{"id":10361,"date":"2014-11-13T15:00:56","date_gmt":"2014-11-13T15:00:56","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=10361"},"modified":"2014-11-12T21:57:25","modified_gmt":"2014-11-12T21:57:25","slug":"wwf-brasil-alerta-para-a-importancia-da-conservacao-das-cabeceiras-do-pantanal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wwf-brasil-alerta-para-a-importancia-da-conservacao-das-cabeceiras-do-pantanal\/","title":{"rendered":"WWF-Brasil alerta para a import\u00e2ncia da conserva\u00e7\u00e3o das cabeceiras do Pantanal"},"content":{"rendered":"<p><em><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/pantanal.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-10362\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/pantanal.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>\u201cEm ambos os lados da estrada de pista simples, a paisagem se estende em um mosaico de pastagens alagadas e retalhos de densa vegeta\u00e7\u00e3o. Est\u00e1 anoitecendo e o c\u00e9u parece uma revolu\u00e7\u00e3o de dourados e vermelhos. Um casal de araras aponta sobre nossas cabe\u00e7as, num flash de vermelho e azul, em contraste com as copas verdes escuras das \u00e1rvores\u201d.<\/em><\/p>\n<p>O trecho acima \u00e9 parte da reportagem \u201cPantanal: Ativistas lutam para preservar intactas as plan\u00edcies alagadas do Brasil\u201d, produzida pelo jornal brit\u00e2nico <em>The Telegraph<\/em> e que o WWF-Brasil <span style=\"text-decoration: underline;\"><span style=\"color: #0000ff;\"><strong><a href=\"http:\/\/d3nehc6yl9qzo4.cloudfront.net\/downloads\/pantanal___ativistas_lutam_para_preservar_as_planicies_alagadas_intactas_do_brasi.pdf\" target=\"_blank\">disponibiliza em portugu\u00eas<\/a>\u00a0aqui<\/strong><\/span><\/span>\u00a0para marcar o Dia Nacional do Pantanal, comemorado ontem, 12 de novembro. Resultado de expedi\u00e7\u00e3o organizada em parceria com o WWF-Reino Unido e o Programa HSBC pela \u00c1gua, a mat\u00e9ria foi publicada no dia 11 de setembro e destaca a viagem pela qual o jornalista ingl\u00eas Mick Brown e a fot\u00f3grafa Anastasia Taylor-Lind percorreram 1.400 quil\u00f4metros no estado Mato Grosso, no per\u00edodo de 26 a 31 de maio.<\/p>\n<p>\u201cExpedi\u00e7\u00f5es como essa s\u00e3o parte do esfor\u00e7o do WWF-Brasil em alertar sobre as amea\u00e7as e desafios que rondam o Pantanal. Manter a sociedade informada \u00e9 uma forma de angariar apoio para que os setores p\u00fablicos e privados tomem medidas efetivas para a conserva\u00e7\u00e3o do bioma\u201d, afirma o coordenador do Programa \u00c1gua para a Vida do WWF-Brasil, Glauco Kimura de Freitas, que tamb\u00e9m participou da viagem e \u00e9 um dos entrevistados da reportagem.<\/p>\n<p>Maior \u00e1rea \u00famida continental do planeta, o Pantanal ocupa parte dos estados brasileiros do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e estende-se pela Bol\u00edvia e Paraguai. A regi\u00e3o abriga uma impressionante diversidade de flora e fauna, com pelos menos 4.700 esp\u00e9cies catalogadas, sendo 3.500 plantas, 565 aves, 325 peixes, 159 mam\u00edferos, 98 r\u00e9pteis e 53 anf\u00edbios.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do encantamento pela regi\u00e3o, a reportagem tamb\u00e9m retrata as amea\u00e7as que colocam em risco a conserva\u00e7\u00e3o ambiental do Pantanal e a manuten\u00e7\u00e3o do estilo de vida pantaneiro. \u201cAgricultura intensiva, desmatamento, polui\u00e7\u00e3o industrial e a demanda de uma popula\u00e7\u00e3o em crescimento por \u00e1gua e energia est\u00e3o colocando em perigo as \u00e1guas que formam o Pantanal: nascentes, afluentes e rios que lhe d\u00e3o vida\u201d, escreveu Brown.<\/p>\n<p><strong>Pacto em Defesa das Cabeceiras do Pantanal <\/strong><\/p>\n<p>Com depoimentos de diversos atores locais, de prefeitos a vaqueiros, a mat\u00e9ria constata o impacto do desenvolvimento n\u00e3o-sustent\u00e1vel na \u00e1rea. \u201cEu tenho 57 anos e me considero velho. Mas estou preocupado com os jovens que n\u00e3o v\u00e3o ter como sobreviver nessa regi\u00e3o e v\u00e3o ter de ir embora. Rio acima, as pessoas n\u00e3o se importam com o rio, e aqui a gente paga o pre\u00e7o\u201d, afirma Jo\u00e3o, pescador citado na reportagem que vive nos arredores de Pocon\u00e9 e tira seu sustento do rio Cuiab\u00e1.<\/p>\n<p>O \u201crio acima\u201d apresenta o maior risco ecol\u00f3gico na regi\u00e3o. \u00c9 no planalto mato-grossense que est\u00e3o as cabeceiras do Pantanal. \u201cTrata-se de um conjunto de nascentes e afluentes que s\u00e3o respons\u00e1veis pela fun\u00e7\u00e3o hidrol\u00f3gica de todo o sistema das \u00e1reas \u00famidas. A regi\u00e3o funciona como uma caixa-d\u2019\u00e1gua que abastece diretamente a parte baixa\u201d, explica Glauco de Freitas.<\/p>\n<p>Reverter a degrada\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o de planalto \u00e9 o foco do trabalho do Pacto em Defesa das Cabeceiras do Pantanal. Um projeto do WWF-Brasil, apoiado pelo Programa HSBC pela \u00c1gua, que busca melhorar o gerenciamento de recursos h\u00eddricos e proteger quatro grandes afluentes da regi\u00e3o \u2013 os rios Alto-Paraguai, Sepotuba, Jauru e Caba\u00e7al, que s\u00e3o respons\u00e1veis por at\u00e9 30% do fluxo de \u00e1gua que desce ao Pantanal..