{"id":105246,"date":"2019-05-03T13:30:17","date_gmt":"2019-05-03T16:30:17","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=105246"},"modified":"2019-05-03T08:27:14","modified_gmt":"2019-05-03T11:27:14","slug":"como-funciona-a-mente-do-polvo-o-alienigena-inteligente-dos-mares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/como-funciona-a-mente-do-polvo-o-alienigena-inteligente-dos-mares\/","title":{"rendered":"Como funciona a mente do polvo, o &#8220;alien\u00edgena inteligente&#8221; dos mares"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/polvo.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-105247\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/polvo-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/polvo-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/polvo.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\u201cOs\u00a0polvos s\u00e3o o mais pr\u00f3ximo que chegamos de encontrar um extraterrestre inteligente\u201d, diz o professor de filosofia australiano Peter Godfrey-Smith no cap\u00edtulo inicial de <em>Outras mentes: O\u00a0polvo\u00a0e a origem da consci\u00eancia<\/em> , lan\u00e7ado no in\u00edcio do ano pela Todavia Livros. Tamb\u00e9m pudera: oito bra\u00e7os, tr\u00eas cora\u00e7\u00f5es, um bico, centenas de ventosas que cheiram e sentem gosto, uma bolsa de tinta, um corpo inteiramente mole \u2013 capaz de mudar de forma e cor em fra\u00e7\u00f5es de segundo \u2013 e 500 milh\u00f5es de neur\u00f4nios que garantem curiosidade, capacidade para aprender e um temperamento \u00fanico a cada animal. Devido principalmente ao grau de intelig\u00eancia e ao fato de serem os \u00fanicos fora dos vertebrados a ter um sistema nervoso t\u00e3o desenvolvido, os cefal\u00f3podes, grupo dentro dos moluscos ao qual os\u00a0polvos pertencem, s\u00e3o especiais n\u00e3o apenas por causa de suas caracter\u00edsticas f\u00edsicas, mas porque, de acordo com o autor, despertam quest\u00f5es mais&#8230; embara\u00e7adas: teria o animal inteligente mais distante dos seres humanos algum tipo de consci\u00eancia? Como ela surge nos seres vivos e seria parecida, de algum modo, com a nossa? E quando voc\u00ea observa um\u00a0polvo\u00a0com curiosidade, \u00e9 verdade que ele te olha de volta t\u00e3o curioso quanto?<\/p>\n<p>Nas mais de 200 p\u00e1ginas do livro publicado originalmente em 2016, \u00e9 isso que Godfrey-Smith, especialista em filosofia da ci\u00eancia, tenta responder ao mesmo tempo que passeia pelas especificidades infinitas desse molusco \u2013 al\u00e9m do pequeno e menos lembrado choco, parente do\u00a0polvo\u00a0\u2013 com um trunfo. Al\u00e9m de professor, o autor tem anos de experi\u00eancia observando\u00a0polvos como mergulhador, principalmente na costa australiana, onde inclusive batizou uma rara regi\u00e3o repleta deles de \u201coctopolis\u201d (ou \u201cpolv\u00f3polis\u201d, na tradu\u00e7\u00e3o brasileira). Ao menos para a \u00faltima dessas quest\u00f5es, tanto ele quanto a naturalista Sy Montgomery, autora de <em>The soul of an octopus<\/em> (2015, sem tradu\u00e7\u00e3o para o portugu\u00eas), e a professora da UFPR Erica Vidal, doutora em oceanografia biol\u00f3gica e especialista em cefal\u00f3podes, n\u00e3o precisam pensar muito para responder.<\/p>\n<p>&#8220;Eles te observam assim como voc\u00ea os observa, com certeza. S\u00e3o animais extremamente curiosos, que interagem, analisam e aprendem. Se s\u00e3o chamados de &#8216;alien\u00edgenas&#8217;, \u00e9 porque n\u00e3o temos nenhum paralelo no oceano entre os invertebrados. Al\u00e9m disso, quem lida com esses animais \u00e9 capaz de perceber que cada um deles tem um temperamento completamente diferente: alguns lidam melhor com certas pessoas, outros n\u00e3o. Acredita-se at\u00e9 que s\u00e3o capazes de reconhecer fei\u00e7\u00f5es humanas&#8221;, diz Vidal, que trabalha com\u00a0polvos h\u00e1 18 anos e lidera um laborat\u00f3rio em Pontal do Paran\u00e1 (PR), onde os est\u00e1gios iniciais de vida desses animais s\u00e3o estudados.