{"id":105612,"date":"2019-05-11T10:30:26","date_gmt":"2019-05-11T13:30:26","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=105612"},"modified":"2019-05-10T21:20:15","modified_gmt":"2019-05-11T00:20:15","slug":"mocambique-busca-cooperacao-cientifica-em-prevencao-de-desastres-naturais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/mocambique-busca-cooperacao-cientifica-em-prevencao-de-desastres-naturais\/","title":{"rendered":"Mo\u00e7ambique busca coopera\u00e7\u00e3o cient\u00edfica em preven\u00e7\u00e3o de desastres naturais"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/mocambique.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-105613\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/mocambique-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/mocambique-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/mocambique.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Nos \u00faltimos anos, Mo\u00e7ambique enfrentou, pelo menos, 10 grandes desastres naturais. O pior aconteceu em mar\u00e7o deste ano, quando a passagem do ciclone Idai atingiu uma \u00e1rea de 3 mil quil\u00f4metros quadrados, causou 242 mortes e deixou 400 mil pessoas desalojadas no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Embora o pa\u00eds e o restante do continente africano estejam longe de ser os maiores emissores de gases de efeito estufa, s\u00e3o os que mais t\u00eam sofrido e est\u00e3o entre os mais vulner\u00e1veis aos impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas globais. Al\u00e9m disso, poder\u00e3o ser os mais afetados pela degrada\u00e7\u00e3o da terra que tem acontecido em diferentes partes do mundo.<\/p>\n<p>O\u00a0<b><a href=\"https:\/\/www.ipbes.net\/sites\/default\/files\/downloads\/spm_unedited_advance_for_posting_htn.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Sum\u00e1rio para Formuladores de Pol\u00edticas<\/a><\/b>\u00a0da primeira avalia\u00e7\u00e3o global do estado da natureza da Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Servi\u00e7os Ecossist\u00eamicos (IPBES, na sigla em ingl\u00eas), lan\u00e7ado em 6 de maio de 2019, apontou que o continente africano, juntamente com a Am\u00e9rica do Sul e a \u00c1sia, ser\u00e3o as regi\u00f5es mais afetadas pela perda de biodiversidade e a consequente deteriora\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os ecossist\u00eamicos, como o fornecimento de \u00e1gua e alimentos, que t\u00eam ocorrido em uma escala sem precedentes.<\/p>\n<p>Os autores do relat\u00f3rio estimam que entre 100 e 300 milh\u00f5es de pessoas est\u00e3o em risco aumentado de inunda\u00e7\u00f5es e furac\u00f5es devido \u00e0 perda de h\u00e1bitats costeiros e de \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o natural.<\/p>\n<p>\u201cOs desastres naturais tornaram-se frequentes e uma realidade para n\u00f3s\u201d, disse Vit\u00f3ria Langa de Jesus, diretora executiva do Fundo Nacional de Pesquisa (FNI) de Mo\u00e7ambique, \u00e0\u00a0<b>Ag\u00eancia FAPESP<\/b>.<\/p>\n<p>\u201cQuando se come\u00e7ou a falar sobre mudan\u00e7as clim\u00e1ticas n\u00e3o sab\u00edamos muito bem de que maneira iriam nos afetar. A partir da experi\u00eancia que tivemos nos \u00faltimos anos, cresceu a preocupa\u00e7\u00e3o de aumentar o apoio a pesquisas que possam dar subs\u00eddios a \u00f3rg\u00e3os de governo para elabora\u00e7\u00e3o de planos de preven\u00e7\u00e3o de desastres e de adapta\u00e7\u00e3o e mitiga\u00e7\u00e3o dos efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\u201d, disse.<\/p>\n<p>Para atingir esses objetivos, a ag\u00eancia de fomento \u00e0 pesquisa mo\u00e7ambicana que a pesquisadora representa tem feito parcerias com institui\u00e7\u00f5es cong\u00eaneres de diversos pa\u00edses, como a Alemanha e a Fran\u00e7a. A mais recente foi com a FAPESP, com quem firmou um acordo de coopera\u00e7\u00e3o no dia 6 de maio.<\/p>\n<p>Alguns dos temas de interesse de pesquisa colaborativa entre os pesquisadores mo\u00e7ambicanos e do Estado de S\u00e3o Paulo ser\u00e3o, justamente, a preven\u00e7\u00e3o de desastres naturais e adapta\u00e7\u00e3o e mitiga\u00e7\u00e3o dos efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Outra \u00e1rea de interesse \u00e9 a agricultura, disse Langa de Jesus.<\/p>\n<p>\u201cA agricultura \u00e9 fundamental para n\u00f3s. Essa \u00e9 uma das \u00e1reas em que acreditamos que os pesquisadores paulistas e mo\u00e7ambicanos possam fazer estudos voltados n\u00e3o s\u00f3 para a melhoria da produ\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m sobre processamento de alimentos ou desenvolvimento de cultivares mais resistentes \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Segundo Marco Antonio Zago, presidente da FAPESP, a coopera\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de pesquisadores do Estado de S\u00e3o Paulo e de Mo\u00e7ambique em agricultura poder\u00e1 ser exitosa, entre outros fatores, pelas semelhan\u00e7as clim\u00e1ticas das duas regi\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cA agricultura \u00e9 uma \u00e1rea em que se pode ter um grande interc\u00e2mbio de conhecimento entre Mo\u00e7ambique e o Estado de S\u00e3o Paulo, que tem institui\u00e7\u00f5es muito fortes em agronomia, como a Esalq [Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de S\u00e3o Paulo], entre outras\u201d, disse.<\/p>\n<p>Outra vantagem na coopera\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de pesquisadores mo\u00e7ambicanos com colegas paulistas \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 barreiras de idioma, disse Langa de Jesus. \u201cEsperamos que, ap\u00f3s a defini\u00e7\u00e3o das \u00e1reas das pesquisas que apoiaremos e a sele\u00e7\u00e3o das propostas, os pesquisadores possam se unir para desenvolver projetos cujos resultados possam n\u00e3o s\u00f3 ajudar a solucionar quest\u00f5es nacionais como tamb\u00e9m tenham impacto internacional\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>A dirigente e outros representantes da FNI estiveram no Brasil para participar da\u00a0<b><a href=\"http:\/\/www.fapesp.br\/eventos\/grc\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">8\u00aa Reuni\u00e3o Anual do Global Research Council<\/a><\/b>(GRC), que aconteceu entre os dias 1\u00ba e 3 de maio, em S\u00e3o Paulo, e reuniu chefes de 52 ag\u00eancias de fomento \u00e0 pesquisa de 50 pa\u00edses dos cinco continentes. O encontro foi organizado pela FAPESP, pelo Consejo Nacional de Investigaciones Cient\u00edficas e T\u00e9cnicas (Conicet), da Argentina, e pela German Research Foundation (DFG), da Alemanha.<\/p>\n<p>\u201cUma das raz\u00f5es que nos levaram a participar do GRC \u00e9 a troca de experi\u00eancias de dirigentes de ag\u00eancias de fomento \u00e0 pesquisa sobre como podemos estimular a ci\u00eancia nos nossos respectivos pa\u00edses\u201d, disse Langa de Jesus.<\/p>\n<p>\u201cO GRC tamb\u00e9m permite nos inteirar sobre o desenvolvimento da ci\u00eancia, tecnologia e inova\u00e7\u00e3o no mundo e identificar ag\u00eancias de fomento \u00e0 pesquisa, como a FAPESP, com as quais queremos estabelecer acordos de coopera\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos anos, Mo\u00e7ambique enfrentou, pelo menos, 10 grandes desastres naturais. 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