{"id":10117,"date":"2014-11-09T13:00:18","date_gmt":"2014-11-09T13:00:18","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=10117"},"modified":"2014-11-09T11:42:16","modified_gmt":"2014-11-09T11:42:16","slug":"a-diminuicao-acentuada-da-populacao-de-animais-avanca-a-passos-largos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/a-diminuicao-acentuada-da-populacao-de-animais-avanca-a-passos-largos\/","title":{"rendered":"A diminui\u00e7\u00e3o acentuada da popula\u00e7\u00e3o de animais avan\u00e7a a passos largos"},"content":{"rendered":"<p><small style=\"font-size: 10px; font-family: Tahoma, Geneva, sans-serif;\"><i>Por Reinaldo Jos\u00e9 Lopes*<\/i><\/small><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/oncas.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-124574\" title=\"Defauna\u00e7\u00e3o   Com floresta, sem fauna\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/oncas.jpg\" alt=\"oncas Defauna\u00e7\u00e3o   Com floresta, sem fauna\" width=\"447\" height=\"268\" \/><\/a><\/p>\n<p>A divulga\u00e7\u00e3o anual dos n\u00fameros do desmatamento \u00e9 crucial para estimar a amea\u00e7a a esses biomas, mas tra\u00e7a um retrato incompleto da situa\u00e7\u00e3o. Mesmo em \u00e1reas n\u00e3o desmatadas, a defauna\u00e7\u00e3o \u2013 como \u00e9 conhecida a diminui\u00e7\u00e3o acentuada da popula\u00e7\u00e3o de animais \u2013 avan\u00e7a a passos largos, representando um problema t\u00e3o importante e dif\u00edcil de controlar quanto o desmate, segundo um artigo publicado em Julho deste ano na revista Science.<\/p>\n<p>O trabalho, coordenado pelo mexicano Rodolfo Dirzo, da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, tem entre seus coautores Mauro Galetti, do Departamento de Ecologia da Universidade Estadual Paulista (UNESP) de Rio Claro, colaborador de longa data da equipe norte-americana. A revis\u00e3o na Science refor\u00e7a o que Galetti e seus colegas no Brasil t\u00eam demonstrado nos \u00faltimos anos, em especial na mata atl\u00e2ntica: o crescente empobrecimento faun\u00edstico dos ecossistemas. \u201cS\u00e3o \u00e1reas n\u00e3o desmatadas que est\u00e3o vazias de animais, inicialmente por causa da press\u00e3o da ca\u00e7a, que continua muito presente, mas tamb\u00e9m por uma s\u00e9rie de outros fatores como o corte do palmito ju\u00e7ara, uma importante fonte de alimento para a fauna\u201d, afirma Galetti. O grupo liderado por Dirzo calcula que, no mundo todo, as esp\u00e9cies de vertebrados tenham perdido, em m\u00e9dia, pouco menos de um ter\u00e7o de sua popula\u00e7\u00e3o dos anos 1970 para c\u00e1. Alguns vertebrados s\u00e3o atingidos de forma mais severa \u2013 mais de 40% das esp\u00e9cies de anf\u00edbios, por exemplo, s\u00e3o consideradas amea\u00e7adas, ante 17% das aves.<\/p>\n<p>\u00c9 natural que o decl\u00ednio dos vertebrados seja acompanhado de forma mais ass\u00eddua tanto pelos pesquisadores quanto pelo p\u00fablico. S\u00e3o, para come\u00e7ar, muito mais vis\u00edveis do que a maioria dos invertebrados, e muitos pertencem a esp\u00e9cies consideradas carism\u00e1ticas, que protagonizam campanhas conservacionistas e acabam se tornando conhecidas. O levantamento publicado na Science, no entanto, reuniu tamb\u00e9m dados dispon\u00edveis sobre invertebrados, chegando \u00e0 conclus\u00e3o de que a situa\u00e7\u00e3o deles provavelmente tamb\u00e9m inspira preocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Cerca de dois ter\u00e7os dos invertebrados monitorados perderam em m\u00e9dia 45% de sua popula\u00e7\u00e3o. \u201cA verdade \u00e9 que precisamos de mais dados, mas n\u00e3o acho que esse n\u00famero esteja superestimado\u201d, diz Galetti. \u201cO que acontece \u00e9 que esses decl\u00ednios se referem, em geral, a invertebrados que costumavam ser muito abundantes e, por isso, eram acompanhados em trabalhos de campo. O cen\u00e1rio provavelmente seria pior se esp\u00e9cies naturalmente mais raras entrassem na conta.