{"id":10608,"date":"2020-04-19T00:00:22","date_gmt":"2020-04-19T03:00:22","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=10608"},"modified":"2020-04-19T13:31:51","modified_gmt":"2020-04-19T16:31:51","slug":"serra-da-raiz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/serra-da-raiz\/","title":{"rendered":"Serra da Raiz"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/serra_raiz4.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-83360\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/serra_raiz4.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"310\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/serra_raiz4.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/serra_raiz4-300x145.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a>Serra da Raiz \u00e9 um munic\u00edpio brasileiro da regi\u00e3o Nordeste, localizado no estado da Para\u00edba. Pertence a Mesorregi\u00e3o do Agreste Paraibano e \u00e0 Microrregi\u00e3o de Guarabira. Est\u00e1 distante 138 quil\u00f4metros de Jo\u00e3o Pessoa, a capital do estado. Sua instala\u00e7\u00e3o oficial ocorreu em 21 de janeiro de 1959. Por\u00e9m, \u00e9 considerada uma das mais antigas povoa\u00e7\u00f5es do estado da Para\u00edba.<\/p>\n<p>Serra da Ra\u00edz limita-se com ao Norte com Cai\u00e7ara, ao Sul com Sert\u00e3ozinho, ao Leste com Bel\u00e9m, e a Oeste com Duas Estradas e Lagoa de Dentro. Fica a uma dist\u00e2ncia at\u00e9 a capital de 138 km.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/serra_da_raiz1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-83354\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/serra_da_raiz1.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"390\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/serra_da_raiz1.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/serra_da_raiz1-300x183.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p><strong>Serra da Raiz \u2013 Para\u00edba\/PB<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A hist\u00f3ria de Serra da Raiz, assim como as hist\u00f3rias da Para\u00edba e do Brasil, \u00e9 recheada de conflitos que moldaram a forma\u00e7\u00e3o de nosso munic\u00edpio. Muitos conflitos, desde a \u00e9poca das capitanias heredit\u00e1rias com a concess\u00e3o de sesmarias at\u00e9 1795, aconteceram, desde simples escaramu\u00e7as ind\u00edgenas a revoltas internas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando o rei de Portugal criou as capitanias heredit\u00e1rias, n\u00e3o existia entre elas a capitania da Para\u00edba. O territ\u00f3rio que, aproximadamente, corresponde a atual Para\u00edba era ocupado pela capitania de Itamarac\u00e1, cujo donat\u00e1rio n\u00e3o teve condi\u00e7\u00f5es de tomar conta, deixando-as praticamente inexplorada, dominada pelos \u00edndios e frequentada pelos franceses que, \u201camigos\u201d dos \u00edndios vinham constantemente buscar pau-brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto isso, a capitania de Pernambuco, vizinha de Itamarac\u00e1, j\u00e1 estava muito pr\u00f3spera devido a grande produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar. Contudo, os senhores de engenho de Pernambuco sentiam-se incomodados pela vizinhan\u00e7a dos \u00edndios que habitavam Itamarac\u00e1, alegando que eles invadiam suas terras, destru\u00edam suas lavouras e, instigados pelos franceses, os hostilizavam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, ocorria que os franceses, diferentemente dos portugueses, n\u00e3o pretendiam tomar as terras dos potiguara e escraviz\u00e1-lo, seu relacionamento com os \u00edndios era \u201camistoso\u201d. Os potiguaras trabalhavam para os franceses, extraindo pau-brasil e embarcando-o em troca de objetos variados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As hostilidades dos portugueses com os potiguaras se agravaram muito ap\u00f3s a chamada \u201cTrag\u00e9dia de Tracunha\u00e9m\u201d, incidente acontecido durante o per\u00edodo de coloniza\u00e7\u00e3o do Brasil, no ano de 1574, no qual \u00edndios mataram todos os moradores de um engenho chamado Tracunha\u00e9m em Pernambuco. Centenas de \u00edndios massacraram colonos e escravos de um engenho. A origem do nome \u201ctracunha\u00e9m\u201d vem do tupi e quer dizer \u201cformigueiro\u201d ou \u201cpanela de formigas\u201d, segundo Teodoro Sampaio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A regi\u00e3o que compreende o munic\u00edpio da Serra da Raiz \u00e9 vinculada a esse hist\u00f3rico epis\u00f3dio que deu in\u00edcio a coloniza\u00e7\u00e3o da Para\u00edba. Segundo historiadores, esse epis\u00f3dio ocorreu devido ao rapto e posterior desaparecimento de um \u00edndia, filha do cacique potiguar, o \u00edndio Iningua\u00e7u ou Ininguassu, no Engenho de Tracunha\u00e9m (PE).