{"id":105518,"date":"2019-05-09T09:00:18","date_gmt":"2019-05-09T12:00:18","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=105518"},"modified":"2019-05-08T21:23:36","modified_gmt":"2019-05-09T00:23:36","slug":"morre-o-520o-tamandua-bandeira-nas-rodovias-do-mato-grosso-do-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/morre-o-520o-tamandua-bandeira-nas-rodovias-do-mato-grosso-do-sul\/","title":{"rendered":"Morre o 520\u00ba tamandu\u00e1-bandeira nas rodovias do Mato Grosso do Sul"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/tamandua.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-105520\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/tamandua-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/tamandua-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/tamandua.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>No \u00faltimo dia 16 de abril o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.tamanduabandeira.org\/\">Projeto Bandeiras e Rodovias<\/a>\u00a0soltou uma\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/2047622535525279\/posts\/2285020238452173?sfns=mo\">nota<\/a>\u00a0sobre a morte de mais um dos seus 45 tamandu\u00e1s-bandeira (<em>Myrmecophaga tridactyla<\/em>) monitorados. O animal havia sido batizado de \u201cPequi\u201d por seguidores das m\u00eddias sociais do projeto, ap\u00f3s uma vota\u00e7\u00e3o em setembro do ano passado.<\/p>\n<p>Pequi era um macho adulto que, como muitos da sua e de outras esp\u00e9cies, vivia transitando entre \u00e1reas de uso, que inclu\u00edam pastos e reservas legais de fazendas particulares e de um assentamento rural no munic\u00edpio de Ribas do Rio Pardo, no Mato Grosso do Sul (MS). Ele usava um colar com GPS desde agosto de 2018, para que os pesquisadores pudessem monitorar seus movimentos. Conclu\u00edram que Pequi sempre atravessava a BR 262, uma rodovia bastante antiga que liga Corumb\u00e1, na divisa com a Bol\u00edvia, a Vit\u00f3ria (ES), em busca de \u00e1reas para alimenta\u00e7\u00e3o e ref\u00fagio. Na noite de 9 de abril, o tamandu\u00e1 foi atropelado nessa mesma BR, num trecho n\u00e3o duplicado que liga Campo Grande a Ribas do Rio Pardo.<\/p>\n<p>\u201cA BR 262 tem alguns pontos de travessia que foram feitos para o gado. Por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 uma rodovia bem preparada para evitar atropelamento de fauna, j\u00e1 que n\u00e3o tem cercas nem a quantia adequada de travessias\u201d, informou M\u00e1rio Alves, veterin\u00e1rio do projeto. \u201cN\u00e3o fizemos necropsia do Pequi porque quando encontramos a carca\u00e7a, ela j\u00e1 estava em est\u00e1gio avan\u00e7ado de decomposi\u00e7\u00e3o\u201d, lamentou o veterin\u00e1rio. O tamandu\u00e1-bandeira \u00e9 o animal\u00a0<a href=\"http:\/\/www.icmbio.gov.br\/portal\/faunabrasileira\/estado-de-conservacao\/7127-mamiferos-myrmecophaga-tridactyla-tamandua-bandeira\" rel=\"noopener noreferrer\">amea\u00e7ado de extin\u00e7\u00e3o<\/a>\u00a0mais atropelado no Mato Grosso do Sul e a terceira esp\u00e9cie mais atingida, segundo dados do projeto. Em apenas 26 meses de monitoramento em tr\u00eas rodovias do MS foram encontradas 520 carca\u00e7as de tamandu\u00e1s-bandeira e mais de 8 mil animais atropelados.<\/p>\n<p>O\u00a0<a href=\"http:\/\/www.tamanduabandeira.org\/\" rel=\"noopener noreferrer\">Projeto Bandeiras e Rodovias<\/a>\u00a0monitora a fauna atropelada como um todo e 45 tamandu\u00e1s-bandeira por meio de radiotelemetria, fazendo rotas quinzenais em 1.300 km das rodovias BR 262, MS 040 e BR 267, no Mato Grosso do Sul. Atrav\u00e9s do colar com GPS, os pesquisadores coletam dados importantes sobre o padr\u00e3o de movimenta\u00e7\u00e3o dos tamandu\u00e1s, visando compreender as intera\u00e7\u00f5es entre os indiv\u00edduos e a esp\u00e9cie com as rodovias.