\u201d<\/p>\n<p><strong>Efeito domin\u00f3<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m das consequ\u00eancias mais \u00f3bvias da escassez de animais, como o risco de extin\u00e7\u00e3o, a defauna\u00e7\u00e3o preocupa porque pode desencadear uma s\u00e9rie de efeitos domin\u00f3 ecol\u00f3gicos: a perda de esp\u00e9cies-chave tende a afetar diversos outros animais e plantas, com repercuss\u00f5es que podem comprometer tanto o funcionamento normal de um ecossistema quanto os servi\u00e7os ambientais que ele proporciona aos seres humanos, como a fertilidade do solo ou a abund\u00e2ncia de \u00e1gua pot\u00e1vel. O efeito \u00e9 mais \u00f3bvio com predadores do topo da cadeia alimentar, como as on\u00e7as. Sua presen\u00e7a impede que predadores menores sobrepujem os demais, resultando numa diversidade maior desses \u201cs\u00faditos\u201d dos felinos.<\/p>\n<p>Herb\u00edvoros de grande e m\u00e9dio porte, por sua vez, s\u00e3o os principais respons\u00e1veis por dispersar sementes de frutos grandes (as antas desempenham esse papel com maestria), al\u00e9m de atuar tamb\u00e9m como \u201carquitetos\u201d, abrindo clareiras e amassando plantas jovens. At\u00e9 a abund\u00e2ncia de anf\u00edbios depende, em alguma medida, do pisoteio das margens de cursos d\u2019\u00e1gua pelos grandes herb\u00edvoros, j\u00e1 que esse processo abre depress\u00f5es onde r\u00e3s e sapos podem se abrigar.<\/p>\n<p>Para qualquer tipo de fauna, por\u00e9m, a situa\u00e7\u00e3o na Mata Atl\u00e2ntica n\u00e3o parece ser das melhores. Num trabalho publicado em Julho do ano passado na Biological Conservation, Galetti e colegas mapearam a situa\u00e7\u00e3o de quatro esp\u00e9cies ic\u00f4nicas do bioma: o maior predador (a on\u00e7a-pintada), o maior herb\u00edvoro (a anta), o maior devorador de sementes (a queixada) e o maior dispersor arb\u00f3reo de sementes (o muriqui, maior macaco das Am\u00e9ricas). Analisando dados de quase 100 locais diferentes, eles chegaram \u00e0 conclus\u00e3o de que em 88% dos remanescentes da floresta n\u00e3o h\u00e1 mais nenhuma dessas esp\u00e9cies, e em 96% dos casos pelo menos uma delas est\u00e1 ausente. O pior \u00e9 que, de acordo com o grupo da Unesp, menos de 20% dos fragmentos remanescentes da mata seriam adequados para abrigar o quarteto de esp\u00e9cies-chave.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o melhora muito quando se analisa um leque mais amplo de esp\u00e9cies de grande e m\u00e9dio porte. Num estudo publicado em 2012 na PLoS ONE, do qual participaram Gustavo Canale, da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), e Carlos Peres, da Universidade de East Anglia (Reino Unido), a equipe avaliou a presen\u00e7a de 18 esp\u00e9cies de mam\u00edferos (incluindo, al\u00e9m dos citados acima, tamandu\u00e1s, tatus e bugios, entre outros) em quase 200 fragmentos de mata atl\u00e2ntica, espalhados por tr\u00eas estados (Minas Gerais, Bahia e Sergipe). Resultado: s\u00f3 quatro das 18 esp\u00e9cies, em m\u00e9dia, ainda ocorrem em fragmentos de at\u00e9 5 mil hectares. E, mesmo em peda\u00e7os de mata com \u00e1rea maior do que isso, s\u00f3 sete esp\u00e9cies costumam ocorrer juntas.