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-83357\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/serra_raiz3.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"413\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/serra_raiz3.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/serra_raiz3-300x194.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/p>\n<p><strong>Trag\u00e9dia em Tucunha\u00e9m<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O crist\u00e3o-novo Diogo Dias adquiriu terras pr\u00f3ximas a Goiania, no vale do Rio Tucunha\u00e9m, para estabelecer um engenho. Um aventureiro mameluco chegou \u00e0 aldeia potiguara na Cupa\u00f3ba do chefe Iniguassu. Esta aldeia compreendia as terras hoje correspondentes aos munic\u00edpios de Serra da Raiz, Duas Estradas, Lagoa de Dentro e Sert\u00e3ozinho, no Brejo Paraibano. O mameluco foi recebido com hospitalidade, chegando a casar com uma de suas filhas, \u00edndia de grande beleza, Iratemb\u00e9 (L\u00e1bios de Mel). O casamento exigia que o mameluco permanecesse na aldeia. Numa aus\u00eancia do cacique, o rapaz resolveu voltar ao seu lugar de origem, levando a \u00edndia. A primeira provid\u00eancia de Iniguassu foi enviar dois de seus filhos a Olinda, em Pernambuco, para reclamar justi\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por sorte, encontraram em visita a Pernambuco, o governador do Brasil, Ant\u00f4nio Salema, que ordenou a volta imediata da bela \u00edndia \u00e0 casa do pai. Na volta tiveram que pernoitar no Engenho de Tracunha\u00e9m, de Diogo Dias. Quando amanheceu o dia verificou-se o desaparecimento da \u00edndia, possivelmente escondida por Diogo Dias. Os seu irm\u00e3o reclamaram muito mas nada conseguiram e voltaram para casa sem a irm\u00e3. Em pouco tempo, insuflados pelos franceses, os chefes potiguaras se reuniram para planejar a vingan\u00e7a. Movimentaram cerca de dois mil guerreiros da Para\u00edba e do Rio Grande do Norte. Os \u00edndios cercaram o engenho fortificado e usaram de um ardil: apenas alguns \u00edndios se deixaram ver para fazer crer que era a\u00e7\u00e3o de um pequeno grupo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando os defensores do engenho sa\u00edram para contra-atacar, foram atacados por uma multid\u00e3o de \u00edndios. Da\u00ed, segue-se a morte de todos os que moravam no engenho (propriet\u00e1rios, colonos e escravos), seguindo-se o inc\u00eandio do engenho. Sobrevivendo da fam\u00edlia, apenas dois que estavam ausentes. Outros engenhos de Itamarac\u00e1 tamb\u00e9m foram atacados, resultando em 614 mortes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mediante tal fato e os angustiosos apelos dos habitantes de Pernambuco, D. Jo\u00e3o III, rei de Portugal criou a Capitania Real da Para\u00edba, desmembrando-a da Capitania de Itamarac\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/serra_raiz2.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-83356\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/serra_raiz2.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"431\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/serra_raiz2.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/serra_raiz2-300x202.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Habitavam em seu territ\u00f3rio duas tribos ind\u00edgenas, separadas apenas pelo Rio Para\u00edba. Al\u00e9m dos potiguaras, que j\u00e1 habitavam a Para\u00edba, vieram da regi\u00e3o do Rio S\u00e3o Francisco os tabajaras. Havendo sofrido trai\u00e7\u00e3o de portugueses Piragibe, palavra que significa \u201cbra\u00e7o de peixe\u201d, chefe dos tabajaras, resolveu abandonar a aldeia onde morava e, ap\u00f3s percorrer o interior, chegou \u00e0 Para\u00edba com sua tribo. Estas vivendo em harmonia at\u00e9 que os colonizadores portugueses conseguissem restabelecerem as boas rela\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0s v\u00e9speras do in\u00edcio das tentativas de conquista da Para\u00edba, tanto os franceses, em atos de pirataria e aliados dos \u00edndios potiguar que habitavam a regi\u00e3o, quantos colonizadores portugueses, prelustravam a regi\u00e3o em busca de ouro ou pedras preciosas que supunham aflorar na Serra da Capoaba, e travaram in\u00fameros combates, at\u00e9 que Martin Leit\u00e3o resolveu intervir, destruindo muito aldeiamentos ind\u00edgenas e livrando a regi\u00e3o dos franceses intrusos. Tendo sua origem datada a partir da concess\u00e3o de sesmarias em 1795. Desde ent\u00e3o recebeu v\u00e1rias denomina\u00e7\u00f5es: Ganhamububa, Capochoba, Serra Copaoba e Serra de Raiz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/serra_raiz.