u00e9 obeso por causa de um \u00fanico alimento\u201d, completa. Bem notado: na lista do que deve ser evitado, al\u00e9m do a\u00e7\u00facar, est\u00e3o enlatados, salgadinhos e frituras.<\/p>\n<p><strong>A percep\u00e7\u00e3o dos alimentos<\/strong><\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-6720\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Pai e crian\u00e7a comendo (Foto: Wavebreakmedia\/Thinkstock)\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/ID_mjWvTM06BWrZtICVZ9hiDoho=\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2019\/04\/17\/gettyimages-828612436.jpg\" alt=\"Pai e crian\u00e7a comendo (Foto: Wavebreakmedia\/Thinkstock)\" width=\"638\" height=\"425\" \/><label class=\"foto-legenda\">Pai e crian\u00e7a comendo (Foto: Wavebreakmedia\/Thinkstock)<\/label><\/div>\n<p>Do nascimento at\u00e9 completar 1 ano, o beb\u00ea triplica de peso e, geralmente, tem bom apetite. A\u00ed mora o perigo: sem ter no\u00e7\u00e3o de quantidade, \u00e9 comum oferecer cada vez mais comida \u00e0 crian\u00e7a, mesmo que ela esteja satisfeita. \u201cFoi-se o tempo em que o indicador de saciedade era raspar o prato. Se o pequeno n\u00e3o quiser comer, n\u00e3o force. \u00c9 ele que deve dar o sinal de que quer mais ou menos comida\u201d, diz a nutricionista Adriana.<\/p>\n<p>Outro fator que ajuda a controlar o risco de obesidade infantil \u00e9 facilitar o caminho para que a crian\u00e7a se familiarize com os alimentos. \u201cA variedade de sabores e texturas a que tem acesso pode ser um protetor contra a doen\u00e7a, porque ela passa a comer itens diferentes\u201d, afirma Mauro Fisberg.<\/p>\n<p><strong>Uma for\u00e7a para o apetite?<\/strong><\/p>\n<p>Muitos pais ficam extremamente preocupados quando acham que\u00a0<a href=\"https:\/\/revistacrescer.globo.com\/noticia\/2018\/02\/meu-filho-nao-come.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">o filho n\u00e3o come<\/a>. E correm aos consult\u00f3rios em busca de vitaminas para abrir o apetite. Alto l\u00e1: a coisa n\u00e3o \u00e9 bem assim. Vitaminas n\u00e3o t\u00eam o poder de despertar a fome. \u201cA vontade de comer \u00e9 resultado de uma melhora geral do organismo e do estado nutricional\u201d, diz Fisberg. Assim como os medicamentos, elas devem ser usadas apenas sob recomenda\u00e7\u00e3o m\u00e9dica.<\/p>\n<p><strong>Corpo em movimento<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o tem escapat\u00f3ria: uma vida saud\u00e1vel, que passa longe do risco de obesidade, precisa incluir atividade f\u00edsica. Por isso, pular corda, brincar de pega-pega, jogar bola, andar de bicicleta&#8230; s\u00e3o apenas algumas das alternativas para que seu filho entre na brincadeira de mexer o corpo. Al\u00e9m de contribuir para o desenvolvimento e a socializa\u00e7\u00e3o do pequeno, essas atividades trazem benef\u00edcios \u00e0 sa\u00fade. O controle do peso \u00e9 um deles. \u201cSe a atividade f\u00edsica passar a fazer parte da rotina, a crian\u00e7a se sentir\u00e1 motivada a se mexer mais. Isso cria um h\u00e1bito e garante que ela n\u00e3o o abandone com facilidade\u201d, diz a endocrinologista Jacqueline.<\/p>\n<p><strong>Sono X quilos extras<\/strong><\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-2125\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"O sono do beb\u00ea nos primeiros cinco anos influencia no futuro (Foto: Thinkstock)\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/tOGgXgWflGafMaxZ-G-YjAwYjXM=\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2016\/03\/21\/crianca-dormindo.jpg\" alt=\"O sono do beb\u00ea nos primeiros cinco anos influencia no futuro (Foto: Thinkstock)\" width=\"640\" height=\"427\" \/><label class=\"foto-legenda\">O sono do beb\u00ea nos primeiros cinco anos influencia no futuro (Foto: Thinkstock)<\/label><\/div>\n<p>Crian\u00e7as que dormem menos do que o recomendado para a idade tendem a acumular quilos a mais. A conclus\u00e3o \u00e9 de uma pesquisa realizada pela Universidade de Warwick, no Reino Unido. O trabalho \u00e9 resultado de uma revis\u00e3o que incluiu 42 estudos com 75.499 participantes de 0 a 18 anos. Em todas as faixas et\u00e1rias, os que tinham um per\u00edodo de descanso mais curto ganharam maior peso e apresentaram 58% mais propens\u00e3o ao sobrepeso e \u00e0 obesidade.<\/p>\n<p>No estudo, foram levadas em conta as diretrizes atuais da Funda\u00e7\u00e3o Nacional do Sono (EUA), que divide a necessidade de horas de sono das crian\u00e7as por faixa et\u00e1ria: entre 4 e 11 meses, de 12 a 15 horas de sono; de 1 a 2 anos, de 11 a 14 horas; dos 3 aos 5 anos, de 10 a 13 horas; e dos 6 aos 13, de 9 a 11 horas. \u201cSe a crian\u00e7a n\u00e3o tem esse tempo respeitado, vai ficar mais cansada. E o corpo tende a interpretar que precisa armazenar energia, piorando a queima cal\u00f3rica \u2013 da\u00ed o ganho de peso\u201d, diz Jacqueline Rizzolli.<\/p>\n<p><strong>O papel das emo\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 ineg\u00e1vel: elas est\u00e3o muito ligadas \u00e0s oscila\u00e7\u00f5es de peso, sim! Na crian\u00e7a, seus reflexos s\u00e3o bem importantes. Casos de estresse como luto, separa\u00e7\u00e3o dos pais, troca de escola ou grandes perdas, como morte de algu\u00e9m da fam\u00edlia, de um amigo ou at\u00e9 de um animal de estima\u00e7\u00e3o, por exemplo, podem provocar a busca de conforto emocional na comida. E as que d\u00e3o maior sensa\u00e7\u00e3o de prazer s\u00e3o as mais cal\u00f3ricas. \u201cQuando situa\u00e7\u00f5es desse tipo acontecem, todos na fam\u00edlia ficam abalados e se tornam mais permissivos, liberando as guloseimas\u201d, diz a endocrinologista Jacqueline. \u201cDependendo do caso, \u00e9 recomendado recorrer a uma equipe multidisciplinar, que inclui psic\u00f3logo, para ajudar o pequeno\u201d, completa.<\/p>\n<p>Nesse e em qualquer outro cen\u00e1rio em que a comida entra em cena sem que se d\u00ea muita aten\u00e7\u00e3o a ela, vale um alerta: todo cuidado \u00e9 pouco em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 qualidade e quantidade do que seu filho ingere. Os riscos para a obesidade est\u00e3o a\u00ed, todos os dias, rondando a nossa vida. \u00c9 preciso discernimento, crit\u00e9rio e for\u00e7a para n\u00e3o abrir a porta para eles.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Que o Brasil e o universo est\u00e3o ficando mais obesos, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida. 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