<\/p>\n<p>Nos poucos lugares em que esses animais ainda existem, o temor dos bi\u00f3logos \u00e9 de que machos e f\u00eameas teriam dificuldade para encontrar parceiros. A redu\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m aumentaria o risco de cruzamentos entre parentes pr\u00f3ximos, gerando filhotes com problemas cong\u00eanitos ou dificuldade para resistir a doen\u00e7as. Os dados dispon\u00edveis a respeito das on\u00e7as-pintadas no bioma sugerem um cen\u00e1rio desse tipo, diz o geneticista Eduardo Eizirik, da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio Grande do Sul. \u201cClaramente h\u00e1 uma redu\u00e7\u00e3o da diversidade, e os fragmentos tamb\u00e9m v\u00e3o ficando diferenciados entre si, provavelmente um resultado de intensa deriva gen\u00e9tica [perda aleat\u00f3ria de varia\u00e7\u00e3o]\u201d, afirma.<\/p>\n<p><strong>Pequenas grandes mudan\u00e7as<\/strong><\/p>\n<p>No caso dos vertebrados pequenos e dos invertebrados, os danos ecol\u00f3gicos da perda de fauna s\u00e3o claros. Um exemplo \u00e9 o papel de insetos como polinizadores, em especial as muitas esp\u00e9cies de abelhas \u2013 n\u00e3o \u00e9 por acaso que o decl\u00ednio das colmeias pelo mundo tem sido fonte de preocupa\u00e7\u00e3o para agricultores. No caso dos anf\u00edbios, bem vulner\u00e1veis a perturba\u00e7\u00f5es ambientais, h\u00e1 registros de decl\u00ednios populacionais dram\u00e1ticos em regi\u00f5es como os Andes e a Am\u00e9rica Central. Nesses casos, dois fatores podem estar atuando numa sinergia perversa: mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, que esquentam os ambientes frescos e \u00famidos preferidos pelos anf\u00edbios, e o fungo Batrachochytrium dendrobatidis, que se d\u00e1 bem nessas condi\u00e7\u00f5es e pode levar muitas dessas esp\u00e9cies ao desaparecimento.<\/p>\n<p>Boa parte da diversidade remanescente dos anf\u00edbios da mata atl\u00e2ntica se concentra em \u00e1reas montanhosas e relativamente mais frias, onde o B. dendrobatidis foi identificado na d\u00e9cada passada, o que levou os especialistas a temer uma repeti\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio dos Andes. Por enquanto, contudo, a situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 se revelando mais complexa, diz a zo\u00f3loga Vanessa Kruth Verdade, da Universidade Federal do ABC.<\/p>\n<p>\u201cOs resultados indicam que cada esp\u00e9cie responde de maneira diferente \u00e0s altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. Al\u00e9m disso, descobriu-se que a linhagem do fungo no Brasil \u00e9 antiga, anterior aos decl\u00ednios, o que levanta quest\u00f5es sobre a sua import\u00e2ncia como causador dos decl\u00ednios em territ\u00f3rio nacional\u201d, explica. Embora haja dados sobre perdas populacionais de diversas esp\u00e9cies de anf\u00edbios no pa\u00eds, dimensionar o problema e entender suas causas ainda \u00e9 um desafio pela falta de dados hist\u00f3ricos sobre essas popula\u00e7\u00f5es e de conhecimento de sua varia\u00e7\u00e3o natural, afirma Vanessa. De qualquer maneira, o que est\u00e1 claro \u00e9 que a defauna\u00e7\u00e3o acaba fortalecendo o c\u00edrculo vicioso de empobrecimento da mata. \u201cEla retroalimenta negativamente o sistema por meio da depaupera\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o arb\u00f3rea, como consequ\u00eancia da desestrutura\u00e7\u00e3o das comunidades ecol\u00f3gicas\u201d, diz ela.