<\/p>\n<p>Segundo M\u00e1rio Alves, Pequi n\u00e3o foi o primeiro animal com colar a ser atropelado. Outro tamandu\u00e1 nomeado \u201cBen\u201d, por exemplo, foi morto em agosto de 2018 na BR 267, v\u00edtima de colis\u00e3o veicular. \u201cTamb\u00e9m houve animais que foram atropelados depois que tiramos o colar. Apesar de os dados de n\u00famero de mortes de animais serem assustadores, \u00e9 importante destacar que eles s\u00e3o subestimados. Tem muita carca\u00e7a que desaparece antes que nossa equipe possa registrar, al\u00e9m de animais que morrem fora da pista, por exemplo\u201d, informou o veterin\u00e1rio. Para Alves, \u201co atropelamento de fauna \u00e9 obviamente uma problem\u00e1tica muito importante para a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade, mas tamb\u00e9m para a seguran\u00e7a dos motoristas, pois muita gente morre aqui no Estado com colis\u00f5es assim. \u00c9 importante frisar que n\u00e3o estamos de forma alguma culpabilizando os motoristas quando debatemos o problema. O que o projeto busca \u00e9 viabilizar rodovias que previnam esse tipo de acidente\u201d.<\/p>\n<p><strong>Mitiga\u00e7\u00e3o de acidentes<\/strong><\/p>\n<p>A bi\u00f3loga Fernanda Abra, doutoranda em ecologia de estradas pela\u00a0<a href=\"https:\/\/www5.usp.br\/\" rel=\"noopener noreferrer\">Universidade de S\u00e3o Paulo<\/a>\u00a0(USP), s\u00f3cia-fundadora da empresa de consultoria\u00a0<a href=\"http:\/\/www.viafauna.com.br\/\" rel=\"noopener noreferrer\">ViaFAUNA<\/a>\u00a0e vencedora do\u00a0<a href=\"https:\/\/futurefornature.org\/future-for-nature-award-winners-2019\/\" rel=\"noopener noreferrer\">Pr\u00eamio Future For Nature 2019<\/a>, lamentou a morte de Pequi. \u201cToda morte de animal por atropelamento \u00e9 digna de ser lamentada, por\u00e9m, esse epis\u00f3dio com o Pequi nos faz refletir qu\u00e3o grave \u00e9 a quest\u00e3o dos atropelamentos nas rodovias do MS. Um animal que estava retornando dados valios\u00edssimos para a pesquisa e para o pessoal do Bandeiras e Rodovias. Houve um esfor\u00e7o de recursos humanos, recursos financeiros, esfor\u00e7os para capturar o animal, equipar com r\u00e1dio colar e depois continuar monitorando o deslocamento desse animal. O Pequi estava retornando dados muito importantes para entender a din\u00e2mica do tamandu\u00e1 com as rodovias e, futuramente, os dados do Pequi tamb\u00e9m poderiam contribuir para entender quais s\u00e3o os pontos priorit\u00e1rios para receber medidas de mitiga\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Para Fernanda, investir em moderniza\u00e7\u00e3o das rodovias \u00e9 fundamental para a seguran\u00e7a de animais e pessoas: \u201cClaro que a implanta\u00e7\u00e3o de medidas de mitiga\u00e7\u00e3o tem um custo. O valor m\u00e9dio por metro instalado de cerca ao longo das rodovias, por exemplo, varia entre 40 e 80 reais. J\u00e1 o valor da passagem de fauna varia bastante, dependendo se a rodovia \u00e9 de duas ou quatro faixas ou se a passagem \u00e9 met\u00e1lica ou de concreto. Mas o importante \u00e9 ressaltar que, independentemente do valor, o custo-benef\u00edcio \u00e9 sempre positivo. J\u00e1 foi demonstrado em estudos que solu\u00e7\u00f5es para passagens de fauna se auto pagam, porque existem menos acidentes e, por isso, menos custos para a concession\u00e1ria ou para o administrador rodovi\u00e1rio em atender a esses acidentes, remover ve\u00edculos e animais, atender \u00e0s v\u00edtimas, cuidados hospitalares decorrentes, dentre outros\u201d, explicou a bi\u00f3loga. \u201cAl\u00e9m disso, quem \u00e9 responsabilizado criminalmente pelos acidentes \u00e9 o gestor da rodovia, que n\u00e3o cuidou para que os animais ficassem fora da pista. Eles s\u00e3o legalmente respons\u00e1veis e tem o dever de compensar as v\u00edtimas humanas de eventuais danos materiais, f\u00edsicos, lucros cessantes etc.