{"id":10327,"date":"2014-11-12T18:00:20","date_gmt":"2014-11-12T18:00:20","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=10327"},"modified":"2014-11-12T15:38:28","modified_gmt":"2014-11-12T15:38:28","slug":"conheca-5-historias-de-animais-resgatados-pelo-cras-e-pela-pma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/conheca-5-historias-de-animais-resgatados-pelo-cras-e-pela-pma\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a cinco hist\u00f3rias de animais resgatados pelo CRAS  e pela PMA"},"content":{"rendered":"<div id=\"texto\">\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/mico_.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-10328\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/mico_.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>Apesar dos esfor\u00e7os de diversas institui\u00e7\u00f5es, o n\u00famero de animais v\u00edtimas do tr\u00e1fico e ca\u00e7a ilegal ainda \u00e9 preocupante em todo o mundo. Por mais detalhados que sejam os relat\u00f3rios e reportagens, \u00e0s vezes a percep\u00e7\u00e3o desse triste cen\u00e1rio n\u00e3o passa disso: n\u00fameros. Em visita \u00e0 Green Farm (<a href=\"http:\/\/ciclovivo.com.br\/noticia\/santuario-ecologico-no-mato-grosso-do-sul-cria-novo-modelo-de-negocio-sustentavel\" target=\"_blank\">conhe\u00e7a o projeto<\/a>), o CicloVivo conheceu a emocionante hist\u00f3ria de cinco animais resgatados pelo CRAS (Centro de Reabilita\u00e7\u00e3o de Animais Silvestres) e pela PMA (Pol\u00edcia Militar Ambiental). &#8220;Cada animal tem sua trajet\u00f3ria, uma hist\u00f3ria de vida, com partes tristes e alegres, com desafios e supera\u00e7\u00e3o, assim como \u00e9 conosco\u201d, explica o educador ambiental Luiz Henrique da Silva. Confira:<\/p>\n<p><strong>Diogo \u2013 on\u00e7a-pintada<\/strong><\/p>\n<p>Quando era s\u00f3 um filhote, Diogo foi levado para uma casa no Amazonas para ser criado dentro de casa, como se fosse um gatinho. Passava a maior parte do dia dentro de uma caixa, longe de qualquer outro animal de sua esp\u00e9cie. A oncinha come\u00e7ou a crescer e, o que era inevit\u00e1vel, ficou cada vez mais dif\u00edcil segura-lo. Seu dono teve ent\u00e3o de render-se ao fato de que n\u00e3o podia criar um animal selvagem, tampouco naquelas condi\u00e7\u00f5es. Foi quando ele decidiu contatar o Ibama para que achassem um espa\u00e7o adequado para o bicho. Do norte do Pa\u00eds, Diogo foi de avi\u00e3o at\u00e9 Bras\u00edlia e de l\u00e1 seguiu para o Mato Grosso do Sul, cercado de veterin\u00e1rios prestativos, como uma celebridade, onde por fim foi acolhido na Green Farm. Hoje Diogo continua sob a vigil\u00e2ncia de profissionais e, infelizmente, n\u00e3o poder\u00e1 retornar \u00e0 natureza, pois tem poucas chances de se adaptar \u00e0 vida selvagem. Contudo, Diogo p\u00f5e suas garras em a\u00e7\u00e3o freq\u00fcentemente para ca\u00e7ar peixes que seus cuidadores colocam em sua piscina particular.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img style=\"width: 640px; height: 427px;\" src=\"http:\/\/ciclovivo.com.br\/public\/img\/noticias\/images\/greenfarmon%C3%A7a.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<span style=\"font-size: 10px;\">Foto: Luiz Henrique Elias da Silva\/GreenFarm<\/span><\/p>\n<p><strong>Chico\u00a0\u2013 macaco-prego<\/strong><\/p>\n<p>Os detalhes da hist\u00f3ria do macaco Chico est\u00e3o guardados sob sigilo da pol\u00edcia ambiental. Provavelmente capturado na natureza ou comprado no tr\u00e1fico, o fato \u00e9 que esse animalzinho sofreu muito nas m\u00e3os de seu dono. Os constantes maus-tratos resultaram na den\u00fancia que libertou Chico, que foi ent\u00e3o cuidado por especialistas. Seu bracinho esquerdo estava t\u00e3o machucado pelas agress\u00f5es que foi necess\u00e1rio amputa-lo. Apesar das dificuldades, Chico est\u00e1 adaptado \u00e0 nova vida, ao lado de outros macacos, sendo, de longe, um dos bichos mais simp\u00e1ticos da fazenda.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img style=\"width: 640px; height: 320px;\" src=\"http:\/\/ciclovivo.com.br\/public\/img\/noticias\/images\/greenfarmmacacoprego.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<span style=\"font-size: 10px;\">Foto: Luiz Henrique Elias da Silva\/GreenFarm<\/span><\/p>\n<p><strong>Bira \u2013 veado-catingueiro<\/strong><\/p>\n<p>Hoje ele ainda \u00e9 s\u00f3 uma crian\u00e7a, mas j\u00e1 passou por muita coisa. Bira \u00e9 de uma esp\u00e9cie presente em boa parte do Brasil, o <em>Mazama gouazoubira<\/em>, popularmente conhecido como veado-catingueiro. Filhote, ele perdeu a m\u00e3e e o resto da fam\u00edlia, provavelmente abatidos por outro animal ou por ca\u00e7adores. Sozinho e errante pela floresta, Bira sofreu mais uma trag\u00e9dia, quando cruzou a pista e foi atingido por um ve\u00edculo. Resgatado pela pol\u00edcia ambiental, recebeu cuidados e, para ter chances de sobreviver, teve de amputar uma das patas traseiras. Hoje, o veadinho est\u00e1 recuperado.