{"id":105293,"date":"2019-05-04T15:16:16","date_gmt":"2019-05-04T18:16:16","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=105293"},"modified":"2019-05-04T15:16:16","modified_gmt":"2019-05-04T18:16:16","slug":"raros-lobos-marinhos-e-pinguins-de-coloracao-clara-sao-avistados-em-ilha-remota","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/raros-lobos-marinhos-e-pinguins-de-coloracao-clara-sao-avistados-em-ilha-remota\/","title":{"rendered":"Raros, lobos-marinhos e pinguins de colora\u00e7\u00e3o clara s\u00e3o avistados em ilha remota"},"content":{"rendered":"<div class=\"ng-article__content\">\n<div class=\"grid-wrapper ng-article__group\">\n<div class=\"ng-article__main-col\">\n<div class=\"paragraph paragraph--type--content paragraph--view-mode--default\">\n<div>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/lobo_marinho.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-105294\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/lobo_marinho-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/lobo_marinho-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/lobo_marinho.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A remota<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/adventure\/lists\/ultimate-adventure-bucket-list\/wildlife-viewing-south-georgia-sandwich-islands\/\"> Ilha Ge\u00f3rgia do Sul<\/a>, cerca de 1.9 quil\u00f4metros ao leste da extremidade sul da Am\u00e9rica do Sul, \u00e9 tempor\u00e1ria para algumas dezenas de humanos \u2014 mas lar definitivo de milhares de focas, pinguins e outros animais.<\/p>\n<p>Em uma recente expedi\u00e7\u00e3o da <strong>National Geographic<\/strong> at\u00e9 a ilha, o fot\u00f3grafo <a href=\"https:\/\/www.jeffmauritzen.com\/index\">Jeff Mauritzen<\/a>\u00a0se deparou com algumas aves com penas diferentes: um pinguim-rei e <a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/animals\/mammals\/group\/fur-seals\/\">lobos-marinhos<\/a>\u00a0com muta\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas diferentes, embora raras, que os fazem ter colora\u00e7\u00e3o clara.<\/p>\n<p>O surpreendente pinguim foi avistado em uma manh\u00e3 chuvosa e, num momento de sorte, o tempo abriu por cerca de dez minutos, tempo o suficiente para tirar algumas fotografias, conta Mauritzen.<\/p>\n<p>Como outras aves, os\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/travel\/digital-nomad\/2012\/03\/15\/king-penguins\/\">pinguins-reis<\/a>\u00a0podem apresentar diversas muta\u00e7\u00f5es que afetam a forma como seus corpos produzem pigmentos. A muta\u00e7\u00e3o mais extrema, o albinismo, resulta em aus\u00eancia total de pigmento, corpos inteiramente brancos e vis\u00e3o ruim.<\/p>\n<h3><strong>Criaturas estranhas<\/strong><\/h3>\n<p>Contudo, a maioria das muta\u00e7\u00f5es \u00e9 leve. Nesse caso, o pinguim certamente tem a muta\u00e7\u00e3o \u201cmarrom\u201d. Ela \u00e9 causada por uma muta\u00e7\u00e3o em um gene recessivo envolvido na produ\u00e7\u00e3o de eumelanina, o pigmento respons\u00e1vel pelas cores preta, cinza e marrom nas penas, afirma <a href=\"http:\/\/www.nhm.ac.uk\/our-science\/departments-and-staff\/staff-directory\/hein-van%20grouw.html\">Hein van Grouw<\/a>, ornit\u00f3logo do Museu de Hist\u00f3ria Natural em Tring, na Inglaterra.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div data-pestle-module=\"ArticleImageModule\" data-pestle-options=\"{\n      &quot;imageUrl&quot;: &quot;https:\\\/\\\/static.nationalgeographicbrasil.com\\\/files\\\/penguin-mauritzen-og.jpg&quot;,\n      &quot;copy&quot;: &quot;Um pinguim-rei de colora\\u00e7\\u00e3o estranha se destaca em uma fotografia tirada na Ba\\u00eda de St. Andrews Bay, na Ilha Ge\\u00f3rgia do Sul, em mar\\u00e7o de 2019.&quot;,\n      &quot;photographer&quot;: &quot;Jeff Mauritzen&quot;,\n      &quot;credit&quot;:&quot;Jeff Mauritzen&quot;,\n      &quot;size&quot;: &quot;medium&quot;,\n      &quot;photographerCopy&quot;: &quot;foto de&quot;,\n      &quot;creditCopy&quot;: &quot;imagem cedida por&quot;,\n      &quot;closeCopy&quot;: &quot;fechar&quot;\n     }\"><\/p>\n<div class=\"ng-article-image ng-article-image--medium \" data-reactroot=\"\">\n<figure class=\"modules-images modules-images--box-logo modules-images--no-aspect-ratio modules-images--natural\">\n<div class=\"LazyLoad is-visible\"><img loading=\"lazy\" class=\"external-image\" src=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_885\/public\/penguin-mauritzen-og.jpg\" width=\"640\" height=\"493\" \/><\/div>\n<\/figure>\n<div class=\"ng-article-image__content\">\n<div class=\"ng-article-image__content__copy\">Um pinguim-rei de colora\u00e7\u00e3o estranha se destaca em uma fotografia tirada na Ba\u00eda de St. Andrews Bay, na Ilha Ge\u00f3rgia do Sul, em mar\u00e7o de 2019.<\/div>\n<div class=\"ng-article-image__content__author\">foto de <span class=\"ng-article-image__content--strong\">Jeff Mauritzen<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"paragraph paragraph--type--content paragraph--view-mode--default\">\n<div>\n<p>A muta\u00e7\u00e3o causa a oxida\u00e7\u00e3o incompleta do pigmento, tornando-o sens\u00edvel \u00e0 luz solar, o que gradativamente descora as penas at\u00e9 chegarem a uma colora\u00e7\u00e3o \u2018branca suja\u2019.