{"id":106200,"date":"2019-05-21T12:00:51","date_gmt":"2019-05-21T15:00:51","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=106200"},"modified":"2019-05-21T08:44:15","modified_gmt":"2019-05-21T11:44:15","slug":"www-a-intricada-rede-de-raizes-fungos-e-bacterias-que-interliga-as-plantas-nas-florestas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/www-a-intricada-rede-de-raizes-fungos-e-bacterias-que-interliga-as-plantas-nas-florestas\/","title":{"rendered":"WWW, a intricada rede de ra\u00edzes, fungos e bact\u00e9rias que interliga as plantas nas florestas"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/amazonia.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-106201\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/amazonia-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/amazonia-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/amazonia.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Debaixo de cada floresta h\u00e1 uma teia subterr\u00e2nea complexa de ra\u00edzes, fungos e bact\u00e9rias que ajudam a conectar \u00e1rvores e plantas umas \u00e0s outras.<\/p>\n<p>Essa rede subterr\u00e2nea tem quase 500 milh\u00f5es de anos e ficou conhecida como \u201c<em>wood wide web<\/em>\u201d (\u201crede global florestal\u201d em tradu\u00e7\u00e3o livre) analogia \u00e0\u00a0<em>world wide web<\/em>\u00a0(www), a rede digital que permite usufruir do conte\u00fado transferido pela internet).<\/p>\n<p>Agora, um estudo internacional publicado na renomada revista Nature produziu o primeiro mapa global da rede de fungos micorrizas (como s\u00e3o chamada as associa\u00e7\u00f5es entre fungos e ra\u00edzes) que dominam esse mundo \u201csecreto\u201d.<\/p>\n<p>Pesquisadores do Laborat\u00f3rio Crowther, da Su\u00ed\u00e7a, e da Universidade de Stanford, nos EUA, usaram uma base de dados da Global Forest Initiative, que cobriu 1,2 milh\u00e3o de \u00e1rvores de 28 mil esp\u00e9cies em mais de 70 pa\u00edses.<\/p>\n<p>Por meio de milh\u00f5es de observa\u00e7\u00f5es diretas de \u00e1rvores e suas associa\u00e7\u00f5es simbi\u00f3ticas no solo, os pesquisadores puderam construir modelos para visualizar essas redes de fungos pela primeira vez.<\/p>\n<p>Thomas Crowther, um dos autores do estudo, disse \u00e0 BBC que \u00e9 a primeira vez que pesquisadores s\u00e3o capazes de entender o mundo debaixo dos nossos p\u00e9s, mas numa escala global.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/16396\/production\/_107003019_arbuscular_v1_640-nc.png\" alt=\"Micorrizas arbusculares\" width=\"640\" height=\"360\" \/><\/figure>\n<p>A pesquisa revela qu\u00e3o importante s\u00e3o as redes de micorrizas para limitar as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas \u2013 e como elas s\u00e3o vulner\u00e1veis aos efeitos dela.<\/p>\n<p>\u201cAssim como imagens de resson\u00e2ncia magn\u00e9tica do c\u00e9rebro nos ajuda a entender como ele funciona, esse mapa global dos fungos subterr\u00e2neos nos ajuda a entender o funcionamento dos ecossistemas globais\u201d, disse Crowther.<\/p>\n<p>\u201cO que descobrimos \u00e9 que certos tipos de micro-organismos vivem em certas partes do mundo. Entendemos que podemos descobrir como restaurar diferentes tipos de ecossistemas e tamb\u00e9m como o clima est\u00e1 mudando\u201d, completou o professor.<\/p>\n<p>A perda de grandes partes da rede de micorrizas pode aumentar \u201co ciclo de retroalimenta\u00e7\u00e3o do aquecimento das temperaturas e das emiss\u00f5es de carbono\u201d.<\/p>\n<p>Os fungos micorrizas s\u00e3o aqueles que formam uma rela\u00e7\u00e3o simbi\u00f3tica com as plantas.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/16FD3\/production\/_106936149_gettyimages-873817954.jpg\" alt=\"\u00e1rvore com raiz\" width=\"638\" height=\"359\" \/><figcaption>Image captionSe n\u00e3o houver redu\u00e7\u00e3o nas emiss\u00f5es de carbono at\u00e9 2100, pode haver uma redu\u00e7\u00e3o de 10% dos fungos ectomicorrizas \u2013 e das \u00e1rvores que dependem deles<\/figcaption><\/figure>\n<p>Existem dois grupos principais de fungos: micorrizas arbusculares, que penetram as ra\u00edzes dos hospedeiros, e ectomicorrizas que circundam as ra\u00edzes das \u00e1rvores sem penetr\u00e1-los.