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img style=\"width: 640px; height: 425px;\" src=\"http:\/\/ciclovivo.com.br\/public\/img\/noticias\/images\/greenfarmveadocatingueiro.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<span style=\"font-size: 10px;\">Foto: Luiz Henrique Elias da Silva\/GreenFarm<\/span><\/p>\n<p><strong>Foguinho \u2013 cachorro-do-mato<\/strong><\/p>\n<p>Apesar de parecer um cachorro, Foguinho n\u00e3o \u00e9 dom\u00e9stico. Na natureza, o cachorro-do-mato, chamado tamb\u00e9m de \u2018lobinho\u2019, \u00e9 oportunista, rouba ovos e come frutas e pequenas carca\u00e7as. Foguinho n\u00e3o \u00e9 diferente: \u00e9 misterioso e olha para todos com muita aten\u00e7\u00e3o. Foi v\u00edtima de um outro macho de sua esp\u00e9cie, que o machucou at\u00e9 que n\u00e3o pudesse mais se movimentar direito. Resgatado, passou por uma cirurgia reparadora da bacia na Universidade Estadual de Maring\u00e1 e tamb\u00e9m por sess\u00f5es de fisioterapia. Foguinho n\u00e3o poder\u00e1 voltar \u00e0 natureza devido aos problemas restantes de locomo\u00e7\u00e3o, pois teria muita dificuldade para conseguir alimento sozinho e seria presa f\u00e1cil de outros bichos.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img style=\"width: 640px; height: 347px;\" src=\"http:\/\/ciclovivo.com.br\/public\/img\/noticias\/images\/greenfarmlobo.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<span style=\"font-size: 10px;\">Foto: Luiz Henrique Elias da Silva\/GreenFarm<\/span><\/p>\n<p><strong>Romeu e Julieta \u2013 on\u00e7as-pardas<\/strong><\/p>\n<p>Romeu e Julieta s\u00e3o, como na literatura, dois apaixonados com uma hist\u00f3ria cheia de dificuldades. Mas, ao contr\u00e1rio da pe\u00e7a de Shakespeare, h\u00e1 um final feliz para essas duas on\u00e7as pardas. Julieta foi a \u00fanica sobrevivente de um inc\u00eandio em um canavial que dizimou seus pais e seus irm\u00e3os. As marcas da trag\u00e9dia est\u00e3o at\u00e9 hoje nela, uma f\u00eamea grande e forte. Romeu tamb\u00e9m perdeu a fam\u00edlia e foi encontrado sozinho, pequeno, com poucas chances de sobreviv\u00eancia. Luciana Mammana, diretora de marketing da Green Farm, que acompanha o caso dos dois desde o come\u00e7o comemora: \u201ca hist\u00f3ria deles come\u00e7ou de forma muito triste, mas hoje eles s\u00e3o felizes; ele \u00e9 um pr\u00edncipe e ela uma dama, que vivem numa verdadeira su\u00edte\u201d, brinca.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img style=\"width: 640px; height: 390px;\" src=\"http:\/\/ciclovivo.com.br\/public\/img\/noticias\/images\/greenfarmromeuejulieta.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<span style=\"font-size: 10px;\">Foto: Luiz Henrique Elias da Silva\/GreenFarm<\/span><\/p>\n<p>Luciana Mammana conta que, na Green Farm, as hist\u00f3rias de vida dos animais se confundem com as das pessoas. Muitos dos tratadores e demais funcion\u00e1rios est\u00e3o l\u00e1 h\u00e1 muito tempo, herdando fun\u00e7\u00f5es e aprendizados de seus pais e at\u00e9 av\u00f3s. O ciclo da vida acontece na sua forma mais plena. \u201cQuem gosta de animal de verdade gosta de gente tamb\u00e9m. \u00c9 completamente justo nos manifestarmos contra os maus-tratos aos animais, mas sem perder a aten\u00e7\u00e3o sobre nossa pr\u00f3pria gente\u201d, conclui Luciana.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar dos esfor\u00e7os de diversas institui\u00e7\u00f5es, o n\u00famero de animais v\u00edtimas do tr\u00e1fico e ca\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":10328,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/mico_.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/mico_.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/mico_.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/mico_.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/mico_.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/mico_.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/mico_.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/mico_.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/mico_.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/mico_.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Apesar dos esfor\u00e7os de diversas institui\u00e7\u00f5es, o n\u00famero de animais v\u00edtimas do tr\u00e1fico e ca\u00e7a","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10327"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10327"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10327\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10328"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10327"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10327"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10327"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}