\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>De acordo com Fernanda, o estado do Mato Grosso do Sul carece de pol\u00edticas p\u00fablicas para evitar mortes nas rodovias. \u201c\u00c9 necess\u00e1rio salientar que todas as rodovias do MS s\u00e3o muito impactantes para a fauna, e que a fauna silvestre nesse Estado n\u00e3o foi e atualmente n\u00e3o \u00e9 contemplada pelos licenciamentos ambientais dos projetos rodovi\u00e1rios. N\u00e3o vemos um exemplo de licenciamento de nova rodovia, de pavimenta\u00e7\u00e3o ou duplica\u00e7\u00e3o de rodovias que considerou os impactos sobre a fauna, principalmente atropelamento e efeito barreira, al\u00e9m de n\u00e3o haver o planejamento de medidas de mitiga\u00e7\u00e3o, instala\u00e7\u00e3o e monitoramento dessas medidas. Ent\u00e3o eu espero que a morte desses animais sirva, em curto prazo, para demonstrar para os \u00f3rg\u00e3os, tanto de meio ambiente quanto de transporte, que \u00e9 necess\u00e1rio que haja uma melhor coordena\u00e7\u00e3o entre os \u00f3rg\u00e3os e um melhor planejamento para as novas rodovias ou os novos licenciamentos que vir\u00e3o, para que a fauna seja, enfim, contemplada nesses projetos\u201d.<\/p>\n<p><strong>Projeto Bandeiras e Rodovias<\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_68009\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 639px;\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-68009\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Tamandua-atropelado.-Cr%C3%A9ditos-M%C3%A1rio-Alves-1.jpg\" sizes=\"(max-width: 1152px) 100vw, 1152px\" srcset=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Tamandua-atropelado.-Cr\u00e9ditos-M\u00e1rio-Alves-1.jpg 1152w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Tamandua-atropelado.-Cr\u00e9ditos-M\u00e1rio-Alves-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Tamandua-atropelado.-Cr\u00e9ditos-M\u00e1rio-Alves-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Tamandua-atropelado.-Cr\u00e9ditos-M\u00e1rio-Alves-1-600x400.jpg 600w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Tamandua-atropelado.-Cr\u00e9ditos-M\u00e1rio-Alves-1-278x185.jpg 278w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Tamandua-atropelado.-Cr\u00e9ditos-M\u00e1rio-Alves-1-640x427.jpg 640w\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"426\" aria-describedby=\"caption-attachment-68009\" \/><\/p>\n<p id=\"caption-attachment-68009\" class=\"wp-caption-text\">Tamandu\u00e1 atropelado. Foto: M\u00e1rio Alves.<\/p>\n<\/div>\n<p>\u201cO Projeto Bandeiras e Rodovias \u00e9 um dos mais completos que temos no Brasil em termos de coordena\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o da conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade com os impactos que as rodovias causam, seja com a perda direta dos indiv\u00edduos por atropelamento ou pelos impactos \u00e0s popula\u00e7\u00f5es da fauna\u201d, observa Fernanda.