{"id":10110,"date":"2014-11-09T11:02:10","date_gmt":"2014-11-09T11:02:10","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=10110"},"modified":"2014-11-09T11:02:44","modified_gmt":"2014-11-09T11:02:44","slug":"pecuaria-verde-projeto-combina-pecuaria-moderna-e-preservacao-da-floresta-amazonica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/pecuaria-verde-projeto-combina-pecuaria-moderna-e-preservacao-da-floresta-amazonica\/","title":{"rendered":"Pecu\u00e1ria Verde"},"content":{"rendered":"<div class=\"materia-assinatura-letra\">\n<div class=\"materia-assinatura\">\n<p class=\"vcard author\"><strong>Projeto combina pecu\u00e1ria moderna e preserva\u00e7\u00e3o da Floresta Amaz\u00f4nica<\/strong><\/p>\n<p class=\"vcard author\"><strong class=\"fn\">Por Vico Iasi<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"3751278\" class=\"video componente_materia\" style=\"width: 620px; height: 349px; background-color: black; overflow: hidden;\" data-height=\"349\" data-width=\"620\">\n<div class=\"wm-poster-wrapper\" style=\"width: 620px; height: 349px;\">\n<div class=\"wm-poster-inner-wrapper\" style=\"cursor: pointer;\"><img class=\"wm-poster-image\" style=\"width: 620px; height: 349px; margin-left: 0px; margin-top: 0px; visibility: visible;\" src=\"http:\/\/s03.video.glbimg.com\/x360\/3751278.jpg\" alt=\"\" \/><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Os criadores de gado da Amaz\u00f4nia est\u00e3o aumentando a produtividade dos rebanhos e, ao mesmo tempo, recuperando as matas nativas. Criado em 2011, em <a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/pa\/para\/cidade\/paragominas.html\">Paragominas<\/a>, no Par\u00e1, o projeto Pecu\u00e1ria Verde est\u00e1 se transformando em modelo para a Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>O projeto combina pecu\u00e1ria moderna e preserva\u00e7\u00e3o da Floresta Amaz\u00f4nica. Com orienta\u00e7\u00e3o de cientistas renomados, ele consegue aumentar a produtividade de fazendas de gado e, ao mesmo tempo, proteger ou at\u00e9 recuperar \u00e1reas de floresta.<\/p>\n<p>Paragominas \u00e9 um dos principais p\u00f3los da pecu\u00e1ria na Amaz\u00f4nia. Situado no nordeste do Par\u00e1, o munic\u00edpio tem fazendas grandes, rebanhos imensos e, durante muito tempo, esteve entre os campe\u00f5es do desmatamento no Brasil.<\/p>\n<p>A ocupa\u00e7\u00e3o de um peda\u00e7o do Par\u00e1 ganhou for\u00e7a nos anos 60 e 70, quando a regi\u00e3o atraiu pecuaristas e madeireiros, que chegavam principalmente do Sul e do Sudeste do pa\u00eds. Chegando pela rodovia Bel\u00e9m-Bras\u00edlia, os novos habitantes buscavam terra barata e contavam com cr\u00e9dito p\u00fablico para instalar as novas fazendas, com milhares de cabe\u00e7as de gado.<\/p>\n<p>O aumento dos rebanhos e das pastagens tamb\u00e9m chegou acompanhado de problemas para a natureza. Como em grande parte da Amaz\u00f4nia, em Paragominas muitas fazendas fizeram as derrubadas de maneira descontrolada e sem respeito \u00e0s regras do C\u00f3digo Florestal.<\/p>\n<p>Nas d\u00e9cadas de 80 e 90, Paragominas perdia milhares de hectares de florestas por ano. Na \u00e9poca, muitos dos criadores tocavam o neg\u00f3cio com \u00e1reas grandes, pouca tecnologia e uma lucratividade med\u00edocre por hectare. \u201cEra tirar a madeira e abrir tudo na beira da \u00e1gua para o boi chegar l\u00e1. A regi\u00e3o de Paragominas sempre teve essa cultura de desmatar, desmatar, desmatar e ir botar a pecu\u00e1ria\u201d, relata Vinicius Scaramussa, que \u00e9 de uma fam\u00edlia de pecuaristas.<\/p>\n<p>Em 2008, esse avan\u00e7o descontrolado foi barrado na for\u00e7a. Foi quando Paragominas entrou para a lista dos munic\u00edpios que mais destroem a Floresta Amaz\u00f4nica, a chamada lista negra do desmatamento, do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente. A fiscaliza\u00e7\u00e3o apertou, serrarias foram fechadas e fazendas de gado multadas.<\/p>\n<p>De acordo com Mauro L\u00facio Costa, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais, o momento era de tens\u00e3o: \u201cO munic\u00edpio estar na lista era como uma pessoa estar no SPC, ent\u00e3o o primeiro sinal foi tirar cr\u00e9dito dos produtores. Empresas instaladas no munic\u00edpio come\u00e7aram a ter barreiras para vender os seus produtos. Isso foi a gota d\u2019\u00e1gua, a\u00ed a coisa ficou muito complicada\u201d.