{"id":1043,"date":"2014-06-09T10:09:35","date_gmt":"2014-06-09T10:09:35","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=1043"},"modified":"2014-06-09T20:27:41","modified_gmt":"2014-06-09T20:27:41","slug":"oncas-pintadas-sobrevivem-em-arvores-durante-cheia-na-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/oncas-pintadas-sobrevivem-em-arvores-durante-cheia-na-amazonia\/","title":{"rendered":"On\u00e7as-pintadas sobrevivem em \u00e1rvores durante cheia na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/onca_pintada.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-1044\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/onca_pintada.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>A cheia dos rios da Amaz\u00f4nia, que deixa submersa parte da floresta por ao menos tr\u00eas meses ao ano, altera o comportamento das on\u00e7as-pintadas que vivem na regi\u00e3o. Acostumadas ao seu habitat original, que \u00e9 o ch\u00e3o, nos per\u00edodos de inunda\u00e7\u00e3o esses animais passam a viver \u201cnas alturas\u201d, sobre \u00e1rvores que t\u00eam entre 20 e 30 metros de altura, onde criam seus filhotes e se alimentam de macacos e pregui\u00e7as, at\u00e9 que a inunda\u00e7\u00e3o retroceda.<\/p>\n<p>A descoberta foi feita pelo pesquisador Emiliano Esterci Ramalho, pesquisador do Instituto de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel Mamirau\u00e1, que \u00e9 respons\u00e1vel pela administra\u00e7\u00e3o de uma imensa \u00e1rea protegida no interior da Amaz\u00f4nia, localizada a 650 km de Manaus.<\/p>\n<p>Desde abril do ano passado, Ramalho observa esses felinos amaz\u00f4nicos e se surpreendeu com a capacidade de adapta\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie, considerada vulner\u00e1vel na natureza, de acordo com a Uni\u00e3o Internacional para Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza (IUCN, na sigla em ingl\u00eas).<\/p>\n<p>Estima-se que 10 mil on\u00e7as-pintadas vivam na Amaz\u00f4nia, 500 delas apenas no interior da reserva. A popula\u00e7\u00e3o caiu 10% nos \u00faltimos 27 anos, em raz\u00e3o da fragmenta\u00e7\u00e3o do habitat e desmatamento, segundo um estudo recente.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-400\"><img loading=\"lazy\" title=\"Exemplar de on\u00e7a-pintada foi visto com filhote (foto) sobrevivendo entre as \u00e1rvores. Animais se alimentam de macacos e pregui\u00e7as (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Instituto Mamirau\u00e1)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/hPvisL7MSy04aZHLxP3pUoETvAg=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2014\/06\/06\/filhote.jpg\" alt=\"Exemplar de on\u00e7a-pintada foi visto com filhote (foto) sobrevivendo entre as \u00e1rvores. Animais se alimentam de macacos e pregui\u00e7as (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Instituto Mamirau\u00e1)\" width=\"309\" height=\"204\" \/><\/div>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-400\"><strong>Exemplar de on\u00e7a-pintada foi visto com filhote (foto)<br \/>\nsobrevivendo entre as \u00e1rvores. Animais se alimentam<br \/>\nde macacos e pregui\u00e7as<br \/>\n(Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Instituto Mamirau\u00e1)<\/strong><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Do buxixo \u00e0 comprova\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nO pesquisador acompanha oito on\u00e7as-pintadas, quatro machos e quatro f\u00eameas, que receberam uma coleira com GPS.<\/p>\n<p>O foco inicial do trabalho era saber se os mam\u00edferos sa\u00edam da \u00e1rea da reserva para locais secos. A regi\u00e3o \u00e9 considerada a \u00fanica \u00e1rea de floresta exclusivamente de v\u00e1rzea.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s ouvir relatos de moradores que teriam visto as on\u00e7as em cima das \u00e1rvores nas \u00e1reas alagadas, ele resolveu investigar e comprovou a altera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma descoberta interessante, porque \u00e9 um comportamento que n\u00e3o tinha sido descrito para um felino de grande porte como a on\u00e7a-pintada. N\u00e3o s\u00f3 ressalta a flexibilidade ecol\u00f3gica desse animal, como a import\u00e2ncia de manter preservada as florestas de v\u00e1rzea da plan\u00edcie de inunda\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia\u201d, explica Emiliano. O material deve ser publicado em breve em uma revista cient\u00edfica.<\/p>\n<p><strong>Turismo sustent\u00e1vel<\/strong><br \/>\nEntre abril e junho, os rios que integram a Reserva Mamirau\u00e1 sobem cerca de dez metros devido ao ciclo da cheia amaz\u00f4nica. \u00c9 neste per\u00edodo que as on\u00e7as sobrevivem entre os galhos dos apu\u00eds, uma \u00e1rvore cheia de ramifica\u00e7\u00f5es, que formam uma trilha seca para que esses felinos continuem a ca\u00e7ar e criar seus filhotes enquanto n\u00e3o conseguem voltar para o ch\u00e3o.<\/p>\n<p>Por n\u00e3o se sentirem amea\u00e7adas com a presen\u00e7a humana, o pesquisador conta que teve in\u00edcio na \u00faltima semana um projeto de observa\u00e7\u00e3o dessas on\u00e7as. O objetivo \u00e9 fomentar uma estrat\u00e9gia de conserva\u00e7\u00e3o na reserva. O dinheiro arrecadado vai auxiliar a popula\u00e7\u00e3o ribeirinha e dar\u00e1 continuidade a pesquisas com esses carn\u00edvoros.<\/p>\n<p>Os primeiros turistas a realizarem a visita\u00e7\u00e3o foram um brasileiro, um ingl\u00eas e dois alem\u00e3es. Cada um desembolsou cerca de R$ 6 mil. A observa\u00e7\u00e3o \u00e9 feita de maneira silenciosa, em canoas, ao longo de tr\u00eas dos sete dias inclu\u00eddos no pacote.<\/p>\n<p>&#8220;A ideia \u00e9 realizar um turismo de baixo impacto. Vamos seguindo os animais com equipamento de telemetria, sem fazer barulho. O que for arrecadado vai nos ajudar a financiar estudos vinculados ao turismo&#8221;, explica Emiliano, doutor em ecologia e conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cheia dos rios da Amaz\u00f4nia, que deixa submersa parte da floresta por ao menos<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1044,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/onca_pintada.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/onca_pintada.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/onca_pintada.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/onca_pintada.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/onca_pintada.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/onca_pintada.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/onca_pintada.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/onca_pintada.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/onca_pintada.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/onca_pintada.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A cheia dos rios da Amaz\u00f4nia, que deixa submersa parte da floresta por ao menos","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1043"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1043"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1043\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1044"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1043"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1043"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1043"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}