<\/p>\n<p>Isso tamb\u00e9m explica por que as outras cores do pinguim-rei s\u00e3o t\u00e3o vibrantes. \u201cTamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel ver que as penas amarelas n\u00e3o s\u00e3o afetadas, uma vez que essa cor n\u00e3o \u00e9 derivada da melanina, mas sim de carotenoides, que n\u00e3o s\u00e3o afetados pela muta\u00e7\u00e3o marrom\u201d, diz <a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/profile\/Julia_Grohmann_Finger\">J\u00falia Finger<\/a>, bi\u00f3loga da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, no Brasil.<\/p>\n<p>A muta\u00e7\u00e3o marrom \u00e9 um dos tipos mais comuns de muta\u00e7\u00f5es de cores em pinguins e foi encontrada em v\u00e1rias esp\u00e9cies de pinguins, como o pinguim-gentoos, pinguim-de-magalh\u00e3es e o <a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/animals\/birds\/a\/adelie-penguin\/\">pinguim-de-ad\u00e9lia<\/a>. Mas continua sendo rara.<\/p>\n<p>Essa muta\u00e7\u00e3o afeta o gene Tyrp1, localizado no cromossomo Z, equivalente ao cromossomo X humano. Dessa forma, os machos podem ser portadores sem exibir a muta\u00e7\u00e3o, explica van Grouw. \u201cNo entanto, metade de seus filhotes f\u00eameas ser\u00e1 marrom, mas metade de seus filhotes machos tamb\u00e9m ser\u00e1 portadora (silenciosa)\u201d, explica por e-mail.<\/p>\n<h3><strong>Lobos-marinhos p\u00e1lidos<\/strong><\/h3>\n<p>Por outro lado, os dois lobos-marinhos muito provavelmente apresentam uma condi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica chamada leucismo. Com essa condi\u00e7\u00e3o, o corpo n\u00e3o produz o suficiente do pigmento de cor escura, chamado melanina e, ocasionalmente, alguns outros pigmentos tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Embora seja extremamente incomum em lobos-marinhos fora da Ilha Ge\u00f3rgia do Sul, n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o incomum na ilha, com preval\u00eancia de 1 em 400 a 1 em 1,5 mil animais,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/publication\/226417230_Leucistic_Antarctic_fur_seals_at_Bouvetoya\">de acordo com um estudo de 2005<\/a>\u00a0publicado na revista cient\u00edfica <em>Polar Biology<\/em>.<\/p>\n<p>Provavelmente isso acontece porque os mam\u00edferos marinhos eram ca\u00e7ados em grande quantidade at\u00e9 o in\u00edcio do s\u00e9culo 20. Desde ent\u00e3o, suas popula\u00e7\u00f5es se recuperaram bastante, mas \u00e9 prov\u00e1vel que um indiv\u00edduo leuc\u00edstico (ou dois) que sobreviveu na Ilha Ge\u00f3rgia do Sul tenha contribu\u00eddo para a preval\u00eancia desse tra\u00e7o no local, um <a href=\"https:\/\/evolution.berkeley.edu\/evolibrary\/article\/bottlenecks_01\">fen\u00f4meno chamado de efeito fundador<\/a>.<\/p>\n<h3>Chances de sobreviv\u00eancia<\/h3>\n<p>Os pesquisadores dizem que essas muta\u00e7\u00f5es de cores geralmente n\u00e3o causam impacto mensur\u00e1vel na sobreviv\u00eancia ou no comportamento dos animais.<\/p>\n<p>De fato, conforme observa Mauritzen, os pinguins e lobos-marinhos fotografados por ele n\u00e3o pareceram agir de modo nada estranho e n\u00e3o pareceram ser tratados de forma diferente pelos outros animais.<\/p>\n<p>\u201cNa minha opini\u00e3o, a maioria das muta\u00e7\u00f5es de cores n\u00e3o afeta significativamente a taxa de sobreviv\u00eancia de um indiv\u00edduo e muitos indiv\u00edduos de cores anormais vivem por muito tempo na natureza e acasalam com parceiros de cores normais, al\u00e9m de conseguirem se reproduzir normalmente\u201d, diz van Grouw.<\/p>\n<p>Finger concorda, embora mencione que se as muta\u00e7\u00f5es de cores afetarem as capacidades de mimetismo dos animais \u2014 e a habilidade de se misturarem, que \u00e9 \u00fatil para capturar presas ou evitar que se tornem uma \u2014 ent\u00e3o as chances de sobreviv\u00eancia caem.<\/p>\n<p>\u201cContudo descobri que a maioria das aves lida bem com suas muta\u00e7\u00f5es de cores e s\u00e3o bem aceitas por seus pares\u201d, diz ela.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A remota Ilha Ge\u00f3rgia do Sul, cerca de 1.9 quil\u00f4metros ao leste da extremidade sul<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":105294,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/lobo_marinho.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/lobo_marinho-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/lobo_marinho-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/lobo_marinho.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/lobo_marinho.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/lobo_marinho.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/lobo_marinho.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/lobo_marinho.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/lobo_marinho.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/lobo_marinho.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A remota Ilha Ge\u00f3rgia do Sul, cerca de 1.9 quil\u00f4metros ao leste da extremidade sul","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/105293"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=105293"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/105293\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/105294"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=105293"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=105293"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=105293"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}