<\/p>\n<p>Para sair da crise, os criadores assinaram um pacto com o Minist\u00e9rio P\u00fablico para reduzir derrubadas e fazer o cadastramento ambiental das propriedades. Com apoio da Prefeitura e entidades n\u00e3o governamentais, as medidas foram adotadas e, em 2010, Paragominas foi o primeiro munic\u00edpio a ser retirado da lista negra do desmatamento.<\/p>\n<p>\u201cHoje eu agrade\u00e7o pela press\u00e3o que n\u00f3s sofremos, porque quando voc\u00ea sofre press\u00e3o voc\u00ea vai atr\u00e1s de solu\u00e7\u00e3o. Essa press\u00e3o foi uma grande oportunidade pra gente melhorar na nossa atividade\u201d, relata Mauro.<\/p>\n<p>Fora da lista negra, o desafio era encontrar uma maneira mais racional e sustent\u00e1vel de criar gado na regi\u00e3o. Para isso, Paragominas resolveu pedir socorro para alguns dos maiores especialistas do Brasil em gado e em floresta.\u00a0 O primeiro a chegar foi o bi\u00f3logo Ricardo Rodrigues, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Com apoio do Sindicato dos Produtores Rurais, Ricardo montou uma equipe de cientistas que elaborou um plano ambicioso: recuperar as \u00e1reas de floresta e, ao mesmo tempo, melhorar o desempenho dos rebanhos. Era o in\u00edcio do projeto Pecu\u00e1ria Verde. \u201cHoje eu n\u00e3o falo mais de adequa\u00e7\u00e3o ambiental puramente, mas tamb\u00e9m de adequa\u00e7\u00e3o agr\u00edcola. A gente olha a propriedade como um todo. \u00c9 uma experi\u00eancia nova inclusive pra gente\u201d, explica o especialista.<\/p>\n<p>Com essa proposta, o projeto come\u00e7ou a funcionar em 2011, financiado por criadores e empresas privadas. A meta era implementar as novas tecnologias em seis fazendas da regi\u00e3o, que serviriam de modelo.<\/p>\n<p>Primeiro, os t\u00e9cnicos elaboram um mapa de cada propriedade, trabalho minucioso, feito em parceria como a ONG The Nature Conservancy (TNC). Baseado em imagens de sat\u00e9lite e dados coletados no campo, o levantamento indica as \u00e1reas que est\u00e3o dentro da lei ambiental e os lugares onde a mata precisa ser recuperada.<\/p>\n<p>\u201cO interessante s\u00e3o todas essas linhas, que s\u00e3o rios da propriedade. A legisla\u00e7\u00e3o define que voc\u00ea precisa ter uma faixa de floresta nativa no entorno desses rios, que n\u00f3s chamamos de APP, as \u00c1reas de Preserva\u00e7\u00e3o Permante, a mata ciliar. S\u00e3o as \u00e1reas em vermelho que ele vai ter que recuperar\u201d, afirma Ricardo.<\/p>\n<p>Na sequ\u00eancia, a equipe do Pecu\u00e1ria Verde visita cada fazenda para discutir com propriet\u00e1rios e funcion\u00e1rios qual a melhor maneira de recuperar as \u00e1reas com desmatamento ilegal.<\/p>\n<p>Lourival Del Pupo \u00e9 o dono da fazenda Santa Maria, que tem 3,2 mil hectares. Ele explica que para se adequar ao C\u00f3digo Florestal, a propriedade est\u00e1 recuperando algumas faixas de preserva\u00e7\u00e3o permanente em volta de rios e lagoas, \u00e1reas que deveriam estar cobertas por mata ciliar.<\/p>\n<p>Antes de entrar no projeto, Lourival achava que as \u00e1reas com derrubada irregular somavam cerca de 15% ou 20% da superf\u00edcie da fazenda, mas o mapeamento mostrou que apenas 1,8% estavam prejudicados.<\/p>\n<p>Para acelerar o reflorestamento, em alguns lugares, Ricardo recomenda o plantio de mudas de \u00e1rvores nativas, mas muitas vezes o servi\u00e7o \u00e9 bem mais simples, afinal, no ambiente da Amaz\u00f4nia, com muito calor e chuva, sementes e p\u00e1ssaros, a regenera\u00e7\u00e3o natural \u00e9 muito vigorosa.<\/p>\n<p>Fonte: Globo Rural<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Projeto combina pecu\u00e1ria moderna e preserva\u00e7\u00e3o da Floresta Amaz\u00f4nica Por Vico Iasi Os criadores de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Projeto combina pecu\u00e1ria moderna e preserva\u00e7\u00e3o da Floresta Amaz\u00f4nica Por Vico Iasi Os criadores de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10110"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10110"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10110\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10110"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10110"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10110"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}