{"id":10410,"date":"2014-11-14T10:40:14","date_gmt":"2014-11-14T10:40:14","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=10410"},"modified":"2014-11-14T10:40:14","modified_gmt":"2014-11-14T10:40:14","slug":"mudanca-do-clima-pode-aumentar-em-50-a-ocorrencia-de-raios-no-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/mudanca-do-clima-pode-aumentar-em-50-a-ocorrencia-de-raios-no-mundo\/","title":{"rendered":"Mudan\u00e7a do clima pode aumentar em 50% a ocorr\u00eancia de raios no mundo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/raios_brasil.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-10411\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/raios_brasil.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>Um estudo de cientistas americanos, publicado na revista &#8220;Science&#8221;, sugere que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas far\u00e3o crescer a ocorr\u00eancia de raios em 50% at\u00e9 o fim deste s\u00e9culo. A an\u00e1lise se baseia em medi\u00e7\u00f5es de precipita\u00e7\u00e3o e flutuabilidade das nuvens, aplicadas a 11 diferentes modelos clim\u00e1ticos que estimam a eleva\u00e7\u00e3o da temperatura no planeta at\u00e9 2100.<\/p>\n<p>&#8220;Com o aquecimento, as tempestades el\u00e9tricas ficar\u00e3o mais explosivas&#8221;, afirmou \u00e0 France Presse o climatologista David Romps, da Universidade da Calif\u00f3rnia, em Berkeley.<\/p>\n<p>&#8220;O aquecimento aumenta a concentra\u00e7\u00e3o de vapor d&#8217;\u00e1gua na atmosfera e, se voc\u00ea tem mais combust\u00edvel em volta, quando a igni\u00e7\u00e3o ocorre, pode ser das grandes&#8221;, comparou.<\/p>\n<p>Estimativas anteriores de como os rel\u00e2mpagos seriam afetados pelo aumento das temperaturas usaram t\u00e9cnicas indiretas, sem liga\u00e7\u00e3o direta com as precipita\u00e7\u00f5es. O resultado foi uma faixa variando de 5% a 100% mais raios para cada grau Celsius de eleva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A pesquisa atual se baseia na energia dispon\u00edvel para fazer subir o ar na atmosfera, combinada com as taxas de precipita\u00e7\u00e3o. A energia potencial dispon\u00edvel para convec\u00e7\u00e3o (ou Cape, na sigla em ingl\u00eas) \u00e9 medida por radiossondas, instrumentos colocados a bordo de bal\u00f5es meteorol\u00f3gicos. &#8220;A Cape \u00e9 uma medida de qu\u00e3o potencialmente explosiva est\u00e1 a atmosfera&#8221;, explica Romps. &#8220;N\u00f3s achamos que o produto da precipita\u00e7\u00e3o e a Cape ajudariam a prever (a ocorr\u00eancia de) raios&#8221;, continuou.<\/p>\n<div class=\"olho componente_materia expandido\">\n<div>O Brasil ocupa o 1\u00ba lugar na incid\u00eancia de raios, com 57,8 milh\u00f5es de ocorr\u00eancias por ano, seguido da Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo, com 43,2 milh\u00f5es<\/div>\n<\/div>\n<p><strong>Previs\u00e3o dos raios<\/strong><br \/>\nUsando dados do Servi\u00e7o Meteorol\u00f3gico dos Estados Unidos, os cientistas descobriram que \u00e9 poss\u00edvel prever 77% da incid\u00eancia da descarga el\u00e9trica conhecendo as taxas de precipita\u00e7\u00e3o e o m\u00e9todo Cape.<\/p>\n<p>Quando os par\u00e2metros foram aplicados nos modelos clim\u00e1ticos, os cientistas descobriram que cada grau Celsius a mais na m\u00e9dia global da temperatura do ar pode representar cerca de 12% mais quedas de raios. Se as temperaturas aumentarem quatro graus Celsius at\u00e9 o fim do s\u00e9culo, isto representaria um aumento de quase 50% na queda de raios.<\/p>\n<p>Mais raios aumentam os riscos para as pessoas &#8211; que s\u00e3o feridas ou at\u00e9 mesmo mortas quando atingidas &#8211; e ainda podem causar um efeito devastador em florestas e esp\u00e9cies animais e vegetais. Uma maior ocorr\u00eancia de descargas provocaria mais inc\u00eandios em \u00e1reas de mata seca, matando aves e outras criaturas silvestres, e amea\u00e7ando quem vive perto.<\/p>\n<p>O Brasil ocupa o primeiro lugar na incid\u00eancia de raios, com 57,8 milh\u00f5es de ocorr\u00eancias por ano, seguido pela Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo, com 43,2 milh\u00f5es, pelos Estados Unidos, com 35 milh\u00f5es, pela Austr\u00e1lia, com 31,2 milh\u00f5es, China, com 28 milh\u00f5es e \u00cdndia, com 26,9 milh\u00f5es. Os dados s\u00e3o do Grupo de Eletricidade Atmosf\u00e9rica, o Elat, n\u00facleo do <a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/topico\/Inpe.html\">Inpe<\/a> (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-300\"><img loading=\"lazy\" title=\"Info raios ascendentes V2 (Foto: Editoria de Arte\/G1)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/7UpoYux50zdauWc4w0IZeYQWD0g=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2014\/01\/24\/raio2.jpg\" alt=\"Info raios ascendentes V2 (Foto: Editoria de Arte\/G1)\" width=\"300\" height=\"1287\" \/><\/div>\n<p><strong>Perigo que vem do c\u00e9u<\/strong><br \/>\nLevantamento feito pela organiza\u00e7\u00e3o, a partir de dados da Defesa Civil, do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e reportagens ve\u00edculadas em jornais aponta que 2.640 pessoas de todo o pa\u00eds morreram atingidas por descargas entre 1991 e 2010.