{"id":105917,"date":"2019-05-16T13:30:32","date_gmt":"2019-05-16T16:30:32","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=105917"},"modified":"2019-05-15T23:12:53","modified_gmt":"2019-05-16T02:12:53","slug":"china-encontra-vestigios-de-mar-de-lava-na-face-oculta-da-lua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/china-encontra-vestigios-de-mar-de-lava-na-face-oculta-da-lua\/","title":{"rendered":"China encontra vest\u00edgios de mar de lava na face oculta da Lua"},"content":{"rendered":"<p dir=\"ltr\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/cratera_lua.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-105919\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/cratera_lua-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/cratera_lua-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/cratera_lua.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Desde janeiro deste ano, um\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/01\/02\/ciencia\/1546458733_245973.html\">pequeno rob\u00f4 chin\u00eas<\/a> est\u00e1 atravessando a zona catastr\u00f3fica mais antiga do Sistema Solar. Trata-se da bacia de Aitken, uma enorme cratera na face oculta da Lua, formada pelo impacto de um meteorito de 170 quil\u00f4metros de di\u00e2metro h\u00e1 cerca de 3,9 bilh\u00f5es de anos. \u00c9 a primeira vez que um ve\u00edculo rob\u00f3tico percorre esse territ\u00f3rio e, como era esperado, est\u00e1 fazendo importantes descobertas.<\/p>\n<div class=\"teads-inread sm-screen\">\n<div>\n<div class=\"teads-ui-components-credits\">Cientistas da miss\u00e3o chinesa Chang\u2019e 4, a primeira que pousou com sucesso na face oculta da Lua, acreditam ter encontrado vest\u00edgios do manto lunar, a camada interna que fica escondida debaixo da crosta e da qual at\u00e9 agora havia poucas evid\u00eancias.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p dir=\"ltr\">A\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/la_luna\">Lua<\/a>\u00a0\u00e9 um peda\u00e7o da Terra arrancado pelo impacto de Theia, um asteroide do tamanho de Marte, nas origens do sistema solar, h\u00e1 cerca de 4,5 bilh\u00f5es de anos. Foi um cataclismo t\u00e3o violento que o nosso planeta desapareceu durante algumas horas. Uma pequena parte se desprendeu e se misturou com os restos de Theia, que se transformaram em rocha fundida depois do golpe. Durante um tempo o sat\u00e9lite ficou coberto por um oceano de lava ardente no qual os materiais mais pesados se cristalizaram no fundo e os mais leves permaneceram na superf\u00edcie, de onde os primeiros astronautas coletaram abundantes amostras nas d\u00e9cadas de sessenta e setenta. Desde ent\u00e3o, a composi\u00e7\u00e3o da Lua para al\u00e9m de sua camada mais externa era um mist\u00e9rio.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O rob\u00f4 Yutu-2 pousou em janeiro deste ano na cratera de Von K\u00e1rm\u00e1n, uma bacia de cerca de 180 quil\u00f4metros de di\u00e2metro que por sua vez est\u00e1 dentro da cratera de Aitken, que com 2.500 quil\u00f4metros de lado a lado \u00e9 uma dos maiores que se conhecem. A face oculta da Lua est\u00e1 cheia de crateras como estas, muitas delas formadas durante uma etapa violenta da hist\u00f3ria do sistema solar, conhecida como bombardeio intenso tardio. A face vis\u00edvel da Lua tamb\u00e9m foi devastada por esta descarga, mas neste caso os buracos foram inundados com lava vulc\u00e2nica que, ao secar, formou as grandes plan\u00edcies conhecidas como mares que s\u00e3o apreciadas hoje.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O impacto em Aitken foi t\u00e3o violento que penetrou al\u00e9m da crosta lunar e descobriu o manto, espalhando seu conte\u00fado pela superf\u00edcie. Em um estudo publicado nesta quarta-feira pela prestigiosa revista\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/nature\"><em>Nature<\/em><\/a>, os cientistas da Academia Nacional de Ci\u00eancias da China explicam que o espectr\u00f4metro de luz vis\u00edvel e infravermelha do Yutu-2 mostra que a composi\u00e7\u00e3o do solo \u00e9 diferente daquela do regolito nos mares do sat\u00e9lite. Os minerais t\u00eam um alto teor de olivina e outros compostos densos, do tipo que puderam ficar nas camadas mais profundas do mar de lava.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cEstes poderiam ser os primeiros ind\u00edcios claros do manto lunar que sa\u00edram \u00e0 superf\u00edcie depois do enorme impacto que formou a bacia de Aitken\u201d, diz Bernard Foing, diretor do Grupo de Trabalho para a Explora\u00e7\u00e3o Lunar da Ag\u00eancia Espacial Europeia, que colaborou com China na miss\u00e3o Chang\u2019e-4.<\/p>\n<p>Os resultados s\u00e3o \u201cemocionantes\u201d, diz Patrick Pinet, do Instituto de Pesquisa de Astrof\u00edsica e Planetologia da\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/francia\/a\/\">Fran\u00e7a<\/a>, em um coment\u00e1rio publicado com o artigo. Os dados coletados pelo Yutu \u201cpodem ter implica\u00e7\u00f5es importantes para a determina\u00e7\u00e3o da composi\u00e7\u00e3o do manto externo\u201d, assim como revelar a \u201cprofundidade, a velocidade de esfriamento e a viscosidade\u201d do velho mar de lava que cobria a Lua. \u201cOs dados\u201d, explica Pinet, \u201ctamb\u00e9m podem mudar nossa vis\u00e3o sobre a parte interna dos planetas.\u201d \u201c\u00c9 muito importante revelar a geologia da face oculta da Lua, o que aumentar\u00e1 o nosso conhecimento sobre a forma\u00e7\u00e3o da Lua e as diferen\u00e7as entre suas duas faces\u201d, explica o pesquisador, que, no entanto, adverte que os resultados chineses s\u00e3o preliminares e devem ser confirmados com mais an\u00e1lises n\u00e3o s\u00f3 da terra, mas tamb\u00e9m das rochas lunares da face menos explorada do sat\u00e9lite.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde janeiro deste ano, um\u00a0pequeno rob\u00f4 chin\u00eas est\u00e1 atravessando a zona catastr\u00f3fica mais antiga do<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":105919,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/cratera_lua.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/cratera_lua-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/cratera_lua-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/cratera_lua.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/cratera_lua.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/cratera_lua.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/cratera_lua.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/cratera_lua.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/cratera_lua.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/cratera_lua.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Desde janeiro deste ano, um\u00a0pequeno rob\u00f4 chin\u00eas est\u00e1 atravessando a zona catastr\u00f3fica mais antiga do","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/105917"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=105917"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/105917\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/105919"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=105917"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=105917"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=105917"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}