<\/p>\n<p>A admira\u00e7\u00e3o com a natureza dos\u00a0polvos vem sobretudo por suas habilidades e caracter\u00edsticas corporais, mas tamb\u00e9m pelo caminho que fizeram na \u00e1rvore evolutiva. O \u00faltimo ancestral comum entre n\u00f3s e os cefal\u00f3podes data de 600 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, antes de os animais conseguirem sobreviver fora da \u00e1gua. Enquanto um lado da bifurca\u00e7\u00e3o deu origem aos vertebrados, entre eles os mam\u00edferos, com sistema nervoso desenvolvido e grande n\u00famero de neur\u00f4nios, outro acabou nos artr\u00f3podes e moluscos \u2013 dentre eles apenas os cefal\u00f3podes com capacidades cognitivas mais avan\u00e7adas, o\u00a0polvo\u00a0como o mais inteligente deles. Uma das hip\u00f3teses mais aceitas para a hist\u00f3ria evolutiva dos\u00a0polvos envolve a aus\u00eancia de concha, explica Vidal. Enquanto outros parentes cefal\u00f3podes, como os do g\u00eanero Nautilus, ainda t\u00eam uma delas para se proteger, os\u00a0polvos n\u00e3o possuem nenhuma e, com o corpo mole completamente \u00e0 mostra, seriam presa f\u00e1cil para os predadores. Ter \u201cinvestido\u201d em neur\u00f4nios durante milh\u00f5es de anos seria uma forma de lidar com isso.<\/p>\n<figure class=\"article__picture article__picture--horizontal\"><img loading=\"lazy\" class=\"article__picture-image image--loaded\" src=\"https:\/\/ogimg.infoglobo.com.br\/in\/23613660-834-234\/FT1086A\/652\/xGettyImages-587495560-1.jpg.pagespeed.ic.mOrQcLIKbX.jpg\" alt=\"Mosaico romano representando vida marinha local Foto: Leemage \/ Corbis via Getty Images\" width=\"640\" height=\"384\" data-src=\"https:\/\/ogimg.infoglobo.com.br\/in\/23613660-834-234\/FT1086A\/652\/xGettyImages-587495560-1.jpg.pagespeed.ic.mOrQcLIKbX.jpg\" \/><figcaption class=\"article__picture-caption\">Mosaico romano representando vida marinha local Foto: Leemage \/ Corbis via Getty Images<\/figcaption><\/figure>\n<p>Quando dizemos que\u00a0polvos s\u00e3o inteligentes, no entanto, \u00e9 melhor atentar para as diferen\u00e7as: \u201cQuando comparamos o c\u00e9rebro dos vertebrados com o c\u00e9rebro dos\u00a0polvos, qualquer palpite \u2013 ou melhor, qualquer mapeamento \u2013 est\u00e1 fora de quest\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 correspond\u00eancia entre as partes do c\u00e9rebro deles e do nosso\u201d, diz Godfrey-Smith no livro. Para come\u00e7ar, a maior parte dos neur\u00f4nios de um\u00a0polvo\u00a0n\u00e3o est\u00e1 no c\u00e9rebro, mas distribu\u00edda entre os oito membros. \u00c9 como se esses bra\u00e7os \u2013 que n\u00e3o devem ser confundidos com tent\u00e1culos, presentes nas lulas \u2013 tivessem algum grau de autonomia do restante do corpo e fossem capazes de explorar o ambiente com certa independ\u00eancia do sistema nervoso central. Sy Montgomery, que quando tem a pele tocada por uma das ventosas de um\u00a0polvo\u00a0descreve a sensa\u00e7\u00e3o como \u201cum beijo alien\u00edgena\u201d, relata casos em que bra\u00e7os decepados continuam a explorar o oceano em busca de comida por algum tempo. Quando encontram, tentam inclusive levar o alimento para uma boca j\u00e1 inexistente.<\/p>\n<p>Com mais de 200 esp\u00e9cies registradas ao redor do mundo, as especificidades dos\u00a0polvos seriam poucas se dependessem apenas dos seus oito bra\u00e7os. Com um corpo mole capaz de se alongar e reduzir \u2014 de maneira que talvez nem alien\u00edgenas sejam capazes \u2014, eles s\u00e3o dignos do t\u00edtulo de \u201cmestres da camuflagem, muito melhores que os camale\u00f5es\u201d, segundo Vidal, que mant\u00e9m esp\u00e9cies vivas durante o ano todo em seu laborat\u00f3rio. \u00c9 f\u00e1cil encontrar v\u00eddeos no YouTube e imagens na internet em que\u00a0polvos camuflados n\u00e3o apenas passam impercept\u00edveis, como tamb\u00e9m mudam de cor dezenas de vezes em minutos. Grande paradoxo, s\u00e3o animais que s\u00f3 enxergam em preto e branco, apesar de ter olhos extremamente desenvolvidos e \u201cparecidos com os nossos\u201d, ainda segundo a professora. Com diferentes tipos de c\u00e9lulas por todo o corpo sens\u00edveis \u00e0 luz e com capacidade de detectar as cores ao redor, imitando diferentes padr\u00f5es mesmo sem poder v\u00ea-las, \u00e9 como se \u201cenxergassem com a pele\u201d, diz o fascinado Godfrey-Smith. Como telas de TV com oito bra\u00e7os, eles ainda t\u00eam a capacidade de mudar a rugosidade da pele, aprimorando ainda mais o disfarce.