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-83355\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/serra_raiz.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"297\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/serra_raiz.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/serra_raiz-300x139.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por tudo isso \u00e9 que o munic\u00edpio de Serra da Raiz \u00e9 considerado por alguns historiadores como um dos primeiros aldeamentos da Capitania da Para\u00edba, pois logo ap\u00f3s a trag\u00e9dia de Tracunha\u00e9m os colonizadores portugueses junto com os \u00edndios Tabajaras, que antes derrotara a tribo Potiguara do ent\u00e3o aldeamento da Cupaoba, regi\u00e3o que atualmente compreende os munic\u00edpios de Serra da Raiz, Duas Estradas e Serta\u00f5zinho, avan\u00e7aram na coloniza\u00e7\u00e3o da Para\u00edba.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cronologicamente, a nossa Hist\u00f3ria teve muitos momentos \u201cimportantes\u201d, dentre os quais podemos destacar que se fazia ponto de pousada dos conquistadores em nome de Portugal, quando buscavam a Serra da Copaoba, atual Serra da Raiz, entre novembro de 1585 e in\u00edcio de 1586. Per\u00edodo em que foi marcado pela viol\u00eancia com que os \u00edndios aqui contidos em mais de 40 aldeias, chefiados por Zerobab\u00e9, Pau Seco e Iniguassu, foram sumariamente dizimados at\u00e9 meados de 1795, inicialmente, pela trucul\u00eancia dos comandados de Martim Leit\u00e3o. Al\u00e9m dos mortos e alguns prisioneiros feitos, incendiaram suas aldeias como garantia de que n\u00e3o mais interfeririam na posse da terra paraibana. A m\u00e3o armada da Cor\u00f4a se fazia anunciar como poderosa e impiedosa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dentre os primeiros colonizadores do munic\u00edpio destaca-se um Senhor Major Costa que construiu, no pequeno aglomerado, uma r\u00fastica ind\u00fastria de beneficiamento e fia\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o, conhecida como \u201cBolandeira\u201d, fator primordial para que se construi-se novos pr\u00e9dios em suas imedia\u00e7\u00f5es, proporcionando o crescimento e o progresso da povoa\u00e7\u00e3o. Posteriormente foram constru\u00eddas a Casa Grande, a Senzala, um curral e com a doa\u00e7\u00e3o de uma faixa de terra pelos seus moradores, foi constru\u00edda a Capela do Senhor do Bonfim, em taipa, sendo elevada a categoria de par\u00f3quia no ano de 1870, pelo Padre Em\u00eddio Fernandes. Contudo, nos arquivos da Par\u00f3quia da Serra da Raiz est\u00e1 registrado como primeiro p\u00e1roco o Padre Sebasti\u00e3o Bastos de Almeida. Possuindo a Capela, pequenas dimens\u00f5es para o n\u00famero de adeptos, foi totalmente reconstru\u00edda em alvenaria na d\u00e9cada de 1900, e hoje \u00e9 a sua igreja matriz, ainda, sob o orago do Senhor de Bonfim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O nome do munic\u00edpio, Serra da Raiz, derivou-se de uma raiz de propriedades medicinais, hoje desconhecida, que se encontrava na localidade, a qual foi muito utilizada no passado pelos silv\u00edcolas. No entanto, em divis\u00f5es territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936, o distrito passa a se chamar Barra da Raiz. Por\u00e9m, com o decreto-lei estadual, datado de 15 de novembro de 1938, o topon\u00f4mio do ent\u00e3o distrito de Serra da Raiz foi alterado para Cupaoba, em alus\u00e3o a primitiva denomina\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o, mas anos depois pelo decreto-lei n\u00ba 520, de 31 de dezembro de 1943, o distrito de Cupaoba volta a denominar-se Serra Raiz e perdeu parte do seu territ\u00f3rio para o novo distrito de Duas Estradas, no munic\u00edpio de Cai\u00e7ara. Segundo a tradi\u00e7\u00e3o oral um antigo religioso chamado Frei Herculano teria pedido a modifica\u00e7\u00e3o do nome da vila para Jerusal\u00e9m, por\u00e9m o nome n\u00e3o foi mantido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes da sua emancipa\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-administrativa, Serra da Raiz disputou acirradamente contra a cidade de Cai\u00e7ara o dom\u00ednio geopol\u00edtico da regi\u00e3o. Esta rivalidade acarretou uma parcial paralisa\u00e7\u00e3o do progresso dos dois povoados, fazendo com que os territ\u00f3rios da Serra da Raiz e de Cai\u00e7ara fossem administrados pelo munic\u00edpio de Guarabira at\u00e9 o ano de 1908, quando foi restabelecido o munic\u00edpio de Cai\u00e7ara (Lei 309, de 7 de novembro), do qual Serra da Raiz continuou como parte integrante de seu territ\u00f3rio at\u00e9 sua emancipa\u00e7\u00e3o em 1959.