<\/p>\n<p>Arnaud Desbiez, pesquisador associado da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.rzss.org.uk\/\" rel=\"noopener noreferrer\">Royal Zoological Society of Scotland<\/a>\u00a0(RZSS), fundador e coordenador do Projeto Bandeiras e Rodovias, explica como come\u00e7ou o monitoramento: \u201cO projeto foi fundado em janeiro de 2017 para responder a uma triste realidade que temos no MS, que \u00e9 a morte de animais por atropelamento em rodovias. O\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ipe.org.br\/24-projetos\/pantanal-e-cerrado\/1441-projeto-tatu-canastra\" rel=\"noopener noreferrer\">Projeto Tatu-canastra<\/a>\u00a0j\u00e1 tinha feito um monitoramento em 2013-2014, em parceria com a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ipe.org.br\/projetos\/pontal-do-paranapanema\/74-iniciativa-nacional-para-a-conservacao-da-anta-brasileira-mata-atlantica\" rel=\"noopener noreferrer\">Iniciativa Nacional para Conserva\u00e7\u00e3o da Anta Brasileira<\/a>, das tr\u00eas rodovias do MS, e constatamos que o tamandu\u00e1-bandeira \u00e9 o terceiro animal mais atropelado. N\u00f3s percorr\u00edamos 900 km de estradas a cada quinze dias e em um ano registramos 135 tamandu\u00e1s-bandeira. Foi devido a essa constata\u00e7\u00e3o que o Projeto Bandeiras e Rodovias foi criado, para tentar entender quando, onde e como os tamandu\u00e1s est\u00e3o atravessando, para buscar formas de mitigar esse perigo\u201d. O Projeto Tatu-canastra foi\u00a0<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/natureza\/noticia\/2015\/04\/projeto-do-brasil-que-protege-o-tatu-no-pantanal-ganha-premio-internacional.html\" rel=\"noopener noreferrer\">premiado<\/a>\u00a0em 2015 pela Funda\u00e7\u00e3o Whitley, uma das maiores honrarias da \u00e1rea ambiental no mundo.<\/p>\n<p>Ainda segundo Desbiez, o Projeto Bandeiras e Rodovias tem v\u00e1rios componentes e atua em diversas frentes para estudar os impactos. \u201cO primeiro \u00e9 o monitoramento das estradas, no qual percorremos 1.300 km a cada 15 dias. Ao todo, foram 60 mil km monitorados nos \u00faltimos dois anos e meio. Registramos animais de m\u00e9dio e grande porte que est\u00e3o sendo atropelados, e conseguimos identificar os principais pontos onde ocorrem. Tamb\u00e9m monitoramos os animais por meio de radiotelemetria, no qual colocamos colares nos animais que, via sat\u00e9lite, nos mandam os pontos dos animais. O Pequi era um desses animais que foi capturado pr\u00f3ximo a uma rodovia. Colocamos um colar nele e desde agosto do ano passado vinha sendo monitorado. Os dados dele ainda n\u00e3o foram analisados, mas temos os pontos onde ele caminhou nesse per\u00edodo, que eram coletados a cada 20 min. Com isso, conseguiremos entender bem como ele se movimentava\u201d.<\/p>\n<p>Outro componente do projeto s\u00e3o as necropsias nos animais frescos, para avaliar a sa\u00fade deles. \u201cJ\u00e1 fizemos necropsias em mais de 50 tamandu\u00e1s-bandeira e temos cerca de 28 parceiros diferentes contribuindo com esses estudos\u201d, explicou Desbiez. \u201cTemos tamb\u00e9m a parte social do projeto, coordenada pela doutoranda Mariana Catapani, que busca entender como as pessoas percebem essas colis\u00f5es e quais os impactos disso. No passado suspeit\u00e1vamos que havia atropelamentos propositais dos tamandu\u00e1s devido a algumas cren\u00e7as, mas isso n\u00e3o se confirmou. A Mariana est\u00e1 estudando a rela\u00e7\u00e3o desses animais silvestres com alguns grupos focais, como caminhoneiros, em rela\u00e7\u00e3o aos atropelamentos. Temos ainda um outro doutorando, o Vin\u00edcius Alberici, que est\u00e1 colocando armadilhas fotogr\u00e1ficas perto e longe da estrada, para avaliar o impacto sobre a fauna, al\u00e9m de v\u00e1rios estudos paralelos que est\u00e3o sendo efetuados. Por fim, temos os veterin\u00e1rios M\u00e1rio Alves e D\u00e9bora Yogui que trabalham\u00a0<em>full time<\/em>\u00a0no projeto, coordenando a parte log\u00edstica e o dia-a-dia das atividades\u201d.