{"id":105579,"date":"2019-05-10T09:32:50","date_gmt":"2019-05-10T12:32:50","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=105579"},"modified":"2019-05-10T09:32:50","modified_gmt":"2019-05-10T12:32:50","slug":"vida-prospera-na-antartica-gracas-a-excrementos-de-pinguins-e-focas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/vida-prospera-na-antartica-gracas-a-excrementos-de-pinguins-e-focas\/","title":{"rendered":"Vida prospera na Ant\u00e1rtica gra\u00e7as a excrementos de pinguins e focas"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/pinguins.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-105580\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/pinguins-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/pinguins-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/pinguins.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Por mais de meio s\u00e9culo, os bi\u00f3logos que estudam a Ant\u00e1rtica tentaram entender como os organismos do continente enfrentam a seca e o frio mais severo do planeta.<\/p>\n<p>Mas at\u00e9 o momento n\u00e3o haviam percebido a relev\u00e2ncia dos excrementos das col\u00f4nias de pinguins e focas, que contribuem com o ecossistema com um aporte fundamental de nitrog\u00eanio.<\/p>\n<p>Um novo estudo, publicado nesta quinta-feira pelo jornal cient\u00edfico Current Biology revela que os excrementos ajudam as comunidades de musgos e l\u00edquens, que por sua vez sustentam uma grande quantidade de animais microsc\u00f3picos como col\u00eambolos e \u00e1caros.<\/p>\n<p>\u201cO que observamos \u00e9 que os excrementos produzidos por focas e pinguins se evaporam em parte como amon\u00edaco\u201d, disse o coautor Stef Bokhorst, do departamento de Ci\u00eancias Ecol\u00f3gicas da Universidade de Vrije, em Amsterd\u00e3.<\/p>\n<p>Segundo o especialista, o amon\u00edaco \u00e9 recolhido pelo vento na costa e levado para dentro do continente, onde se deposita no solo, provendo nitrog\u00eanio aos produtores prim\u00e1rios e sua sobreviv\u00eancia neste entorno.<\/p>\n<p>Os pesquisadores percorreram \u00e1reas com excrementos de animais, incluindo de elefantes marinhos, e examinaram o solo e as plantas circundantes, recolhendo amostras para exame de laborat\u00f3rio.<\/p>\n<p>As amostras revelaram milh\u00f5es de invertebrados diminutos por quil\u00f4metro quadrado devido \u00e0 falta de predadores no ambiente, diferentemente do que ocorre nas pradarias europeias ou americanas, onde este n\u00famero cai para entre 50.000 e 100.000.<\/p>\n<p>\u201cQuando mais animais (\u2026) mais encontraremos uma maior diversidade nestes s\u00edtios\u201d, disse Bokhorst \u00e0 AFP.<\/p>\n<p>Segundo especialistas, a riqueza das esp\u00e9cies est\u00e1 mais relacionada com os nutrientes proporcionados pelos excrementos do que pela natureza fria e seca da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>A pesquisa permitiu que a equipe montasse um mapa dos pontos \u201cquentes\u201d na pen\u00ednsula ant\u00e1rtica, concluindo que as col\u00f4nias de pinguim eram agentes de biodiversidade.<\/p>\n<p>\u2013 O \u201claborat\u00f3rio\u201d ideal \u2013<\/p>\n<p>Para Bokhorst, a Ant\u00e1rtica foi o \u201claborat\u00f3rio natural ideal\u201d para estudar a rela\u00e7\u00e3o entre nutrientes e biodiversidade, devido \u00e0 simplicidade da rede alimentar, em contraste com outras partes do planeta onde os ecossistemas s\u00e3o muito mais complexos.<\/p>\n<p>Mas o estudo tamb\u00e9m revelou o qu\u00e3o interconectado est\u00e1 o ecossistema do continente, expondo sua vulnerabilidade \u00e0 atividade humana.<\/p>\n<p>Todos os pa\u00edses que trabalham no continente est\u00e3o sob o Tratado Ant\u00e1rtico, o que os obriga a proteger a vida silvestre.<\/p>\n<p>Segundo Bokhorst, o estudo mostrou que \u201cse voc\u00ea mexe em um extremo ter\u00e1 um efeito no outro\u201d.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 preciso ficar atento para n\u00e3o se explorar em excesso os oceanos e prejudicar o fornecimento de alimentos. Do contr\u00e1rio, teremos um impacto sobre a biodiversidade\u201d.<\/p>\n<p>As comunidades de invertebrados da Ant\u00e1rtica enfrentam novos predadores, j\u00e1 que o turismo crescente representa maiores chances de introdu\u00e7\u00e3o de plantas e at\u00e9 insetos, que podem se beneficiar do solo rico para amea\u00e7ar as esp\u00e9cies nativas.<\/p>\n<p>\u201cEste \u00e9 um bom argumento de por que motivo devemos ter cuidado com a Ant\u00e1rtica\u201d, concluiu Bokhorst.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por mais de meio s\u00e9culo, os bi\u00f3logos que estudam a Ant\u00e1rtica tentaram entender como os<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":105580,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/pinguins.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/pinguins-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/pinguins-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/pinguins.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/pinguins.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/pinguins.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/pinguins.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/pinguins.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/pinguins.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/pinguins.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Por mais de meio s\u00e9culo, os bi\u00f3logos que estudam a Ant\u00e1rtica tentaram entender como os","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/105579"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=105579"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/105579\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/105580"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=105579"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=105579"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=105579"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}