<\/p>\n<figure class=\"article__picture article__picture--horizontal\"><img loading=\"lazy\" class=\"article__picture-image image--loaded\" src=\"https:\/\/ogimg.infoglobo.com.br\/in\/23613669-b07-313\/FT1086A\/652\/xGettyImages-586342824.jpg.pagespeed.ic.CoO9phAEFX.jpg\" alt=\"Com mais de 200 esp\u00e9cies registradas ao redor do mundo, as especificidades dos\u00a0polvos seriam poucas se dependesse apenas dos seus oito bra\u00e7os Foto: Heritage Images \/ Getty Images\" width=\"640\" height=\"384\" data-src=\"https:\/\/ogimg.infoglobo.com.br\/in\/23613669-b07-313\/FT1086A\/652\/xGettyImages-586342824.jpg.pagespeed.ic.CoO9phAEFX.jpg\" \/><figcaption class=\"article__picture-caption\">Com mais de 200 esp\u00e9cies registradas ao redor do mundo, as especificidades dos\u00a0polvos seriam poucas se dependesse apenas dos seus oito bra\u00e7os Foto: Heritage Images \/ Getty Images<\/figcaption><\/figure>\n<p>Quando Godfrey-Smith, Montgomery e Vidal dizem que\u00a0polvos t\u00eam temperamento, h\u00e1 evid\u00eancias e uma mir\u00edade de pequenos casos para isso. No livro, o professor recupera, por exemplo, o epis\u00f3dio de uma tratadora em um aqu\u00e1rio na Nova Zel\u00e2ndia que sempre era alvejada por um jato d\u2019\u00e1gua na nuca, vindo de um\u00a0polvo\u00a0pouco simp\u00e1tico a ela. Ainda na Nova Zel\u00e2ndia,\u00a0polvos incomodados com a luminosidade aprenderam a apagar a luz acima dos tanques ao esguichar \u00e1gua nas l\u00e2mpadas \u2013 os curtos-circuitos custavam tanto que os animais tiveram de ser libertados. Em outro caso, indiv\u00edduos observados pelo fil\u00f3sofo Stephen Linquist em laborat\u00f3rio, zangados por ficarem presos, taparam as v\u00e1lvulas de drenagem do tanque, o que alagou a sala depois de um tempo. J\u00e1 com a pesquisadora Jean Boal, que o autor classifica como \u201cuma das mais rigorosas\u201d quando o assunto s\u00e3o\u00a0polvos, as anedotas atingiram um outro n\u00edvel: um dos animais que tratava, pouco afeito \u00e0s lulas descongeladas servidas de almo\u00e7o \u2013\u00a0polvos comem sempre animais vivos, mas costumam aceitar a dieta de laborat\u00f3rio depois de um tempo \u2013, esperou que a cientista voltasse e, encarando Boal, se dirigiu ao dreno do tanque, onde descartou o alimento.<\/p>\n<p>Com todos esses epis\u00f3dios vindos de um animal t\u00e3o diferente, perguntas sobre a tal \u201corigem da consci\u00eancia\u201d, no t\u00edtulo do livro, s\u00e3o inevit\u00e1veis, mas n\u00e3o \u00e9 de hoje que esses problemas intrigam fil\u00f3sofos e cientistas. Em um dos mais conhecidos textos sobre o assunto, em 1974 o fil\u00f3sofo americano Thomas Nagel j\u00e1 fazia a pergunta no t\u00edtulo de seu ensaio <em>Como \u00e9 ser um morcego?<\/em> . De acordo com Nagel, qualquer tentativa de compreender 100% a quest\u00e3o ser\u00e1 sempre falha pelo fato de, primordialmente, n\u00e3o sermos um morcego. Ainda assim, ser um morcego (ou um\u00a0polvo) \u00e9 ser alguma coisa para o morcego (ou para o\u00a0polvo), algo que \u00e9 intr\u00ednseco a esses animais e caracteriza uma experi\u00eancia subjetiva para cada um deles. Isso \u00e9 suficiente para que os\u00a0polvos saibam, ent\u00e3o, que s\u00e3o\u00a0polvos?<\/p>\n<p>&#8220;Perceber a diferen\u00e7a entre eu e outro \u00e9 talvez uma caracter\u00edstica muito b\u00e1sica da experi\u00eancia subjetiva. Mas um reconhecimento eu e outro n\u00e3o precisa conter o conhecimento de que seu \u201ceu\u201d \u00e9 o \u201ceu\u201d de um\u00a0polvo. Talvez um\u00a0polvo\u00a0\u201csaiba\u201d que \u00e9 diferente do resto do mundo, mas n\u00e3o saiba que tipo de ser ele \u00e9&#8221;, diz Godfrey-Smith, que continua mergulhando para observar\u00a0polvos, por e-mail.