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em divis\u00e3o territorial datada de 01 de julho de 1950, o distrito de Raiz da Serra ex-Cupaoba, figura no munic\u00edpio de Cai\u00e7ara. Assim permanecendo em divis\u00e3o territorial datada de 01 de julho 1955. Sendo elevado \u00e0 categoria de munic\u00edpio com a denomina\u00e7\u00e3o de Serra da Raiz, pela lei estadual n\u00ba 1962, de 21 de janeiro de 1959, desmembrado de Cai\u00e7ara. Sede no antigo distrito de Serra Raiz. Constitu\u00eddo de 2 distritos: Serra da Raiz e Duas Estradas\/Sert\u00e3ozinho, ambos desmembrados de Cai\u00e7ara. Permanecendo assim, at\u00e9 22 de dezembro de 1961. Onde, pela lei estadual n\u00ba 2058, desmembra do munic\u00edpio de Serra da Raiz o distrito de Duas Estradas. Elevado \u00e0 categoria de munic\u00edpio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em divis\u00e3o territorial datada de 31 de dezembro de 1963, o munic\u00edpio \u00e9 constitu\u00eddo do distrito sede. Assim permanecendo em divis\u00e3o territorial datada de 2007.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Altera\u00e7\u00f5es topon\u00edmicas distritais<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Serra da Raiz para Cupaoba alterado, pelo decreto-lei estadual n\u00ba 1164, de 15-11-1938. Cupaoba para Serra da Raiz alterado, pelo decreto-lei estadual n\u00ba 520, de 31-12-194<\/p>\n<p><strong>Hidrografia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No munic\u00edpio encontra-se uma das\u00a0 nascente do rio Camaratuba, rio que banha e faz parte das bacias do litoral norte do estado da Para\u00edba. O rio nasce no munic\u00edpio de Serra da Raiz e des\u00e1gua numa foz do tipo estu\u00e1rio entre os munic\u00edpios de Ba\u00eda da Trai\u00e7\u00e3o e Mataraca. Pr\u00f3ximo a sua foz, na Barra de Camaratuba, s\u00e3o disputados campeonatos de surfe em determinadas \u00e9pocas do ano, em virtude de ser a por\u00e7\u00e3o do litoral paraibano onde h\u00e1 melhores ondas para a pr\u00e1tica desse esporte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Camaratuba \u00e9 um rio de m\u00e9dio porte, para a regi\u00e3o, cuja foz permanece selvagem e oferece aos visitantes um cen\u00e1rio paradis\u00edaco, emoldurado por dunas, manguezais e a mata atl\u00e2ntica. Em seu entorno, est\u00e3o, de um lado as 24 vinte e quatro aldeias que comp\u00f5e a reserva dos \u00edndios potiguaras e do outro a vila de Barra de Camaratuba integrada a 09 nove kilometros de praias desertas pertencentes a uma reserva ecol\u00f3gica. O rio pode ser explorado, por terra e por \u00e1gua, em pequenas embarca\u00e7\u00f5es, guiadas por locais, que adentram os manguesais intocados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A bacia do rio Camaratuba<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A bacia do rio Camaratuba situa-se na parte extremo leste do Estado da Para\u00edba. Est\u00e1 inserida em uma \u00e1rea pertencente a tr\u00eas microrregi\u00f5es homog\u00eaneas do Estado paraibano, Agreste da Borborema, Brejo e Piemonte da Borborema. Conforma-se sob as latitudes 6\u00ba32\u201949\u2019\u2019 e 6\u00ba46\u20192\u2019\u2019 sul e entre as longitudes 34\u00ba57\u201949\u2019\u2019 e 35\u00ba27\u201959\u2019\u2019 a oeste de Greenwich, e tem como rio principal o rio Camaratuba; limita-se a sul com a bacia do rio Mamanguape , a leste com o Oceano Atl\u00e2ntico, a oeste com a bacia do rio Curimata\u00fa e a norte com as bacias dos rios Guaj\u00fa e Curimata\u00fa. A bacia do rio Camaratuba drena uma \u00e1rea que mede cerca de cerca de 635,6 km2.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Turismo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m das forma\u00e7\u00f5es rochosas, do clima agrad\u00e1vel e da eleva\u00e7\u00e3o acima do n\u00edvel do mar, Serra da Raiz, proporciona um espet\u00e1culo quase o ano todo no come\u00e7o das noites e das manh\u00e3s, com uma branda n\u00e9voa que ilustra a paisagem. Cen\u00e1rio perfeito para quem busca tranquilidade, ar puro e contato com a natureza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Site Oficial de Serra da Ra\u00edz<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Serra da Raiz \u00e9 um munic\u00edpio brasileiro da regi\u00e3o Nordeste, localizado no estado da Para\u00edba.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Serra da Raiz \u00e9 um munic\u00edpio brasileiro da regi\u00e3o Nordeste, localizado no estado da Para\u00edba.","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10608"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10608"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10608\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10608"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10608"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10608"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}