<\/p>\n<p>Ectomicorrizas est\u00e3o presentes, principalmente, em sistemas de clima temperado e ajudam a reter mais carbono da atmosfera. Eles s\u00e3o mais vulner\u00e1veis \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Micorrizas arbusculares, por sua vez, s\u00e3o mais dominantes nos tr\u00f3picos e promovem o r\u00e1pido ciclo de carbono.<\/p>\n<p>De acordo com a pesquisa, 60% das \u00e1rvores est\u00e3o conectadas a ectomicorrizas. Quando a temperatura aumenta, esses fungos, e as esp\u00e9cies de \u00e1rvores associadas a eles, s\u00e3o substitu\u00eddos por micorrizas arbusculares.<\/p>\n<p>\u201cOs tipos de fungos que sustentam grandes reservas de carbono no solo est\u00e3o sendo perdidos e substitu\u00eddos pelos que emitem carbono para a atmosfera\u201d, afirma o professor.<\/p>\n<p>Segundo cientistas, isso poderia potencialmente acelerar mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Se n\u00e3o houver redu\u00e7\u00e3o nas emiss\u00f5es de carbono at\u00e9 2100, pode haver uma redu\u00e7\u00e3o de 10% dos fungos ectomicorrizas \u2013 e das \u00e1rvores que dependem deles.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/2EFE\/production\/_107003021_ectomycorrzihal_v1_640-nc.png\" alt=\"Mapa das ectomirrizas\" width=\"640\" height=\"360\" \/><\/figure>\n<p>Os resultados dessa descoberta podem embasar esfor\u00e7os de restaura\u00e7\u00e3o da flora, como a campanha para plantio de um trilh\u00e3o de \u00e1rvores da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), informando quais tipos de esp\u00e9cies arb\u00f3reas, dependendo de sua rede micorriza associada, deveriam ser plantadas em que \u00e1reas espec\u00edficas do mundo.<\/p>\n<p>Martin Bidartondo, pesquisador associado do Kew Gardens, o Jardim Bot\u00e2nico de Londres, salienta a import\u00e2ncia do estudo. \u201cAgora, pela primeira vez, n\u00f3s temos essa base de dados em larga escala que nos diz o que est\u00e1 acontecendo em todo o planeta\u201d.<\/p>\n<p>\u201cAtrav\u00e9s de nossas atividades di\u00e1rias, estamos contando com que o carbono continue no solo e sendo acumulado ali. Se criamos condi\u00e7\u00f5es por meio da mudan\u00e7a do tipo de fungos que est\u00e3o interagindo com as plantas no solo, esse solo pode parar de acumular carbono e come\u00e7ar a liber\u00e1-lo. Assim, a taxa de emiss\u00e3o vai acelerar mais\u201d, diz Bidartondo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Debaixo de cada floresta h\u00e1 uma teia subterr\u00e2nea complexa de ra\u00edzes, fungos e bact\u00e9rias que<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":106201,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/amazonia.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/amazonia-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/amazonia-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/amazonia.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/amazonia.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/amazonia.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/amazonia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/amazonia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/amazonia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/amazonia.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Debaixo de cada floresta h\u00e1 uma teia subterr\u00e2nea complexa de ra\u00edzes, fungos e bact\u00e9rias que","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/106200"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=106200"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/106200\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/106201"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=106200"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=106200"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=106200"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}