<\/p>\n<p>Como especialista em filosofia da ci\u00eancia, o autor prefere pensar a consci\u00eancia em uma s\u00e9rie de escalas que v\u00eam aos poucos na evolu\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies, n\u00e3o uma luz que se acende em determinado ponto evolutivo. A experi\u00eancia subjetiva, ou \u201csentir a vida como alguma coisa\u201d, seria a forma mais b\u00e1sica disso \u2013 a senci\u00eancia, ou capacidade de sentir o mundo ao redor, dessa forma viria antes da consci\u00eancia. Essa mudan\u00e7a gradual evolutiva no caminho da consci\u00eancia, no entanto, n\u00e3o segue um s\u00f3 uma linha, mas \u201cv\u00e1rias\u201d, de acordo com novas quest\u00f5es que o professor vem trabalhando recentemente. Ele tamb\u00e9m alerta para a incongru\u00eancia que \u00e9 pensar a experi\u00eancia de animais a partir das nossas.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 inevit\u00e1vel tentar comparar, mas os erros acontecem quando pensamos que a experi\u00eancia dos animais s\u00e3o vers\u00f5es pioradas das nossas. No caso do\u00a0polvo, a estrutura descentralizada do sistema nervoso faz suas sensa\u00e7\u00f5es ser muito diferentes das humanas, de maneira que \u00e9 dif\u00edcil imaginar. Ainda assim, acredito que \u00e9 uma boa ideia tentar pensar em como essas diferen\u00e7as s\u00e3o&#8221;, diz ele.<\/p>\n<p>Se o fil\u00f3sofo austr\u00edaco Ludwig Wittgenstein disse que mesmo \u201cse um le\u00e3o pudesse falar, n\u00f3s n\u00e3o o compreender\u00edamos\u201d \u2013 o que j\u00e1 entra no campo da filosofia da linguagem, mas parece se encaixar bem nessa discuss\u00e3o \u2013, Godfrey-Smith corrobora dizendo que ainda estamos \u201cmuito longe\u201d de compreendermos a mente de um animal. A boa not\u00edcia \u00e9 que temos feito progresso nos \u00faltimos anos, j\u00e1 que a quest\u00e3o era at\u00e9 ent\u00e3o considerada como algo fora da rota.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 algum tempo, poucas pessoas tentavam responder a essas quest\u00f5es, que eram vistas como fora da ci\u00eancia. Agora, h\u00e1 muitos trabalhos que t\u00eam progredido no assunto, e essas perguntas, de fato, est\u00e3o bastante dentro da ci\u00eancia&#8221;, completa o professor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cOs\u00a0polvos s\u00e3o o mais pr\u00f3ximo que chegamos de encontrar um extraterrestre inteligente\u201d, diz o professor<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":105247,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/polvo.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/polvo-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/polvo-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/polvo.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/polvo.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/polvo.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/polvo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/polvo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/polvo.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/polvo.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"\u201cOs\u00a0polvos s\u00e3o o mais pr\u00f3ximo que chegamos de encontrar um extraterrestre inteligente\u201d, diz o professor","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/105246"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=105246"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/105246\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/105247"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=105246"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=105246"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=105246"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}