<\/p>\n<p>Um exemplo claro desse fen\u00f4meno vem de um grupo inusitado de invertebrados, popularmente conhecidos como besouros rola-bostas. Como o nome sugere, eles comem fezes e usam o excremento produzido por grandes mam\u00edferos para seus ninhos. Em outra pesquisa publicada na Biological Conservation em 2013, Galetti e seus colegas mostraram que, em \u00e1reas defaunadas da mata atl\u00e2ntica, uma s\u00e9rie de mudan\u00e7as afetam os besouros copr\u00f3fagos: a diversidade de esp\u00e9cies desses insetos cai, assim como o tamanho dos besouros, enquanto o n\u00famero absoluto de indiv\u00edduos aumenta. N\u00e3o se trata de mera curiosidade, porque essas altera\u00e7\u00f5es podem ter impacto consider\u00e1vel na maneira como a mat\u00e9ria org\u00e2nica \u00e9 reciclada no solo da mata e, portanto, no crescimento das plantas e numa s\u00e9rie de outros par\u00e2metros.<\/p>\n<p><strong>Reconstruindo comunidades<\/strong><\/p>\n<p>Para Galetti, esses resultados deixam claro que \u00e9 preciso repensar as a\u00e7\u00f5es de recupera\u00e7\u00e3o ambiental. \u201cHoje, existem muitos projetos de cria\u00e7\u00e3o de corredores ecol\u00f3gicos, plantando \u00e1rvores, mas reconstituir a fauna \u00e9 imprescind\u00edvel, por\u00e9m muito mais dif\u00edcil\u201d, explica.<\/p>\n<p>O primeiro e \u00f3bvio passo \u00e9 fazer valer a legisla\u00e7\u00e3o que pro\u00edbe a ca\u00e7a, destaca ele, mas igualmente importante talvez fosse considerar reintrodu\u00e7\u00f5es de animais levando em conta o papel ecol\u00f3gico de cada um deles no bioma. \u201cOs projetos s\u00e3o pensados em termos da amea\u00e7a para aquela esp\u00e9cie em particular. Dependendo da situa\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, talvez outra esp\u00e9cie fosse igualmente interessante. \u00c9 claro que \u00e9 importante recuperar a popula\u00e7\u00e3o do mico-le\u00e3o-dourado, mas em alguns casos talvez reintroduzir outro frug\u00edvoro tenha o mesmo efeito\u201d, compara. Seriam, em outras palavras, \u201cpacotes ecol\u00f3gicos\u201d, incluindo um herb\u00edvoro de grande porte, outro de m\u00e9dio porte, predadores pequenos e grandes, por exemplo? \u201cSim, mas isso teria de ser feito passo a passo \u2013 os herb\u00edvoros primeiro, por exemplo, depois os carn\u00edvoros. \u00c9 um processo lento de refauna\u00e7\u00e3o que teremos que fazer.\u201d<\/p>\n<p><em>* <strong>Reinaldo Jos\u00e9 Lopes<\/strong> \u00e9 jornalista e colaborador da Revista Pesquisa Fapesp.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Reinaldo Jos\u00e9 Lopes* A divulga\u00e7\u00e3o anual dos n\u00fameros do desmatamento \u00e9 crucial para estimar<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":10118,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/desfaunacao.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/desfaunacao.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/desfaunacao.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/desfaunacao.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/desfaunacao.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/desfaunacao.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/desfaunacao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/desfaunacao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/desfaunacao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/desfaunacao.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Por Reinaldo Jos\u00e9 Lopes* A divulga\u00e7\u00e3o anual dos n\u00fameros do desmatamento \u00e9 crucial para estimar","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10117"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10117"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10117\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10118"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10117"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10117"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10117"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}