{"id":105774,"date":"2019-05-13T16:53:59","date_gmt":"2019-05-13T19:53:59","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=105774"},"modified":"2019-05-13T16:53:59","modified_gmt":"2019-05-13T19:53:59","slug":"cientistas-criam-plastico-que-pode-ser-reciclado-infinitamente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cientistas-criam-plastico-que-pode-ser-reciclado-infinitamente\/","title":{"rendered":"Cientistas criam pl\u00e1stico que pode ser reciclado infinitamente"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/plastico_futuro.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-105775\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/plastico_futuro-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/plastico_futuro-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/plastico_futuro.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Uma equipe de pesquisadores do Laborat\u00f3rio Nacional Lawrence Berkeley, do Departamento de Energia dos Estados Unidos (Berkeley Lab), projetou um pl\u00e1stico recicl\u00e1vel que, como um brinquedo de Lego, pode ser desmontado em suas partes constituintes no n\u00edvel molecular e depois remontado com diferentes formas, texturas e cores de forma cont\u00ednua, sem perda de desempenho ou qualidade. O novo material, chamado poli (dicetoenamina), ou PDK, foi publicado na revista Nature Chemistry.<\/p>\n<p>Leve e resistente, o pl\u00e1stico \u00e9 um \u00f3timo material \u2013 at\u00e9 que voc\u00ea n\u00e3o precise mais dele. Como os pl\u00e1sticos s\u00e3o feitos com muitos aditivos, como corantes, por exemplo, poucos pl\u00e1sticos podem ser reciclados sem perda de desempenho ou est\u00e9tica. Mesmo o pl\u00e1stico PET, \u00e9 reciclado a uma taxa de apenas 20-30%, o restante vai parar em incineradores, lix\u00f5es, aterros, rios e oceanos ao redor do mundo, levando s\u00e9culos para se decompor e poluindo o ar e o ambiente.<\/p>\n<p>Todos os pl\u00e1sticos, desde garrafas de \u00e1gua a pe\u00e7as de autom\u00f3veis, s\u00e3o compostos de grandes mol\u00e9culas chamadas pol\u00edmeros, que s\u00e3o compostas de unidades repetitivas de compostos menores contendo carbonos chamados mon\u00f4meros.<\/p>\n<p>\u201cA maioria dos pl\u00e1sticos nunca foi feita para ser reciclada\u201d, disse o autor, Peter Christensen. \u201cMas descobrimos uma nova maneira de produzir pl\u00e1sticos que leva em considera\u00e7\u00e3o a reciclagem de uma perspectiva molecular\u201d.<\/p>\n<p>De acordo com os pesquisadores, o problema com muitos pl\u00e1sticos \u00e9 que os produtos qu\u00edmicos adicionados para torn\u00e1-los \u00fateis \u2013 como enchimentos que tornam um pl\u00e1stico duro, ou plastificantes que tornam um pl\u00e1stico flex\u00edvel \u2013 permanecem no pl\u00e1stico mesmo ap\u00f3s serem processados em uma usina de reciclagem. Eles ficam fortemente ligados aos mon\u00f4meros e permanecem no pl\u00e1stico mesmo ap\u00f3s serem processado em uma usina de reciclagem.<\/p>\n<p>Durante o processo de reciclagem chegam pl\u00e1sticos com diferentes composi\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas como pl\u00e1sticos duros, pl\u00e1sticos el\u00e1sticos, pl\u00e1sticos transparentes e pl\u00e1sticos coloridos. Eles s\u00e3o todos misturados e triturados em peda\u00e7os. Quando essa mistura de pl\u00e1sticos cortados \u00e9 derretida para virar um novo material, \u00e9 dif\u00edcil prever quais propriedades herdar\u00e3o dos pl\u00e1sticos originais. Essa heran\u00e7a de propriedades desconhecidas e, portanto, imprevis\u00edvel, impediu que o pl\u00e1stico se tornasse um material \u201ccircular\u201d.<\/p>\n<h3>Da cadeia linear para a circular<\/h3>\n<p>Ao contr\u00e1rio dos pl\u00e1sticos convencionais, os mon\u00f4meros de pl\u00e1stico PDK poderiam ser recuperados e liberados de quaisquer aditivos compostos simplesmente mergulhando o material em uma solu\u00e7\u00e3o altamente \u00e1cida. O \u00e1cido ajuda a quebrar as liga\u00e7\u00f5es entre os mon\u00f4meros e separ\u00e1-los dos aditivos qu\u00edmicos que d\u00e3o ao pl\u00e1stico sua apar\u00eancia e sensa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" class=\"td-animation-stack-type0-1\" src=\"https:\/\/newscenter.lbl.gov\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/05\/closed-loop-plastic-450x338.gif\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"481\" \/><\/p>\n<div class=\"seedtag-gohan seedtag-adunit st-in-image\">\n<div class=\"st-container\"><\/div>\n<\/div><figcaption>Timelapse mostrando um peda\u00e7o de pl\u00e1stico PDK em \u00e1cido que separa as liga\u00e7\u00f5es entre os mon\u00f4meros e aditivos qu\u00edmicos | Cr\u00e9dito: Peter Christensen \/ Berkeley Lab<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>\u201cEstamos interessados \u200b\u200bna qu\u00edmica que redireciona o ciclo de vida dos pl\u00e1sticos de linear para circular\u201d, disse Brett Helms, l\u00edder da pesquisa. \u201cN\u00f3s vemos uma oportunidade de fazer a diferen\u00e7a para onde n\u00e3o h\u00e1 op\u00e7\u00f5es de reciclagem.\u201d<\/p>\n<p>Os pesquisadores planejam desenvolver pl\u00e1sticos PDK com uma ampla gama de propriedades t\u00e9rmicas e mec\u00e2nicas para aplica\u00e7\u00f5es t\u00e3o diversas quanto t\u00eaxteis, impress\u00e3o 3D e espumas. Al\u00e9m disso, eles buscam expandir as formula\u00e7\u00f5es incorporando materiais \u00e0 base de plantas e outras fontes sustent\u00e1veis.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/newscenter.lbl.gov\/2019\/05\/06\/recycling-plastic-from-the-inside-out\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\" (abre em uma nova aba)\">Clique aqui<\/a>\u00a0para saber mais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma equipe de pesquisadores do Laborat\u00f3rio Nacional Lawrence Berkeley, do Departamento de Energia dos Estados<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":105775,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/plastico_futuro.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/plastico_futuro-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/plastico_futuro-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/plastico_futuro.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/plastico_futuro.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/plastico_futuro.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/plastico_futuro.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/plastico_futuro.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/plastico_futuro.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/plastico_futuro.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Uma equipe de pesquisadores do Laborat\u00f3rio Nacional Lawrence Berkeley, do Departamento de Energia dos Estados","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/105774"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=105774"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/105774\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/105775"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=105774"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=105774"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=105774"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}