<\/p>\n<p>No mesmo per\u00edodo, segundo o Atlas Brasileiro de Desastres Naturais, divulgado em 2012 pelo Centro universit\u00e1rio de estudos e pesquisas sobre desastres (Ceped), ligado \u00e0 Universidade Federal de Santa Catarina, morreram 2.475 brasileiros v\u00edtimas de enchentes de deslizamentos de terra.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros de mortes por raios podem aumentar no futuro caso se eleve a incid\u00eancia de raios no pa\u00eds, possibilidade que pode acontecer devido \u00e0 urbaniza\u00e7\u00e3o e aos efeitos da mudan\u00e7a clim\u00e1tica, provocada pelo aumento da temperatura global.<\/p>\n<p>Cidades m\u00e9dias (500 mil habitantes) e grandes metr\u00f3poles poder\u00e3o se tornar alvos frequentes de raios devido \u00e0s ilhas de calor, fen\u00f4meno respons\u00e1vel pela sensa\u00e7\u00e3o de abafamento e resultante do processo de adensamento urbano e impermeabiliza\u00e7\u00e3o do solo.<br \/>\nMateriais como asfalto, concreto armado, cimento e o excesso de pr\u00e9dios dificultam a circula\u00e7\u00e3o do ar, o que faz com que o calor se concentre em determinados pontos.<\/p>\n<p><strong>Raios ascendentes<\/strong><br \/>\nA urbaniza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pode provocar o fen\u00f4meno dos raios ascendentes, descargas que saem de objetos no solo e seguem em dire\u00e7\u00e3o ao c\u00e9u. Em S\u00e3o Paulo, por exemplo, esses &#8220;disparos&#8221; foram registrados v\u00e1rias vezes este ano no Pico do Jaragu\u00e1 e na Avenida Paulista.<\/p>\n<p>Os raios ascendentes foram identificados no Brasil pela primeira vez em 2012 e s\u00f3 existem devido \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o das cidades, que t\u00eam passado por um processo intenso de verticaliza\u00e7\u00e3o, com a constru\u00e7\u00e3o de edif\u00edcios altos que ficam ainda maiores quando instalam-se no alto deles torres de transmiss\u00e3o de r\u00e1dio e televis\u00e3o.<\/p>\n<p>Com isso, os \u201carranha-c\u00e9us\u201d ficam com tamanhos superiores a cem metros de altura e se tornam \u201cber\u00e7os ideais\u201d para que o fen\u00f4meno ocorra.<\/p>\n<p>O topo das torres de transmiss\u00e3o ou de energia, normalmente met\u00e1licas e com para-raios instalados, concentra uma alta carga el\u00e9trica negativa nas pontas. Quando uma nuvem de tempestade, carregada de part\u00edculas positivas, se aproxima desses pontos, pode promover uma intera\u00e7\u00e3o que faz as part\u00edculas el\u00e9tricas concentradas nas torres em terra liberarem uma descarga em dire\u00e7\u00e3o ao c\u00e9u. Esse raio chega a medir 2 km de comprimento e, quando encontra a base da nuvem de tempestade, forma ramifica\u00e7\u00f5es que lembram ra\u00edzes.<\/p>\n<p>Ainda n\u00e3o se sabe sua pot\u00eancia e intensidade. Mas descargas el\u00e9tricas normalmente atingem o solo com 100 milh\u00f5es de volts. J\u00e1 a intensidade da corrente de um raio \u00e9, em m\u00e9dia, de 30 mil amp\u00e8res. Para se ter uma ideia, essa corrente \u00e9 mil vezes mais intensa do que a de um chuveiro el\u00e9trico (<strong>veja o v\u00eddeo abaixo<\/strong>).<\/p>\n<div id=\"3100021\" class=\"video componente_materia\" style=\"width: 620px; height: 349px; background-color: black; overflow: hidden;\" data-height=\"349\" data-width=\"620\">\n<div class=\"wm-poster-wrapper\" style=\"width: 620px; height: 349px;\">\n<div class=\"wm-poster-inner-wrapper\" style=\"cursor: pointer;\"><img class=\"wm-poster-image\" style=\"width: 620px; height: 349px; margin-left: 0px; margin-top: 0px; visibility: visible;\" src=\"http:\/\/s02.video.glbimg.com\/x360\/3100021.jpg\" alt=\"\" \/><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo de cientistas americanos, publicado na revista &#8220;Science&#8221;, sugere que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas far\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":10411,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/raios_brasil.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/raios_brasil.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/raios_brasil.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/raios_brasil.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/raios_brasil.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/raios_brasil.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/raios_brasil.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/raios_brasil.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/raios_brasil.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/raios_brasil.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Um estudo de cientistas americanos, publicado na revista &#8220;Science&#8221;, sugere que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas far\u00e3o","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10410"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10410"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10410\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10411"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10410"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10410"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10410"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}