<\/p>\n<p>O objetivo do projeto, tamb\u00e9m destacado na reportagem do The Telegraph, \u00e9 que at\u00e9 2017 pelo menos 25 munic\u00edpios da bacia, produtores, empresas e entidades locais assinem o Pacto e se comprometam com pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis em diferentes setores. Em nove meses de trabalho, 72 institui\u00e7\u00f5es, incluindo grupos de pescadores, produtores locais, frigor\u00edficos, entre outros, j\u00e1 assinaram cartas de inten\u00e7\u00e3o de apoio ao Pacto.<\/p>\n<p>\u201c\u00c1gua \u00e9 tudo para o Pantanal. N\u00f3s precisamos do engajamento de todos os setores da sociedade fazendo-os compreender que cuidar do seu recurso h\u00eddrico n\u00e3o beneficia apenas suas atividades cotidianas, mas tamb\u00e9m prov\u00ea uma base para uma ind\u00fastria saud\u00e1vel no longo prazo\u201d, citou Freitas na reportagem.<\/p>\n<p>Durante a expedi\u00e7\u00e3o, o grupo visitou o Parque Nacional da Chapada dos Guimar\u00e3es, os campos agr\u00edcolas da estrada entre a Chapada e Campo Verde, Pocon\u00e9, C\u00e1ceres, Reserva do Caba\u00e7al, S\u00e3o Jos\u00e9 dos Quatro Marcos, Barra do Bugres, Tangar\u00e1 da Serra e Cuiab\u00e1, todas as localidades no estado de Mato Grosso, e boa parte delas na regi\u00e3o abrangida pelo Pacto em Defesa das Cabeceiras do Pantanal.<\/p>\n<p><strong>WWF-Brasil no Pantanal<\/strong><\/p>\n<p>O WWF-Brasil apoia projetos de conserva\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o h\u00e1 16 anos. O trabalho consiste na realiza\u00e7\u00e3o de estudos de impacto sobre o uso do solo e mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, al\u00e9m do c\u00e1lculo da Pegada Ecol\u00f3gica e monitoramento da cobertura vegetal. a organiza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m ajuda a conservar as nascentes, a recuperar \u00e1reas degradadas e a estimular a produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel de carne com a promo\u00e7\u00e3o de boas pr\u00e1ticas para o fortalecimento da pecu\u00e1ria org\u00e2nica certificada, entre diversos outros projetos.<\/p>\n<p>O trabalho do WWF-Brasil, na regi\u00e3o, \u00e9 realizado por meio de dois Programas: Cerrado Pantanal e \u00c1gua para Vida. No bioma, a estrat\u00e9gia de conserva\u00e7\u00e3o \u00e9, ainda, compartilhada com o WWF-Bol\u00edvia e o WWF-Paraguai. O trabalho desenvolvido tem promovido a\u00e7\u00f5es mais efetivas na conserva\u00e7\u00e3o do bioma que buscam envolver a conserva\u00e7\u00e3o e a prote\u00e7\u00e3o dos ecossistemas aqu\u00e1ticos, o desenvolvimento de cadeias produtivas sustent\u00e1veis, o planejamento sistem\u00e1tico do territ\u00f3rio e o desenvolvimento de h\u00e1bitos respons\u00e1veis de consumo.<\/p>\n<p><strong>Dia do Pantanal <\/strong><\/p>\n<p>Criado em 2008, o Dia Nacional do Pantanal tem como objetivo incentivar a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade pantaneira e valorizar a sua import\u00e2ncia para o meio ambiente, ao mesmo tempo que alerta para o grau de vulnerabilidade do bioma e envolve toda a sociedade em sua defesa.<\/p>\n<p>Iniciativa do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente (MMA), com o apoio do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e do movimento ambientalista, o dia 12 de novembro foi escolhido para homenagear o ambientalista e jornalista Francisco Ancelmo de Barros, conhecido como Francelmo, que durante 25 anos dedicou-se \u00e0 luta pela preserva\u00e7\u00e3o do Pantanal. No dia 12 de novembro de 2007, durante uma manifesta\u00e7\u00e3o no centro de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, Francelmo ateou fogo no pr\u00f3prio corpo para protestar contra a instala\u00e7\u00e3o de usinas de \u00e1lcool no Pantanal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cEm ambos os lados da estrada de pista simples, a paisagem se estende em um<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":10362,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/pantanal.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/pantanal.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/pantanal.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/pantanal.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/pantanal.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/pantanal.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/pantanal.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/pantanal.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/pantanal.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/pantanal.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"\u201cEm ambos os lados da estrada de pista simples, a paisagem se estende em um","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10361"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10361"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10361\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10362"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10361"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10361"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10361"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}