<\/p>\n<p>Para funcionar bem, o projeto conta n\u00e3o s\u00f3 com os pesquisadores, mas tamb\u00e9m com a comunidade local e com diversas organiza\u00e7\u00f5es. \u201cEsse projeto depende muito do apoio local. Todas as fazendas onde trabalhamos e capturamos os animais s\u00e3o privadas. Todos os propriet\u00e1rios rurais nos d\u00e3o apoio, sem eles seria imposs\u00edvel fazermos nosso trabalho, por isso somos muito gratos a eles. Esse projeto tamb\u00e9m \u00e9 apoiado pela\u00a0<a href=\"http:\/\/www.fondationsegre.org\/\" rel=\"noopener noreferrer\">Funda\u00e7\u00e3o Segr\u00e9<\/a>\u00a0e v\u00e1rios zool\u00f3gicos internacionais, al\u00e9m do\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ipe.org.br\/english\/\" rel=\"noopener noreferrer\">Instituto de Pesquisas Ecol\u00f3gicas<\/a>(IPE)\u201d, conclui Desbiez.<\/p>\n<div id=\"attachment_68012\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 639px;\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-68012\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Equipe-do-Projeto-Bandeiras-e-Rodovias-em-campo-2.-Cr%C3%A9ditos-Projeto-Bandeiras-e-Rodovias.jpg\" sizes=\"(max-width: 1152px) 100vw, 1152px\" srcset=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Equipe-do-Projeto-Bandeiras-e-Rodovias-em-campo-2.-Cr\u00e9ditos-Projeto-Bandeiras-e-Rodovias.jpg 1152w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Equipe-do-Projeto-Bandeiras-e-Rodovias-em-campo-2.-Cr\u00e9ditos-Projeto-Bandeiras-e-Rodovias-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Equipe-do-Projeto-Bandeiras-e-Rodovias-em-campo-2.-Cr\u00e9ditos-Projeto-Bandeiras-e-Rodovias-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Equipe-do-Projeto-Bandeiras-e-Rodovias-em-campo-2.-Cr\u00e9ditos-Projeto-Bandeiras-e-Rodovias-600x400.jpg 600w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Equipe-do-Projeto-Bandeiras-e-Rodovias-em-campo-2.-Cr\u00e9ditos-Projeto-Bandeiras-e-Rodovias-278x185.jpg 278w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/Equipe-do-Projeto-Bandeiras-e-Rodovias-em-campo-2.-Cr\u00e9ditos-Projeto-Bandeiras-e-Rodovias-640x427.jpg 640w\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"426\" aria-describedby=\"caption-attachment-68012\" \/><\/p>\n<p id=\"caption-attachment-68012\" class=\"wp-caption-text\">Equipe do Projeto Bandeiras e Rodovias em campo. Foto: Projeto Bandeiras e Rodovias.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No \u00faltimo dia 16 de abril o\u00a0Projeto Bandeiras e Rodovias\u00a0soltou uma\u00a0nota\u00a0sobre a morte de mais<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":105520,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/tamandua.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/tamandua-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/tamandua-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/tamandua.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/tamandua.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/tamandua.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/tamandua.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/tamandua.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/tamandua.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/tamandua.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"No \u00faltimo dia 16 de abril o\u00a0Projeto Bandeiras e Rodovias\u00a0soltou uma\u00a0nota\u00a0sobre a morte de mais","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/105518"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=105518"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/105518\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/105520"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=105518"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=105518"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=105518"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}